Notas iniciais
Demorei, né? O negócio é o seguinte: Eu me esqueci completamente. Isso mesmo, podem me apedrejar. Mas antes, vou explicar algo à vocês: Inicialmente, eu morria de medo de postar uma estória. Por isso, postei primeiro aqui, pra depois postar no Wattpad (meu site oficial), quando me senti segura da fanfic. Continuei postando lá até finalizar a primeira e segunda temporada. O Nyah não é meu site para fanfics, e eu realmente não o utilizo. Porém, vou terminar de postar os capítulos, apenas para a fic não ficar incompleta.

Abri os olhos lentamente, não contendo um sorriso. JungKook ainda dorme, tranqüilo e sereno. Como um anjo... O quarto está uma bagunça devido à noite anterior. Peguei minhas roupas e vesti-as ainda sorrindo. Saí do quarto e fechei a porta sem fazer barulho. Ao entrar na cozinha, peguei uma maça e comecei a comê-la enquanto procurava uma caneta e um papel. Encontrei uma pequena agenda com alguns contatos e uma caneta por cima.

Desculpe sair sem avisar, quando você estiver lendo isso eu já estarei em casa, assim espero. YoonGi vai ficar furioso se eu não voltar logo, então é isso. Eu te amo muito.

Lee ღ

. . .

O táxi parou em frente à casa e eu desci. Entrei com os saltos na mão na tentativa de não fazer barulho.

—Lee?

—S-sim, YoonGi? –Oh meu Deus! As marcas!

—Você voltou cedo. –Droga, droga, mil vezes droga!

—É-é, voltei. –Virei-me de costas para YoonGi tentando cobrir meu pescoço. Se YoonGi ver as marcas vai ser o fim...

—O que foi?

—Nada! Eu... Eu preciso ir! –Subo as escadas correndo o mais rápido deixando YoonGi pra trás. Tranquei a porta e procurei por um corretivo que despistasse as marcas. Passei por cima cobrindo quase tudo.

—Lee? –Ouvi a voz de Huna e sorri.

—Pode entrar. –Ela o fez. –O que deseja?

—Ontem, uma mulher misteriosa, mandou-me entregar esse bilhete à senhorita. –Huna estendeu-me um pequeno pedaço de papel dobrado. Peguei-o. –Ela pediu pra não dizer a ninguém além da senhorita.

Encontre-me na cafeteria perto da sua escola às 16:00. É sobre seus pais. Vá sozinha.

—Sabe de quem é?

—Não... O bilhete foi impresso. Obrigado. –Huna sai do meu quarto sem dizer nada. Quem mais sabe sobre meus pais?

15:40

Meu coração por pouco não sai da boca. Eu raciocinei milhares de vezes mas não consigo pensar em alguém que saiba dessa história. As únicas pessoas que sabem somos eu e YoonGi. Só se... Não... Ela não... Yang não poderia ter feito isso! Eu... Eu confiei nela! Como ela pôde!? Joguei-me na cama frustrada. A essa altura eu já nem me importo se as pessoas souberem de tudo... Mas o que me incomoda é que o assunto é sobre meu pais!

16:15

Abri o ecrã do meu celular e vi três mensagens não visualizadas. Número desconhecido.

>Por que ainda não está aqui?

>Isso não é brincadeira.

>Venha logo, e vá sozinha.

Tal pessoa quer mesmo me encontrar... Levanto-me quase em um salto e desço as correndo, pulando dois em dois degraus. Chamei o motoristas e lhe passei o endereço. Após dar partida no carro, observei as árvores cercarem a casa de YoonGi, rezando mentalmente para que a pessoa que quer falar comigo ainda esteja me esperando. Chegamos em frente a cafeteria e desci do carro, já procurando alguém. O local está praticamente deserto.

—A senhorita vai querer que eu a busque na volta?

—Ahn... Sim, eu telefono quando for sair, sim? -O motorista assentiu e eu observei o carro desaparecer conforme andava ais rápido.

Meu celular vibra e sem pensar duas vezes desbloqueio o ecrã, visualizando a mensagem.

>Até que enfim você apareceu.

>Atrás de você.

—Mãe!?

—Olá, filha. -Ela sorriu abertamente e meu coração se partiu em mil pedaços. Como ela tem coragem de me chamar de filha!? -Você mudou bastante, querida.

—O que você quer? -Pergunto indiferente ao que minha "mãe" me abraça.

—Filha, não fale assim comigo. Eu sou sua mãe.

—Não me chame de filha! -Grito limpado uma lágrima que insistia em escorrer. -Uma mãe não faria o que você fez! -Virei-me para ir embora quando sinto um leve toque em meu ombro.

—Apenas ouça o que eu tenho à dizer. Você merece saber.

—Já está tudo bem claro pra mim. -Apesar de ainda estar de costas, pude sentir que minha mãe baixara a cabeça.

—Por favor. -Respirei fundo e virei-me para ela. Ela sorriu e guiou-me para uma mesa. Pedimos dois cappuccinos. -Então... -Ela suspirou nervosa. -Eu quero dizer que sinto muito.

—Ah, é? Se arrepende por me vender para alguém que só me fez mal? -Sorri sarcástica. -Fala sério, por que você está aqui? Veio pegar mais dinheiro de YoonGi? 25.000.000 não foram o suficiente?

—Por favor filha, não é nada disso. -Seus olhos visivelmente ficaram marejados.

—Então o que é!? Por que pra mim a única explicação é essa!

—Eu não quis fazer isso. Eu juro, mas foi necessário. -Ela baixou a cabeça como se refletisse.

—Continue.

—Há alguns meses, seu pai e eu brigamos feio. Ele foi à uma boate, onde conheceu alguns homens. -Ela levantou o rosto e sorriu. -Eles beberam, jogaram e apostaram. Seu pai, infelizmente, apostou e perdeu tudo o que nós tínhamos, e ainda ficou devendo muito dinheiro aos homens que conheceu. Nós não tínhamos como ganhar esse dinheiro, temíamos a sua segurança. -O garçom entregou nossas bebidas, bebemos e minha mãe continuou. -Por fim, um dos jogadores era YoonGi. Ele quis comprar você, prometeu cuidar bem de você. E nós aceitamos a proposta... Por você.

Essa história foi como uma facada no peito. Eu odiei meus pais por tanto tempo, e agora descubro que tudo o que eles fizeram foi para meu bem... Como eu sou idiota...

—Mãe...

—Eu sinto muito... Eu sei que não foi fácil pra você... -A essa altura as lágrimas descem incessantes, mas eu não me importo. Levantei-me da mesa e abracei minha mãe. Não... Eu não posso odiá-la... -Me perdoe...

—Não, não mãe. Eu é que peço perdão. -Sorri soltando-a. -Vocês fizeram isso para o meu bem, eu eu apenas julguei mal vocês...

—Minha filha... Eu te amo tanto!

—Eu também.

[. . .]

Entrei na casa com uma energia fora do comum. Eu estou disposta a perdoar YoonGi, sim, apesar de tudo o que ele me fez, eu quero perdoá-lo.

—YoonGi! -Chamei mas nada. -YoonGi! YoonGi!

—Aish! Pare de gritar! -Disse ele saindo de seu escritório. -O que você quer?

Corri até ele e o abracei. Ele se assustou com o toque repentino mas passou as mãos por minhas costas. Senti ele sorrir contra meu pescoço, fiz o mesmo, sentindo seu perfume me intoxicar. Soltei-me do abraço e olhei fundo em seus olhos ainda sorrindo.

—Eu quero pedir desculpa. -YoonGi sorri.

—Pelo que?

—Ah... Me encontrei com a minha mãe hoje. -Sorri sem graça sem saber como dizer. -Ela... Ela me contou tudo. Você estava me ajudando e a minha família.

—E...?

—E apesar de tudo, eu te perdôo. -YoonGi sorri novamente, mas dessa vez sem mostrar os dentes. Ele abraça-me novamente, deixando as mãos correrem soltas por minhas costas. Sua boca aproxima-se de meu ouvido e minha pele arrepia-se.

—Não preciso do seu perdão.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.