Predestinados
1 Prólogo
Notas iniciais
É bem diferente do que já escrevi até agora, mas Jake e Bella sempre... Espero de coração que gostem *-*
15 Anos Atrás
-Fiquem aqui, eu vou ver o que é e já volto. – meu pai falou empurrando minha mãe e eu para dentro do meu quarto.
-Charlie, eu vou com você. – minha mãe segurou no braço dele.
-Não Renée, cuide da Bella.
Eu tremia agarrada a cintura da minha mãe sem conseguir me mexer ou falar algo... Nós estávamos na sala vendo um filme quando escutamos um barulho alto e estranho vindo do jardim na parte de trás da nossa casa, isso não seria nada demais se nos últimos dias não estivesse acontecendo tantos assassinatos misteriosos e violentos na nossa pacata Forks que deixavam a todos nós apavorados, diziam ser algum tipo de animal, mas mesmo com meus apenas oito anos eu não acreditava nisso.
-Pai. – sussurrei já chorando de medo quando ele, com sua arma em mãos por ser policial, se abaixou na minha frente.
-Fique quietinha querida e não saia de perto da sua mãe, eu só vou ver o que é e volto logo. – ele beijou minha testa e eu assenti.
-Cuidado amor. – minha mãe falou o abraçando e quando ele saiu do quarto fechou a porta e minha mãe me levou para a cama onde nos sentamos e ela me puxou para seu colo me envolvendo em seus braços e me embalando.
Chovia forte e ventava muito, o que só me deixava com ainda mais medo!
-Calma Bella, vai ficar tudo bem meu amor, deve ser só algum cachorro mexendo no lixo. – minha mãe sussurrava tentando me acalmar, mas eu sabia que ela também não acreditava no que dizia, o barulho que escutamos foi alto demais e sabíamos que todos estávamos correndo perigo ultimamente.
Só assenti me agarrando mais a ela e tentando parar de chorar, mas um grito do meu pai nos fez saltar juntas da cama e eu chorei mais alto morrendo de medo.
-Meu Deus... – minha mãe suspirou apavorada. -Eu vou lá, Bella, se esconda embaixo da cama e só saia quando eu ou seu pai viermos te buscar.
-Não mãe, eu não quero ficar sozinha, me deixa ir com você, também quero ajudar o papai. – implorei tentando controlar meus soluços.
-Isabella faça o que mandei... – ela se abaixou me abraçando com força. -Fique quietinha, eu amo você.
Ela me levou para debaixo da cama onde me fez ficar e mesmo chorando muito eu a obedeci.
Minha mãe saiu do quarto e eu fechei os olhos com força implorando a Deus que os protegesse, eu só tinha meus pais em minha vida.
Mas logo outro grito do meu pai soou pela casa seguido de gritos estridentes da minha mãe, a chuva estava mais forte e trovejava o que provavelmente impedia os vizinhos de ouvi-los, até porque morávamos em um canto mais afastado.
Meu pequeno corpo tremia violentamente com meu choro, mas meus pais voltaram a gritar e eu podia sentir o desespero deles então criei coragem e saí de debaixo da cama e do quarto... Os gritos já tinham parado, eu só conseguia ouvir o barulho da chuva e do meu choro e meu coração batia tão rápido... Desci as escadas com cuidado, estava de pijama e descalça, e já era noite, bem tarde.
Fui andando lentamente até a cozinha onde vi a pior cena da minha vida, eu nunca me esqueceria daquilo... Meu pai estava jogado em um canto, os olhos arregalados, mas pálido e todo machucado, ele não respirava e ao lado dele estava minha mãe, nos braços de um homem alto, magro e branco como papel, ele estava com o rosto afundado no pescoço dela e ela se debatia um pouco, seus olhos ainda encontraram os meus e vi meu pavor refletido nela, mas logo ela fechou os olhos caindo inerte nos braços do homem.
Eu tremia tanto... Queria correr, gritar, mas não conseguia, o medo tinha me paralisado.
O homem levantou o rosto olhando em minha direção e sorriu de um jeito apavorante... Ele estava com sangue nos lábios, o sangue dos meus pais, e mesmo na escuridão eu vi que ele tinha presas assustadoras, eu já tinha lido muitas histórias e visto muitos filmes sobre esses seres... Vampiro!
Gritei apavorada e consegui me mover, corri pela porta da cozinha indo para o jardim que ficava na parte de trás da casa, eu não sabia o que fazer.
Estava tentando correr em direção a rua, mas teria que dar a volta na casa e eu tremia muito para isso, caí várias vezes, minhas vistas estavam embaçadas com as lágrimas e chovia muito.
-Não adianta fugir criança. – gritei de novo quando ele apareceu do nada na minha frente.
Mesmo com toda a chuva e minhas lágrimas eu consegui enxergá-lo bem, o sangue em sua boca me deixava desesperada, e ver aquelas presas me fizeram cair sem forças.
Ele se aproximou em uma velocidade inumana me dando ainda mais certeza de que era um vampiro, antes desse dia eu não acreditava nessas coisas, mas agora ele estava ali na minha frente e tinha matado meus pais.
-Por favor... – gaguejei em meio ao choro, já estava ensopada com a chuva.
Ele aproximou o rosto do meu e eu congelei, não consegui nem gritar mais...
-Seu cheiro é diferente criança... É mais saboroso, minha garganta queima. – ele inspirou bem perto do meu pescoço e eu só conseguia chorar desesperadamente agora.
-Então...me...me mata logo. – falei criando coragem, eu já tinha perdido meus pais, nada mais me importava.
Ele riu alto e me puxou para mais perto tirando o cabelo molhado do meu rosto, ele era tão gelado e me fez tremer ainda mais.
-O tio Edward promete que vai ser bem cuidadoso. – ele riu, então seu nome era Edward, um monstro que tinha matado meus pais e iria me matar, olhei bem para ele, seus olhos eram tão vermelhos.
-Você... É um vampiro... – eu ainda gaguejava.
-E você é bem esperta, mas chega de conversa, fecha os olhos, vai ser rápido.
Não consegui me controlar e chorei de soluçar, mas fechei os olhos como ele falou e esperei pela mordida, ao menos eu iria ficar com meus pais, pensei me preparando... Mas tudo aconteceu muito rápido depois.
Ele não me mordeu, pelo contrário, me jogou no chão e gritou quando alguma coisa enorme pulou em cima dele.
Me encolhi na grama e apesar de chover e eu chorar muito vi uma sombra enorme avançando no vampiro que parece ter se assustado e correu para a floresta... A sombra, parecia um cachorro, mas era tão enorme, se virou em minha direção e vi seus olhos me examinando, olhos grandes, negros e profundos...
Tentei me levantar, mas não consegui então fechei os olhos de novo e tudo se apagou.
Atualmente
Acordei suando e gritando, mais uma vez e ainda estava de madrugada!
Me sentei em minha cama e respirei fundo tentando me acalmar, mais uma vez tinha tido o mesmo pesadelo onde revivia tudo que tinha acontecido na noite da morte dos meus pais... Hoje já estou com 23 anos, mas nunca me esqueci e nem me esquecerei daquilo tudo.
Lembro de no dia seguinte acordar no quarto da minha melhor amiga Ângela, meus pais estavam mesmo mortos, e todos achavam que foi algum tipo de animal, o mesmo que vinha matando com freqüência, e quando eu disse aos gritos que tinha sido um vampiro eles acharam que era só uma menina traumatizada pela morte dos pais, até hoje ninguém acredita em mim, mas eu tenho plena consciência de que era mesmo um vampiro, e ainda me lembro exatamente de como ele é e de seu nome... Edward!
Depois de perder meus pais eu fui criada por Dona Ana e seu marido Hugo, pais da Ângela, eles me criaram com muito amor, mas eu sempre sentiria a falta dos meus pais... E por isso mesmo tinha crescido com a convicção de que um dia ainda voltaria a ver aquele maldito vampiro e me vingaria, mesmo ninguém acreditando que ele realmente exista!
Minha vida não foi nada fácil desde a morte dos meus pais, apesar de sempre ter Ângela ao meu lado e seus pais me tratarem como uma filha... Eu tenho bons amigos, mas mesmo eles, no fundo me acham um pouco louca por eu acreditar em vampiros.
-Bella... – Ângela apareceu na porta do meu quarto e eu a olhei assustada. -Você estava gritando, teve outro pesadelo?
Ela se aproximou trazendo um copo de água e me entregou se sentando ao meu lado.
-O mesmo de sempre... Meus pais e o...
-Vampiro e a grande sombra que parecia um enorme cachorro que te salvou. – ela sorriu levemente acariciando meus cabelos.
-Você também me acha louca, eu sei, mas...
-Não te acho nada louca e você sabe disso. – ela me interrompeu. -Você passou por um trauma muito grande quando tinha apenas 8 anos, viu seus pais sendo mortos por um animal estranho que até hoje não descobriram o que realmente é, você escapou por um milagre Bella, nunca vou me esquecer de quando foram lá em casa avisar, meu pai saiu correndo e depois voltou segurando você, desacordada, nos braços.
-Ang, como vocês podem acreditar que um animal tenha matado meus pais e todas aquelas pessoas antes deles? Meus pais foram mordidos, mastigados e tiveram o sangue sugado... Eu não quero discutir sobre isso de novo, mas foi um vampiro que fez aquilo, ele se chama Edward e um dia eu ainda vou encontrá-lo e enfiar uma estaca no coração dele, ou algo do tipo, algo que mate vampiros.
Me joguei na cama e ela riu.
-Ok, não vamos mais discutir sobre isso... Vou voltar para meu quarto e dormir, e qualquer coisa é só gritar. – ela riu e depois saiu do quarto.
Nós dividíamos um apartamento agora, ainda em Forks, e trabalhamos juntas no jornal da cidade, fizemos faculdade juntas, Ângela é realmente como uma irmã.
Olhei no relógio vendo que ainda eram três da manhã e fechei os olhos com força me cobrindo até a cabeça para tentar dormir já que amanhã tinha trabalho cedo. Felizmente consegui adormecer logo e não tive mais pesadelos nenhum!
Quando abri os olhos novamente já era hora de levantar então fui tomar um banho para despertar logo, quando saí do banheiro e me arrumava no quarto olhei pela janela vendo que era mais um dia chuvoso e frio.
Terminei de me arrumar e peguei minha bolsa indo até a cozinha para comer alguma coisa, Ângela já estava com o café da manhã pronto.
-Bom dia Bella. – ela sorriu estalando um beijo na minha bochecha e me servindo panqueca.
-Bom dia.
Depois do café da manhã fomos direto para o jornal que para nossa alegria ficava bem perto do nosso apartamento, então de carro chegávamos lá rapidamente, há um tempo eu tinha conseguido comprar um carro, com a ajuda da Ang claro, então o carro era nosso.
-Ainda bem que vocês chegaram... – Mike, o editor chefe do jornal nos recebeu afoito.
-Temos alguma boa reportagem para fazer? É o que... Um pequeno alce foi atropelado de novo? – Ângela revirou os olhos, ela vive reclamando que deveríamos tentar emprego em um jornal maior, já que em Forks é tudo muito parado, ao menos ficou depois da morte dos meus pais, eles foram os últimos a serem mortos por aquele vampiro, ou como eles preferem acreditar, por algum animal desconhecido.
-Engraçadinha... – Mike riu, ele vivia dando em cima da gente, na verdade de qualquer mulher que passava pela frente dele. -Mas é sério, encontraram um corpo na floresta, em uma trilha.
Parei de andar assim que ele falou e o olhei curiosa...
-Um corpo? Assassinato?
Ângela também parou ao meu lado.
-Sim, meu amigo da polícia me disse que o corpo estava com marcas de mordidas e não tinha uma gota de sangue no corpo... – ele sussurrou me olhando meio hesitante e meu coração deu um salto desesperado.
-Estão achando que o animal voltou... Eu sinto muito Bella, e vou entender se você não conseguir ir até lá, mas vocês são as melhores que eu tenho aqui e preciso de uma matéria sobre isso.
-Ela não precisa ir... Eu vou. – Ângela falou.
-Não, eu vou... É claro que eu vou. – me recuperei do susto. -A polícia ainda está lá Mike?
-Sim, o corpo também.
-Então vamos Ang. – dei meia volta e ela me seguiu.
-Qualquer coisa é só ligar, já mandei nosso fotógrafo para lá. – Mike falou.
-Bella, não vamos, você não precisa ir...
-Ele voltou Ângela... – a interrompi. -E eu sabia que um dia ele voltaria, eu vou encontrá-lo agora e me vingar.
-Bella. – ela agarrou meu braço e me fez parar. -Para com isso.
-Ok, você não acredita... Mas de qualquer jeito é uma grande notícia e temos que ir lá. – voltei a andar e ela resmungou, mas me seguiu.
No fundo eu sabia, sentia, que era ele, podia ser qualquer outro, mas eu queria que fosse ele, eu queria me vingar, mesmo que isso custasse minha vida.
Notas finais
Próximo cap. Jacob já chega e no decorrer da fic terá muitos POVs dele tbm ;)
Espero que tenham gostado, semana que vem tem mais ;)
Bjokas
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