Predestinada - Livro 1

1 Capítulo 1 - Quando um estranho te oferece carona


Notas iniciais
(Edição e revisão completa) Tio závero mandou um "oi" ;) E Tália mandou "Oieeee :3"

"Corra, Charlie! Corra!", disse minha mãe, gritando, enquanto ambos a agarravam. Seu sangue escorria, enquanto suas lágrimas e sangue se misturavam em seu rosto, perante o desespero.

Minha história começou aqui, em um galpão abandonado, onde a escuridão abraçava o local, e minha mãe e eu, eramos mantidas em cativeiro, mas por um motivo, alguma coisa me soltou. Na primeira oportunidade, eu sai. Um ato de covardia, mas ao mesmo tempo, o medo e a culpa me consumiam ao ver minha mãe ainda presa, naquele estado.

"Corra!", com seu rosto desfigurado, ela suspirou pela ultima vez.

E assim fiz, eu corri. Corri o mais rápido que podia, mas então, não aguentei mais. Eu parei na primeira oportunidade que tive. Não conseguia me mexer, enquanto chorava e lamentava de maneira triste; o suor e as marcas, aquele cheiro e toda imundice em meus rosto. Tudo aquilo me incomodava.

Olhei em seguida para os meus pés e a escuridão engolia meu corpo aos poucos. A escuridão dominava e eu não conseguia ver mais nada; apenas o som da voz de minha mãe gritando de dor, era o único sinal de que existia vida ainda lá, seu som era a única coisa que me dava direção entre as sombras, para fugir de lá. Eu não tinha direção.

Por fim, escutei o barulho de ossos quebrando, onde desesperada, gritei. "Mãe! Mãe!" de forma incansável, diante de tanto desespero.

Até que em fim, acordo no meio da noite, tirando os lençóis que me cobriam. Desesperada e chorando, eu não sabia muito bem o que fazer; aquilo tomou conta de mim.

Ainda na cama, folego me faltava. Eu tinha acordado de um sonho, um sonho muito ruim.

"Foi só um pesadelo, foi só um pesadelo" repito à mim mesma, negando.

"Querida? Charlie, você está bem?" Falou a minha avó que dava para escutar seus passos correndo, enquanto vinha pelo corredor de nossa casa velha.

Até que ela entrou abrindo a porta de madeira de forma grosseira e vindo em minha direção, com uma pequena luz nas mãos; uma lampada para ser exata. E sentou em minha cama, para ver como eu estava.

"Só foi apenas um sonho ruim, estou bem", falei.

"Não pode pedir para que eu ignore isso, Charlie, não mais uma vez".

Essa não foi a primeira vez que isso ocorreu, mas de alguma forma, tive que tentar convence-la de que estava tudo bem. Tenho preferencia de que ela saiba que estava tudo bem, do que saber a verdade de que não estava. "Pode ficar despreocupada comigo", sorrio para ela de maneira inocente.

Com certeza, não estava tudo bem, mas minha avó não precisava saber disso, pois ela não merecia sofrer comigo.

Mas existia algo nela, algo que era diferente, e quando eu a olhava sais, conseguia enxergar isso bem, só não sabia descrever.

Minha avó, uma senhora de 63 anos muito bem bem conservada; para ser sincera, acho que as outras senhoras da cidade tem inveja da beleza dela; as vezes acho graça disso, mas sempre me contendo. Seu nome era Pearl. Uma simples mulher de pele escura, cabelo cacheado castanho e olhos mel; uma bela mulher. Viúva depois que meu avô morreu em acidente de carro deixando-a com uma filha de 9 anos, mas isso faz muito tempo.

E falando de tempo, muita coisa aconteceu a dois anos atrás. Eu e minha mãe fomos realmente sequestradas e torturadas, mas como no sonho, eu consegui fugir, já minha mãe, não teve tanta sorte; ainda posso ouvir seus gritos e no vazio que me deixou. Aquele sequestro me marcou de uma forma à qual, por mais palavras que existam, nenhuma pode descrever o que realmente aconteceu lá. E desde então, vim morar com minha avó, em Aberdeen, Dakota do Sul.

Mas, voltando a mim, ainda me restam algumas horas da madrugada, tinha que dormir, pois a noite não acabava por aqui.

No dia seguinte:

Pensei em levantar da cama, mas olhei para o despertador e vi que estava muito cedo; mas fazer o que? Agora que acordei, tenho que levantar. Ainda jogada na cama, tento me levantar com essa 'cara amassada'.

Levanto da cama e vou ao banheiro, escovando meus dentes, me olho no espelho e digo à mim mesma, "Você já acordou mais bonita." Comecei a rir da minha própria piada.

Mas em dias mais sérios, às vezes tenho que olhar em meus olhos através do espelho e dizer "Nada de ruim vai te acontecer", pois somente assim conseguirei durar mais um dia.

Agora que terminei; acho que vou procurar meu celular. Tenho que ligar para o Rob; esse idiota dorme até tarde e nós sempre chegamos atrasados por causa disso. Estupido!

Por sorte, pela primeira vez meu celular estava no criado-mudo, ao lado da cama. Me sentei no colchão e liguei para ele.

"Bom dia, minha linda flor, hora de acordar!", digo com maior sarcasmo, "Vamos logo, Rob! Não vou chegar atrasada de novo! Não é problema meu se você acorda tarde!", resmunguei.

"Você sabe que horas são? Tá muito cedo e eu não vou levantar da cama agora. " deu um pausa, "Charlie, minha mais irritante,Charlie... SÃO SEIS DA MANHÃ!" ele gritou no celular.

Fico rindo dele. Sempre foi engraçado irritar o Rob, e não sei por que, mas ele sempre sorrio quando isso acontece; o tempo todo. Ele é meu melhor amigo, desde que vim morar com minha avó; ele tem sido meu amigo; sempre ficou ao meu lado; o único que acreditou em mim. As outras pessoas do meu colégio, são completos superficiais e babacas.

"Tudo bem, imbecil. Durma mais um pouco". Ouvi ele resmungando e sorri, "Mas às 7, você vem me buscar".

"Tudo bem, agora me deixa dormi, okay?". Disse ele.

"Já que você falou educadamente e não gritou como de costume, pode, sim. Okay!" E desliguei. Com uma simples bufada e um sorriso, me dispensei para terminar a higiene matinal do dia. Hora do banho!

Acertando tudo; desde banho à roupas, juntei meus relatórios de física e história, os enrolando e pondo dentro da mochila. Fiquei até tarde os terminando e já era hora de tomar café. Desci as escadas de madeira correndo, depois de me arrumar.

E se tem algo que avó faz bem, é cozinhar.

"Vó! Sinto cheiro de panquecas!" digo brincando para que ela ache que estou bem. Honestamente, me mudar para cá faz com que eu sinta que estou invadindo a privacidade dela e isso me incomodava.

"Pode se servir," diz ela sorrindo "você está bem, querida? Você quer que eu faça um chá gelado?".

"Vó, não precisa fazer nada, estou bem. Minto, estou faminta!" e sorrio para ela ao dizer aquilo.

"Tudo bem" ela riu. "Sua irmã acabou de ligar, disse que se precisar de alguma coisa era só ligar para ela".

"Tá bom...", terminei.

Minha irmã morou só um ano conosco e depois disso foi para a faculdade de artes em Nova York; eramos parecidas em partes. Magra, tinha um corpo de uma atleta feminina, longos cachos castanho escuro e olhos castanhos, alta e de pele clara, minha irmã parecia uma modelo; E eu já tinha 1,64 de altura, morena clara, cabelos cacheados, olhos amendoados, eles eram castanhos, o nariz arrebitado como de minha mãe, tinha apenas semelhança nos traços do meu físico e rosto.

Nosso pai, minha mãe nunca nos contou quem ele era e nem gostava de tocar no assunto. O pouco que eu conseguia imaginar era de que tinha algo muito errado nisso.

"Vó, licença. Agora eu tenho que ir", digo enquanto enfio uma panqueca na boca com pressa. Atrasada, cheguei a esbarrar na mesa e a me atrapalhar toda, mas enfim, peguei minha mochila e corri. Minha avó disse algo, mas não escutei.

No ponto de ônibus, eu esperava Rob, aquele esquisito; esse ponto de ônibus ficava em frente a um mercadinho, no final da esquina da rua da minha casa. Até que o local em que eu morava me dava vantagens. Mas voltando a esperar Rob; ele ainda estava atrasado... Até que ele chegou.

Quando chegou, ele estava dentro de sua caminhonete, uma surpresa para mim, pois até agora eu não sabia que ele tinha uma. "Onde arranjou isso?", perguntei ainda do lado de fora.

"Meu pai me deu." disse ele, "Vamos?"

"Vamos!", entrei, sorrindo por causa dele. Fiquei meio boba por ele, por causa da caminhonete.

Rob era alto, tinha um lindo par de olhos azuis que me faziam lembrar o céu, seu cabelo sempre bagunçado faziam com que eu pensasse em vários penteados que poderia fazer; uma mania minha.

"Então... estou atrasado?" perguntou Rob com um sorrisinho sínico, enquanto eu fechava a porta da caminhonete e não conseguia. Estava meio difícil de fechar aquela porta.

Sem graça, ele me olhou e disse "Bate com força", logo em seguida, o encarei, com uma pancada forte ao fechar a porta e dizendo: "Cala boca! E vai logo!" ...ou melhor, digo, "Lindeza, vou ligar o rádio."

"Tá bom." um tempo depois, desligou o rádio para que prestasse atenção nele. "Sonhou com sua mãe de novo?" perguntou Rob. Por alguma razão, ele sempre sabia quando sonhava com minha mãe, mesmo eu fingindo que estava tudo bem.

"Sim, mas não quero falar sobre isso, tá?"

"Tudo bem, como você quiser, alteza" ele sorriu rapidamente, olhando para mim e logo, desviando o olhar, concentrou-se na estrada. Naquele dia, estava frio como de costume; o asfalto estava molhado, enquanto a cidade era tomada por uma pequena nevoa formada pelo tempo frio. Aos poucos, encostei minha cabeça no banco da caminhonete e dormi.

Quando acordei, já tínhamos chegado. Estava deitada no ombro de Rob que me acordou rapidamente, a aula já tinha começado. "Vamos" disse ele, pulando da caminhonete. Ao descer de lá, do outro lado do "estacionamento não oficial" da escola, avisto dois meninos lindos. Realmente lindos!

Eu não era de ficar caidinha quando avistava algum garoto bonito, mas aqueles dois eram lindos de verdade. Um deles era uns doze centímetros mais alto que eu, tinha cabelos castanhos e seus olhos verdes, mas percebi mesmo de longe que eles tinham um toque de azulado; Isso despertou um sentimento familiar em mim; me senti esquisita ao vê-los. Já o outro garoto ao seu lado, parecia ter 1,80 de altura, cabelo loiro e os mesmos olhos do amigo. Bem... São irmãos. Lindos irmãos.

"Charlie tem uma coisa no seu queixo", Diz Rob.

Fiquei assustada, pois os dois irmãos lindos estavam vindo em minha direção. "Droga! A panqueca!" Pensei; desesperada, passei a mão em meu queixo com a manga da camisa, "O que era?" perguntei Já com os olhos arregalados.

"Essa baba que tá saindo da sua boca por causa daqueles dois ali!", ele respondeu rindo de mim.

"Idiota! Eu não estou babando por causa de ninguém!" Disse furiosa e eles passaram bem na hora e improvisei "Estava pensando em comida!". No mesmo instante, eles passaram lentamente diante dos meus olhos.

"Parabéns, Charlie, você é uma perfeita idiota", disse minha consciência. Nunca me arrependi tanto de dizer algo. Que vergonha!

[...]

Tempos depois.

Já dentro da escola. Fui andando até meu armário e Rob atrás de mim. com as mãos fechadas de raiva e com o andar já alterado, no meu armário, o abri no mais perfeito ataque de fúria; Nele, estavam meus livros e o caderno de álgebra 2. Naquele momento, enquanto eu estava de cara amarrada, abri a porta escondendo o rosto de Rob enquanto o mesmo me observava.

"Tá com raiva por que zoei você na frente daqueles caras?" perguntou Rob, do outro lado da porta do armário. Eu não disse nada, apenas me virei e lhe lancei um olhar de puro ódio ao fechar a porta e me encontrar no mesmo olhar com ele. E sai andando.

"Tá legal, desculpa. Eu não devia ter feito aquilo, sou um idiota". Ele se desculpou.

"Ainda bem que você sabe disso." Digo andando em direção a sala.

Quando eu andava com raiva, era engraçado para as outras pessoas, pois parecia que eu estava bêbada e sem jeito. provavelmente quando Rob me via assim, ele no fundo morria de rir. Era como se eu andasse de salto-alto; toda atrapalhada; mas isso era uma "memoria física" das minhas pernas, de quando eu andava machucada. Ignorando isso, Hoje podemos dizer que ainda é um pouco engraçado.

Atrás de mim, vinha Rob, me observando enquanto andava e dando alguns sorrisos de leve ao me ver atrapalhada. Literalmente, parecia que eu estava usando um salto-alto invisível e não sabia andar com ele.

"Não tá com raiva de mim?", pergunta Rob com o olhar todo esperançoso, enquanto anda normalmente em comparação a mim; "a atrapalhada e com raiva".

"Ainda estou, mas vou suavizar sua barra, porque sou muito legal." Digo. "Mesmo assim, hoje não é um bom dia", falo, me encostando em seguida na parede e olhando para minhas sandálias, por alguma razão eu as quis colocar. EM dias normais só usava tênis ou uma sapatilha discreta. "Qual é meu problema? Eu não estou de salto!" me perguntei.

"Mas quando você está com raiva, parece que está, e o pior é que você não sabe andar 'com' eles." disse Rob rindo. Eu o encarei em seguida, ainda encostada na parede e o intimidei.

"Eu tenho que ir pra aula de física agora, até mais", ele falou apressado, entrando no primeiro corredor a esquerda e voltando só para dizer: "A proposito, esqueceu a porta do armário aberta", anunciou para mim, enquanto os corredores estavam vazios e todos os alunos já estavam dentro de sala.

"Droga!" suspirei reclamando, enquanto tinha que voltar cinco corredores para chegar ao meu armário (com raiva, eu andava rápido). Logo, ainda encostada na parede, tirei minhas sandálias e fui sem elas até o armário.

Chegando lá, abri a porta dele para ver se ninguém tinha pego nada e em seguida a fechei, dando de cara com uma garota que me esperava do outro lado da porta do armário, da mesma forma que fiz com Rob, mas sem saber. Eu me assustei ao vê-la. "Ai meu deus!" quase que gritei, me escorando no armário.

Ela sorriu de maneira inocente, "Oi, eu sou a Clarice!" ela sorriu de maneira exagerada, para se parecer simpática e tentar contato comigo. Ela não devia ter muitos amigos; devia estar treinando. A observei ainda escorada no chão, apavorada.

Com um jeito doce e inocente, ao mesmo tempo infantil, aquela menina me assustou. Do nada ela apareceu do meu lado, com uns panfletos na mão e sorrindo. E enquanto ela falava, "Eu gostaria de saber se estaria interessada em fazer parte do clube de artes", disse ela, de um jeito doce e me entregando o panfleto, enquanto se manteve ansiosa e otimista.

"Quantos anos você tem?" perguntei mudando de assunto e me levantando.

"Tenho um dia para dizer que tenho treze anos ainda", disse ela, enquanto se parecia distraída; parecia que ela ao mesmo tempo sofria de alto otimismo e falta de atenção.

"Então amanhã é seu aniversário?" perguntei, pegando um panfleto verde e o olhando.

"Pois é", disse ela sorrindo levemente.

"Então está bem...", falei olhando em meu relógio e me despedindo em seguida. "Olha, é... eu vou pensar nesse clube de artes, e... Feliz aniversário!", falei me distanciando, enquanto andava de costas, para dizer tchau pra ela.

"Tchau! E cuidado para não bater no seu amigo-namorado!" ela disse, me observando de onde ela estava.

"Que namorado?" falei aumentando o tom de voz, para ela me escutar da distância de onde ela estava.

"O Rob!", ela disse de maneira distorcida, pois não conseguia a escutar, enquanto ainda andava de costas.

"O que?", gritei.

"O Rob!", disse ela.

"Quem?" , perguntei sorrindo e confusa.

"R.O.B", ela soletrou. No mesmo instante, ao entender o nome de quem ela falou, me esbarro de costas com Rob, caindo no chão.

"Acho que ela quis dizer 'Rob'". disse Rob.

"Também acho...", falei.

"Melhor eu ir", falamos enquanto estávamos nos me levantando. "Não sei o que você esta fazendo aqui fora, mas é melhor também ir andando", falei para Rob, chamando-o a atenção.

"Melhor mesmo", ele gemeu, pela pancada que lhe dei. "Belo golpe, nem precisa olhar para trás quando me bate!" ele riu, gemendo de dor no chão.

"Anda, levanta".

[...]

Após aquilo tudo, eu já estava indo atrasada para aula de álgebra; com pressa, ignorava tudo ao meu caminho, toda desajeitada, até que um dos irmãos que eu tinha visto, parou na porta ao mesmo tempo que eu. Era o mais alto.

"Desculpa" Falamos ao mesmo tempo, "Pode ir você". Que embaraçoso.

Até que eu paro e vejo se ele vai dizer algo. Ele diz:

"Me desculpe, você primeiro."

"Obrigada", falei, entrando na sala e em seguida, e ele também.

No mesmo instante, o sinal tocou e começamos a aula de álgebra, a pegando já na segunda aula.

Toda semana o Sr. Kyle pedia para que fizéssemos duplas, e eu sempre fazia dupla com a Mitch Young, a asiática que era ótima em álgebra (por que será?). Toda semana, ela me explicava alguns cálculos e me ajudava. Só que para minha decepção, Mitch não veio. Perguntei a uma garota ao lado:

"Onde está Mitch?".

"Ei! o jogo!", a retardada riu. "Onde está Mitch? Onde está Mitch?", a sala cantou, zoando a garota enquanto batiam na mesa. Era uma brincadeira de quando zoavam ela no inicio. Ao entrar na escola, fizeram uma brincadeira com a Mitch, pois ela tinha o costume de sumir nas aulas, por isso, diziam quando ela desaparecia "Onde está Mitch? Onde está Mitch?" batendo na mesa; mas eu acabei descobrindo o motivo dela desaparecer; o motivo disso era que foi um ano difícil para ela e ela não se adaptava no nosso país, mas com o tempo, eu a ajudei, dando apoio a ela, pois nós duas não nos enquadrávamos muito bem, compreendia como ela se sentia.

Ao lembrarem disso, a sala se estremeceu, batendo nas mesas e dizendo a frase brincando.

"Silêncio!" o professor falou, parando a brincadeira.

"Alanna, agora é serio, onde ela tá?, perguntei.

"De cama em casa, ela não pode vir".

"Droga, Mitch!"

Percebendo, vi que o professor já tinha ido tomar café na sala dele e voltado. Não tive muito tempo para me ajeitar.

"Bom turma, como vocês sabem iremos fazer duplas. E... temos um novo aluno" Diz o Sr. Kyle apontando para o irmão bonito "Seu nome, por favor?".

"John Reese", diz John

"Tudo bem, Sr.Reese, você irá fazer dupla com a Srta. Stevens, já que a Srta.Young não está presente."

John puxa uma cadeira e se senta do meu lado. Dava para escutar os murmúrios das outras meninas da sala por causa de John e por ele está sentando ao meu lado fazendo dupla e não ao delas. Invejosas!

"Oi, sou John." diz John estendendo a mão como cumprimento.

"Charlie" respondo.

Depois disso não disse mais nada; eu estava muito nervosa. John as vezes encostava na minha mão e me olhava de maneira tensa, mas eu não encarava, só achava que estava sendo muito rápido.

Quando a aula de álgebra acabou, fui para aula de literatura inglesa. Após a aula fui almoçar, mas Rob não estava onde sempre costumávamos a almoçar, então comi sozinha; enquanto na mesa ao lado, Clarice comia e me olhava sorrindo, acenando para mim, dando tchauzinho.

Eu ri um pouquinho dela abaixando a cabeça, mas reconheci que ela era muito nova para estar na escola e não tinha muitos amigos. Enquanto a mesma saboreava um pudim, ela correspondia como uma personagem da autora J.K.Rowling. Clarice me fazia rir pelo seu jeito inocente.

Mas voltando a falar de mim. Na minha mesa, enquanto coloquei a colher da sobremesa na boca, senti meu celular vibrar.

Na tela dizia: "Mensagem de Rob", ao vê-la, "Desculpa não ir almoçar com você hoje, tô na biblioteca, esqueci que tenho um relatório de história para entregar hoje!! Me desculpe!!"

Em seguida me levantei e coloquei a bandeja em cima do balcão, onde fui logo para aula de história. Entrei na sala, encontrei Rob escrevendo o relatório.

"Ah, oi, Charlie. Desculpa não ter almoçado com você hoje, você sabe", disse ele apontando para o relatório.

" É, eu recebi sua mensagem. Agora vou deixar você quieto para nãonao atrapalhar".

O Sr. Mansters entrou na sala e atrás dele estava um dos irmãos, o que eu não sabia o nome. Depois de iniciar a aula, o professor apresentou a turma a Dimitri, o outro irmão bonito. Quando a aula acabou, Rob e eu fomos para o estacionamento.

"Não foi tão ruim", disse Rob, entrando na caminhonete. Permaneci em silêncio. Em seguida, ao entrar, Rob inseriu a chave, mas a camionete não queria ligar.

"Droga de carro!" disse Rob furioso batendo no painel, "Esquece o que eu falei sobre o dia!". Ele deu uma pancada com o cotovelo na lataria do carro.

"Ei, calma, assim vai quebrar", digo para acalmá-lo.

Quando olho para o lado, Dimitri e John estão passando por nós e John vem em minha direção.

"Vocês querem ajuda?" pergunta um deles.

"Não precisa" diz Rob, um pouco nervoso, mas já se acalmando aos poucos.

"Eu posso dar uma carona para vocês se quiserem" diz John olhando em minha direção. Obvio que eu entendi que a carona era só para mim. Vantagem de ser mulher. Bitch please! Levantando as sobrancelhassobrancelhas, olho para Rob que tentava segurar o riso.

"É melhor você ir com ele" diz Rob ainda tentando segurar o riso

De qualquer forma, não me senti confortável em sair com eles.

"Porque eu tenho que ir com eles?", pergunto.

"Porque somente chamando o reboque que essa merda vai sair daqui.", diz Rob apontando para a camionete.

"E desde de quando você fala com eles?", pergunto.

"Eu conheci Dimitri na aula de álgebra 1 e John na aula de espanhol". Faz sentido. Me contentei.

"Tudo bem, você me liga se quando chegar em casa.", digo pegando minha mochila na caminhonete. "Lembra hein, me liga!" , falo pela ultima vez, enquanto Dimitri abre a porta do carro.

"Tudo bem, vai logo", responde Rob.

Quando me viro, me espanto ao ver o carro parado a minha frente com a porta aberta para mim. O carro dos irmãos era um SUV, cinza novo em folha, nada mal. Sem graça, Me aproximo deles e digo:

"É, acho que vou com você".

"E seu namorado?" pergunta Dimitri com um pouco de sarcasmo.

"Pela segunda vez hoje; ele não é meu namorado e ele vai chamar o reboque. Pediu para que eu fosse com vocês", digo.

"Tá bem, vamos" diz John sorrindo, quando Dimitri fecha a porta traseira apos eu entrar. "Vamos!", ele falou ainda sorrindo e olhando para frente.

"Aonde você mora?", pergunta Dimitri.

"É só seguir reto que tem um mercado de esquina, podem me deixa ali."

"Tudo bem", falou Dimitri.

Eu coloquei fones de ouvido para fingir que não estavam escutando nada. O jeito como John me olhava, me deixava nervosa. Dimitri me olhava pelo retrovisor e eu retribuía olhando de volta. Ele tinha algo tão familiar, principalmente nos olhos, eram lindos. Mesmo assim, eu podia processa-los por assedio! (Brincadeira).

[...]

Chegando lá, eles me deixaram em frente ao mercado e John disse: "Te vejo amanhã, Charlie", se despedindo.

"Até mais" Digo e faço uma cara de "que isso, meu jovem!?". E vejo Dimitri rindo de seu irmão.

Logo, eles se afastaram e eu pude ouvir seu irmão reclamando enquanto o zoava, "Você é o pior paquerador que já existiu".

Andando até minha casa. Fico pensando em como havia algo de estranho em John, não por ele estar me paquerando, mas no seu olhar; é difícil de interpretar. E Dimitri, que não abriu a boca assim que entrou na aula de história, nem se quer um "oi" para alguém, apenas ficava observando e seu olhar caía sempre em mim. Isso que não conseguia entender.

Desde que houve o sequestro, eu nunca parei de reparar nas pessoas, seja qualquer detalhe, mas de todas que avistei, tinha algo de estranho neles, uma espécie de aviso de perigo assim que cheguei perto de Dimitri, principalmente.

Na frente de casa. Abro a porta e lá está minha avó Pearl, cochilando na poltrona com um livro em seu colo. Fui até lá e tirei o livro de seu colo, mas antes olhei para capa; "A Odisseia"; era um dos livros favoritos de minha mãe.

"Vó, venha, vou colocar a senhora na cama" digo a acordando.

"Ah! Charlie," Disse ela, abrindo um largo sorriso "Caí no sono enquanto lia. eu vou subir, não se preocupe".

"Tudo bem", respondo.

Ao subir, me deparo com meu quarto todo organizado; deu para entender por que Pearl estaria cansada. Em seguida, tomei um banho e recebi uma mensagem de voz de Rob:

"Sua bitch, tô em casa." ouço o som de sua risada "Olha, minha caminhonete tá no conserto, mas adivinha quem me emprestar o carro?", suspense "Sim, meu pai! Ele falou que eu iria ficar com o carro até a camionete ficar pronta. Então, amanhã vou te buscar. Tá certo? Beijos, minha fã!", novamente, ele riu na mensagem.

Após ouvir a mensagem de Rob, fui fazer os deveres de química e em seguida, desabei na cama e fiquei pensando em minha mãe e depois em Dimitri, por um longo tempo pensando nele. Quando me virei e olhei para o despertador já eram 01h da manhã, mas mesmo assim, continue a pensar nele e adormeci.

O que houve naquele dia?

Notas finais
Olá, aqui quem fala é a Tia Tália, espero que vocês tenham gostado, não se esqueçam de clicar na paradinha aqui em baixo para ficarem atualizados dos próximos capítulos da série Predestinada. Contem para os amigos, conhecidos, seu peixe ou seu cão sobre série. Sem mais delongas, beijos da Tália. :3 :3