Preferiria Não Saber
13 Informações
Notas iniciais
– James. Posso perguntar uma coisa?
– Claro, amor.
– Você... Já teve outras namoradas antes de mim?
– Ah... Sim. Mas por que essa pergunta de repente?
– Ah, sei lá. Só pra saber.
– Ok...
– E quanto tempo durou?
– Como assim?
– Quanto tempo de namoro?
– Ah, bom... Acho que a última e única antes de você, foi um namoro de dois anos mais ou menos...
– Como era o nome dela, e por que terminaram?
– Sarah. Nós terminamos porque ela se mudou pra Londres, por causa dos estudos, e eu também tinha outros planos pra mim... Então decidimos terminar. Mas continuamos bons amigos, de vez em quando eu converso com ela por telefone... Está se dando bem lá em Londres. Fico feliz por ela. — Olhou pra mim, sorriu, e depois voltou a olhar pra frente enquanto dirigia. -
Nossa, quanta facilidade pra se terminar um relacionamento de dois anos. Do jeito que ele fala, parece até que nem houve alguma saudade, ou tristeza por conta do fim do namoro.
– Hum...
James levou Anne para a casa dela, e então ficamos sozinhos. Ficamos quietos, mas quando havíamos chegado já em minha casa, ele pegou minhas mãos, olhou em meus olhos, e disse:
– Ei, se você queria saber, vou te dizer. Eu não vou te deixar, te trair, ou te magoar. Eu amo você, você tem que ter toda liberdade do mundo pra acreditar em mim, e pra perguntar qualquer coisa sempre. Não fique chateada se sonhou algo ruim. É apenas um sonho, a realidade é aqui.
– Tudo bem... Desculpe-me por desconfiar.
Ele me beijou e então foi para sua casa. Quando entrei em minha casa, fiquei assustada. Estava tudo, mas TUDO mesmo brilhando!
– O que aconteceu aqui, Su?
– Ah, Lô? Já voltou? Que bom. Só fiz uma pequena limpeza aqui... Acordei e não tinha nada pra fazer, fiquei entediada, então arrumei a casa e depois fui ler meu livro.
– Nossa! Pequena limpeza? Então o que é grande limpeza pra você?! Não era pra vir aqui pagar uma de empregada!
– Imagine, isso que eu fiz não é nada. Venha, quero que teste a nova colcha de cama que eu trouxe pra você.
– Ahn?! Ok então... Mas não faça mais isso, em!
Ela me levou até meu quarto, que estava irreconhecível, nunca tinha visto algo tão limpo como aquele quarto. A pedido dela, pulei em minha cama, para testar a colcha. Era realmente muito macia.
– Nossa! Muito obrigada, Su. Mas agora, eu quero conversar sobre algo sério com você.
– Nossa, que mudança de semblante de repente. É algo tão sério assim?!
– Na verdade, é sobre o James. Eu quero que você me ajude a saber tudo sobre ele. Mínimos detalhes, quero ter certeza de que não vou me arrepender de ter começado a namorar ele.
– Ah, como eu queria ouvir isso! Pode ter certeza, vou te ajudar a saber até o que nem ele sabe sobre si mesmo!
– Ótimo.
Suellen me surpreendeu nesse momento. Pois ela pegou uma das malas que trouxe, onde estava seu computador.
– Meu pai é policial, não sei se você se lembra.
– Lembro sim.
– Então, agora é só me falar o nome dele. Passei o programa que meu pai usa pra pesquisar sobre a vida das pessoas pro meu notebook. Nada sobre James vai ficar sem ser esclarecido, pode confiar.
– Ah, Su, por isso que eu te amo!
– Eu sei — riu – Nome, por favor.
– James William, só isso que ele me disse.
– Data de nascimento, você sabe? Ou então onde ele nasceu?
– Data de nascimento, só. Dezoito de janeiro de noventa e três.
– Hum... Ok. Aqui, nossa, que foto diferente!
– Diferente como?
– Sei lá, ele está com uma cara diferente nessa foto. Aqui as informações: James William Miller. Um e oitenta de altura, cabelos castanhos, olhos verdes, pele branca. Filho de Louis Miller e Susan Moore Miller. Nenhuma passagem pela polícia. Bom começo.
– Não fala nada mais sobre os pais, além do nome?
– Fala sim. Aqui diz que o pai dele foi da NASA.
– NASA? Sério? Igual o meu. Que estranho.
– Ele trabalhava no setor de pesquisas. E a mãe é dona de uma empresa de computadores, e outra de mineração.
– Diz o que aconteceu com o pai dele?
– Não. Parece que desapareceu, ou morreu, não sei. Mas aqui, parece dizer que não trabalhou desde esse ano aqui.
– Dois mil e cinco?! Foi nesse ano que meu pai foi embora! Não pode ser, Suellen!
– Nossa! O mesmo ano?
– Sim! Agora estou com medo! E se o pai dele matou meu pai?! E se o pai dele deu um sumiço no meu, ou algo assim?!
– Calma Eloise... Não tire conclusões precipitadas. Pode ser que a mesma pessoa que fez algo com seu pai, tenha feito com o dele.
– Como assim mesma pessoa?! Alguém fez alguma coisa com meu pai? Tá dizendo isso aí?!
– Não, não. Eu só estou juntando as informações. Temos que descobrir tudo primeiro. Saber só algumas coisas, não vai nos dizer realmente o que aconteceu.
– Ok.
– Pena não ter fotos dos familiares... Preciso encontrar registros mais detalhados. Mas isso pode esperar. Primeiro tenho que te dizer certas coisas que percebi na noite de ontem.
– Mas... Você já não me disse tudo que tinha pensado, nessa madrugada?
– É... Quase tudo.
– Então vai, me diz tudo de uma vez.
– Ela se sentou ao meu lado em minha cama -
– Olha, melhor não. Me deixa ter certeza do que vi. Se ver realmente que isso está acontecendo de novo, aí eu falo contigo.
– Não gosto de ficar curiosa. Por favor, me diz! Tem a ver com o James?
– Tem. Mas fica calma. Logo eu te digo.
– Tudo bem... Obrigada por estar me ajudando, está sendo uma super amiga.
Continuamos a procurar mais informações sobre James no notebook dela. Nada mais de estranho estava ali, então me lembrei das fotos do guarda-roupa de minha mãe.
– Su, outro dia eu estava dando uma geral no quarto da minha mãe, e no alto de seu guarda-roupa eu encontrei uma enorme caixa com muitas fotos de meu pai. O que acha de irmos dar uma olhada?
– Ótima ideia. Podemos encontrar pistas por lá.
Fomos até o quarto. Peguei uma escadinha pra poder pegar a caixa sem risco de cair em mim novamente. Coloquei ela na cama. Começamos a olhar as fotos, procurando pessoas suspeitas. Mas nada aparecia.
Já tínhamos visto muitas fotos, e de repente, ouvi um barulho lá embaixo.
– Filha? Suellen? Onde vocês estão?
– Droga! Se ela nos pegar aqui, estamos ferradas!
– Rápido, responda ela. Vou guardar a caixa enquanto isso.
– Acenei com a cabeça -
– Mãe, estamos aqui em cima, no quarto!
– Ah, tudo bem... Eu trouxe comida! Desçam! Nossa, foi você que limpou a casa, filha?! — Guardamos a caixa e corremos para o meu quarto -
– Não, mãe. Foi a Su. Quando cheguei, ela já tinha limpado tudo, quase bati nela por isso! – Ri disfarçando –
– Nossa! Já pode casar! Suellen, muito obrigada!
– Que isso, Mary. Não foi nada.
Descemos as escadas e fomos comer. Minha mãe chegou mais cedo, e trouxe salada, alguns bifes e refrigerante. Eu estava com fome, mas ela ter chegado mais cedo, acabou atrapalhando nossos planos.
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