Press Start - Interativa
4 Capítulo 4
Notas iniciais

Florence Laurent Esme Chermy — França
Acordo ainda um pouco sonolenta com o maldito despertador gritando em meu ouvindo.
— Já entendi! — digo para ele. Me despreguiço e solto um bocejo. Opa. Levanto e já arrumo minha cama para que minha mãe não tenha de o fazer. Tenho que começar a ajudar mais ela. Abro a janela e deixo o ar doce da manhã penetrar o meu quarto.
Vou no banheiro e percebo que o look de hoje será olheiras.
— Merda! — falo sozinha. Percebo minha gatinha Lua entrar no banheiro e vir ao meu lado ronronando. Pego a no colo e converso com ela.
— Tá vendo Lua! Isso que dá passar a madrugada inteira jogando e lendo livro — aponto para meus olhos — a madrugada é tão boa, aconchegante e calma, a grande lua e suas estrelas iluminando o céu, é tão acolhedor. Sorte sua que pode sair e ficar no telhado olhando coisa tão bela. Mas chega de enrolação senhorita, hoje é dia de fotografar e encontrar a Emma e o Ed. Solto ela e começo a me despir para tomar um banho. Normalmente eu tomaria um banho quente mas me parece que Paris acordou com sol. Mas fazer o que, banhos gelados são refrescantes. Enquanto tomava banho e cantarolava alguma música me lembro que minha mãe iria sair mais cedo de casa hoje para abrir a loja. Desliguei rápido o chuveiro coloquei uma toalha e desci correndo as escadas tropeçando no último degrau.
— Flor? — gritou minha mãe da cozinha
Corri até ela e lhe dei um forte abraço.
— Queria dar Tchau antes que você saísse.
— Tudo bem, mas não precisa se matar nas escadas e sair de toalha por aí — disse em meio a uma risada doce.
— Sobre o tropeço anterior, já disse que o chão me ama, e sobre a tolha, bem, eu queria vir rápido e sair depressa do meu banho confortável não é uma opção, eu obviamente vou voltar pra lá.
— Tá bem, tá bem, mas não acabe com a água de Paris!
— Ah, mãe você pode esperar pra passar corretivo em mim?
Ela fez cara como de que não acreditasse e começou a rir.
— É sério! Eu e o corretivo não nos damos muito bem! Sempre quando eu passo fica uma caca e você sabe disso! — olhei para ela e vi que continuava rindo — não me dou bem com maquiagem, mas hoje será necessário.
— Ah que dó! — fiz bico e ela me abraçou depositando um beijo delicado em minha testa — Agora eu tenho que ir! Tchau querida, se cuida. Mamãe te ama!
Disse enquanto fechava a porta e saía.
— Também te amo — falei mesmo que ela já tivesse saído. Peguei uma maçã e quando fui dar uma mordida ouvi batidas na porta da cozinha.
Abri e vi Ed e Emma.
— Ed! — falei animada.
Ele sorriu mas depois olhou para meu corpo.
— Aahm... ué? — disse. Me lembrei que estava de toalha.
— Ah desculpa, não olha caramba!
Rápido ele fechou os olhos e entrou.
— Emma! — a abracei fortemente e ela riu.
Fechei a porta e pedi pra eles subirem pro meu quarto enquanto eu terminava o meu banho.
Emma foi guiando Ed que acabou tropeçando na mesinha da sala. Ri baixinho e fui terminar meu momento de glória chamado banho.
Terminei e voltei pro quarto para me arrumar. Ed saiu do quarto e Emma pegou uma roupa pra mim.
— Aaah! Maravilhosa! Obrigada — ela riu
Fui atrás do biombo e vesti um vestidinho preto e salmão com um cardigan preto. Coloquei meu all star cano médio branco e pentei os cabelos colocando uma tira de orelinhas de gatinho felpudinhas.
— Tadaaam! — gritei
— Linda como sempre! — falou e eu dei uma piscadela para ela.
— Agora as moças já estão devidamente vestidas e prontas para uma aventura com croissant e parque? — falou Ed abrindo a porta e abrindo os braços com sinal de cavalheirismo.
— Sim senhorito! — falei brincando e saindo pela porta.
Ele riu.
— Senhorito? Essa é novidade.
— Ela é menina de novidades meu caro Ed — disse Emma fazendo uma reverência.
Rimos e então peguei minha câmera e minha mochila e fomos para o parque.
Emma e Ed foram buscar café enquanto eu ia na pequena caixa de correio depositar meu envelope.
— Aí meu Deus! Eu estou tão empolgada! — falei quando eles voltaram com croissants e cafés.
Estavamos sentados na linda grama verde do parque.
— Isso não é novidade — Emma disse rindo.
— É sério, se eu for aceita vou ficar tão feliz, vou rodopiar e dançar pelas ruas. Esse concurso ou seja lá o que for, é algo revolucionário! Jogar esse jogo é o que eu mais quero no momento. Tem que dar certo.
Ontem enquanto eu comia um grande pote de sorvete de morango e assistia TV passou um comercial de uma empresa de jogos. Quando eu vi fiquei muito empolgada, então fiz minha ficha e agora mandei ela por correio.
Eu sou um tanto viciada em jogos, então saber que essa alta tecnologia que normalmente vemos em livros e filmes fictícios pode estar se tornando real, eu obviamente quero poder participar.
— Você não precisa ganhar isso pra sair rodopiando e dançando por aí, isso a gente faz agora — falou Ed se levantando pegando na minha mão e na de Emma e começamos a dançar no meio do parque sem nos importar com as pessoas ao nosso redor. Naquele momentos éramos só nós sendo nós.
É bom estar com os amigos. Penso eu.
Maria Fernanda Maffe Amare Parker — Canadá
Sabe em dias como domingo você quer acordar tarde e passar o dia jogando e fazendo algo que você goste. Mas seu cérebro é tão troll que te faz acordar às 08:00 da manhã e não poder nem sair de casa.
A única coisa que me resta então é a TV. Sentada já no sofá com um cobertor e chocolate quente ligo a TV e tento procurar algum canal. Por maldição do destino, adivinha? Só tem jornal.
— Olha só até parece que é gente — olho para trás onde se encontra meu "irmão" Carter zombando da minha cara — mas com esse cobertor parece uma criancinha.
E eu simplesmente o ignoro revirando os olhos e voltando a atenção a maravilhosa TV.
Quando ele sai eu obviamente o xingo.
— Babaca
— Calma ai Topo Gigio, tá esquentadinha? — fala Gustavo, meu verdadeiro irmão gêmeo. Sério isso mundo?
— 1) eu sempre sou esquentadinha 2) eu realmente quero algum dia saber da onde você tirou essa merda de apelido 3) bem não tem 3.
Ele solta uma risada e sai em direção a cozinha.
Parece que o universo precisa de uma piada pra funcionar porque por sorte quando eu estava passando os canais achei um canal com um assunto interessante. Aumentei o som, e prestei atenção no que um homem charmoso em pé dizia com um largo sorriso.
Ai. Meu. Deus. Foi tudo que eu consegui pensar quando ele terminou de falar.
— Manhêêêêê — gritei correndo pra cozinha e dando pulinhos de alegria — Você. Precisa. Me. Levar. No. Correio. Agora!
— Opa opa canguru, vamos com calma ai. — disse minha mãe — por que você precisa ir ao correio?
— Por que uma coisa simplesmente maravilhosa está pra acontecer na minha vida! — respondi sentando na bancada.
— E o que seria?
— Eu estava assistindo e passou um comercial do Jason! Ele disse que vai lançar um novo jogo, mas não é um simples novo jogo. É O jogo! — disse gesticulando com as mãos — é algo surreal, e eu preciso participar!
— Bem querida, eu preciso ir pro trabalho agora. — ela fez uma cara desapontada.
— Em pleno domingo?
— Em pleno domingo.
Bufei e cruzei os braços.
— Eu posso te levar se quiser — falou Rodrigo levantando os olhos do jornal e me encarando.
— Humm... pode ser!
— Mas antes preciso passar na Ikea.
— Eu posso ir? — gritou Guh animado.
— Claro. — respondeu ele.
Fiz hi five com gustavo e subimos pros quartos nos trocar.
Foi um pouco entediante ter que esperar Rodrigo comprar um novo cano pra pia da cozinha que estava vazando. Mas por sorte a Ikea é gigante! Então eu e Gustavo saímos pra explorar.
Quando entramos em um corredor que tinha coisas pra natação e piscina Guh pegou óculos e uma touquinha, e começou a fingir que estava nadando.
Dei risada e fomos ao encontro de Rodrigo.
Estávamos (eu estava) ansiosos dentro do carro pra poder chegar no correio logo. Eu não parava de enrolar o cabelo nos dedos o que deixou Gustavo um tanto irritado.
Quando Rodrigo estava estacionando eu mal deixei ele terminar e desci do carro em um pulo e corri alegre pra depositar o envelope com a minha ficha.
Quando depositei delicadamente o envelope para que não amassasse corri de volta para o carro e Rodrigo me deu uma mini bronca — ele não tem tanta autoridade pra me dar uma bronca de verdade, ele é só meu padastro — mas no fim eu nem liguei estava tão ansiosa e empolgada que dei um grito de alegria e subi correndo pro meu quarto.
Quando eu estava no quarto começou a fazer um friozinho, então eu me troquei deitei no sofá perto da janela e comecei a ler um livro.
Por favor, por favor, por favor. Repeti para eu mesma.
Não faço ideia se eu vou ser aceita ou não, e nem quando é que eles vão dizer os resultados dos escolhidos. De qualquer forma, espero que eu consiga a vaga.
Sem perceber meus olhos começaram a pesar e eu adormeci
Fale com o autor