Predestinada - Livro 1

4 Capítulo 4 - E meu pai ?


Notas iniciais
"Edição e revisão completos" Tália mandando "Oi!"

Após Dimitri ir embora, subi para meu quarto e me afoguei em lágrimas. Meu coração nunca tinha se sentido tão vazio e incompleto, será que nunca mais veria minha mãe? Eu vou ter que conviver com isso para o resto de minha vida?

Me titularia órfã, mas eu lembrei que tenho um pai que não conheço e muito menos me pareço com ele, o que dificulta se um dia o encontrar.

'Se o encontrar.' pensei.

Ele podia me ajudar a encontrar minha mãe, sei que é uma ideia totalmente idiota, mas o que custar tentar? Se encontrar meu pai, posso conseguir encontrar minha mãe.

No dia seguinte.

Eu havia me arrumado para ir ao colégio, ainda estava um pouco doente, mas não podia faltar aula se eu estava me sentindo melhor. Eu decido ligar para minha irmã, pego celular na escrivaninha e disco o número dela; assim que ela atende e não diz absolutamente nada, começo:

"Jess?"

"Charlie?" diz Jess "O que aconteceu? Você está bem?"

"Eu tô meio doente, mas já tô melhor agora e..."

"E?"

"Olha, eu tenho que te contar uma coisa." Dou uma pausa. "Nunca achei que isso fosse acontecer..." Fui cortada por Jess que enlouquecia do outro lado do celular.

"Aí meu Deus! Você tá grávida?! Eu sempre te falei para quando arrumar um namorado e vocês começarem se pegar com vontade, era para tomar anticoncepcional e usar camisinha!" Grita Jess pelo celular e de repente sua voz muda o tom, ficando mais séria do que jamais ouvi. "É aquele Rob, não é?"

Abro e fecho a boca diversas vezes, mas as palavras não saem.

"Eu sabia! Eu sabia! Eu achava que ele estava afim de mim, mas depois percebi que era por você! Não é uma escolha ruim, na verdade é das boas. Mas porque diabos você não usou os métodos que eu lhe falei para não engravidar!"

"Primeiro, eu não estou grávida, segundo nem ter algo desse tipo com Rob eu tenho; terceiro, eu nunca beijei ninguém e muito menos vou fazer... Quarto, eu te liguei para falar sobre outra coisa..."

"Sobre o que seria essa outra coisa ?"

"Sobre a mamãe."

Ouvia completo silêncio pelo celular parecia que Jess havia entrado em outro colapso.

"Jess?" Perguntou, o silêncio que estava do outro lado me deixou mais tensa do que já estava.

"Eu tô aqui, diga." A voz de Jess estava calma, o que me fez saber que ela iria pegar tudo dentro de seu dormitório da faculdade e quebrar até ela achar que a raiva acabou.

"O detetive Sanders veio aqui ontem e... ele disse que vão parar com as investigações. Vasculharam toda a área e parece limpa, nenhum indício, nem vestígios de sangue, olharam toda a área e em volta dela."

"Porque eles vão parar as investigações? Você deu todas as informações do local e tudo, como assim eles vão parar? E se nossa mãe estiver viva?" Jess já estava se afogando em lágrimas.

"Foi isso o que eu disse, mas o detetive Sanders disse que por estar 2 anos e nada foi encontrado, já se pode entender o que houve." Me seguro para não chorar, eu não podia chorar. Minha avó chorou a noite toda e eu não queria a preocupar.

"Jess?"

"Sim?"

"Você lembra do papai?" pergunto, minha única chance era achar meu pai. Ele devia saber o que fazer.

"Porque está perguntando isso, Charlie?"

"Eu queria saber como ele é, você passou mais tempo com ele do que eu."

"Charlie, eu não me pareço com ninguém da família, só com ele. Quer dizer..." Ela deu uma pausa por controlar seu choro, ela tentou segurar, mas deu para escutar o quanto foi falha sua tentativa. " Tirando a cor dos olhos e do cabelo, sou igual à ele."

"Eu quero o conhecer."

"Não vai."

"O que? Como não? Ele é meu pai!"

"Ele é meu pai também, Charlie! Mas ele abandonou a gente! Ele foi embora e você só tinha meses de nascida!"

"Mesmo assim, ele é meu pai, eu tenho todo o direito de conhecê-lo!" Continuo rapidamente para a cortar. "Você o conheceu, porque eu não posso? Eu não sei o porque ele nos deixou, eu não tenho raiva dele por isso. Só quero ter mais uma parte da mãe próxima de mim! Eu não tenho você aqui, você nunca liga! E quando liga nem fala comigo!"

"Você está agindo feito uma criança."

"E daí? Eu não ligo! Só quero conhecer meu pai!"

"Mas você não vai mesmo!" grita Jess

"Porque não?" grito de volta

"Porque você não sabe com quem e o que está se metendo!"

"E como você sabe disso?"

"Eu não lhe devo satisfação de nada, você apenas tem que me escutar se não quiser se ferrar de vez."

"Eu já estou ferrada e não ligo se me afundar ainda mais nessa droga de poço que estou."

"Eu tenho aula agora, é bom que você me escute." diz Jess em seu tom de ameaça.

"Que seja, Jess." Desprezo o que ela diz e desligo.

Pego minha mochila com todos os meus materiais dentro e desço as escadas. Na cozinha vejo Pearl fazendo um chá para ela e nem percebe quando passo em direção à geladeira.

"Bom dia" digo.

"Ahh, desculpe, querida. Estou dispersa hoje. Bom dia!" diz Pearl dando um pequeno sorriso.

Pego o leite, o pote de rosquinhas de coco e as mergulho no leite para mastigar melhor, me sento no banco de bar e saboreio minhas rosquinhas. Enquanto observo Pearl distante, com a cabeça nas nuvens.

"Liguei pra Jess." digo

"O que ela disse?" pergunta Pearl me surpreendendo por prestar atenção.

"Ela ficou como todos nós, vó."

"Cada um expõem sua dor de sua maneira. Não significa que ela iria sofrer como nos."

"Eu vou pro colégio hoje."

"Tem certeza que quer ir?"

"Porque está me perguntando?"

"Porque a notícia que você recebeu ontem não te abala?"

"Se eu acreditassem que minha mãe estivesse morta, eu não estaria aqui para mostrar como estou."

"Você não acredita? O próprio profissional da área, um detetive esteve aqui ontem e nos disse que não há chances de minha Samatha está viva! Mas você não acredita, porque?"

"Porque eu sei que ela está e eu vou continuar acreditando." digo por fim.

Me levanto indo até o banheiro, escovo meus dentes e pego minha mochila e saio de casa para ir ao colégio.

Como hoje é sexta-feira, temos aula de educação física com a Treinadora Baker e sua 'gentileza' nos dar 4 voltas em toda a quadra. Se parássemos, era mais uma volta que tínhamos que dar.

Eu corria normalmente ao meu lado estava a pequena Clarice ofegando e suando, acho que ela não gosta de exercícios físicos.

"Você está bem ?" pergunto à Clarice.

"Sim, só detesto ter que fazer educação física."

"Relaxa, a Treinadora já pegou mais pesado com a gente. E você está se saindo bem, afinal."

"Hey, Charlie" diz uma voz

Me viro para ver quem é, era John tinha um tempo que não o via e ele estava sorrindo para mim e em seguida seu olhar caí sob Clarice.

"Oi, sou John Reese." fala John com Clarice que tinha ficado corada.

"Clarice Lewis." responde Clarice.

John se volta a mim enquanto corria ao meu lado e o de Clarice.

"Vocês não são como os as outras garotas pelo visto." diz John.

"Como assim?" digo ofegante.

"As outras estão reclamando por estarem suando e fazendo exercício físico, já não vocês estão. É difícil achar meninas que não são tão frescas hoje em dia."

"Somos uma espécie avançada."

Clarice e John começam a rir.

Eu começo a avançar cada vez mais, meu corpo dizia que dava para correr mais e eu o fiz. Eu corri tão rápido que já tinha percorrido quase todo o trajeto; nunca corri desse jeito. Só faltava uma volta, John estava ao meu lado correndo, olho para trás e Clarice estava muito atrás. Na última volta, eu e John estávamos lado a lado correndo, estava na frente e tropeço. Me levanto com a ajuda de Clarice que correu mais rápido que podia para me auxiliar e andamos até a linha de chegada.

"Os que já terminaram as voltas na quadra vão descansar!" disse a Treinadora Baker.

Eu, Clarice e John nos sentamos na arquibancada para descansar. John se deitou num banco abaixo de meus pés e dos de Clarice. Ela ficava cada vez mais corada que ele chegava perto e eu sorri quando a vi desse jeito.

"Eu preciso de um banho" diz John.

"Concordo, meu nariz estava ardendo com seu odor." brinco.

Ele não responde somente olha para mim e sorri.

"Clarice, você está bem ?" pergunto.

"Estou, Charlie. Porque você está tão preocupada comigo ?" pergunta Clarice.

"Porque você é pequena e fofa."

Percebi que Jonh estava muito quieto, olho para ele que está olhando para as pessoas na quadra.

"Eu vou tomar banho." digo.

"Eu também vou com você, Charlie." diz Clarice.

"Vejo vocês depois" diz John ainda deitado no banco da arquibancada.

No banheiro depois do banho, estava colocando minha blusa das relíquias da morte, vejo Clarice toda desligada.

"Você gostou dele ?" pergunto.

"Desculpe, o que disse ?" pergunta Clarice voltando sua atenção à mim.

"Você gostou do John ?"

"Não! Quer dizer..." protesta Clarice, mas ficou corada. "Eu achei ele legal nada mais. E você e o Rob ? Gosta dele ?"

"Rob é meu amigo e não temos nada. Além do mais, não o vejo desde terça-feira."

"Ele não vem desde terça-feira."

"Como assim ? Ele não veio ?"

"Não."

Começo a ficar preocupada com Rob, ele mesmo doente vinha para o colégio. Não consigo entender, eu tinha que ligar para ele.

"Eu peguei sua lição de casa de ontem" diz Clarice me tirando de meus pensamentos e me entregando a lição de casa, a coloco dentro da mochila que estava no armário.

"Obrigada." sorrio.

"Charlie, você está bem ?"

"Sim, estou ótima."

Estou pegando minhas coisas dentro do armário do ginásio para ir à próxima aula. Quando me viro e tem uma garota ruiva de olhos cinzas e tinha meu tamanho, me encarava.

"Posso te ajudar ?" pergunto.

"Não, você é Clarice ?"

"Não."

"É você ?" apontando para Clarice.

Me viro para Clarice que estava logo atrás de mim, ela assentiu com a cabeça.

"Sabe onde está meu parceiro de biologia ?" diz a ruiva de maneira arrogante.

"Qual é o nome dele ?"

"Um tal de Rob."

Meu coração palpitou um momento e achei que fosse parar. Eu queria mudar de parceiro de biologia, de Dimitri de volta para Rob, mas pelo visto essa ruiva esnobe está junto com ele agora.

"Rob ?!" pergunto confusa.

"Não isso está errado, ele é meu parceiro de biologia." diz Clarice.

"Parece que o Sr. McFly mudou e você vai ficar com outra pessoa." diz a ruiva.

"Quem ?"

"Não sei e muito menos me interesso."

"E quem é você ?" pergunto com grosseria pela maneira que ela tratou Clarice.

"Sou Giulia e você é ?" diz Giulia me olhando de cima à baixo.

"Também não lhe interessa e se nos der licença temos aula agora."

"Como queira, vadia."

"Como é ?"

"Não vou repetir se isso que você quer."

"Ferrugem."

"Lésbica."

"Vadia."

"Pode deixar que eu cuido desse Rob para você."

Me enfureço e ando em direção à Giulia, mas Clarice me segura, acho que ela não percebe que sou maior que ela e é inútil o esforço.

"Charlie, não vale à pena perder tempo e paciência com essa garota."

"Isso aí, escute sua amiguinha raquítica."

Clarice me puxa e vamos embora. Após para o dia de aula todo com Clarice, fui para casa.

Subi direto para meu quarto e tentei ligar para Rob, mas caiu na caixa postal e deixo minha mensagem:

"Hey, sou eu. Eu queria saber se você está bem. Rob... Eu sinto muito pelo o que te disse e por tudo, eu sinto sua falta. Você não tem ido para o colégio e estou preocupada. Tem acontecido algumas coisas essa semana, principalmente comigo, eu preciso falar com você."

Vou até a pequena estante que fica ao lado da escrivaninha, pegar um DVD para assistir. Estava com o box de todas as temporadas de Supernatural na mão decidindo qual ia assistir, Rob me deu de aniversário o box de todas as temporadas até a mais recente lançada. Ele sabia o quanto eu era fã da série e ele também era, mas eu mais fanática. Me lembro de como minha mãe também assistia a série comigo, ela me encorajava à assistir, disse que não devia ficar com medo, nenhum daqueles monstros não existiam e não iriam vir atrás de mim.

Por fim, liguei a televisão e coloquei o DVD da quinta temporada, Rob dizia que a quinta temporada era épica. Eu sentia falta dos dois tanto da minha mãe quanto de Rob.

Assisti a noite toda, olhei no relógio do despertador e eram 02h da manhã, mas era só último episódio. No meio da madrugada, assim que aparece "A estrada até aqui" , começo a cantar e pular ao som de "Carry On My Wayward Son".

Minha avó entra no quarto ao invés dela pirar de raiva por eu estar cantando loucamente de madrugada e pelo fato de estarmos em pé de guerra, ela simplesmente ri da cena que vê. Olha para a televisão e percebe o porque eu estava cantando, ela sabia que minha mãe gostava muito da série.

Pearl se aproxima de mim e me abraça. Ela dá inicio a um choro, eu a aperto mais para ela saber que sempre estaria ali quando ela precisasse.

"Sinto falta dela." digo chorando junto.

"Eu também sinto falta dela."

"Eu queria um dia ser pelo menos um pouco do que ela era."

"Você se parece muito com sua mãe, Charlie. Na aparência, mas na personalidade um pouco."

"Eu tenho a personalidade do meu pai ?"

"Sim, você é igual ao ele. Cabeça dura, nervosa, temperamental e explosiva, palhaça."

Rimos juntas depois de Pearl descrever um pouco de mim.

"Eu queria conhecê-lo."

Pearl se afasta de mim e me olha com bastante atenção.

"Você não quer isto, Charlie."

"Porque a senhora e a Jess ficam dizendo isso ?"

"Porque é pelo seu bem."

"O que meu pai fez de tão ruim que vocês não me deixam o conhecer ?"

"Você não tem raiva dele ter deixado você, sua mãe e sua irmã ?"

"Não."

"Ele fez coisas, coisas que sua mãe teve se sacrificar para conserta e..."

"E isso são desculpas para eu não o conhecer."

"Charlie, não acho que seja uma boa ideia. É melhor tirar essa ideia estúpida da cabeça."

Sabendo que não adiantaria o que eu fosse dizer, fingi entender o que ela quis dizer.

"Tudo bem, agora pensando bem, é melhor tirar isso da minha cabeça."

"É bom fazer isso, querida. Agora vá assistir sua série."

Sorrio e Pearl sai de meu quarto, volto a assistir o seriado.

Se ela pensa que eu vou esquecer isso, mas não vou mesmo.

Eu vou vasculhar nas caixas antigas de minha mãe e ver se acho algo que me ajude a encontrá-lo, até o fio de cabelo dele se precisar serve.

Assim que terminei de assistir a quinta temporada de Supernatural, desliguei a televisão e fui tomar um banho. Coloquei meu pijama e corri para fora de meu quarto indo em direção ao quarto de Pearl, verificando se ela está acordada.

Abri a porta lentamente e coloquei minha cabeça dentro do quarto, e Pearl estava dormindo. Fechei a porta devagar para não acorda-la. Andei em direção ao sótão que ficava ao lado de escada principal, puxei a corda que abaixava a escada do sótão com bastante cuidado.

Subi as escadas e a única coisa que iluminava aquele lugar sombrio, era a lua que levava a luz para uma parte do cômodo. Tateei minhas mãos no ar para procurar a corda de lâmpada que ficava pendurado no teto e assim que achei a lâmpada, a liguei; o cômodo ficou iluminado pela luz amarela da lâmpada.
No sótão havia diversas caixas com objetos antigos de meu avô, de minha mãe, relíquias de família que ficava no sótão, coisas de Jess que ela sempre fez questão de não doar, era para ficar com seus filhos.

Fui em direção as caixas de minha mãe e peguei algumas para descer com elas. Sabendo que minha avó poderia acordar a qualquer momento como toda madrugada ela acorda para me dá uma olhada, não hesitei em pegar as caixas e descer com elas até meu quarto. As coloquei no fundo de meu armário de roupas, jogando na frente os cabides para esconder as caixas. Voltei ao corredor e levantei a escada do sótão, para não levantar suspeitas à minha avó.

No relógio do despertador eram 04:27 da manhã. Me deitei na minha cama e peguei o celular que estava em cima do criado-mudo, não havia nenhuma mensagem de Rob.

'Droga, Rob. O que está acontecendo com você ?', pensei.

Deixei o celular em cima do criado-mudo e finalmente repousei minha cabeça em meu travesseiro, caindo nos meus sonhos ou pesadelos, porém qualquer um era melhor que a realidade que vivia.

[...]

"Charlie!" grita Pearl. "Levante, são duas da tarde!"

"Só mais cinco minutos!" grito, colocando o travesseiro em cima de minha cabeça para tampar o som de Pearl gritando.

Ouço a porta abrindo, passos que cada vez que pisavam no chão eram pesados e por fim, as cortinas se abrindo rudemente.

"Levanta." diz Pearl em seu tom sério. "Agora."

Tiro travesseiro de meu rosto e digo:

"Qual é! É sábado!"

"Levante, tem uma pessoa lá embaixo querendo falar com você."

" Rob ?"

"Não, é uma menina."

"Menina?! Que menina ?"

"É loira e baixinha, parece uma criança e tem cara de inocente."

"Clarice."

"Vá tomar um banho e lavar esse rosto."

"Okay."

Fiz toda minha higiene que precisava ser feita, coloquei minha camiseta básica verde, calça jeans e meu tênis Vans preto. Desci as escadas e encontrei com a doce Clarice sentada no sofá da sala com minha avó, me aproximo e cumprimento.

"Oi, Clarice." digo abrindo um sorriso.

"Oi, Charlie!" diz Clarice devolvendo um sorriso.

"Quer mais biscoitos, querida ?" pergunta Pearl.

"Não, obrigada. Aliás, estão deliciosos, senhora Stevens."

Pearl abre um sorriso e se levanta.

"Me deem licença." diz Pearl abre um sorriso e se levanta indo até a cozinha.

"Então... Como sabia onde eu morava ?" pergunto, me lembrando que nunca havia lhe contado onde morava.

"Eu queria sair com você ontem, só que não sabia onde era sua casa e nem seu número. Encontrei com Dimitri e ele disse seu endereço para mim."

Fico feliz de Clarice vim na minha casa e quer sair comigo, mas no fundo sei que ela está sentida por Dimitri saber onde eu moro e ela não até ele contar.

"Okay, já que sabe agora, não vai me dar sossego." brinco. " Mas vamos sair, que lugar tem em mente ?"

" Está com fome ?"

"O tempo todo."

Clarice ri e continua:

"Que tal irmos ao Jimmy's Pizza ?"

"Tudo bem"

Subo para pegar dinheiro em meu quarto e verifico meu armário, vendo se Pearl não mexeu nele. Pego o dinheiro que estava em cima da escrivaninha e desço.

"Vó, vou sair com a Clarice." digo a vendo sentada em sua poltrona conversando com Clarice.

"Tudo bem, pode ir." diz Pearl.

"Vamos ?" falo com Clarice.

"Sim." diz Clarice em resposta. "Até mais, senhora Stevens."

"Até mais, divirtam-se!" grita Pearl assim que fecho a porta de entrada.

Eu e Clarice andamos até o Jimmy's Pizza, não era muito longe de minha casa, porém nunca tinha vindo aqui. Quando entramos nos sentamos na mesa que ficava do lado das janelas, esperando sermos atendidas por alguma garçonete.

" Nunca vim aqui." disse para Clarice.

"Sério ?" diz Clarice com uma cara de chocada que me tirou o riso. " Aqui é um dos melhores restaurantes da cidade, eu amo a pizza daqui."

Peguei o cardápio e o folhei vendo o que queria, chega uma garçonete.

" O que vão querer ?" diz a garçonete, mas eu reconhecia aquela voz.

Tirando meu olhos do cardápio e vendo a garçonete, era aquela tal de Giulia, a que havia me insultado e me tirou do sério por tratar Clarice mal.

Ela me olhou de cima à baixo e em seguida, fez o mesmo com Clarice.

"Uma Diet Coke." responde Clarice encolhendo os ombros.

"Uma Coca com gelo e uma pizza de quatro queijos." digo.

"Okay, vão querer que tamanho da pizza ?" diz Giulia normalmente, mas sua cara era de total tédio.

"Média." respondo.

"Aguarde que eu vou levar o pedido." responde Giulia impaciente e saí.

"Não gosto dela." diz Clarice "Ela é grosseira e arrogante."

"Também não gosto dela, ainda mais do jeito que ela te tratou."

"Não precisava ter me defendido."

"Você é minha amiga agora, claro que vou te proteger."

"Sou ?" pergunta Clarice com os olhos cheios de esperança.

"É, sim." digo sorrindo para Clarice que sorria alegremente.

Olho para a janela que me dava visão completa do lado externo da pizzaria e vejo um homem atravessando a rua vindo em direção ao estacionamento da pizzaria, ele me parecia familiar. Ele se parecia com... Jess.

Notas finais
Olá, aqui quem vos fala é Tália. Peço desculpas por não estar postando tanto a história, tenho tido alguns probleminhas para postar, mas nada muito grave. Porém aqui está, espero muito mesmo que gostem deste capítulo, deixem seus comentários logo após terminarem de ler o capítulo, favoritem (pois ajuda na divulgação da série), conte para amigos, conhecidos; enfim conte à todos sobre a série.Se você não tem conta no Nyah! Fanfiction, vai lá se cadastrar, é rapidinho, assim você saberá quando o próximo capítulo será lançado. Agradeço e tenham uma boa leitura. XOXOXO TáliaEverdeen _|||_