Predestinados

4 Encontro de almas


Notas iniciais
Voltei minha galera, desculpem pelo atraso, é que meu computador estava sem internet esses dias por isso eu andava sumida, mais voltei com um capítulo novinho para vocês meus amores ♥ ( Leiam as notas finais )

Sede dos anjos/Floresta Desconhecida

– Rainha? Eu... só estava tentando acalmar a humana, ela acabou de acordar e estava aflita. – respondeu Jaime nervoso.

Clarice assentiu com a cabeça e se aproximou de Maria Joaquina, a rainha observou a garota de cima a baixo, Jaime até percebeu como a humana havia ficado assustada ao perceber que a rainha possuía os olhos violetas.

– Essa humana é bem bonita sabia? Tão bela quanto as anjos cúpidas que existem aqui, acho que logo ela se acostumará. – falou a rainha pensativa.

– Uma humana no meio de nós, é o fim dos tempos mesmo! – reclamou flora indignada com aquela situação absurda.

– Será que dá pra vocês pararem de falar como se eu não estivesse aqui? Poxa que saco, seus idiotas! – Maria Joaquina gritou irritante.

Todos olharam espantados para a garota, enquanto Jaime ficou rindo sem se controlar, é pelo visto seria bem difícil fazer a patricinha entrar nos eixos, afinal, uma anjo-cupido tem que ser doce e amável.

Escola Mundial/São Paulo

Os alunos estavam entediados, aula de português sempre foi um verdadeiro tédio para a maioria presente naquela sala, logo a aula com a professora Renata acabou, e assim chegou Patrícia Silva, a professora de história, ela estava bastante animada.

– Bom dia alunos, bom para começar eu irei passar um trabalho em grupo, quero que vocês façam um seminário sobre o descobrimento do Brasil, um assunto que qualquer aluno do primeiro ano do ensino médio deve saber. – disse Patrícia entusiasmada.

– Aaaaaahhh... não! – reclamaram todos os alunos bem irritados.

– Que azar, meu primeiro dia nessa porcaria de escola e já tenho que fazer trabalho, ninguém merece. – reclamou Felipe irritado.

Depois de um tempo, a professora colou na parede a lista de nomes de cada grupo, que foram escolhidos de acordo com a ordem alfabética, o melhor grupo ficaria sem fazer a prova e tiraria dez, o restante ganharia pontos extras, sendo que o pior grupo teria que reapresentar o trabalho.

Grupo 1 – Alicia, Diego, Eduardo, Eric e Elizabeth

Grupo 2 – Fernanda, Felipe, Jack, Jorge e Laura

Grupo 3 – Marco, Mário, Marcelina, Pedro e Paulo

Grupo 4 – Rebeka, Simon, Sophia, Thalyta e Valéria

– Mais professora, eu fiquei sobrando, e agora? – indagou Vick um pouco desesperada com a situação.

– Esqueci de você querida, em compensação, você acaba de ganhar o direito de escolher, para qual grupo que ir? – falou Patrícia indecisa.

– Pro grupo 3 é lógico, tenho que ficar ao lado do meu namorado professora. – falou Vick rindo e abraçando Pedro.

A maioria dos alunos passaram a aula inteira reclamando, afinal, quase ninguém tinha gostado do grupo que haviam ficado, seria mais justo se cada um escolhesse e pronto, mais todos sabiam que aquela era uma tática para enturmar os alunos novatos.

(...)

Na hora do recreio, cada um dos alunos sentaram nas mesas junto com a sua rodinha de amigos, Rebeka sentou-se em uma das mesas junto com Pedro, Vick e Diego, a comida da cantina estava horrível.

– Eu não vou comer essa coisa não, isso aqui não é sopa parece mais um mingau amarelo. – disse Diego fazendo os amigos rirem.

– E você Rebeka? Gostou do grupo que ficou? – perguntou Pedro preocupado com a amiga, a garota estava estranha.

– Vou pedir para a professora pra mim fazer aquele trabalho sozinha, eu sei de tudo sobre história mesmo, não quero fazer o trabalho com aquele grupo. – respondeu Rebeka determinada, ela não conseguia fazer amigos com facilidade.

– Não faz isso, pelo menos tenta fazer o trabalho com eles, tenho certeza que será divertido. – disse Pedro abraçando a amiga.

Vick ficou um pouco enciumada, a garota não conseguia aceitar a forma como Pedro se preocupava com Rebeka, a amizade dos dois as vezes a incomodava bastante, pois ela tinha a impressão de que o namorado se importava muito mais com Rebeka do que com ela.

– Só sei de uma coisa, aquela Thalyta é muito gata, ainda bem que ela entrou para a nossa sala. – disse Diego sorrindo ao lembrar da novata.

– Deixa de ser ridículo, acha mesmo que ela vai dar bola pra você em? você é o cara mais patético dessa escola. – falou Vick arrogante.

– Já vai começar? Se enxerga sua irritante, eu sou um dos mais lindos daqui viu, você que é uma magrela sem sal! – provocou Diego irritado, Rebeka e Pedro riram dos dois.

– Eu te odeio seu imbecil! – berrou Vick irritada soltando fogo pelas ventas, Diego a irritava bastante.

Sede dos anjos/Floresta Desconhecida

Clarice falava a lista de almas gêmeas da escola Mundial, Jaime, Niel, Lana, Edy e Mari observavam tudo muito atentos, afinal, os cinco seriam os maiores responsáveis pelas alma-gêmeas da escola.

– Essa tal de Fernanda Ferreira Vaz é uma garota bem bonita, ela tem 16 anos e é do primeiro ano, a alma gêmea dessa garota é o Marco um novo aluno que acabou de chegar na escola. – falou Clarice lendo a ficha universal da garota.

– A história deles no passado é bem legal, achei interessante essa ligação que eles possuem com a lua. – disse Mary lendo algumas coisas antigas dos dois.

– Tudo seria perfeito se não fosse esse Simon o melhor amigo dela, acho que esse cara vai atrapalhar muita coisa. – falou Jaime observando a história atual de Fernanda.

A rainha apertou um botão do enorme computador que cobria toda a parede da sala, e logo apareceu os dados de outra aluna, Clarice tinha o poder de desvendar todos os mínimos detalhes dos humanos.

– Essa é Vitória, ela tem 14 anos e estuda no 9 ano, a alma-gêmea dessa garota é o Batista, melhor amigo da mesma. – falou Clarice imprimindo foto dos dois e entregando para cada um deles.

– Coitada, ela é órfã e vive tendo que fugir junto com o irmão mais novo, ela tem muito medo de se separar do irmão. – falou Edy lendo os detalhes da vida atual da garota.

Logo a rainha começou a ler mais fichas dos alunos e de suas devidas almas-gêmeas, Mari e Jaime iriam se infiltrar da escola Mundial por uns dias para conhecer de perto os problemas de cada um, enquanto o restante se passariam por parentes dos dois.

– O único problema é que a noite eu não posso usar minhas asas, e eu só tenho o poder de flutuação a noite. – falou Mari suspirando, as vezes ser meio humana era chato.

Todos riram da garota, cada anjo-cupido tinha 2 poderes além das asas, o poder de mover objetos com a mão, e o poder de ficarem pequenos iguais borboletas, assim passavam despercebidos ao redor dos humanos.

– Deveríamos ter o poder de ficar invisível também seria muito mais fácil para nós. – falou Lana suspirando.

– Ficar pequenos que nem borboletas já é o suficiente Lana, as vezes vocês jovens reclamam de tudo. – reclamou Clarice.

– É mais os humanos vivem tentando matar as borboletas, quase que uma criança humana malvada me matou da última vez que diminui meu tamanho. – completou Niel relembrando o acontecimento.

Todos riram da cara do garoto, sem dúvida alguma aqueles cinco trariam mais problemas para os humanos, afinal, nem sempre os anjos-cupidos são tão perfeitos e comportados.

“Ninguém é perfeito, nem mesmo os anjos “

Mansão da família Menezes/São Paulo

Pov Thalyta

Eu estava jogada no sofá ouvindo música, desde que cheguei da escola estou na mesma posição e fazendo a mesma coisa, enfim, estou no tédio e odeio ficar no tédio, minha mãe tinha ido fazer compras e meu pai estava em mais uma das suas viagens a trabalho.

– Vai ficar jogada aí nesse sofá pra sempre? – perguntou minha avó Cecilia, ela morava com a gente e era bastante chata.

– Vou, não tenho nada pra fazer mesmo. – respondi com indiferença, minha vó exigi muito de mim e vive implicando comigo.

– Então, que tal eu lhe dar mais uma daquelas aulas de literatura? Você precisa ser a garota mais culta da sua escola. – falou ela dando uma risada maléfica, minha avó é assustadora.

Subi para o meu quarto inventado que eu ia tomar banho antes da aula porque estava com calor, então eu pulei a janela do meu quarto e sai pra passear pela rua, pelo menos eu teria um pouco de paz, coloquei meu fone de ouvido e continuei ouvindo música enquanto caminhava pela rua, foi quando senti um impacto e cai no chão rapidamente.

– Aí meu joelho. – foi então que eu pude perceber que eu havia sido atingida por um skate, olhei para trás e vi um idiota achando graça.

Caminhei em direção ao garoto, cruzei os braços o encarando, eu nunca tinha visto um menino tão idiota e lindo em toda minha vida, ao olhar de perto pude perceber quem era, Felipe, o novo aluno metido.

– Você jogou aquele skate em mim de propósito? – perguntei com muita raiva, ele assentiu com a cabeça, que cara de pau.

– Eu te machuquei? Juro que não era a minha intenção, eu só queria me divertir um pouco. – respondeu Felipe rindo, ai que raiva desse garoto!

– Eu queria muito arrebentar a tua cara seu mané, mais eu não vou sujar as minhas mãos com um idiota que nem você. – respondi brava.

– Calma revoltadinha, não precisa partir pra agressão não! – disse Felipe fazendo sinal de rendição. – tá aí, gostei de implicar com você, estumamos na mesma sala né?

– Infelizmente... – falei revirando os olhos, vai ser muito ruim ter que aguentar esse idiota estudando na mesma sala que eu.

– Eu também sou seu vizinho sabia? – falou Felipe sorrindo de uma forma cínica, ótimo, agora não vou ter paz nem em casa nem na rua.

– Dá pra você calar a boca? Para de ser imbecil, você acabou de jogar um skate em cima de mim e é claro que eu não quero conversar com você, aliás você é um péssimo vizinho. – disse praticamente gritando, quando eu fico irritada ninguém me segura.

– Calma Thalyta, até que esse nome é bonito, mais eu prefiro te chamar de revoltadinha – falou Felipe gargalhando.

– Seu panaca, ninguém me coloca apelidos ouviu? Espero que você pare de me chamar assim, se não vou te matar. – eu ameacei.

Ele concordou com a cabeça, eu virei de costas e saí andando, será muito ruim ter esse imbecil como vizinho, e pra piorar ele ainda estuda comigo, pelo menos ele não vai mais me apelidar, odeio esse tipo de provocação, já estava longe dele quando o ouvi gritar.

– Até mais revoltadinha... – gritou Felipe alto se despedindo de mim.

Ai que ódio desse garoto, entrei em casa batendo a porta com força, minha vó ainda estava na sala e me pegou no flagra, e tudo por culpa desse garoto, eu odeio esse tal de Felipe.

Sorveteria Dona Clara/São Paulo

Fernanda e Simon estavam muito animados conversando e tomando sorvete, os dois falavam sobre os novos alunos, além de Simon contar as aventuras que passou na viagem que fez nas férias, de repente a garota ficou paralisada, Marco estava entrando na sorveteria.

( Coloquem: https://youtu.be/v_yTphvyiPU )

– Fernanda? Está escutando o que eu estou falando? – falou Simon chamando a atenção da amiga.

– Estou sim, aquele não é o Marco, o aluno novo? Vamos chamar ele até aqui, temos que fazer amizades... – falou Fernanda sorrindo.

– Se você chamar ele eu vou embora, com licença eu vou no banheiro Fernanda. – falou Simon saindo e indo até o banheiro.

Edy e Mari observavam tudo de uma mesa afastada, eles tinham que fazer os dois se falarem pela primeira vez, e aquele era o momento perfeito, Fernanda ficou de pé e foi até o balcão colocar mais cobertura no seu sorvete.

– É agora, olha só o que eu vou fazer... – falou Edy sorrindo.

Ele usou seu poder mover objetos e como Marco estava em pé ao lado da garota, Edy moveu um pouco a taça de sorvete fazendo ela cair em cima de Fernanda, melando toda a blusa branca da garota.

– Olha só o que você fez, minha blusa está toda melada. – reclamou Fernanda irritada, Marco olhou pra ela surpreso.

– Eu mais... desculpa mesmo, acho que estava distraído Fernanda, foi mal. – ele pegou um pano e começou a tentar limpar a garota.

– Para de fazer isso, vai acabar sujando mais. – falou ela tirando a mão dele de perto, assim que Fernanda tocou a mão do garoto ela pode sentir seu coração acelerar descontroladamente, Marco teve a mesma sensação.

Os dois se encaram hipnotizados, e era como se aqueles olhos já tivessem se olhando do mesmo jeito antes, era uma sensação nunca sentida por ambos, porém logo Simon chegou irritado.

– O que aconteceu com você Fernanda? – perguntou Simon surpreso ao ver o estado que a garota se encontrava.

– Droga, tinha que ser esse chato pra aparecer bem na hora que a coisa estava ficando boa. – reclamou Mari emburrada.

Simon saiu levando Fernanda para fora dali preocupado com a amiga, a garota se despediu rapidamente de Marco e saiu, Edy e Mari foram embora animados, pelo menos tinham feito os dois se falarem, já era um bom começo, desafio de verdade aconteceria amanhã, pois entrariam na escola mundial novos alunos.

“ É, parece que será bem difícil fazer essa turma encontrar seu verdadeiro amor, afinal, humanos são muito complicados

Notas finais
Comentem, se seu personagem não apareceu peço que não se preocupe, estou apenas tentado dividir capítulos, e seu personagem aparecer bastante no próximo é só comentar! beijos meus amores, enviem suas fichas nos comentários, é a última chance!