Present
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Present.
“O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores; o presente, sempre pior.” – William Shakespeare.
Respirou fundo, mordendo a língua logo em seguida. Tudo isso para evitar um sorriso largo, enquanto próximo a si seu fiel neko – Frosh – flutuava e dançava segurando o papel da missão solo que fariam.
Mas a felicidade – e a vontade de sorrir – não era por isso. Fazia exatamente quinze dias, quatorze horas e vinte e sete minutos que ele não a via. Não que ele estivesse contando.
Logo quando o papel fora carimbado o Dragon Slayer das Sombras seguiu para fora da guilda, rumo a sua residência, para que pudesse arrumar suas coisas a fim de by InstantSavings\">começar logo a missão. Afinal, depois da mesma – que o moreno trataria de acabar o mais breve possível — este faria uma visita longa a fada que mais o intrigava.
...
Em pouco mais de um dia e meio o moreno já havia completado a missão. E, naquele momento, o rapaz seguia em direção a residência daquela que governa sua mente e seus sonhos.
A fada que o intrigou desde o momento em que a vira. Que mesmo depois do que Minerva fizera a si, esta ainda possuía força para mostrar um sorriso.
O Cheney acreditava que depois daquela batalha contra a mulher mais forte de sua guilda – Minerva, a filha do mestre -, bom, ele acreditava que Lucy jamais iria querer pôr-se diante de algum tigre novamente... e também que os odiaria até o fim de seus dias.
Mas hei de que a doce e gentil maga não guardou rancor contra ninguém, nem mesmo contra a própria agressora. E isso encantou o jovem Dragon Slayer, mas não fora apenas isso que o fizera ir atrás dela naquele dia.
Oh, não. Ele ficara curioso sobre o que ela falara para Rufus. Algo sobre uma promessa de longa data, e que esta podia não ter mais tanta importância assim para o mago de memórias, mas para ela ainda valia cada palavra.
O moreno suspirou seguindo em passos apressados pelas ruas de Magnólia. Sob sua cabeça Frosch — o doce exceed – ronronava algo sobre querer ver logo sua ‘mãe’.
Farejou o local por alguns instantes buscando o cheiro do rosado. Nada. Havia apenas a doce essência de erva doce com um toque de baunilha no ar.
Conteve um sorriso, logo adentrando no prédio e seguindo para as escadas em passos rápidos. Não fora parado pela dona do local, afinal a mesma já tinha conhecimento de que o rapaz conhecia – e era amigo – da fada que ali morava.
Ergueu a mão para bater na porta, mas antes de tocar a madeira, esta fora subitamente aberta, o surpreendendo.
– Tinha o pressentimento de que viria hoje – riu-a dando espaço para o mago entrar. – Faz uns dias que não nos vemos, fiquei com saudade de conversar com você Rogue-kun – assumiu-a, apesar de constrangida por isso.
O moreno limitou-se a da um curto sorriso, este que não passará despercebido pela maga celestial. Esta, por sua vez, apenas aproximou-se do mago e esticou-se para pegar Frosch que dormia tranquilamente sobre a cabeça do dono.
Depositou o neko sobre a própria cama, acomodando-o sobre o travesseiro. E logo voltou-se para o moreno retirando a capa do mesmo, afinal se ela não o fizesse ele passaria o restante do dia usando-a.
– Você devia deixar para usar capa apenas no inverno – comentou-a dobrando o tecido negro. – Não sei como não sente calor. – o moreno apenas deu de ombros sentando-se em uma cadeira próxima.
– Eu gosto de usá-la. – sussurrou-o. A maga riu.
– Você não tem jeito Rogue-kun – e novamente a risada suave da Heartphilia ecoou. – Mas eu gosto de você assim mesmo – disse-a passando a mão pelos cabelos do rapaz, antes de rumar para a cozinha, esta que era separada da sala apenas por um balcão.
A aquele ponto o Cheney agradecia mentalmente por ela ter ido para a cozinha, afinal, certamente não conseguiria esconder o constrangimento ante o comentário que a maga dera. Sem contar o fato de a mesma ter passado a mão por seus cabelos. Deus, nem ele mesmo sabia como se conterá naquele momento.
Engoliu em seco. Tinha a impressão de que aquele dia seria um dos mais desafiadores de sua vida.
– Rogue-kun eu estava pensando em visitar o tumulo dos meus pais amanha... – comentou-a da cozinha. – Você aceitaria ir comigo? Quero dizer.... teríamos de pegar um trem para Alcalypha e tudo mais...
– Por mim tudo bem... – respondeu-o. Nem mesmo um trem o impediria de ficar próximo a Lucy, isso era certeza.
Em questão de segundos a loira apareceu novamente, logo deparando-se com o rapaz sentando-se a mesa, enquanto tinha seu romance em mãos.
Suspirou-a levemente. Não havia mesmo jeito de esconder seu manuscrito.
Deixando a própria indignação de lado a maga caminhou devagar para a mesa carregando em mãos duas taças medianas cada uma contendo uma sobremesa diferente e tendo uma colher de cor combinando com o doce.
– Seu favorito – comentou-a depositando a taça frente ao rapaz, cujos olhos arregalados denunciavam que o mesmo não esperava por isso.
– O-Obrigado... – murmurou-o antes de levar uma colher a boca. Nunca pensara que a loira fosse realmente fazer um muse de chocolate com raspas de chocolate branco, apenas para ele.
No momento em que o Dragon Slayer provou, viu-se apaixonando pelo doce.
– Então? Gostou? – indagou-a sentada frente ao mesmo sorrindo de orelha a orelha, esperando a aprovação do rapaz.
– Esta... incrível – concluiu-o voltando a deliciar-se com tal gostosura. Jamais provara algo tão indescritível.
A loira deu uma leve risada antes de começar a comer sua sobremesa.
Logo após tudo a tarde passou-se calma.
Estes mantiveram-se no apartamento da Heartphilia divertindo-se com coisas banais, isso juntos a Frosch que ficara contente ao saber que Lucy havia feito uma sobremesa especial para ele também.
...
Já era inicio da noite quando as gargalhadas da loira ecoaram pela casa, esta já perdia o fôlego diante da cena ‘hilária’ a sua frente.
– N-Não tem gr-raça... – comentou o moreno entre gaguejou, logo virando uma jarra d’água goela abaixo a fim de fazer a queimação do molho de pimenta, que a loira colocara propositalmente em sua comida, passar.
Seguindo as gargalhadas da Heartphilia, estava Frosch. O pequeno neko jamais rira tanto em toda sua vida.
Após alguns segundos a loira já mostrava-se debruçada com a barriga doendo de tanto rir.
– E-Eu vou m-me ving-gar Heat-tphilia... – arfou Rogue.
– É claro que não vai, senão não dou sobremesa – chantageou-a. Sabia que tendo a sobremesa preferida em jogo o moreno não se arriscaria.
– Lucy-san isso é jogo sujo – emburrou-se o Cheney. Por mais estranho que possa parecer, este sempre permitia-se demonstrar alguma emoção frente a maga loira.
– Vale tudo na guerra e no amor neném – comentou-a mostrando a língua. E logo o moreno corou.
– Na guerra e no... amor? – indagou-o de sobrancelha erguida. Claro que tendo certo rubor sobre a face.
E logo quando tocara-se do que dissera a maga prontificou-se a correr para a cozinha a fim de buscar as deliciosas sobremesas.
O neko apenas olhou desentendido para a porta onde a maga acabara de entrar – levando consigo os pratos da janta – e logo voltando seu olhar para o Dragon Slayer.
Após alguns segundos a loira retornou trazendo uma bandeja com as preciosas sobremesas – tanto para o rapaz quanto para o neko.
O casal apenas acomodou-se sobre o sofá macio – claro que o neko sobre o colo da loira – e ficaram a assistir qualquer coisa na tevê lacrima enquanto saboreavam o doce caseiro.
– Está ficando tarde... – comentou o moreno. – Melhor eu ir senão não encontrarei um hotel...
– Oh, não, não. Hoje você irá dormir aqui, comigo – anunciou Lucy, isso soando mais como uma ordem do que como afirmação.
– Tem certeza Lucy? – indagou-o corando. – Quero dizer, você me disse que o Natsu-san sempre vem a sua casa para irem juntos a guilda...
– Ele não vem mais – sorriu-a um tanto triste. – Eu falei para ele que não era legal ele namorar Lisanna e ficar vindo me buscar aqui em casa toda manha... nem deitar na minha cama quando eu estou dormindo nela – murmurou-a por fim, e apesar disso tal sussurro não passara despercebido pelo moreno cujo sentira uma pontada de ciúme ao imaginar tal cena.
Mas seu ciúme logo desaparecera quando tomara consciência de que aquela – com certeza – era uma chance única. Afinal, Lucy Heartphilia, não é de convidar nenhum outro mago que não seja da Fairy Tail para dormir consigo... na verdade, apenas Natsu o fazia, e certamente era sem o consentimento da mesma.
– E então... aceita? – sorriu-a.
O moreno apenas limitou-se a cruzar os braços – a fim de que o rubor sobre sua face não fosse notado — e fazer um bico pequeno enquanto resmungava um “é claro”.
...
– Rogue-kun!? – chamou-a calmamente. Ouviu-se um resmungo do moreno, mas nada mais que isso. – Rooooggguuueeee-kkkuuuuuuunnnn... – sussurrou a loira ao ouvido do mago. – Acorda meu docinho – pediu-a gentilmente.
Mas não fora aquela gentileza que o acordara. Oh, não. Com certeza não. Mas sim a forma delicada e um tanto sensual como a voz da maga das estrelas chegara a seus ouvidos, isso sem contar o fato de como ela encontrava-se.
O moreno abriu os olhos devagar, mas logo arregalou suas orbes avermelhadas ao constatar que o peso que sentia sobre si era – na verdade – Lucy sentada sobre seu colo, curvada sobre o moreno a fim de sussurrar-lhe ao ouvido.
Quão inocente alguém pode ser? Era o que o moreno se perguntava naquele momento.
Logo quando a loira saiu de cima de si, para ir acordar Frosch, o moreno permitiu-se sentar-se sobre o leito. Este ainda encontrava-se sonolento devido ao fato de que fora dormir tarde, pois passara a maior parte do tempo apreciando a aproximação que tinha com a loira.
Bocejou, logo erguendo-se e rumando para o banheiro levando uma toalha e uma muda de roupas consigo.
Adentrou no box já despido, logo ligando o chuveiro permitindo-se relaxar os músculos perante a água quente que escorria por sua pele.
Um suspiro atravessou seus lábios, mas este tinha muitos significados.
E então um breve sorriso tomara seus lábios.
Passaria o dia com a fada que o conquistara – mesmo esta não tendo consciência disso, não ainda é claro -, não havia como não ficar feliz ao lembrar-se disso.
Em sua opinião isso poderia soar um tanto egoísta, mas um dia teria de agradecer a Rufus – ou quem sabe não – por não ter lembrado-se da promessa que fizera a loira anos atrás.
Passou a mãos pelo cabelos molhados ao lembrar-se de como a loira ficava um tanto... tristonha quando se tocava no nome do mago memory maker.
Trincou o maxilar fechando a cara por alguns instantes. Ainda não entendera como o mago de memórias poderia ter esquecido-se da loira. Afinal ele SEMPRE lembrava-se de TUDO.
Fechou os olhos soltando outro longo suspiro. Melhor seria não pensar no mago loiro... ao menos não naquele momento. Tinha de aproveitar seu pouco tempo com a maga... e quem sabe não conseguisse tornar-se ainda mais próximo da mesma – se é que era possível.
Desligou o chuveiro e pegou a toalha, secando-se rapidamente. Logo quando terminara de vestir a calça notara a falta da camisa.
Resmungou qualquer coisa baixinho antes de colocar a toalha sobre os ombros e seguir para fora do pequeno aposento.
Assim que colocou os pés fora notara a loira curvada sob cama arrumando a mesma, enquanto perfeitamente dobrada sobre o criado mudo estava à camisa negra de Rogue.
– Seu café da manha esta na mesa – informou-a. – E não, nada de doce pela manha – completou. E apesar de que o moreno se quer cogitara a possibilidade de comer doces.
E essa era uma das mais singelas – e escondidas – verdades sobre o Dragon Slayer das sombras da Sabertooth. Ele poderia não ser muito fã de cafeína, mas doces era sua paixão, assim como a de seu exceed.
– Mas... – tentou argumentar. Vai que a loira não ceda.
– Nada de mais – cortou Lucy. – Você não pode comer doces logo pela manha mocinho – argumentou-a em tom maternal. – Tudo bem que seu metabolismo de Dragon Slayer queima o açúcar mais rápido, mas ainda sim você não irá comer doces no café. – finalizara a maga virando-se para observar o ‘amigo’.
Da cozinha apenas pode-se ouvir o sim da risada de Frosch.
O Cheney apenas limitou-se a fazer um bico – que devo dizer, era incrivelmente infantil e fofo – antes de dar um assentimento mudo e seguir para tomar seu café da manha, constituído apenas de comidas saudáveis... sem nenhum tipo de sobremesa açucarada.
...
~Flash Back~
O moreno caminhava despreocupadamente para a guilda. No dia anterior voltara de uma missão onde – por coincidência – havia encontrado a loira fazendo uma missão solo também.
Deu um curto sorriso para o neko próximo a si que mostrava-se extremamente feliz por ter se divertido bastante com a maga loira.
Rogue ficava ainda mais satisfeito por ter se apaixonado por alguém que ame seu exceed tanto quanto ele ama, e Frosch também amava a fada, isso era um fato incontestável.
– Fro esta feliz – comentou o felino. – Fro está ansioso para ver a mamãe de novo.
Outro curto sorriso tomou os lábios do moreno.
Se o neko já havia a chamava de mãe – e Lucy parecia adorar isso -, o único obstáculo que o impedia de tê-la agora era sua timidez... que – devo dizer – é imensa.
Suspirou desfazendo o sorriso. Tinha de encontrar um modo de acabar com a própria timidez, ou isso seria a ruína para si.
Continuou seu percurso, mas parou subitamente alguns metros frente a entrada da Sabertooth. Assim o fizera, pois sentira o cheiro de – ninguém mais nem menos – que Rufus Lohr.
Franziu a testa logo vendo o mago de memórias desencostar da parede e seguir a seu encontro.
– Precisamos conversar – informou-o passando pelo Cheney.
– Frosch entre na guilda e fique com Sting – pediu o Dragon Slayer. – Voltarei já.
O neko limitou-se a assentir antes de voar para o interior do prédio.
– O que quer? – indagou o moreno, direto.
E logo quando Rogue virara-se pode ver o olhar do loiro em si, analisando cada miraculoso movimento e cada mínima palavra.
– O que você sente por ela? – indagou-o rapidamente.
O moreno manteve-se em silencio enquanto mantinha o olhar de forma intensa sobre o loiro. Em sua garganta um rosnado baixo se formava.
– Saiba que eu sei que anda se encontrando com aquela fada – afirmou o Lohr. – Mas saiba que eu me sinto da mesma forma que você... e não entregarei o jogo tão facilmente assim.
– Isso não é um jogo! – rosnou o Cheney. – São os sentimentos dela. Até pouco tempo atrás você se quer sabia quem ela era. – afirmou o mago de cabelos negros. – Pouco ligava para como ela se sentia. Se quer, tentou descobrir o que ela estava falando quando lhe entregou o colar durante os jogos. – disse-o alto.
O loiro franziu a testa.
– Eu a conheço bem antes de você – informou o Lohr, quase que de forma vitoriosa. – Foi a mim quem ela fez uma promessa, não há você.
– Essa promessa não vale mais, você quebrou-a quando não a reconheceu! – rebateu o moreno. – Você não sente nada por ela e não vou admitir que brinque com os sentimentos dela!!
– Hey, o que está acontecendo? – indagou Sting, aparecendo de súbito entre os dois. Este notara que o parceiro estava alterado.
Rogue respirou fundo antes de se pronunciar mais uma vez.
– Nada... – começou. – Não esta acontecendo nada Sting. – e logo deu as costas, mas não sem antes jogar um olhar de aviso sobre o mago de memórias.
– Eu não pretendo perder – anunciou Rufus.
– Digo o mesmo!
~Fim do Flash Back~
...
Já fazia algumas horas que o casal havia chegado a Alcalypha.
No momento estes se encontravam no cemitério, mais especificadamente frente às lápides destinadas aos pais da Heartphilia.
A garota sorriu logo após pondo-se de pé ao lado do Cheney, este que mostrava-se bastante interessado pela data em que sua mãe morrera.
– Sua mãe morreu no mesmo dia em que os Dragões do Natsu-san e do Gajeel-san desapareceram... – comentou o Cheney após alguns minutos de silencio. – Coincidência!?
A loira apenas limitou-se a rir antes de responder.
– Queria que fosse...
– Mas...? – questionou. Era notável que havia algo por trás das palavras da maga.
Logo esta suspirou.
– Mas minha mãe tem realmente uma ligação com o que aconteceu... – e de súbito a loira parou, fazendo assim com que o rapaz também o fizesse enquanto mantinha o olhar na jovem assustada. – Por favor não diga nada a ninguém sobre isso... eu ainda não tenho certeza sobre tudo...
Pediu-a.
– Está tudo bem Lucy. – informou-o. – Além do mais, os únicos com quem converso, além de você, são o Sting, Lector e Frosch.
– Falando no Frosch... – começou-a procurando o neko com o olhar. – Eu acho que ele se perdeu... vem, vamos procurá-lo. – disse-a pegando a mão do moreno e voltando pelo caminho que fizeram.
Andaram por alguns segundos passando por lapides e mausoléus, e logo avistaram a figura rosada próxima há um mausoléu que havia desmoronado, o mesmo mantinha lágrimas nos olhos enquanto buscava desesperado por seus ‘pais’.
– Frosch! – gritou Rogue aproximando-se apressadamente junto da fada.
– Rogue-kun! – chorou o neko, logo abrindo asas e voando para os braços do moreno. – Fro estava com medo.
– Calma meu amor – pediu a loira gentilmente aproximando-se mais do moreno a fim de acariciar o neko assustado. – Mamãe esta aqui com você. – e logo tomou o pequenino nos braços acariciando-o para acalmá-lo.
As orbes carmim do Dragon Slayer brilharam de forma intensa quando ouviu o que a loira proclamara. Realmente, tudo o que faltava agora era ele se declarar já que a fada já considerava o pequenino Fro como um filho.
O moreno permitiu-se soltar um curto sorriso.
– Que tal irmos dar um passeio no parque de sakuras? – indagou a loira para ninguém em particular.
– Fro aceita. – disse o sapo/gato.
– Por mim tudo bem – comentou o moreno.
A loira sorriu ante a forma que o Cheney falara. Aparentemente esse jeito dele jamais mudaria, e ela gostava disso.
Logo o casal saiu do cemitério e caminhou para o parque que havia ali próximo.
Em pouco mais de alguns minutos chegaram ao parque. Este em si era um lugar majestoso. Grandes arvores de sakuras se espalhavam formando um mar de rosas.
Havia uma trilha na entrada do porque, esta que levava para o interior do lugar onde alguns bancos de pedra se encontravam.
– Faz tempo que não venho aqui... – comenta a loira sentando-se em um dos bancos tendo o neko em seu colo.
– Você vinha muito aqui? – indagou o moreno sentando-se próximo a Heartphilia.
– Sim... Na verdade esse parque pertencia a minha família... – suspirou a Heartphilia. – Eu vinha muito aqui com minha mãe. Só que depois que ela morreu eu quase não pude mais vir aqui... – devagar a garota levou uma das mãos a cabeça de Frosch e começou a fazer carinho do pequenino. – A ultima vez que vim foi quando fugi de casa... Depois eu entrei par a Fairy Tail e... bom... nunca mais pisei aqui.
– Por que? – indagou-o encarando as pétalas rosadas que acompanhavam o vento. – Quero dizer... se você possui lembranças boas desse lugar... – e então os olhos cor de sangue do Cheney encontravam-se com as orbes achocolatadas da maga. – Pensei que viria mais aqui...
A garota apenas deu uma risada suave.
– Não é isso. – sussurrou-a. – Eu amo esse lugar, amo todas as lembranças que tenho aqui. É só que... meu time é muito destruidor... mesmo esse lugar sendo muito importante para mim, eu temo que eles não se controlem – admitiu com um suspiro.
– Entendo... – murmurou-o voltando a observar a beleza resplandecente que havia em cada misera pétala daquela bela floresta rosada.
E assim o silencio se instalou. Claro que após alguns minutos um ronronar baixo chamara a atenção do casal, que logo depararam-se com Frosch dormindo sobre o colo da Heartphilia.
Um curto sorriso tomou a face do Cheney antes de o mesmo acariciar de leve a cabeça de seu parceiro.
Ao ver tal ação a maga permitiu-se sorrir. Era notável o quão Rogue se importava com o neko. Ele era diferente de todos os tigres. Na verdade... ele não aparentava ser um tigre – não para ela – já que este se mostrava tão... dócil.
Observou-o por alguns instantes.
Ele era bonito... ao seu modo é claro. Sempre calmo, meticuloso e cuidadoso. Quase nunca falava... bom, ela percebera isso nos jogos, mas quando estava com ela até que se tornava bem... falador.
Seu sorriso apenas alargou mediante tal pensamento.
– Sabe Rogue... – começou-a erguendo o olhar para o céu azul enquanto podia sentir o olhar do Cheney sobre si. – Eu fico feliz de ter vindo aqui com você. – finalizou, virando-se e sorrindo para o companheiro.
O Dragon Slayer arregalou os olhos perante aquele comentário. Jamais esperou que algo assim pudesse ser dito para si.
Logo as risadas da loira fizeram-se presentes.
– Você é fofo quando está corado Rogue – comentou-a, fazendo-o ficar ainda mais vermelho.
O moreno apenas virou a face, a fim de esconder a vermelhidão de sua face.
E mais uma vez sua timidez se mostrava presente.
Ele odiava quando isso acontecia. Por que tinha de ser tão tímido? Por que – ao menos uma vez – não conseguia falar o que sentia? Devia aproveitar que estavam em um lugar lindo e romântico... é o momento perfeito para tal, então por que ele não consegue?
– Nee Rogue... – chamou-a e logo quando o Cheney virou-se tudo o que teve tempo fora de arregalar os olhos enquanto sentia os macios lábios rosados da Heartphilia tocarem os seus em um beijo simples.
Logo a loira se afastou sorrindo, e também pouco corada, e pôs-se de pé.
– Vamos tomar sorvete? – indagou-a ainda tendo Frosch adormecido em seus braços.
– C-Clar-ro... – gaguejou-o ainda tendo certo rubor sobre a face.
O que diabos fora isso? Era o que ele se perguntava. Mas não era como se ele não houvesse gostado. Na verdade havia um alivio em si. Como se todas as perguntas que possuía sobre o que ela sentia para com ele, estivessem sido respondidas apenas por aquele beijo.
A maga apenas estendeu a mão para o Cheney, esta que ele aceitou de bom grado. Mas mesmo depois de encontrar-se de pé, a maga não havia soltado sua mão.
Na verdade... além de manter a mão entrelaçada na do moreno, a maga segurava o pequeno neko ainda – como um filho – e também mantinha um belo sorriso nos lábios.
Logo começaram seu percurso pela trilha de sakuras.
Perguntas e mais perguntas bombardeavam a mente do Dragon slayer, mas – deixando tudo de lado – ele permitiu-se aproveitar daquele momento, afinal, aos olhos de todos aqueles que os viam, eles pareciam uma família feliz.
E ele esperava que em breve pudessem ser mesmo uma família. Por que ele a amava. Como pessoa... Como maga... Como melhor amiga... E como mulher.
Ela era alguém incrível... capaz de iluminar até mesmo as trevas do coração do Dragão das Sombras.
Ela era sua estrela brilhante. Uma estrela que jamais perdia o brilho.
E ele entendia o por que de o Lohr também ter se apaixonado por ela. Ele entendia muito bem na verdade.
Mas Rogue Cheney não é alguém que entrega facilmente aquilo que considera seu. Muito menos se o que estiver em jogo for a SUA maga estelar.
Por que afinal – querendo ou não – Lucy Heartphilia faz mais parte do seu presente do que qualquer outra pessoa.
E, se depender do Dragon Slayer da Sombras, ela constituiria um futuro junto a ele também.
~Fim~
Notas finais
a proxima é a ultima one dessa coletania =3
pf comente, e caso gostem, favoritem tbm >w>.
bjosss. Ree
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