Presa à Você
1 Capítulo 1
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POV's Park Lee On
Não consigo dormir. Hora viro-me para a esquerda e hora para a direita em busca do lado mais fresco da cama. Ascendo o abajur e sento-me na cama. Esfrego os olhos algumas vezes e finalmente levanto-me. Prendo meus cabelos rosados em um simples coque deixando alguns fios soltos sobre meu pálido rosto. Tiro as roupas de cama e entro em baixo do chuveiro. É tarde para um banho, eu sei. Mas acho que é o que eu preciso para ter uma boa noite de sono. Sinto meu corpo relaxar por completo sob os fortes pingos d’água. Quinze minutos depois saio do banheiro e deito-me, novamente, na cama.
[...]
O despertador toca, são exatamente 06h15min. Levanto-me da cama e coloco meu uniforme, já separado, que consiste em uma simples saia xadrez azul escuro junto por uma camisa social branca, por cima um blazer também azul escuro e a gravata preta, coloco uma meia três oitavos branca e por fim meus conver’s pretos. Prendo meu cabelo rosado em um simples e alto rabo de cavalo. Pego minha mochila e saio de casa comendo, como café da manhã, uma barra de cereal. Minutos depois, chego à escola. Yang acena para mim assim que me vê. Sorrio para ela e caminho na direção da mesma.
—Oi. –Yang cumprimenta-me com um grande sorriso no rosto.
—Oi... O que foi? –Pergunto apreensiva.
—Eu tenho algo pra te contar! –Ela da pulinhos e bate palmas. Sorrio.
—Ta... Pode dizer... Mas vamos indo pra sala? –Nos dirigimos para a nossa sala.
—Ah... Você sabe que eu e o Kyung estávamos saindo há algum tempo, né? –Assinto positivamente com a cabeça. -Então... Ontem a noite ele me pediu em namoro!
—Ah, que ótimo! Fico feliz por vocês... –Digo sorrindo para Yang. Entramos na sala de aula e logo Kyung acena para nós. Ele sorri gentilmente para Yang, a mesma fica um tanto vermelha.
—Então... Ela já está sabendo? –Kyung pergunta a Yang e lança-me um olhar de malícia.
—Já sim! –Ela sorri e beija o namorado. Nos sentamos em nossos lugares e a professora de ciências entra na sala.
—Bom dia alunos. Hoje, teremos um teste surpresa. –Os alunos vaiam em reprovação e eu apenas sorrio. Não quero me achar melhor do que ninguém mas, eu sei que vou me dar bem nesse teste. A professora começa a entregar os testes, recebo o meu com a maior tranqüilidade. –Srt. Lee, após terminar o seu teste, a diretora gostaria de falar com você. –Assinto positivamente e começo a responder as questões.
—Professora, a prova pode ser com consulta? –Um aluno do fundo pergunta sinicamente. A professora apenas vira-se com um olhar tão reprovador a ponto de esmagar qualquer um.
—Claro, quem trouxe o cérebro pode usá-lo a vontade. –Várias vaias, risadas e murmurinhos surgem na sala. –Silêncio!
Minutos depois, eu já havia acabado o teste. Realmente, eu ainda não me acostumei com o olhar das pessoas em cima de mim. O que tem demais em acabar o teste antes de todos?Após entregar minha folha, dirijo-me para a sala da diretora. É incomum que eu seja chamada pela mesma, apenas quando eu sou selecionada para as olimpíadas escolares internacionais de matemática ou quando eu tenho algum problema familiar. Bato na porta três vezes, rapidamente alguém apressa-se em abri-la. A secretária Yuma sorri gentilmente para mim e abre passagem para que eu possa entrar. Após o feito, ela fecha a porta atrás de mim.
—Bom dia Srt. Lee. Sente-se. –Percebo que na cadeira ao lado a outro convidado. Um rapaz pálido e de cabelos esverdeados. Sento-me ao seu lado. –Este é o Sr. Yoongi. Ele fez questão de falar com a senhorita pessoalmente.
—Aconteceu alguma coisa? –Pergunto olhando para o tal Yoongi de soslaio.
—Bem... Há alguns minutos recebi telefonema do Sr. e Sr. Park. Eles me contataram que fariam uma importante viajem de negócios no exterior. Eles não tiveram tempo para avisa-la.
Desde que a diretora começou a falar minha expressão continuou mútua e vazia. Por mais que eu faça um esforço, continuo sem entender e a diretora parece perceber meu desentendimento.
—Eles não a levaram junto, por que teve uma grande oportunidade aqui para a senhorita... –Um sorriso gentil e delicado, porém empolgado, esboça-se no rosto da diretora. –Bom, a senhorita ganhou uma bolsa de estudos no período integral em uma das universidades mais renomadas do país. Mas para mantê-la pendente em seu domínio, a senhorita terá que tirar notas excelentes nos próximos meses. Por isso, seus pais acharam melhor deixa-la no país, para não atrapalhar seu futuro.
—Min Yoongi, prazer. –Viro-me surpresa para o rapaz ao meu lado. –Seus pais não tiveram tempo para agendar nada, apenas me passam um documento dando-me sua guarda. A partir de hoje, eu sou seu tutor.
. . .
—Lee...? –Levanto o olhar e Yang encontra-se parada em pé ao meu lado. –Você parecia distante essa última aula... O que aconteceu? Mais algum problema com os seus pais?
—Ah... Não. Está tudo bem com eles. –Viro-me novamente para a janela e apoio minha cabeça na mesma.
—Então o que aconteceu?
—Nada. –Digo seca.
—Vamos, aconteceu algo! Eu sei! –Insiste Yang. Sinto meu sangue ferver.
—Eu já disse que não houve nada! –Digo alto demais, pois os poucos alunos que não estavam conversando dirigiram o olhar para nós. –Perderam alguma coisa aqui!? –Todos desviaram o olhar para uma direção qualquer. Percebo a expressão triste e confusa de Yang. –Yang... Me desculpa. Não foi a minha intenção ser grossa com você.
—Tudo bem... Apenas me diga o que foi então. –Suspiro e olho nos olhos esverdeados de Yang.
—É que-
Senhorita Park Lee, por favor comparecer na diretoria imediatamente.
—De novo? –Estranha Yang. Encolho os ombros e ergo as mãos em sinal e inocência, pois nem eu sei de que se trata.
—Eu já volto. –Bato na porta da diretoria e abro-a. Novamente, aqui estou.
. . .
—O que aconteceu dessa vez? –Yang aparece ofegante na minha frente.
—Eu... Ainda estou tentando acreditar...
—Calma, me explica o que aconteceu. –Yang e eu sentamo-nos no gramado da escola. Então, eu comecei a explicar para ela o que aconteceu na primeira e na segunda vez que eu fui na diretoria.
—E eles simplesmente me largaram aqui com um desconhecido, ou melhor, meu novo tutor. –Baixo o olhar e encaro as formigas cortarem habilmente a grama e leva-la para seu ninho.
—E agora? –Pergunta-me Yang deitando-se na minha coxa e observando o céu escuro.
—Eu não sei.
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