Preludio

50 Capítulo XLVI


A semana se seguiu sem muita agitação, eu começava a me enturmar com algumas pessoas, Mikelly praticamente não falava mais comigo, quando me olhava era com certa raiva nos olhos, o que pouco me importava, aproveitei para passar um tempo com Dante, queria saber um pouco mais sobre sua vida, do tempo que ele ficou na Realeza.

Constatei que ele mais parecia um humano do que um vampiro, mais isso só era possível graças aos anos e anos que ele tinha vivido.

Ele gostava de ser medico, de salvar as pessoas quando as via a beira da morte não ezitava em transformá-las, isso só aconteceu quarto vezes. Quando ele encontrou Eleonor quando ela havia se suicidado, com Grace quando ela tinha sido brutalmente assassinada, com Paul quando Grace o trouxe implorando que o salvasse, ele tinha sido atacado por um urso e com Edward enquanto ele morria num leito de hospital vitimado de gripe espanhola.

Não era amante da violência, mesmo quando se tratava de ter que enfrentar seus semelhantes, ele tentava de tudo para não ter que lutar. Ele não machucava as pessoas, por conta disso não as encostava um dedo que fosse. Por isso se tinha que viver de beber sangue, ele tinha optado pelo de animal.

Repensei melhor no meu conceito dele, ele era bom demais, “puro” demais, ele não parecia um vampiro muito menos um humano, ele mais parecia um anjo, uma imagem que era reforçada pela exuberante beleza dele.

Ele era, sem discussão, o mais belo vampiro que eu já tinha visto...

Cuidei de passar um tempo com a Rave, já que o pai dela trabalhava o dia inteiro, ela ficava um tempo sozinha.

Conversávamos animadamente quando a mãe dela ligou.

-Oi mãe – disse ela ao atender

Enquanto ela conversava com a mãe dela, cuidei de dar uma mãozinha na limpeza da casa.

-Lucrecia – ouvi ela me chamando

Num segundo estava ao lado dela falando com a Lia.

-Como a senhorita ta? – perguntei

-Estou bem, e você?

-Bem, como estão as coisas na Florida?

-Indo querida.

-Quando você vai aparecer por aqui?

-Logo.

-Estaremos esperando.

-Tá bom, beijo.

-Outro – disse devolvendo o celular para Rave

Terminei rapidamente de limpar a casa e voltei para o quarto de Rave.

-Não devia – ela me recriminou

-Aceite com presente – disse piscando pra ela

Ela riu.

-Lucrecia que dia é o seu aniversario? – perguntou ela interessada

-Por que você quer saber? – perguntei desconfiada

-Ora, é só curiosidade – respondeu ela dando de ombros.

-14 de abril

-No próximo mês? – indagou ela meio surpresa

-Isso mesmo

-Sei.

Ouvi a viatura da policia se aproximando.

-Seu pai está chegando – a avisei

Ela disparou quarto a fora, se desequilibrou e quase ia se estabacando no chão se eu não a agarrasse.

-Só podia ser mesmo você – suspirei a colocando de pé

Ela riu sem graça.

-Vamos – disse pulando a escada

Enquanto a ajudava a terminar o jantar, Robert entrava.

-Oi Lucrecia – disse ele ao me ver

-Olá, Senhor Collins – disse sorrindo.

-Vai ficar pro jantar? – indagou ele

-Não, tenho que voltar pra casa – disse num tom de desculpas.

-Ok.

-Tchau, Rave – disse acenando pra ela enquanto ia pro meu carro.

-Até amanha – disse ela sorrindo

-Oi, Lu – disse Shane quando cheguei.

-Oi – disse

-Como esta a Rave? – indagou ele

-Desastrada como sempre.

Ele riu.

-Já jantou? – indaguei

-Já e você?

-Também

-Certo

-No fim de semana, você quer ir ao clube?

-Podemos fazer trilha? – sugeri com m olhar apelativo

-Podemos – disse ele rindo provavelmente da minha cara de retardada

-Vou tomar um banho – disse subindo a escada

Enquanto tomava banho pudi ouvir Jéssica chegando, a minha alegria tinha descido pelo ralo...