Encaro o espaço silencioso, inconfundível.

Nada sinto, não ouço, não sinto dor.

Somente suas palavras conseguem

Trazer para mim um certo calor

Com o tempo se esvai

Qualquer chance de vida, amor.

Ao que sinto nada

Qualquer sensação é boa, ardor.

Inconfundível silêncio

Tormento, enlouquecedor

Paredes brancas são o que impedem meu ser

De ser livre, ter cor.

Depois da morte, sua alma não liberta.

Continua lá, parada.

Seu corpo apodrece, lentamente.

Com o desejo de ser livre, somente.

A alma insana se torna

Com o tempo se cansa, retorna.

Um puro silêncio reina

Em sua gaiola, abandonada.

Enjaulada, enclausurada...

Notas finais
-.-' coments...?
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