Preludio

52 Capítulo XLVIII


Já passava das quatro, quando cheguei a casa de Rave, no mesmo instante chegavam Taylor e Charlie Black, da ultima vez que vi Taylor não parecia tão grande e com tanto músculo.

-Olá, Charlie – disse sorrindo.

-Lucrecia – disse ele com um sorriso azedo

Desde da primeira vez que nos vimos, Charlie Black me olhava torto, desconfiado quando eu brincava com a Rave, era como se tivesse esperando que eu fizesse algo de errado. Eu tentava ser gentil mesmo a contra-gosto, mais não era nada fácil.

Com Taylor a historia era outra nos dávamos bem, tirávamos brincadeiras um com o outro ainda mais ele achava meu cabelo maneiro.

-Pelo visto alguém anda pegando pesado na malhação – disse enquanto nos encaminhávamos para a porta.

Ele abriu um sorriso de satisfação. O ajudei a carregar Charlie até a soleira da porta, onde ele foi posto na sua cadeira de rodas. Apertei a campainha, foi Robert quem nos recebeu.

-Oi pessoal – disse ele ao nos ver

-Olá – disse

Rave logo apareceu nos recebendo com um sorriso.

-O que foi Lu? – perguntou ela enquanto íamos para a cozinha

-Meus pais estão vindo neste fim de semana.

-Nossa que legal! – disse ela entusiasmada

Ri da cara de entusiasmo dela.

-Cassandra vem também?

-Não, ela tá com a Agna numa ilha do Caribe.

-Que dose.

-Realmente – concordei

-O que vocês estão conversando? – perguntou Taylor aparecendo

-Nada que seje do seu interesse – disse sorrindo e me levantando

-Já vai? – indagou ele

-Tenho que cuidar de um assunto, só passei aqui para dizer a novidade pra Rave. Beijinhos e tchau – disse indo para a porta.

Me despedi do Senhor Black e do Senhor Collins e fui embora...

Sempre ficava com uma sensação esquisita quando estava perto do Senhor Black era como se meu instinto pressentisse perigo nele.

Provavelmente, Elo já tinha visto meus pais vindo, mesmo assim iria contá-los a boa...

-Hei Lu – disse ao me ver da varanda

-Hei Grace – disse fechando a porta do meu carro

Num pulo já estava ao lado dela.

-Sabe o que é porta? – indagou Paul me olhando sorrindo

-E você sabe o que é cérebro?

-Oi Lu – disse Eleonor aparecendo com Dante.

-Oi – disse a abraçando

-Bem, o que te traz aqui? – perguntou Dante

-Elô não contou? – indaguei meio surpresa

-Achei que preferia você mesma contar – disse ela aparecendo da cozinha arrastando Ben.

-Contar o quê? – indagou Dante ficando preocupado

-Que os pais dela estão vindo fazer uma visita – esclareceu Edward aparecendo do meu lado.

-Eu te odeio – disse o fuzilando com os olhos

Ele riu.

-Quando eles virão? – indagou Eleonor

-Depois de amanhã

-Que bom, vou adorar revê-los de novo – disse Dante.

-Cassandra não virá? – indagou Eleonor

-Ela está trabalhando

-Que pena – lastimou ela

-Mais alguma coisa? – indagou Dante

-Tem – disse ficando seria

-O que é? – perguntou Eleonor ficando preocupada

-Papai disse que existem alguns vampiros numa cidade próxima daqui, ele pede para que vocês tenham cuidado e fiquem em alerta.

-São perigosos? – indagou Edward

-Não se sabe, mais acho que não, eu iria resolver isso só que estou na coleira – disse meio injuriada as ultimas palavras.

Edward riu.

-Estaremos em alerta se eles aparecerem por aqui – disse Dante meio serio

-Tudo bem, não é motivo para ficarem preocupados, só disse mesmo por precaução – disse para deixá-los aliviados.

-Ok – disse Ben.

-Preciso voltar, até mais – disse pulando para o chão

-Tenho que falar com você – disse Edward ao meu lado.

-Manda – disse entrando no meu carro

-Seus pais... – disse ele entrando também

-Se tem relação a Rave, não se preocupe — o interrompi enquanto saia do campo de visão da casa

-Serio?

-Claro, isso eu cuido rapidinho.

-Olha lá, Lucrecia.

-Não esquenta, agora Edward... – não terminei deixei que visse que eu estava pensando na Sofia.

-Bem, não sei o que ela tá fazendo, mais talvez não seje nada agradável de se saber.

-Saquei... Foi caçar?

-Fui.

Ficamos conversando até o momento em que chegamos perto de casa, Edward se despediu, iria se juntar á Rave...