Preso Á Sete Chaves
13 Capítulo Final: Acerto de Contas
Notas iniciais
Eu estava em meu quarto, concentrado. Hoje a noite estava prestes a revelar algo importante. Iria fazer uma palestra sobre coisas sobrenaturais, e revelaria o segredo que eu carregava durante longos seis meses. Eu já estava vestido com meu paletó cinza e estranho, o cabelo penteado e a barba a fazer.
Enquanto lia me lembrava do que minha mãe fez consigo mesma. Ela tentou encontrar Rosalie no orfanato, mas minha irmã fugiu para longe. Minha mãe então se entregou para a policia. Lia a reportagem no jornal sobre isso, sentado na cama do um apartamento sujo e sem vida.
Eu continuava concentrado na minha leitura. Mas alguém bateu a porta do quarto do hotel. Levantei-me e guardei rapidamente todos os cadernos dentro de uma caixa. Abri a porta, não havia ninguém.
Olhei para o chão e um pedaço de papel rosa, cm algumas palavras escritas. Peguei o papel e o li. Somente algumas palavras sem sentido, mesmo assim as entendi.
“Igreja... lá estou... Aguardo... Acerto de contas...”.
Sai do apartamento rapidamente e peguei o Ford Thunderbird 1980 – velho, numa cor verde desbotado – de um vizinho emprestado – não era bem emprestado, eu peguei sem avisar, mas pretendia devolver. Trajava uma blusa de frio preta, uma calça jeans e um converse clássico.
Dirigia como um louco pela estrada vazia que levava a Silent Hill. Eu não sabia o porquê, mas eu sentia que tinha que ir até lá, acertar as coisas.
Cheguei até a entrada da cidade, entrei rapidamente, passando pelas ruas desertas, vendo as casas e lojas vazias, acelerando cada vez mais. Enfim cheguei o lugar indicado no bilhete e sai do carro apressadamente.
Entrei na igreja e tudo foi como na ultima visão que eu tive. O interior da igreja queimado. A imagem de Jesus caída. Lembrei-me também de como eu estava diferente agora – com cara de mais velho.
Então, como eu esperava um vulto pequeno surgiu do nada. Era Rosalie, brincando com uma faca e olhando-me sorrindo.
– Você já sabe o que acontece! – ela disse.
– Sim! – falei.
Então ela veio na minha direção, para me apunhalar com a faca. Mas uma surpresa, ela deu um berro de dor e me olhou com uma cara de quem não entendia nada.
Então, de repente, ela se partiu no meio, jorrando sangue para todo o lado – e sujando toda minha roupa.
Levantei do chão e me aproximei do corpo da minha irmã, eu chorava como um garotinho, sem saber o que fazer. Então o barulho da sirene ecoou por todos os lados – mas não era a sirene que indicava a vinda do “inferno”, mas a sirene de carros de policia.
Então fui cercado por policiais por todos os lados, meu vizinho junto com eles, magro, baixinho, com um bigode feio e grande, gritando como um louco.
– Ele roubou meu carro! – ele disse, depois soltou um baita palavrão ao ver Rosalie partida no meio, no chão da igreja.
Fui preso, por assassinato. Minha mãe também, junto com os envolvidos de forjar a “falsa” morte de Rosalie. O meu caso teve grande repercussão na mídia. As pessoas comentavam todos os dias sobre mim.
Na minha cela quase vazia, somente eu, a solidão, um colchão duro e um recorte de jornal. Esse recorte eu lia todos os dias, e me punia a cada segundo. Por que tudo isso teve que acontecer? Por quê...? E se...? Eram as perguntas que não saiam de mim, eram uma maldição terrível ter que pensar.
Mas eu não iria ficar lá para sempre, e de algum jeito ia provar para todos que Silent Hill é um lugar macabro.
Logo vi na televisão:
“ Garota morta pelo irmão em cidade abandonada
Rosalie Nashville, uma garota que foi dada como morta aos oito anos de idade morreu essa semana, com quatorze anos. O assassino, o irmão, Alex Nashville...
... O assassinato aconteceu em uma igreja em uma cidade abandonada, Silent Hill, conhecida por causa de um incêndio anos atrás que destruiu quase que a cidade toda...
... Alex foi preso em flagrante e será julgado ainda esse mês. A defesa afirma que ele sofre distúrbios mentais, mas ele mesmo nega isso...”
FIM!
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