Predestinados
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Fiquei tão feliz com os reviews e as três recomendações que resolvi voltar mais rápido e aí está mais um cap. ;)
Obrigada mesmo a todos pelo apoio... E um obrigada especial a vava, a Lu e a grace que já recomendaram a fic me deixando mega feliz, obrigada de coração meninas *--*
Agora vamos ao cap. ;) Ah e leiam a notinha final ok?! ;)
Ângela e eu fomos em nosso carro rapidamente para a floresta, ela tentava me convencer a não ir, mas confesso que mal ouvi o que ela falava, só conseguia pensar que ele tinha voltado...
Eu mesma fui dirigindo e parei o carro no acostamento, já tinham muitos outros carros ali, a maioria da polícia.
-Bella, tem certeza? – Ângela voltou a perguntar quando saímos do carro e caminhamos em direção a floresta.
-Tenho sim Ang, vamos lá.
-Você já tirou fotos demais John e eu nem devia deixar você fazer isso. – Peter, um policial amigo nosso da época de colégio, estava afastando John, o fotógrafo do jornal.
-Ok... Já tenho o suficiente. – John resmungou e quando nos viu veio correndo em nossa direção.
-Ei meninas, acho bom vocês não entrarem lá, a coisa é feia, e já tenho as fotos do corpo aqui. – ele me olhou, na verdade todos estavam meio que me olhando.
-Nós precisamos de informações para a matéria John. – Ângela falou e eu já fui em direção ao Peter.
-Bom dia Peter, me leva até o corpo. – pedi parando na frente dele, alguns policiais cercavam o lugar que dava na trilha onde o corpo tinha sido achado, muitos curiosos já estavam por ali.
-Acho melhor não Bella.
-Peter, por favor, só quero fazer meu trabalho.
-Eu vou com ela. – Ângela apareceu ao meu lado, fiquei feliz por ela não tentar me convencer a ir embora novamente.
-Ok, mas sejam rápidas, o corpo já vai ser levado. – ele falou e foi nos levando até o local.
Não precisamos andar muito, estava logo no começo da trilha... Ali tinham ainda mais policiais...
-Meu Deus. – Ângela sussurrou quando vimos o corpo.
Foi difícil, imagens da noite tão terrível em que vi meus pais sendo mortos por aquele monstro voltaram com força, mas me mantive firme.
-Quando vocês acharam o corpo? – perguntei para o Peter que estava ao meu lado.
-Hoje bem cedinho, recebemos uma ligação avisando, um casal que estava indo por essa trilha até uma campina mais a frente encontrou o corpo.
Era um homem, parecia tão jovem, ele estava pálido de um jeito assustador, seu pescoço e um pedaço do seu rosto estava destroçado, era horrível, principalmente porque eu sabia o que tinha feito aquilo.
Um choro desesperado me chamou a atenção e vi uma mulher um pouco afastada e sendo amparada por uma policial.
-Esposa dele. – Peter falou.
-Vou lá falar com ela. – Ângela saiu em direção à mulher.
-Eles não são daqui né?! – eu nunca os tinha visto e em Forks todos se conheciam ao menos de vista.
-Não, estavam só de passagem, são de Seattle, estavam há uns dias aqui tirando umas pequenas férias.
Olhei para a mulher que conversava com Ângela, o desespero e a dor estampados em seu rosto, aquele monstro não podia continuar matando assim.
-Bella, eu sei como isso deve estar te atingindo, mas não vá publicar algo como “Vampiro volta a atacar”, ou alguma coisa assim. – Peter me olhou e eu revirei os olhos.
-Não vou fazer isso enquanto não conseguir provas suficientes, apesar de já termos isso bem aqui né?! O homem teve o sangue sugado, o pescoço e parte do rosto destroçados com mordidas. – olhei para o corpo largado no chão.
-É algum animal Bella, nós vamos caçá-lo, prometo que dessa vez vamos achá-lo. – ele acariciou meu braço e eu bufei irritada.
-A esposa dele disse que ele acordou bem cedo hoje e saiu para comprar jornal na banca perto do hotel onde eles estavam. – Ângela se aproximou falando e anotando algo em seu bloco.
-Então como ele veio parar no meio da floresta? – olhei para o Peter.
-Estamos investigando Bella... Mas é óbvio que o animal o arrastou até aqui.
-Peter, como um animal ia pegar esse homem no meio da rua e trazê-lo para cá, que tipo de animal você acha que é esse? Olha para o homem, sugaram o sangue dele. – eu não conseguia acreditar como eles eram cegos.
-Não sei que tipo de animal é Bella, mas sei que não é um vampiro, porque vampiros não existem. – ele cruzou os braços.
-Vocês me irritam com essa teimosia e burrice. – me irritei e saí de perto deles, ninguém acreditava em mim mesmo, eu tinha é que parar agora com calma e tentar arrumar um jeito de achar esse vampiro e ter a certeza de que é mesmo o Edward, até porque duvido de que essa seja a única pessoa que ele vá matar.
-Aonde você vai Bella? – Ângela perguntou preocupada.
-Tomar um café bem forte. – respondi sem olhar para trás e ela me conhece bem o bastante para saber que preciso ficar sozinha então não me seguiu.
Saí da floresta, tinha muita gente ali então nem tinha como eu me perder, todos que me conheciam me olhavam de soslaio e cochichavam, mas não liguei, há muito tempo eu aprendi a ignorá-los, depois que perdi meus pais sofri muito, foram dias terríveis, tive pesadelos horrendos, mas aprendi a ser forte.
Entrei na lanchonete do outro lado da rua e fui direto para o balcão onde me sentei e pedi um café, estava irritada e ansiosa para arrumar um jeito de achar alguma pista sobre o vampiro!
Megan, a garçonete que nunca foi com a minha cara, nem eu com a dela, me serviu o café e sorriu ironicamente, me preparei para o que viria agora...
-Então é verdade que acharam mesmo um corpo né?! Você esteve lá? – ela perguntou se recostando no balcão e me encarando.
-Sim, verdade. – disse simplesmente tomando um gole do café.
-Foi do mesmo jeito que seus pais foram mortos? – ela perguntou mais séria.
-Foi. – peguei um bloco da minha bolsa e comecei a anotar algumas das informações que tinha descoberto ainda agora.
-E...
Ela parou de falar e a olhei achando isso estranho, mas logo entendi o motivo dela se calar.
Um homem lindo tinha acabado de entrar e veio se sentar bem ao meu lado, confesso que até eu fiquei muda e parada o olhando... Nunca o tinha visto aqui, ele era alto e forte, incrivelmente lindo, a pele morena, e quando ele sorriu para Megan ela não foi a única a suspirar.
-Um café por favor. – ele pediu e ela assentiu saindo meio cambaleante para pegar o café dele.
Ele não era daqui de Forks, talvez fosse algum policial que veio ajudar no caso, ou só alguém de passagem, mas era realmente lindo. Me obriguei a desviar o olhar dele, mas meu coração estava acelerado, fazia tanto tempo que eu não ficava assim que foi meio assustador.
Tentei voltar a escrever alguma coisa, mas não consegui, a presença daquele homem tão perto de mim estava me deixando abalada.
Megan voltou com o café dele e um sorriso malicioso, percebi que ela tinha aberto uns botões da blusa deixando bastante parte dos seios à mostra e revirei os olhos.
-Então Bella, foi o vampiro de novo? – ela riu sarcástica voltando a me olhar, pensei que a chegada do lindo homem ia distraí-la o bastante.
-Não me enche Megan. – não estava com paciência para ela hoje.
-Acho melhor eu guardar alhos e um crucifixo no meu quarto. – ela piscou e saiu rebolando, mas antes ainda deu uma olhada para o cara ao meu lado.
-Ela não é nada sutil. – resmunguei bebendo mais do café.
-Com certeza não. – olhei para o lado ao ouvir a voz rouca dele, além de tudo ainda tinha uma voz linda, ele sorriu e agora que seu sorriso foi direcionado a mim eu tive que me segurar no balcão para não cair, meu Deus, ele é deslumbrante.
-Oi. – sorri desconcertada, mas tratei de me recuperar logo.
-Oi... Então... Vampiros, vocês estavam falando disso? – ele perguntou e fiz um muxoxo.
-Desculpa, mas não estou a fim de mais alguém rindo por eu acreditar em vampiros. – não queria ser grosseira, muito menos com um homem tão lindo, mas o dia mal começou e já estava bem agitado.
-Não, eu não vou rir de você... Eu sei que vampiros existem.
Olhei bem para ele para ver se ele só estava zombando de mim, mas não, ele ainda sorria, mas falava tranquilamente.
-Sério? – perguntei.
-Claro, desde pequeno eu sei que vampiros existem. – ele falava com tanta naturalidade, acabei me animando, era a primeira vez em toda minha vida que alguém não ria ou me chamava de louca quando digo acreditar em vampiros.
-Minha nossa, ninguém nunca acreditou em mim, você não é daqui de Forks, é? – me virei de frente para ele.
-Não, estou de passagem, sou de La Push, uma reserva que fica a umas duas horas de carro daqui. – ele também se virou ficando de frente para mim.
-Acho que já ouvi falar, mas por alto... E todo mundo lá acredita em vampiros? – terminei de tomar o café e pude ver Megan me fulminando com o olhar.
-Mais ou menos, nosso povo é muito antigo e sábio também. – ele piscou sorrindo maroto e sorri de volta. -A propósito, meu nome é Jacob Black.
-Isabella... Mas prefiro só Bella. – dei de ombros ainda sorrindo sem acreditar que aquele lindo homem parecia mesmo acreditar em mim.
-Então, você já viu algum vampiro? – ele perguntou um pouco mais sério.
-Um matou meus pais e quase me matou também.
-Sinto muito. – ele me olhou intensamente e me perdi em seu olhar, e então por um instante foi como se eu já o conhecesse, me senti segura ali com ele, me senti em paz.
-Já faz muito tempo. – sussurrei ainda com a estranha sensação de conhecer aqueles olhos.
Megan se aproximou de novo e Jacob pagou o café dele e o meu se levantando...
-Acho melhor falarmos disso lá fora. – discretamente ele apontou para o lado de fora da lanchonete e eu assenti pegando minha bolsa e saindo logo atrás dele.
Ali na frente tinha um banco e nos direcionamos até lá onde nos sentamos um de frente para o outro, eu ainda estava sem conseguir acreditar que tinha mesmo encontrado alguém que também acredita em vampiros e que esse alguém é um homem tão lindo como o Jacob.
-Você sabe muito sobre vampiros? Porque tem um de volta aqui, acharam o corpo na floresta, mas eles acham que é algum animal... No fundo eu sinto que é o mesmo que matou meus pais, ele se chama Edward, nunca me esqueci dele. – falei sem parar.
-Eu soube do corpo que encontraram, você viu?
-Sim, eu sou jornalista, então tive como ver, estava horrível, o sangue foi todo sugado, é óbvio que é um vampiro e eu realmente acho que é o monstro do Edward, e até quero que seja. – sussurrei.
-Você quer vingança? – ele perguntou e assenti ainda olhando naqueles olhos que me eram tão familiares.
-Eu quero sim e vou ter, e se for mesmo ele que está de volta é agora que eu vou me vingar... Vou enfiar uma estaca no coração dele, assim que eu arrumar uma e descobrir como encontrá-lo. – eu realmente faria isso e Jacob acreditou.
-Te entendo... Mas isso não vai matá-lo.
-Como assim? Eu pesquisei, vampiros morrem com uma estaca no coração. – sussurrei confusa, eu tinha mesmo pesquisado muito sobre vampiros.
-Não, isso só vai paralisá-lo, vai por mim, em La Push nós temos muitos livros antigos que falam sobre esse seres sobrenaturais...
-Nossa, eu adoraria lê-los. – sorri.
-Um dia quem sabem. – ele piscou.
-Mas como se mata um vampiro então? – fiquei curiosa.
-Com fogo, se desmembrar ele antes é ainda melhor... A estaca ajuda já que o deixará paralisado. – ele falava como se já tivesse feito isso antes.
O observei melhor, ele usava uma calça jeans escura e uma jaqueta preta, seu corpo era incrível, mesmo com toda aquela roupa eu podia ver como ele é forte.
-Você é algum tipo de caçador de vampiros? – perguntei voltando a olhá-lo.
-Não é bem isso... – ele gargalhou e seu riso me contagiou. -Mas se algum dia você precisar de ajuda para matar um vampiro é só me chamar.
-Pode deixar. – ri, fazia minutos que estávamos conversando, mas eu me sentia mais a vontade ali com ele do que com meus amigos, talvez por ele acreditar em mim.
-Mas eu também adoraria te ver em outras ocasiões. – seu olhar cravou no meu com uma intensidade que quase me fez arfar.
-Está flertando comigo, Jacob? – sorri corando um pouco, mas não resisti.
-Ficou tão óbvio assim é?! – ele piscou e não desviou o olhar do meu então corei um pouco mais, eu não era de ficar corando tanto assim.
-Eu... – um movimento chamou nossa atenção e vi que era o corpo do homem sendo removido e uma multidão se aglomerava por lá. -Droga, eu tenho que ir, preciso voltar para o jornal, tenho uma grande matéria para escrever e ainda quero ver se consigo mais alguma pista, se alguém viu alguma coisa, enfim.
-Claro, eu também tenho que resolver umas coisas na cidade. – nos levantamos juntos.
-Você volta hoje para La Push? – tentei não mostrar meu desapontamento, eu queria conversar mais com ele, e não só porque ele também sabia que vampiros existem.
-Ainda não sei... – rapidamente ele tirou uma caneta e um pedaço pequeno de papel de um bolso da jaqueta e anotou um número me entregando. -É meu celular, se você precisar de alguma coisa é só me ligar.
Também anotei meu número de celular em um pedaço de papel do meu bloco de anotações e lhe entreguei.
-Me liga também, principalmente se for ficar mais tempo por aqui, eu adoraria conversar mais com você e não só sobre vampiros.
Ele assentiu sorrindo e me surpreendendo deu um beijo demorado na minha bochecha me deixando arrepiada e com o coração aos saltos.
-Tome cuidado.
-Você também... Tem um vampiro a solta por aí. – suspirei quando ele se afastou.
-Pode deixar. – Jacob piscou e ainda sorrindo se afastou.
Fiquei parada como uma idiota suspirando...
-Quem é aquele gato?
-Ângela... – gritei com o susto que ela me deu.
-Percebi que você estava distraída aos suspiros, então, quem é? É impressão minha ou vocês trocaram telefones? – ela pegou o papel da minha mão onde Jacob tinha anotado o número do celular dele, mas rapidamente o peguei de volta.
-Isso é meu, o nome dele é Jacob e é incrível... Mas agora vamos voltar para o jornal porque temos uma matéria para escrever. – saí andando e ela me seguiu.
-Sim senhorita... Descobri mais algumas coisas enquanto você estava de paquera. – seus resmungos me fizeram rir.
*~*~*~*~*~*~*~*
Bocejei me espreguiçando e desliguei o computador em minha frente... Eu ainda estou no jornal e sozinha, todos já foram, até Ângela, estava bem tarde já, mas eu nem vi o tempo passar, só comi algo porque Ângela trouxe para mim durante a tarde. Fiquei o tempo todo trabalhando no caso do homem encontrado na floresta, a matéria já estava pronta e iria sair amanhã na primeira página do jornal, mas eu ainda não tinha conseguido descobrir muito mais coisas, ninguém viu nada, o homem saiu para comprar um jornal e menos de uma hora depois foi encontrado morto daquele jeito horrível... Mas eu sabia que aquela não seria a única morte e eu encontraria aquele monstro!
Já estava cansada e resolvi ir para casa.
Saí do prédio do jornal e me despedi do segurança... Ângela tinha ido embora com o carro, eu mesma disse que ela poderia levá-lo, então fui caminhando, precisava andar um pouco mesmo.
Além de tudo eu ainda pensava sem parar no Jacob, ele tinha mesmo mexido comigo e não apenas por ser o único em toda minha vida que também acreditava em vampiros e não zombou de mim por isso.
Sorri me lembrando de nossa breve, mas incrível conversa.
O jornal era bem perto do meu apartamento então em pouco tempo eu já estava chegando lá, mas em uma esquina antes eu parei ao sentir algo estranho... A rua estava deserta, e apesar de já estar bem escuro as luzes de alguns postes ali iluminavam bem o local, mas mesmo assim senti como se estivesse sendo observada.
Meu coração disparou e olhei em volta, mas não vi nada nem ninguém... Pelo canto dos olhos vi algo se mover rapidamente atrás de mim, mas quando me virei não tinha nada.
Respirei fundo, acho que o dia cansativo e cheio me deixou meio paranóica... Voltei a caminhar, dessa vez mais apressada, mas quando ia atravessar a rua para chegar na frente do prédio onde moro algo me puxou com força me empurrando contra um muro.
Antes mesmo de ver o que era eu já sabia... Ele tinha mesmo voltado!
-Você cresceu criança... Se tornou uma bela mulher. – seu rosto apareceu na frente do meu e sua voz ainda era exatamente como eu me lembrava, ele era o mesmo, os olhos vermelhos, as presas a mostra enquanto ele se exibia com aquele sorriso maquiavélico.
-Edward. – sussurrei com uma mistura de sentimentos me invadindo, senti medo ao me lembrar de como ele matou meus pais, e também muita raiva, ele estava ali, eu poderia me vingar, mas ele me apertava com tanta força que eu mal conseguia me mover e não tinha nenhuma estaca ou algo para tacar fogo dele, eu tinha que andar mais preparada.
-Ainda lembra meu nome. – ele riu e cheirou meu pescoço me enojando.
-Você é um monstro. – sussurrei entre dentes.
-Seu sangue é ainda mais tentador agora... – falou ignorando o que eu tinha dito.
-Se você quiser me matar é bom fazer isso logo porque da próxima vez eu que vou matar você. – apesar do medo eu também queria mais que tudo me vingar dele então me mantive firme.
-Não vou te matar agora, não será tão rápido assim... Vou me divertir muito com você antes, mas estou gostando desse joguinho de gato e rato. – ele segurou forte meu rosto me olhando fixamente.
-Você é um filho da mãe desgraçado e eu vou enfiar uma estaca nesse seu coração podre e depois vou cortar sua cabeça fora e tacar fogo em você. – cuspi em seu rosto e ele gargalhou friamente.
-Você está tentadora, nunca encontrei alguém, muito menos uma mulher, que me desafiasse assim. – seu jeito de me olhar era como um caçador encarando a presa, isso era horripilante, mas meu ódio por ele era maior do que qualquer medo agora.
Ninguém passava por ali, era sempre assim, quando mais precisamos ninguém aparece... Não que alguém fosse capaz de me salvar de um vampiro agora, por isso nem pensei em gritar, não queria trazer mais gente para ele matar.
-Você é doente... Um vampiro desgraçado e louco! – tentei me soltar dele que só riu e me jogou sentada no chão.
Ele se abaixou ficando próximo a mim novamente e sorriu...
-Até breve Isabella...
-Eu vou estar preparada, e vou matar você.
-Vou adorar ver você tentar... – em um movimento rápido demais ele ficou de pé novamente. -Ah, e tem um presentinho para você ali naquele beco.
Ele apontou para um beco que tinha do outro lado da rua e então antes mesmo que eu percebesse ele tinha sumido.
Minhas pernas estavam um pouco bambas quando fiquei de pé novamente e fui cambaleando para o beco que era iluminado fracamente pela luz de um poste da esquina... Eu ainda estava um pouco em choque por tê-lo visto de novo, por agora ter a certeza de que era mesmo ele, mas meu desejo de vingança estava ainda mais forte em mim.
Quando cheguei na entrada do beco tive que recuar para não vomitar... O cheiro era forte demais... Tinha uma mulher caída, estava seminua e a garganta tinha sido cortada tão profundamente que estava praticamente aberta, dessa vez ele tinha deixado bastante sangue por ali.
Olhei mais de perto e reconheci a garota, era da minha idade, Caroline, uma das ex namoradas do Mike.
-Desgraçado. – gritei me encostando na parede, mas algo na parede em minha frente me chamou a atenção... Tinha algo escrito ali.
Me aproximei mais e meu ódio só aumentou quando li o que ele tinha escrito na parede, com o sangue da Caroline, e obviamente era um recado para mim...
“Logo será você!”
Isso se tornou um jogo para ele, mas por mais que o medo tente me dominar eu não vou deixar, não posso deixar!
Peguei meu celular e tirei uma foto da frase na parede, acho que agora ao menos ninguém vai acreditar que um animal tenha sido capaz de escrever também.
Saí do beco e respirei fundo tentando me acalmar, eu estava tremendo muito, por mais que não quisesse, fleches do que aconteceu com meus pais voltavam.
Liguei para a polícia avisando que tinha encontrado um corpo e eles disseram que logo chegariam... Mas eu precisava de alguém que acreditasse em mim, que realmente acreditasse quando eu contasse o que aconteceu, porque sei que não adianta nem perder meu tempo tentando convencer essas pessoas daqui de que quem está fazendo isso é um vampiro... E só tinha uma pessoa que poderia realmente me ajudar agora.
Procurei em minha bolsa e logo encontrei o papel com o número anotado, disquei e no segundo toque ele atendeu...
-Jacob, eu preciso de você. – sussurrei tentando me acalmar.
-Bella, o que aconteceu? – ele perguntou preocupado.
-Ele voltou, o vampiro... Ele apareceu pra mim e matou uma mulher, eu...
-Merda... Você está bem? Ele ta machucou? – era disso que eu precisava, de alguém que não me achasse louca por eu dizer que um vampiro apareceu para mim.
-Estou bem, mas só queria falar com alguém que realmente acredite no que aconteceu, eu só...
-Onde você está? – escutei barulhos como se ele estivesse se movendo rapidamente.
-Você não precisa vir, quer dizer, você mora longe e...
-Eu ainda estou em Forks... Me diz onde você está e me espera aí, eu chego em instantes.
Passei o endereço para ele e desligamos o telefone, agora eu estava me sentindo muito mais calma.
Voltei a olhar para a parede onde ele tinha deixado a pequena mensagem para mim e respirei fundo... Ele voltaria para me pegar, mas eu estaria pronta para pegá-lo primeiro!
Notas finais
Como vocês viram muitas coisas serão diferentes aqui... A começar pelos vampiros, eles não terão as mesmas características da saga... Ahh e Edward não será o único vampiro a aparecer!
E como vocês também viram, aqui La Push não é uma reserva tão perto de Forks assim, fica bem afastada, mas logo terá um POV do Jake e vocês entenderão isso melhor e conhecerão os segredos que ele esconde tbm pq não foi por um acaso que ele se aproximou da Bella logo agora que o Edward está de volta ;) Mas vou parar por aqui ou acabo revelando coisas demais... kkk
Logo tem mais...
Bjokas
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