Preludio

62 Capítulo LVIII


A manhã estava para meu inicio de dia nublado.

Resolvi usar para meu aniversario minha blusa lilás de manga longa e gola alta, calça jeans e minha bota preta e branca.

-Feliz aniversario, priminha – disse Shane me abraçando.

-Feliz aniversario – disse Kim sorrindo

Desde que voltaram as boas, Kim morava conosco, o que eu achava demais.

-Valeu... Tô esperando meus presentes – disse sorrindo

Eles sorriram. Bebi meu leite rapidamente e sai.

-Feliz aniversario, Lu – disse Elô me abraçando.

-Parabéns – disse Rave me abraçando, mas se afastando rapidamente – Desculpa.

-Tudo bem, já me acostumei ao seu cheiro.

-Feliz aniversario – disse Edward com um meio sorriso

Todos me deram parabéns, enquanto ia para sala. A primeira aula de Espanhol fazia apenas com Edward, Angela e Chad.

-O que vocês aprontaram? – pensei enquanto me sentava

Edward sorriu e deu de ombros

-Vocês – resmunguei

Ele sorriu novamente

-Vai, me dá uma pistazinha – disse quase implorando.

-Você vai gostar.

-Isso não é uma pista – retruquei

-Pra mim é – rebateu ele

-Eu te odeio

-Eu também – disse ele em meio a um sorriso

Trinquei os dentes

-Vocês não vão me contar mesmo? – indaguei a Ben enquanto íamos para cantina

-Lu, se eu contar perde a graça – disse ele rindo.

-Desprezível – disse colocando alguma comida na minha bandeja

-Acho que disso você não precisa – disse Edward tirando da minha bandeja um pedaço de bolo

Bufei, estava aborrecida, não gostava de segredos.

Edward riu enquanto íamos para nossa mesa...

-Logo você vai saber o que tá rolando – disse Paul enquanto caminhávamos pro estacionamento

-Sei – disse enquanto o acompanhava para o seu Jeep.

Eles tinham pegado o meu carro, agora eu iria com Paul até a P..., Onde tínhamos participado do concurso e não sabia o por que...

-O que viemos fazer aqui? – perguntei enquanto descia do carro

-Viemos resolver um assunto da Grace – respondeu ele encaminhando-se para o prédio que residia a nossa frente

-Prefiro esperar por aqui – disse me sentando num banco

-Como preferir – disse ele entrando no estabelecimento

Enquanto o esperava ouvi alguém gritar por socorro, logo vi um cara correndo carregando uma bolsa, reparei que não havia muita gente na rua, mas esperei que ele entrasse num beco que reparei.

Me levantei e o segui. Seria divertida aquela brincadeira de pega-pega...

Logo o humano estava seguindo para uma floresta, agora sem testemunhas eu poderia usar um pouco mais da minha velocidade.

-Sabia que é feio pegar o que não é seu? – indaguei enquanto saltava de uma arvore á outra

O humano parou, paralisado.

Era a primeira vez que eu via o choque nos olhos humanos após tanto tempo.

-Quem falou isso? – perguntou ele gaguejando

Senti seu medo, esbocei um sorriso, realmente era bom sentir adrenalina ao ver o medo que eu dava aos humanos.

-Hmm... Não vejo necessidade de falar – respondi me encostando numa arvore

-O que você quer? – perguntou ele visivelmente amedrontado

-Que devolva a bolsa – respondi o tocando

Ele caiu desmaiado, me certifiquei que não tinha exagerado na intensidade.

Peguei a bolsa, retirei o dinheiro colocando na mão do humano.

Ele não estava muito dentro da floresta, se demorasse a acordar alguém o acharia.

Sabia que Paul já tinha sacado a minha ausência, mesmo que eu contasse o que eu havia estava encrencada.

Quando cheguei à rua, a humana estava meio rodeada de humanos. Saquei que Paul observava da janela do prédio.

-Acho que essa bolsa é sua — disse delicadamente devolvendo a bolsa á humana

-Obrigada – disse ela me olhando surpresa

-Lu vamos – ouvi Paul dizer

-Preciso ir – disse indo até ele

Ouvi os murmúrios de surpresa enquanto entrava no carro.

-E aí, gostou do presente? – indagou Paul quando estávamos na estrada

O olhei surpresa

-Você fez aquilo? – indaguei

Ele me deu um sorriso triunfante como resposta

-Paul você sabe o que acabou de fazer?

-Sei

-Edward vai te matar – disse dando ênfase na ultima palavra – E me matar também – acrescente mentalmente

-Relaxa, todos sabem – disse ele sorrindo do meu desespero.

-Serio? – indaguei receosa

-Serio, Cassandra fundamentou a idéia.

-Você é demais, Paul – disse alegre.

Ele riu...

Após Paul me deixar em casa, resolvi fazer os afazeres do lar, mas tudo já estava feito ainda mais a casa exalava cheiro de eucalipto. Encontrei um recado na mesa da cozinha.

Como parte do nosso presente a casa está limpa e seu quarto arrumado, tudo o que você queria fazer hoje esta feito.

Novamente parabéns.

Shane e Kim

P.S: Esperamos que goste do seu quarto

Rapidamente, eu olhava meu quarto. Tudo tinha sido mudado, novos enfeites haviam nas paredes, na minha estante havia bibelôs novos, minha cama estava diferente e havia dois embrulhos em cima dela. Um era da Kim e o outro era do Shane.

Resolvi abrir primeiro o da Kim que era uma pulseira que tinha como pingente um coração. Ela sabia que eu gostava de pulseiras, colares então sempre ela me dava.

O de Shane foi uma câmera junto ao álbum de fotografias que com certeza ele queria que eu usasse hoje.

Guardei os dois num lugar vazio da estante, presumi que Kim pensasse que eu iria saber aproveitar...