Predador: A Irmandade Dos Justiceiros

30 Capitulo 30: Seja Feita a Justiça


Notas iniciais
Ola galera. Sei que estou desaparecido, mas a culpa e a faculdade, as provas acabam com meu moral (Chorando no cantinho) Mas agora elas acabaram e poderei postar mais um cap. Quero agradecer a sensei pela imensa ajuda que me deu novamente. Boa leitura.

Kaelina pousa o helicóptero há alguns quilômetros distante de uma das rotas que tomavam para chegar ao esconderijo, após o pequeno descanso os justiceiros já se sentiam melhor, Caique segurava o seu filho ainda desacordado pela sedação enquanto Carol e Sayuri terminavam de montar as bombas C4 na aeronave.

– Tudo pronto. — Carol avisa limpando as mãos.

– Temos dez minutos até a detonação. — Sayuri avisa.

– Ótimo, daqui poderemos pegar uma rota subterrânea não tão distante deste quadrante e chegar à base em segurança. — Kaelina avisa, mas sua voz parecia mais cansada que o normal e ela não encarava os outros enquanto falava.

Caique entra em contato com a base.

– Lillith?

– Caique vocês estão bem? O noticiário na televisão não para de mostrar o que aconteceu na Assembléia!– Ela parecia nervosa do outro lado da linha.

– Não se preocupe, nós estamos ótimos. — A voz de Caique parecia radiante no comunicador e Lillith percebe de imediato.

– Caique? O que aconteceu?– Ela pergunta do outro lado.

– He! Você não vai acreditar na surpresa que estou levando para casa! — Ele sorria com todos os dentes à mostra. — Mas preciso que você prepare a enfermaria, alguns de nós precisam de curativos pode ser? — Ele pergunta.

– Não precisa pedir, eu já estou esperando vocês com tudo pronto.– Responde.

– Ok, estamos a caminho.

Caique encerra a comunicação.

– Então vamos? — Kenshiro olha para seus companheiros.

– Kaelina você poderia mostrar o caminho? — Caique pergunta.

A vigilante parecia com o olhar distante e suava um pouco.

Akemi nota.

– Você está bem? — Ela pergunta.

– Estou. — Kaelina simplesmente responde começando a andar. — Sigam-me.

Os heróis passam por uma galeria subterrânea atrás de uma cachoeira e seguem por uma trilha labiríntica de túneis escuros, as armaduras que ainda tinham energia eram usadas para ajudar na iluminação até que chegam a um imenso portão cinza, Kaelina digita um código na porta e ela se abre.

– Uaaaaah! — Kenshiro se espreguiça quando reconhece o ambiente. — Lar doce lar! — Entra sem cerimônias.

– Nossa mal posso esperar para tomar um banho e dormir! — Carol idealiza seus planos.

– E comer alguma coisa por que nossa, eu estou morrendo de fome! — Akemi toca na barriga e ela ronca.

– Eu vou fazer tudo isso depois, mas antes quero levar meu filho para a Lillith fazer uns exames. — Caique comenta. — Ei Kaelina você gostari...! — Caique arregala os olhos e a interrupção de sua frase faz seus companheiros olharem na mesma direção que ele.

Kaelina mal se apoiava nas próprias pernas, ela segurava na porta metálica com o olhar vago em direção ao chão, repentinamente seus amigos percebem a hemorragia pelas frestas da armadura que vestia e o buraco no estômago que escondia a vigilante perde a consciência e cai no chão.

– KAELINA! — Seus companheiros gritam.

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Algumas horas depois a vigilante acorda na enfermaria com seus companheiros olhando preocupados, ela põe a mão na cabeça e tenta se levantar.

– O que aconteceu?

– Oi, oi, oi! Nada de levantar senhorita! — Kenshiro volta a colocá-la deitada.

– Como assim o que aconteceu? Kaelina deixa de ser teimosa, se você estava gravemente ferida e sentindo dor deveria ter nos avisado! — Caique a repreende.

– E o seu filho? — Ela pergunta.

– Muito melhor que você isso eu garanto. — Ele aponta para a cama ao lado onde o pequeno dormia recebendo soro. — Aliás, não tente mudar de assunto! — Caique fica bravo.

– Você pode querer parecer durona, mas se machuca do mesmo jeito que a gente, por isso tente pelo menos avisar quando estiver passando mal para que a gente possa te ajudar pode ser? — Carol pede.

– Vou tentar me lembrar disso... — A mulher responde parecendo não dar muita importância ao ocorrido.

– Ok pessoal, vocês já fizeram a sua parte, agora precisam deixá-la dormir um pouco pode ser? — Lillith se aproxima do grupo.

– Já estamos de saída. — Sayuri olha para os outros. — Vamos gente, melhoras Kaelina. — Sayuri começa a sair.

– Já estamos de saída. — Sayuri olha para os outros. — Vamos gente, melhoras Kaelina. — Sayuri começa a sair.

– Descanse bem Kaelina-san. — Akemi segue Sayuri.

– Até mais. — Kenshiro se despede.

– Eu vou até o laboratório dar uma olhada no que pegamos, mas volto logo para ver como você e meu filho estão, tenta dormir e nada de heroísmos por hoje. — O Azulado aponta para ela igual a um pai quando repreende o filho e sai bufando da enfermaria.

Kaelina senta na cama e levanta uma sobrancelha enquanto olha para Lillith.

– Que bicho o mordeu?

– Um bicho beeeeeem divertido de se ver zumbindo. — Ela responde.

A vigilante olha confusa e sem entender nada do que estava acontecendo, quando Caique sai e a porta fecha Lillith fita a companheira ferida.

– Kaelina... Eu queria aproveitar que estamos a sós aqui e gostaria de ter uma conversa muito séria com você... Posso?

A vigilante ao perceber o olhar da médica sorri fechando os olhos.

– É sobre o meu corpo não é?

–... Sim... — Lillith responde, mas com certo receio na voz.

– Só vou contar se você prometer não dizer nada a eles, especialmente ao Caique. — Kaelina parecia bem séria.

–... Eu prometo... — A médica responde e senta na beirada da cama.

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Caique estava no laboratório analisando os arquivos que as garotas conseguiram durante a invasão. As pastas eram cheia de senhas que facilmente o justiceiro conseguia quebrar e logo após analisava seu conteúdo. O azulado ficava surpreso com cada pasta que abria: Mortes, desvios de verbas, tráfico de armamentos pesados de uso restrito das forças armadas, até mesmo de crianças, mulheres e órgãos.

– Parece que encontramos o vespeiro... Está na hora de cutucá-lo. – Brinca o jovem enquanto analisava outra pasta aberta. – 45% das pastas analisadas, mais tarde vejo o resto. – Caique desativa o programa e sai do laboratório caminhando direto para a enfermaria.

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– Como é que é? Você não pode fazer uma coisa dessas Kaelina! Eles precisam saber... O Caique precisa saber! – Lillith suava nervosa enquanto encarava a vigilante.

– Você me deu a sua palavra. – A mulher de olhos dourados encarava Lillith. — Não ouse me faltar com ela agora.

– Mas...! Mas Kaelina isso é muito grave! Você não pode manter isso escondido por muito tempo! Logo eles começarão a desconfiar e demandarão respostas! – Lillith bate na borda da cama.

Kaelina senta ao se incomodar com o tom de voz da justiceira e olha novamente para ela.

– Eu sei que cedo ou tarde descobrirão a verdade... Mas eles não estão prontos para conhecê-la agora, eles têm coisas mais importantes com que se preocupar no momento Lillith, por isso estou dizendo para não contar-lhes nada agora.

Lillith aperta os punhos.

– Maldição, eu não deveria ter dado a minha palavra a você.

– Independente de ter dado a sua palavra manter o sigilo é escolha sua... Mas Lillith... – Kaelina e a morena se encaram. – Acha mesmo que Caique está pronto para isso? Que ele aceitará de bom grado a verdade? Sem sombra de dúvidas haverá arrependimento devido o passado de sua família e é isso que pretendo evitar no momento, pois ele ainda não está pronto, além do mais ele não é o único que será afetado com isso, pois no fundo todos sofrerão alguma consequência... Isso se já não sofreram.

Lillith fica calada refletindo, o que ela tinha ouvido de Kaelina batia na sua cabeça como um martelo pesado e difícil de suportar, ela respira fundo e entende que era de fato melhor concordar com a sugestão da outra.

– Tem razão... Eu e Caique já sofremos muito... Entendo o que quer dizer... Todos nós estamos de certa forma pagando por nossos pecados não é? – Ela força um sorriso cínico para Kaelina.

– Pecados? Está brincando? – Kaelina devolve o mesmo sorriso cínico. – Eu poderia passar minha vida inteira tentando pagar pelos meus e mesmo depois da morte ainda estaria faltando.

As duas soltam uma risada abafada por causa de Reiko.

– Mas Kaelina... Sua condição é...

– É... Eu fiz essa cara também quando descobri e se eu não fosse eu mesma me apaixonaria.

Lillith não acha graça e suspira.

– Você está aprendendo as piadas do Caique, estou ficando com medo.

– Lillith Roxene com medo...? Isso sim é de dar medo.

Elas sorriem uma para a outra.

– Descanse Kaelina você se recuperará mais rápido se economizar energia.

– Já dormi por quatro horas é o suficiente...

– Você tem um buraco de seis centímetros no estômago e acha que quatro horas de repouso será o suficiente para melhorar!? Meu pai eterno por que o senhor só me manda paciente problemático?! – Lillith olha revoltada para o teto da enfermaria.

Kaelina suspira derrotada.

– Tá já entendi...

Depois de algum tempo mesmo relutante ela consegue dormir e Caique adentra o recinto. Ele encontra Lillith analisando a ficha de Kaelina que se encontrava deitada dormindo, por outro lado o pequeno Reiko se remexia em seu colchão.

– Caique você não tem medo do que irá acontecer? Quando vocês se separaram ele era muito pequeno, você sabe que ele pode não te reconhecer não sabe? – Lillith olha para o justiceiro que somente balança a cabeça em aprovação.

– Eu sei... Ele era muito pequeno quando aquilo aconteceu. – Caique fala com tristeza no azul de seus olhos. – Mas mesmo ele não me conhecendo, irei cuidar dele, criá-lo e ensiná-lo tudo o que sei, serei seu pai mesmo que não me reconheça. – Afirma com determinação na voz.

– Meu Deus... São cópias... – Ela olha para Kaelina. – Será que eu taquei pedra na cruz com chiclete e ela grudou porque não é possível... – Coça os olhos lamentando a vida.

Caique não entende muito bem o que ela pretendia dizer com tais palavras, mas sua atenção se volta para o pequeno na cama, ele caminha e senta ao lado do filho começando a alisar seus cabelos, Reiko aos poucos para de se mexer e lentamente abre os olhos deixando à mostra os pequenos olhos azuis. Neste momento o coração de Caique gela.

– O... Olá pequenino... Você... Vo... Você se lembra de mim...? – Gagueja nervoso.

O garotinho olha para Caique e sua expressão treme, seus olhos ficam marejados e ele começar a chorar alto.

– Oh! – Caique se levanta. – Oi Lillith me ajuda aqui eu acho que fiz alguma coisa errada!

– Caique... Acho que ele não te reconheceu... – Lillith sussurra.

O jovem olha para sua amiga e para seu filho que não parava de chorar e sente a mão de Lillith pousar em seu ombro.

– Acho melhor dar um tempo para ele voltar a se acostumar com você...

Caique fica cabisbaixo e apenas assente se virando para retirar-se do recinto.

– Não báh... Não báh... Babai! – O pequeno voz soluçava misturando as letras.

Os pés de Caique param automaticamente e ele se vira nervoso para o filho que estava em pé na cama chorando enquanto enxugava as lágrimas.

– Não me deixa papai!

Caique continuava parado, mas suas lágrimas silenciosamente desciam, enquanto seu filho o chamava a passos trêmulos se aproximava da cama até chegar perto o suficiente para seu filho pular em seu pescoço não querendo desgrudar, eles se abraçam forte e Caique não se contem mais deixando seu choro espontâneo preencher o recinto.

– Reiko, Reiko, Reiko...!

– Papai, não me deixa de novo...! – Soluçava a criança.

– Eu não irei! Papai nunca mais vai desgrudar de você, eu prometo! – Dizia enchendo o filho de beijos.

Lillith de braços cruzados deixava algumas lágrimas descerem de seu rosto, ela estava muito feliz vendo seu melhor amigo feliz daquele jeito.

– Que bom Caique... Que bom... – Sussurrava para si.

Kaelina que havia acordado com os choros olhava para o teto pensativa, não era possível imaginar o que se passava pela sua cabeça, mas sua expressão se torna mais preocupada e ela suspira de olhos fechados em silêncio respeitando o momento.

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Novamente anoitece na cidade e Shiru retorna para sua casa, o homem passara o dia todo e madrugada a dentro com investigadores e médicos da perícia, analisando e procurando algo que lhes dessem pistas sobre a real identidade dos justiceiros, mas não encontra nada que pudesse ajuda-lo nas buscas, nem mesmo digitais ou registro de câmeras, apenas testemunhas oculares pouco persuasivas o loiro fica muito irritado e decide ir para sua casa descansar depois das horas exaustivas.

Chegando a sua residência ele encontra tudo apagado e vazio, pois sua esposa ligara informando que sairia com seus filhos para a casa de sua sogra.

– Ai, ai como que irei prender algo que é mais difícil de ser visto que um fantasma? – Fala o homem entrando em seu quarto, já retirando o casaco.

– Está me procurando? – O policial segue a voz e encontra o Predador sentado em uma poltrona no seu quarto. — Se eu soubesse que estava me procurando teria vindo mais cedo.

Shiru saca sua arma e aponta para o justiceiro. – Não se mexa ou eu atiro.

– Presumo que você viu o que aconteceu na Assembléia não é? Então só irei te perguntar uma coisa. – O justiceiro se levanta calmamente. – Acha mesmo que a sua arma irá me parar?

– Eu sei que não irá te parar, mas me sinto mais seguro apontando ela para você. – Shiru informa tremendo e vendo o ser a sua frente caminhar até seu computador. – O que vai fazer ai?

– Na invasão da Assembléia eu e meus companheiros copiamos todos os arquivos que continham no computador, para assim expôr toda a verdade ao mundo.

– Que verdade?

– Que políticos, empresários, banqueiros e até o seu prefeito são todos criminosos e são eles que transformam essa cidade num poço de medo e desespero.

– Isso é mentira você só quer desfilar de bonzinho depois das carnificinas que causava. – Shiru se negava a acreditar.

– Quantas vezes você estranhou que seus homens eram mortos, mas nenhuma providência era tomada, quantas vezes você estava no gabinete do prefeito para pedir verba para os equipamentos e nem da porta você passava? – Ouvindo isso o homem baixa a arma e olha para o justiceiro confuso. – Para um chefe da frota e um grande investigador, você é muito inocente acreditando nestes vermes Shiru. – Predador conecta um fio de sua armadura e passa alguns arquivos para o computador do homem.

– O que você fez? – A curiosidade e medo assustava o homem.

– Enviei três arquivos que irão responder as perguntas do porquê nunca te ajudarem. – O justiceiro se levanta e caminha para a janela.

– Parado você acha que vai embora?

– Eu somente vim aqui para te informar.

– Sobre o que?

– Sobre a grande limpeza que irá acontecer nesta cidade, prepare-se, pois muitas coisas irão mudar.

– Mas... Mas por que está me contando isso?!

– Quem sabe...? – É possível ouvir sua risada abafada, o justiceiro informa calmo e olha para a janela. — Sua família chegou. – Nesta hora Karin grita o nome de Shiru que dá uma rápida olhada para a porta, quando vira novamente para a janela o Predador havia desaparecido.

– Quero ver se com esses arquivos as coisas irão mudar...

Olhava para seu computador ligado e com três novas pastas na área de Trabalho ainda com as marcas de recém-copiadas.

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Na base Carol segurava Reiko no colo que dormia nos braços da justiceira.

– Esse pequeno é bem calmo e alegre igual o pai. – Akemi informa olhando o moreninho dormir.

– Ainda bem por que se ele fosse birrento e mimado a Lillith daria uns cascudos nele, igual faz com o pai e com a gente. – Kenshiro brinca fazendo as garotas sorrirem

No momento seguinte Lillith entra e manda que Sayuri ligue a televisão.

Uma legenda de tarja vermelha de notícia urgente aparecia no fundo da tela enquanto um repórter de renome fazia o anúncio de última hora que se repetia, até que ele passa a voz para ninguém menos que o próprio prefeito de Naquiri.

– [...] O ataque que aconteceu à Assembléia Legislativa foi um ato de terrorismo elaborado por estes que se intitulam “justiceiros”, mas tudo o que almejam é manchar de medo nossa cidade e desestabilizar nossa economia por que se acham no direito de proferir uma falsa justiça do qual não fazem parte! Eles não passam de pessoas que não conseguiram se adequar o círculo social e encontraram em seu atos de “vandalismo e destruição” as respostas para oprimir nosso povo! Eu como prefeito desta cidade não tolerarei tal ato de anarquia e responderemos com pulso firme e ações rápidas! [...] – O prefeito da cidade dava um anúncio ao jornal nacional e a legenda do anúncio muda: “Ataque à Assembléia é considerado ato terrorista, exército nacional é convocado para conter a violência”.

– Eles estão chamando o exército? – Carol se assusta quando lê a legenda.

– “Comuniquei o primeiro ministro e com a sua permissão esses tais Dragões Negros a partir deste momento declaramos que eles são terroristas da pior escala e nosso exército adentrará a cidade para manter a paz e a ordem, trazendo sob a luz da justiça essa escória que ameaça nossas famílias”. – Terminando o anúncio Lillith olha para o rosto dos jovens ali presentes, que pareciam sérios olhando para a televisão.

– Parece que a brincadeira acabou. – Akemi comenta vendo na televisão tropas e robôs adentrando a cidade.

– Eles estão com medo de nós? – Carol comenta colocando Reiko no sofá.

– Parece que finalmente conseguimos a atenção que tanto requeríamos não é mesmo? – Kenshiro diz com um sorriso no rosto.

– Onde está Caique? – Sayuri pergunta vendo Lillith responder que o mesmo teve de sair para resolver um problema, então a jovem pega o comunicador. – Caique? É a Sayuri consegue me ouvir?

– Sim alto e claro o que houve? – O justiceiro pergunta.

– Parece que causamos mais medo do que prevíamos e agora somos classificados como terroristas e o exército está na cidade.

O azulado da uma risada.

– Estou vendo os robôs e tanques entrando na cidade. – Predador estava no alto de um prédio e avistava ao longe as várias máquinas que caminhavam pela cidade.

– Você já imaginava isso?

– Tinha uma probabilidade de 79% de isso acontecer e pelo visto não estava errado. – Informa calmo agora olhando para os helicópteros e planadores que se aproximavam. – Como está se sentindo agora? – Pergunta para a loira.

– Para ser sincera eu estou me sentindo uma justiceira de verdade. – A resposta faz com que Caique de um largo sorriso por baixo da máscara.

– Esse é o espírito, já estou retornando para a base. – Predador olha mais uma vez para a frota a sua frente. – Sayuri peça para todos pegarem os comunicadores. – A loira atende ao pedido. — Agora nós somos terroristas, por isso eu acho que Dragões Negros não combinam mais com nosso estilo, a partir de agora não somente Naquiri verá a verdade que é escondida, abriremos os olhos do mundo todo. – O justiceiro respira fundo. – SEJA FEITA A JUSTIÇA PELAS MÃOS DA IRMANDADE DOS JUSTICEIROS.

Todos gritam em coro acompanhando o líder.

– SEJA FEITA A VERDADEIRA JUSTIÇA. – Kenshiro grita e todos o imitam.

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Alguns semanas depois várias sombras desconhecidas pousam sobre enormes arranha-céus da cidade eles fitavam com particular interesse o movimento pelo grande centro urbano.

– As coisas parecem bem agitadas lá embaixo não? – Sayuri comenta surpresa vendo toda a movimentação.

– O que acha Demi? – Kenshiro pergunta para a companheira logo ao lado.

– Novatos, voluntários, mercenários e cães de guerra, nada promissor. – Ela informa enquanto anda pela borda da construção.

– Feh! Dá pena vendo-a menosprezá-los. – Carol comenta sozinha.

– Eles não me interessam e não deveriam ser do seu interesse também Predador. – Ela se vira para ele.

– Tem razão, eu confio no seu julgamento Demi. – Caique se dirige a Kaelina usando uma abreviatura de seu codinome que somente eles aprenderam a usar. – Além do mais, com o Exército Nacional todo aqui nós teremos um público maior para apreciar o espetáculo não acha?

Ela responde com um sorriso cínico e Predador se vira para Akemi.

– Pode transmitir.

Caique finge ajeitar um paletó invisível e pentear os cabelos.

– Como estou? – Pergunta para Kaelina.

– Como um terrorista. – Ela sorri.

– Então estou ótimo. – Ele ri divertido.

Akemi que carregava um laptop o põe no chão e aperta a tecla ENTER, imediatamente todos os prédios espelhados da cidade e televisores ou outras fontes transmissoras de informações apagam e dão lugar a uma interferência que logo mostra a face nítida de uma figura que ganhara distinção na cidade, a jovem dá o sinal positivo com o dedo e Caique assente.

– Boa noite a todos, queridos cidadãos de Naquiri, eu me chamo Predador...

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Fim da Primeira Temporada.

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Notas finais
Então é isso ai, a primeira temporada se finalizou. Decidi fazer isso por que estava muito comprida nesta historia, partir em uma segunda temporada foi uma decisão que decidi tomar. Espero que tenham gostado, irei postar a segunda temporada com as fichas abertas. Quero agradecer a todos, mesmo quem não comentou essa é minha primeira fic e foi otimo escrever essa primeira fase, foi otimo e agora para a proxima. E agradecer principalmente e minha sensei LYEL e Avicii que sempre me cobraram pelas postagens, mesmo eu estando abarrotado de coisas kkkk. Ate daqui a pouco galera.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!