Premonição
18 Capítulo 18
A polícia chega no local e eles são obrigados a depor. Quando Dalton sai, Lily pergunta:
– Dalton, o que foi que você fez? — Lily pergunta nervosa enquanto ele saia da delegacia.
– Eles perguntaram o que aconteceu e eu falei do acidente com a Sarah, mas eu não falei nada da premonição. — ele responde.
– E eles?
– Me olharam desconfiados, mas eu disse: "Olha essa é a verdade, não vou inventar uma mentira mais convincente pra vocês acreditarem, se quiserem acreditar, acreditem." Então eles me liberaram. — diz Dalton. Lily ri.
– E você? — Dalton pergunta.
– Ah eu também falei o que aconteceu e eles me liberaram, acho que esperavam que você dissesse outra coisa. — ela diz. — Mas e agora? O que nós fazemos? — ela pergunta.
– Lily eu não quero perder mais ninguém. Já perdemos 6 pessoas que teoricamente eram para estarem vivas, as vezes eu penso que teria sido melhor se eu os tivesse deixado lá... — Dalton diz.
– Dalton para com isso, não é culpa sua, vamos conseguir enganá — la de novo. — diz Lily.
– Só restam quatro de nós, a próxima é a Mabel, depois é o Dilan, então você e eu. — diz Dalton.
– Dalton, se a Mabel e o Dilan morrerem eu sou a próxima e se isso acontecer eu quero que você fique longe. — diz Lily.
– Depois sou eu, eu sou o último da lista, quando eu morrer isso tudo termina. Mas vamos enfrentar isso juntos, ninguém mais precisa morrer. Vamos conseguir salvar a Mabel e quebrar a lista, destruir os planos da morte. — diz Dalton e eles se abraçam.
– Bem, se a Mabel é a próxima devemos avisá — la logo. — diz Lily. — Vou ligar para ela. — ela continua.
Lily liga e ela atende:
– Alô Mabel?
– Oi Lily, tudo bem? — ela pergunta.
– Tudo. E você?
– Tudo. — Mabel responde.
– Mabel, eu preciso falar com você, urgentemente. — diz Lily.
– Tá bem, fala.
– Não, tem que ser pessoalmente. Onde você tá? — Lily pergunta.
– Eu tô indo pra uma festa em homenagem à cultura asiática e oriental, me encontra lá, eu vou ser a instrutora, vou explicar e expor o assunto. O Dilan também vai. — dia Mabel.
– Onde vai ser? — Lily pergunta.
– Lá no parque central, na campina verde, perto do lago. — ela responde.
– Certo, te encontro lá. — diz Lily desligando o telefone.
– Onde ela está? — pergunta Dalton.
– Ela vai pra uma festa sobre cultura oriental no parque central. O Dilan também vai. — ela responde.
– Ótimo, então falamos com os dois de uma vez, mas cultura oriental? — Dalton pergunta tentando não rir.
– Sei lá Dalton, o curso da faculdade dela é de turismo então...
– Certo, vamos logo. — ele diz indo para o carro.
Já estava anoitecendo e com isso Dalton pensa: "Temos que ir depressa". Ele dirige rápido até que eles param no sinal e do lado havia um restaurante chinês.
O nome estava escrito com luzes de neon vermelhas e se chamava "Comida da China", então as luzes piscam e formam outra palavra em um segundo, Dalton lê: "Morte da China".
– Mabel vai morrer nessa festa. — ele diz.
– O quê? — pergunta Lily.
– Acabei de ver o sinal da morte dela. Apareceu "Morte da China" naquela placa ali. — ele diz apontando para o restaurante.
– Não tem nada ali Dalton...
– Exatamente, por isso foi um sinal.
– Então corre, Dalton! — ela diz e nesse momento o sinal abre e ele segue o caminho.
Eles chegaram lá, a festa acontecia, havia muita gente e muitos lugares com comidas, brincadeiras, lojas montadas, entre outros.
– Por onde a gente começa? — pergunta Dalton.
– Vamos por aqui. — diz Lily apontando para as barracas de comida.
Eles entram em um corredor com barracas lado à lado onde se serviam de todo tipo de comida oriental como sushi e yakissoba.
Perto do palco, haviam ventiladores enormes para cenários de peças que ainda iam acontecer, tinham o diâmetro de mais ou menos um metro e meio. As lãminas giravam voltadas para cima e a única coisa que as separava do exterior eram frágeis grades enferrujadas.
Atrás do palco havia um espaço para quem ia se apresentar. Atrás das cortinas ainda havia uma porta para ir para esse espaço que no momento estava vazio já que a festa ainda estava no início e os atores ainda não tinham chegado.
Dois seguranças passam por ali conversando e um deles distraído deixa uma lanterna em cima da grade de um dos ventiladores que ficava perto da porta do palco.
Enquanto isso, Mabel fazia suas explicações no palco, a platéia ouvia atentamente. Lily e Dalton não veem à princípio, mas conseguem acha — la ao ouvirem sua voz.
Atrás do palco havia um guindaste que estava abaixado, o painel que o controlava ficava do lado dos ventiladores.
Os ventiladores estavam ligados, eles tremiam e então a lanterna cai nas lâminas por uma pequena abertura entre as grades.
A lanterna por um lado é triturada, mas também empaca as lâminas de se moverem. O ventilador explode produzindo muito fogo em volta, inclusive na frente da porta. Ninguém vê.
– Dalton como vamos falar com ela? — pergunta Lily.
– Vamos esperar ela sair do palco. — ele responde.
– Oi, gente! — diz Dilan pegando no ombro de Dalton.
– Dilan ainda bem que te encontramos, ou você nos encontrou, enfim. Precisamos falar com você e com a Mabel. — diz Dalton.
Nesse momento, o fogo chega no painel de controle e depois de alguns segundos pegando fogo, ele solta faíscas e dá defeito. O guindaste começa a se mover sozinho.
Mabel termina suas explicações e o público aplaude, ela passa pelas cortinas e abre a porta, passando sem pensar. Ela fecha a porta atrás de si, mas se arrepende no mesmo instante ao ver as chamas.
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