Predominante

1 O Bosque que fala


Regressou esfalfado à portinhola da vizinha
Que dava de cara num pequeno jardim
Infestado de pragas, um horror.

Necessitava de águas limpas, de novas cores.
Tinha cuidado, tinha afago.
Não tinha bebida, não tinha almofada.

Mas ninguém naquele bosque ousava entrar.
Acreditavam nas crenças de que, quem pisasse
em seus ramos verdejantes,
Pomos dão irão lhe sucumbir.

Puseram-se a prontear pela falta da vida
Domada pelo bosque maldito a que nenhum
ser habitava.

Povaréu se reunia na cidade,
Lamentar pro precito coronel que dizia aquilo
tudo mudar.

Mas não mudou.
Mudou sua s terras, seco,
Molhou com a chuva os seus pés.

E no bosque maldito só fazia brotar de seu café
E gretar os corações do povaréu que, debalde,
abriam a boca.
Imundos.

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