Predador: A Irmandade Dos Justiceiros
29 Capitulo 29: Epicentro de Conflitos.
Notas iniciais
No Subsolo da Assembleia Legislativa de Naquiri, Kaelina, Sayuri e Carol continuavam na sala de arquivos quando ouvem o barulho do alarme.
– Mas o que diabos? — Sayuri olha surpresa para as demais.
– O que aconteceu? — Carol retira a pen-drive do computador.
Kaelina tenta entrar em contato com Caique.
– Predador? Predador o que está havendo?
Mas ele não responde e Kaelina olha para as outras balançando a cabeça, Sayuri ativa seu canal de comunicação e entra em contato com Akemi.
– Akemi o que está acontecendo? Por que o alarme disparou?
– Sayuri! Nós vimos o filho do Caique aqui embaixo e ele surtou correndo atrás, mas os guardas nos viram a missão foi um fracasso, estamos cercados aqui venham logo nos ajudar!
– Tsc! Maldição! — Sayuri se vira para Kaelina e Carol. — Eles foram descobertos e estão precisando de ajuda! — Ela avisa afoita.
– Que eles foram descobertos isso todo mundo já percebeu, mas como isso aconteceu? — Carol pergunta.
– O Caique viu o filho dele aqui embaixo e perdeu a cabeça se expondo para o inimigo. — Sayuri revela.
Carol fica surpresa, Kaelina desconfiada.
– O filho dele aqui? Mas como isso é possível?
– Eu não sei, mas eles disseram precisar de ajuda é melhor nos apressarmos Kaelina! — Sayuri lembra.
– Vamos pegar o corredor da ala Leste e descer as escadas laterais até chegar a eles. — Daemonia sai correndo sendo acompanhada pelas duas.
– Mas se formos por lá seremos vistas! — Carol exclama preocupada.
– A discrição já acabou, derrubem o que encontrarem pelo caminho com tudo o que tiverem nessas armaduras, com o alerta de intrusos os soldados estarão preparados para nos atacar com força total! — Kaelina alerta.
– Certo! — Carol e Sayuri respondem em uníssono e as linhas detalhadas de suas armaduras começam a se intensificar nas cores específicas que vestiam.
( — Caique... Não vá fazer nenhuma loucura até chegarmos...!)- Pensava Kaelina enquanto corria com suas companheiras logo atrás.
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– SAIAM DA FRENTE!!! — Caique braveja passando entre vários soldados derrubando-os em uma velocidade absurda, ele vê Reiko sendo levado por um deles usando o elevador. — REIKO! — Ele estica o braço, mas leva um golpe no flanco esquerdo e é arremessado na parede. — Gah! — Cospe sangue por dentro da armadura que ativa o sistema de absorção de impurezas do visor. — Reiko! Reiko! — Ele continua chamando sua criança tentando avançar.
– Predador!– Akemi e Kenshiro pulam por cima do justiceiro dando-lhe cobertura.
– Você está bem? — Akemi pergunta.
Mas antes que ele possa responder uma leva de robôs entram em posição de fuzilamento.
– Corram! — Kenshiro grita.
Uma rajada de tiros enche o corredor Caique pula na frente dos companheiros e ativa o escudo de sua armadura, mas a pressão da chuva de balas naquele corredor minúsculo começa a empurrá-lo para trás.
– Nós temos que sair deste corredor Predador, somos alvos fáceis aqui, precisamos fugir para um lugar mais aberto! — Kenshiro alerta.
– Mas o meu filho! Não posso sair sem o meu filho! — Caique rebate.
– Precisamos reagrupar com nossos amigos Predador só assim teremos chances! — Akemi grita.
– Eu não posso perder o meu filho outra vez! Eu não vou sair daqui sem ele hoje! — Caique esbraveja. — Eles vão aproveitar que estamos aqui e vão levá-lo embora! Eu não vou deixar! — Responde à companheira virando o rosto para enfatizar bem o que dizia.
Nesse momento um dos soldados rapidamente se aproxima e com um sabre feito de energia pula batendo no escudo da armadura de Caique que solta faíscas, ele continua batendo enquanto balas passavam por seu lado atingindo o escudo que racha e joga os justiceiros no chão.
– AAAHHH! — Caique rola no chão pulando para trás desviando freneticamente da espada feita de energia do soldado cibernético diante de si, Akemi corria pelas paredes desviando de balas sem parar e Kenshiro com um passo rápido arranca a cabeça de um robô com as mãos quando leva uma chicotada elétrica nas costas e gritando bate na parede.
– Ken! — Akemi aproveita que está correndo pela parede e com um impulso chuta o pescoço do soldado com violência fazendo-o voar e quebrar a parede abrindo espaço para outro recinto também cheio de soldados. — Puta merda! — Ela suava frio.
– Tsc! — Kenshiro levanta. — Predador nós temos que recuar ou esses desgraçados vão acabar com a gente aqui!
– Não! — Caique se levanta e desfere um soco no seu adversário. — Vamos atrás de alguma abertura para subir e ir atrás do meu filho antes que eles o levem daqui! — Ordena e sai correndo.
– Mas que merda Predador...! — Kenshiro grita, mas Akemi toca no seu ombro e balança a cabeça, então ela mesma sai correndo atrás de Caique. — Tsc! — O justiceiro faz o mesmo após jogar uma bomba eletromagnética no chão deixando os robôs loucos por alguns segundos suficientes para permiti-los fugir.
( — Reiko, aguente firme o papai está chegando!)- Pensava apertando os punhos com força.
Atrás dos justiceiros um verdadeiro exército os perseguia.
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Dentro de um escritório amadeirado em uma área segura da Torre de Babel, Furrano ouve o alerta de intrusos e imediatamente um monitor de segurança desce do teto mostrando onde havia acontecido a invasão, ao ver os justiceiros ele sorri.
– Olha só quem ressuscitou dentre os mortos... — Dizendo isso ele aperta um botão comunicador em sua mesa. — Levem o garoto para o Heliporto não deixem que ele o pegue, matem qualquer um que se aproximar do menino.
~~ — Sim senhor!~~- A voz do outro lado da linha responde.
Furrano abre uma gaveta em sua mesa e retira uma seringa com um líquido azul marinho e verde fosforescente na ampola e injeta em seu pescoço enquanto sorria maliciosamente para a porta enquanto esperava sua visita chegar.
– Está na hora de pôr um fim a tudo isso de uma vez por todas... Predador! — A voz se Furrano fica mais distorcida.
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Caique e seus amigos chegam em um grande salão de jantar com inúmeras cadeiras e uma mesa colossal no centro, eles entram no recinto pulando para os lados e desviando de um míssil que explode a mesa em mil pedaços, os justiceiros se equipam e se preparam para contra- atacar.
Predador salta e pega quatro shurikens explosivas as lançando no chão que detonam no momento do impacto e lançam vários soldados para trás, neste momento ele ativa suas garras e começa a destruir os robôs que disparavam em sua direção, porém um deles distante da linha de ataque o flanqueia e desfere um poderoso soco lançando-o em direção às cadeiras próximas às paredes abrindo um rastro de destruição pelo chão.
– Predador!
Kenshiro vê o justiceiro sendo lançado e corre arrancando o braço de um robô que segurava uma metralhadora giratória, o ruivo salta e descarrega a arma mirando nos robôs e ativa as balas de supressão contra os soldados que são atingidos e caem desacordados.
Akemi aproveita esse momento que seu companheiro esta atacando para saltar usando os ombros de Kenshiro como apoio e atirar três flechas explosivas em um lança mísseis de um robô próximo, detonando e lançando todos os soldados contra as paredes e até a jovem para trás.
– TSC! — Akemi rola no chão e Kenshiro se joga por cima da companheira para protegê-la do impacto que lança vários projéteis pela sala e a deixa cheia de escombros.
Predador se ergue e olha para frente enxergando dois robôs dispararem dois mísseis que miravam Kenshiro e Akemi, rapidamente ele corre com um chute giratório atinge o primeiro míssil que sobe e explode no teto, no segundo ele da um salto girando e agarra o explosivo o lançando de volta para os robôs.
Mais uma explosão que destrói outra parte da sala, porém uma gigantesca nuvem de fumaça surge, os robôs sem enxergarem os alvos formam uma parede com seis máquinas e ativam a visão de calor iniciando outra rajada de tiros que força os justiceiros a saltarem e correrem pelas paredes e tetos, mas os soldados enxergam onde eles se movimentam e lançam minas-aranhas que grudam nas paredes, quando os justiceiros se aproximamos criminosos detonam os explosivos e lançam os três longe.
–(Desta forma seremos mortos) – Kenshiro pensa sentindo as dores no corpo e vendo algumas partes da armadura danificadas.
– Não perderei meu filho mais uma vez, Ken jogue outra bomba eletromagnética! – Grita Caique o ruivo sem perder tempo lanças as bombas que interferem no sistema de orientação dos robôs e comandos das armaduras dos soldados.
Aproveitando este momento Predador avança catando um lança-mísseis de um dos soldados no chão e salta jogando suas últimas shurikens explosivas que fincam no chão. – Meu filho volta comigo hoje! – Ainda no ar Caique gira a arma na mão e mira na direção das shurikens, uma explosão muito poderosa destrói a sala.
Kenshiro e Akemi vendo o que iria acontecer, antes da explosão eles se jogam no corredor menos destruído e sentem a fumaça quente passar preenchendo a sala, Predador ativa seu escudo, mas ele quebra com a força do impacto e o joga na parede danificando sua armadura, ele cai de joelhos no chão e seus amigos correm ao seu encontro.
– Caique você está bem? — Akemi pergunta.
O justiceiro se levanta analisando os danos em sua armadura.
– Estou, mas minha armadura sofreu alguns danos.
– Por um momento pensei que não conseguiríamos. — Kenshiro comenta.
– Predador, pessoal! — A voz de Carol ecoa pelo corredor em frangalhos.
– Essa voz! — Kenshiro se vira e logo Caique e Akemi também.
Kaelina surge com Sayuri e Carol do lado.
– Vocês estão bem? – Sayuri é a primeira que averigua a condição dos amigos.
– Vamos sobreviver. — Kenshiro sorri.
– Que alívio vê-los bem. — Akemi confessa.
– Nós não podemos ficar parados, devemos sair daqui o mais rápido possível, a todo o momento eles enviam sinais da nossa localização, logo esse lugar vai encher de robos e soldados novamente! — Kaelina alerta.
– Mas e a missão? — Kenshiro pergunta.
– Nós fizemos a nossa parte e copiamos os dados, mas cercados de inimigos vai ficar impossível pegar o Furrano! — Sayuri lembra.
– Não! Eu não saio daqui enquanto não resgatar o meu filho! — Caique se impõe com um grito.
Kaelina desfere um soco sem aviso em Caique e o pressiona contra a parede usando o antebraço.
– O qu...?! — Caique engasga surpreso.
– Acordou agora seu idiota? Vai começar a fazer a mesma merda novamente? Vai colocar a vida de seus companheiros em risco sem pensar de novo?
– Mas...! Mas...! Reiko ele...! — A voz de Caique estava trêmula, o grupo fica calado.
Kaelina solta o justiceiro que cai de joelhos no chão e o grupo ouve discretos soluços.
– Ele é o meu filho... A única família que me sobrou, não posso perdê-lo também... Não posso...
Os jovens se entreolham cabisbaixos, Kaelina suspira e se ajoelha tocando em seu ombro.
– Caique, você precisa se concentrar na missão, se perdermos essa chance de capturar Furrano talvez nunca mais tenhamos esta oportunidade, eu lhe disse que até que o seu objetivo seja concretizado você ainda haveria de fazer muitos sacrifícios. — Kaelina olha diretamente para ele. — Mas hoje não é dia de se fazer sacrifícios...
– Eh? — Ele olha confuso para ela que o ergue do chão.
– Vocês vão atrás do Furrano, façam o que for necessário para derrubá-lo, enquanto isso eu vou resgatar o filho do Caique.
– EH?! — Espera ai Kaelina você não pode fazer isso sozinha! — Kenshiro é o primeiro contra a sugestão.
– Ele tem razão esse lugar esta cheio de inimigos! — Carol retruca.
– Não se preocupem, eu conheço bem esse lugar, ele não mudou nada desde a última vez que estive aqui, por isso conheço meios de chegar aonde quero.
– Kaelina por acaso você já...? — Akemi ia fazer uma pergunta, mas é interrompida.
– Tomem cuidado com Furrano, se ele é capaz de controlar uma torre de Babel significa que ele possui alguma coisa que o dá poder para fazer isso, então toda atenção é pouca diante dele. — Kaelina os aconselha.
– Kaelina. — Predador a chama, a vigilante olha de volta. — Obrigado...
– Agradeça quando tudo isso acabar e você estiver comemorando na base ao lado de seu filho. — Ela sorri.
Caique responde ao sorriso e olha firme para seus companheiros.
– Está na hora de por um fim a tudo isso pessoal.
Seus amigos assentem.
– Justiceiros! Às armas! — Caique sai correndo e seus companheiros em um urro fazem o mesmo.
Kaelina observa os jovens partindo e séria olha para uma câmera no teto.
– Vejamos se ainda sou boa de brincar de pega-pega...
Comenta apertando um botão de seu comunicador ativando o registro online das câmeras recém hackeadas por Caique.
– Te achei garoto...
Afirma pegando impulso e pulando em direção ao teto entrando pelo ducto de ventilação.
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Furrano estava de pé olhando para um quadro com alguns insetos empalhados bebendo uísque quando a porta de sua sala é arrombada e alguns guardas desacordados são jogados no chão, os justiceiros adentram sondando o perímetro e se posicionando ao lado do magnata que não parecia surpreso com suas presenças no local.
– Finalmente nos encontramos... Taiko Furrano. — A voz metálica de Caique anuncia sua presença.
– É o que parece Caique Masayoshi. — Ele continuava de costas para o grupo.
Os justiceiros se entreolham ao perceberem que ele sabia a identidade de Caique.
– Você já comandou por tempo demais as atrocidades em Naquiri e nós viemos aqui para pôr um fim ao seu reinado, Furrano! — Kenshiro sentencia.
O grupo ouve o riso debochado de Furrano, ele dá um gole na bebida e se vira para eles.
– E quem é você garoto? Outro brinquedo descartável dos Masayoshis?
– Não somos brinquedos, somos companheiros que juntos acabaremos com suas ambições ridículas em manter o povo vivendo sob as asas do medo. — Sayuri rebate.
Furrano olha para ela com um sorriso cínico.
– Mas isso eu já percebi, principalmente a parte em que saíram massacrando os outros pela cidade sem prestar a mínima atenção em quem abatiam.
– Nós não tiramos a vida de inocentes, apenas criminosos! — Caique rebate.
– Sim, sim, criminosos... Que tinham famílias e que não encontravam outros meios de subsistência por isso recorreram a mim para garantir o pão de cada dia, coisa que eu sempre fiz com muito agrado e quanto a você Caique? O que você fez por estas pessoas? — Furrano parecia tranquilo enquanto respondia e ao mesmo tempo perguntava, ele dá outro gole na bebida e senta na mesa.
– Eu ajudei pessoas inocentes a não terem medo de criminosos como você! E ainda continuarei a ajudar! Como ousa dizer que colocar estas pessoas no mundo do crime é dar a elas uma vida melhor!? — Caique exclama em meio à raiva.
– E quando foi que alguma criança lhe agradeceu por matar os seus pais? Ou uma viúva ficou feliz por tirar a vida daquele que não deixava faltar nada a sua mesa? O que você fez para compensar tudo isso meu caro? Justiça não leva comida ao prato de uma criança e enquanto você achar que sua justiça cega e sem motivos vai trazer benefícios a este mundo então ninguém ficará ao seu favor... Nunca. — Furrano sorri e volta a se entreter com seu uísque.
– Maldito não tente confundir a cabeça do Predador, ele nunca cairia em um truque sujo como o seu! Ele tem lutado para acabar com a miséria que por sua causa as pessoas estão viven...
– E quem disse que fui eu que joguei as pessoas na miséria? — Antes de Akemi terminar de falar Furrano interrompe.
– O que disse? — Carol pergunta.
Furrano ri e aponta para Caique.
– Agora entendo por que eles estão com você garoto, eles continuam ao seu lado obedecendo-o com cachorrinhos bem treinados por que você nunca contou a eles a verdade não é mesmo?
O Predador olha tenso.
– Caique o que ele...? — Kenshiro olha de relance com suor no rosto.
Furrano suspira entediado.
– Vou ser bem simples com as minhas palavras: A cidade de Naquiri e boa parte do mundo está do jeito maravilhoso que estão vendo não por que existem um monte de políticos corruptos fazendo o que bem entendem e sim por que alguém deu a oportunidade de deixá-los no poder e o responsável por tudo isso... — Furrano aponta para o Predador. — Foi a família dele.
– O QUÊ?! — Os justiceiros olham surpresos para o seu líder.
– Caique isso é?! Isso é?! — Sayuri não conseguia falar.
– É mentira não é? — Akemi pergunta.
– A família Masayoshi foi a precursora de toda a tecnologia que faz Naquiri funcionar e esta mesma tecnologia esteve sempre sob as mãos do governo, em outras palavras, se não fosse pela família dele a cidade jamais estaria engolfada pelo ar da desgraça separados pela tecnologia dos mais ricos e a miséria dos mais pobres onde quem tem muito sempre terá o poder e quem é mais pobre sempre terá de recorrer ao que não quer para sobreviver e tudo isso graças a família de seu amado Predador. — Furrano come uma azeitona que estava em um pratinho em sua mesa.
– Caique... — Carol estava chocada. — Por que nunca nos contou isso antes?
– É mentira não é? Diz que é mentira! — Kenshiro exige uma resposta.
– O que ele diz é a mais pura verdade. — Caique responde.
Seu amigos ficam surpresos.
– É a verdade... Mas nem toda ela...
Caique caminha e fica à frente do grupo encarando Furrano.
– É verdade que minha família foi quem começou a desenvolver a tecnologia e as armas que transformaram Naquiri no que é hoje, mas nós não fomos os responsáveis por usá-la, nunca desejamos que aquilo que nos esforçamos tanto para alcançar fosse utilizado para prejudicar os outros. Sempre almejamos o melhor, porém, mesmo que tivéssemos o conhecimento para revolucionar o mundo não tínhamos o poder para mudá-lo e isso foram vocês que fizeram.
– Caique... — Akemi sussurra.
O Predador olha para seus amigos.
– É por isso que escolhi lutar, não para pagar os pecados de minha família por que eles são muitos e mesmo depois da minha morte eles ainda permaneceriam, mas por que eu quero mostrar às pessoas que essa mesma tecnologia que hoje traz sofrimento tem um propósito maior e que pode ser capaz de dar-lhes uma vida diferente, por que eu quero criar um mundo em que meu filho possa olhar para frente e encontrar um futuro diferente, que possa ter fé e acreditar na esperança, se eu conseguir plantar essa semente nas pessoas que hoje choram, então minha missão estará cumprida e não terei mais arrependimentos. — Caique diz com voz determinada e poderosa.
Seus amigos olham surpresos e admirados, seu líder se vira novamente para seu inimigo.
– Furrano, você tem razão, eu matei pessoas inocentes em nome de uma justiça cega, porém... — Caique retira sua lâmina e aponta para ele de maneira desafiadora. — Enquanto essa lâmina tiver fio haverá esperança tanto para as pessoas que jurei proteger como para a redenção que busco para meus pecados, por isso não importa o que diga essa é a voz de minha determinação e não há nada que faça para abalar-me!
Com isso seus companheiros se aproximam ficando ao seu lado.
– Por um momento você me deu um susto heim chefia... — Kenshiro confessa.
– Desculpe não ter contado antes.
– Não se preocupe, nós te entendemos e estamos com você em sua luta. — Akemi sorri.
– Só que da próxima vez conta antes para evitar que a gente fica na dúvida, pode ser? — Sayuri sorri.
– Você falou umas coisas tão legais que eu até gravei para mostrar para a Lillith e a Daemonia depois. — Carol brinca.
Caique sorri e volta a ficar sério.
– Renda-se Furrano, você não tem mais soldados nem armas e mesmo o meu filho está a salvo longe de você agora, chega de joguetes está na hora de responder por seus crimes. — Ele diz.
Furrano gargalha alto o que incomoda os justiceiros deixando-os em estado de alerta.
– Mas quem disse que eu preciso de soldados? — Ele se levanta da poltrona. — Quem disse que eu preciso de armas? — Furrano sorri e toma seu último gole de uísque jogando o copo no chão, ele olha lentamente para os justiceiros, seus olhos brilham em um castanho vivo quase dourado e os jovens se assustam com o fenômeno anormal.
Furrano some e aparece diante do Predador.
– Eu sou uma arma. — A voz de Furrano era outra e parecia mais distorcida os justiceiros não têm tempo de reação.
Caique leva um soco no estômago e só não deixa a espada cair pelo sistema de acoplagem da armadura que não deixa perdê-la, ele voa e quebra a parede da sala, os demais ao verem Caique voar se armam.
– HAHAHAHA!! Chegou a hora de eliminar esses Dragões.
Carol com suas armas avança disparando em pontos não letais do magnata, que facilmente girava para os lados desviando das balas sem problema nenhuma e atinge um chute no queixo da morena que é lançado para cima.
Akemi corre e tenta atingir um chute na área da nuca do magnata, que se abaixa e ergue a perna acertando o estomago da justiceira que cospe sangue na viseira.
Sayuri joga duas facas e corre, o criminoso pega as duas laminas e lança de volta na direção da justiceira que desvia com dificuldade e em seguida é atingida por um soco no capacete, sendo lançada na parede próxima.
Kenshiro saca a espada e tenta atingir o moreno que ia desviando calmamente, em um momento Furrano se abaixa, deixando a lamina passar próximo de seu peito e rapidamente se levanta segurando no pescoço do ruivo, erguendo o mesmo do chão e com uma força assustadora o lança no piso de metal amaçando o local onde o justiceiro caiu.
– HAHAHAHAHA!! Esses são os seres que aterrorizaram a cidade toda? É só isso o poder de vocês?
– Não. – Furrano olha para traz e leva um soco de Predador bem no meio da cara. – Só estamos começando. – O magnata é lançado longe. – JUSTICEIROS!LEVANTEM-SE E MOSTREM A ELE O NOSSO PODER. – Furrano levanta meio tonto e já é atingido por uma joelhada de Akemi, logo em seguida Sayuri atinge um chute no estomago do homem que se inclina para frente, Carol aproveita e acerta um poderoso chute no rosto do mesmo.
Kenshiro surge na frente de Furrano, agarra o pescoço dele e o lança no ar, aproveitando a chance Caique salta e com um chute giratório atinge o estomago do homem, que é arremessado para frente e destrói a mesa onde estava a pouco tempo.
– Fiz uma promessa que iria derrubar qualquer verme que se apossa do sofrimento das pessoas desta cidade, iria atrás de todos e não deixaria nenhum passar impune, hoje seu reinado acaba Furrano, você já fez muitos derramarem lagrimas.
– Desgraçado. – Furrano se ergue e cospe sangue no chão. – Você acha que me derrotando, ira mudar algo? Me levar para a cadeia não vai funcionar, em 2 minutos estarei na rua novamente.
– Não serei eu quem ira te levar para a cadeia, só irei expor as atrocidades e crimes que cometeu, não darei nem 2 minutos para que metade do mundo já esteja atrás de você. – Predador da uma risada. – Você conhece a lei Controle Marcial? – O criminoso arregala os olhos e treme quando ouve aquela palavra.
– Controle Marcial? Que tipo de lei é essa? – Pergunta Carol
– Depois explico. – Respondeu Predador.
– NUNCA SEREI PEGO. – Furrano berra e pega outra seringa com o liquido azul. – Perdoe-me majestade. – O liquido é injetado no pescoço do moreno, alguns segundos depois um sorriso sombrio surge e os olhos do homem ficam azuis. – Agora nada pode me deter.
A velocidade e força do moreno dobram e novamente desaparece, o yakuza atinge um soco no peito de Predador que é lançado contra a parede, os justiceiros se assustaram com aquela velocidade. Furrano da um gancho em Kenshiro que é lançado para cima, o homem salta e agarra no capacete do ruivo subindo com o mesmo, logo lançando o justiceiro que atinge o chão.
Logo depois agarra no pescoço de Sayuri e a lança enterrando a justiceira na parede, Carol o criminoso agarra seu pé e a ergue no ar, lançando a jovem para cima e acertando um soco na justiceira que para 5 metros a frente. Akemi recebe um chute no capacete e atravessa a parede com o poder do golpe.
Predador com sua espada corre de encontro a o yakuza, tentando atingir o criminoso que desviava dos ataques, em um momento de descuido do justiceiro Furrano acerta outro soco, desta vez no peito do justiceiro que so para quando se choca com a parede, no instante seguinte o criminoso enterra o capacete do azulado com um soco, logo depois lança Predador para frente onde o justiceiro cai e sente o peso e dores no corpo todo.
Akemi se levanta dolorida e pega seu arco, dispara 3 flechas, o magnata facilmente desvia girando para o lado, nesta hora Sayuri e Carol surgem segurando suas facas, as duas tentam atingir o moreno que rapidamente agarra no pescoço das duas e as choca no chão.
A armadura de Akemi se desliga por um momento e Furrano percebe, ele surge na frente da jovem e desfere um golpe na justiceira, mas Kenshiro surge na frente de Akemi e recebe o golpe por ela, os dois são arremessados e param 3 metros a frente.
Predador tenta atingir o criminoso com um chute na região da nuca, mas o yakuza se abaixa e o justiceiro passa direto, Furrano segura no capacete do azulado e o joga no chão logo após pisa com muita força, o capacete trinca e ele solta a espada.
Furrano ergue o azulado pelo pescoço e olha para cada rachadura que o capacete presente no capacete do justiceiro e logo rética a espada da mão do mesmo.
– Cheguei a onde estou com punhos de aço, não cometendo erros querendo enfrentar pessoas com mais poderosas, pena que você e esses vermes cometeram esse erro. – O azulado da uma risada o que irrita o homem.
– Então você chegou onde esta, chupando o saco e sendo um cachorro com o rabo entre as pernas? Patético. – Furrano com toda a sua força arremessa Predador que se choca quase destruindo uma parede de metal, a armadura do justiceiro já tinha oscilações de energia por causa dos danos.
– Esta cidade nunca ira mudar, mesmo você montando um exercito, a inveja, ignorância, ódio e medo ainda faram as pessoas serem nossos gados, onde a qualquer momento iremos abater eles para ganharmos mais dinheiro.
– Eu não preciso de um exército para mudar essa cidade, só preciso jogar esperança e abrir os olhos de todos aqui, todos esses sentimentos negativos que você disse serão esquecidos e deixados de lado, tivemos uma guerra e mesmo sem casa, comida e agua as pessoas ainda tinha fé e esperança, lutaram e conseguiram reconstruir o que muitos destruíram.
Furrano sente o sangue subir por que sentia que o justiceiro a sua frente estava certo. – O mundo nunca mudara, sempre continuara o mesmo desprezível e rancoroso como sempre foi. – O magnata segura firme a espada do justiceiro. – E sua era de tentar algo por esta cidade vai acabar agora. – Furrano surge na frente do justiceiro e com a lamina na mão desfere um golpe que iria cortar o azulado no meio, mas Caique ativa suas garras e se defende do golpe.
O choque do metal é ensurdecedor Furrano forçava a lamina, mas Predador continuava firme e os dois ficaram naquele mesmo local sem se moverem. – O mundo sempre foi o mesmo, foram os homens que o destruíram por ambição e dinheiro, mas também tiverem homens que lutaram por direitos e por suas vidas, como disse enquanto a espada que você segura tiver fio IREI ROMPER TODO O ÓDIO QUE EXISTE NO CORAÇÃO DE CADA CIDADÃO DESTA CIDADE. – Predador começa a empurrar Furrano que não entendia de onde vinha aquela força, der repente o moreno se afasta tossindo muito e cuspindo sangue.
– O que? Não. Agora não.
– DRAGÕES LEVANTEM-SE E MOSTREM A FORÇA QUE EXISTE NO CORAÇÃO DE CADA UM DE VOCÊS, MOSTREM QUE AINDA EXISTE BONDADE E ESPERANÇA PARA MUDARMOS TUDO AQUI. – Predador berra e ouvindo isso seus companheiros se erguem. – Seu reinado acaba agora. – Predador avança e desfere um soco em Furrano. – Ataquem com tudo o que tem.
Os justiceiros ativam o link de velocidade de suas armaduras, logo pegando suas laminas e desaparecem correndo ao redor da sala, Furrano não conseguia se mexer segundos depois sentiu seu corpo sendo cortado varias vezes, os 5 justiceiros atacavam juntos de todos os lados, cortes, socos, chutes tudo era desferido no homem que não se mexia e só via seu sangue voando a cada golpe que recebia.
Por fim em cada canto da sala Carol, Sayuri, Kenshiro e Akemi são avistados, usando a parede como impulso os quatro avançam todos juntos Carol com suas facas atinge as costas, Sayuri desfere um chute no rosto do homem, Kenshiro com sua espada corta o peito e Akemi atinge um chute no estomago de Furrano.
Predador aparece na frente do magnata, segurando sua espada ele faz uma trilha de faíscas arrastando o metal no chão e de baixo para cima desfere um corte, que vai do lado esquerdo da barriga ate o ombro direito. Furrano cai no chão e olha para cima sentindo as dores dos golpes.
– Mas o que? – Um liquido azul começa a sair das feridas e vai se misturando com o vermelho do sangue dando uma coloração roxa.
– O que é isso? – Sayuri pergunta assustada.
– Não sei, mas deve ser aquela coisa que ele aplicou quando estávamos lutando contra ele. – Sayuri deduziu.
– V...vocês só me derrotaram por que exagerei na dose. – Furrano começa a tossir e a se contorcer de dor.
– Os cortes foram tão profundos assim? – Akemi pergunta vendo o homem se contorcer e agonizar de dor.
– Não os cortes foram superficiais não atingimos nenhuma artéria ou órgão vital, não era nem pra ele sangrar dessa forma. — Kenshiro olha assustado para o sofrimento do homem.
– Semi Deus tinha me avisado disso, não dei ouvido agora irei sofrer pelo meu erro AAAAAAHH!! – O liquido roxo começa a sair dos olhos e ouvidos do homem. – Vocês se acham forte, mas nunca chegaram até Semi Deus HAHAHAHA!! NUNCA HAHA NUN AAAAAAAAAH! – O ultimo grito saiu com um som horrível de sofrimento Taykou Furrano esta morto.
O olhar de todos os justiceiros era de surpresa e susto ao mesmo tempo. – Ele morreu, não podemos fazer mais nada, vamos embora antes que a policia chegue, com o estado de nossas armaduras não conseguiremos lutar. – Predador guarda sua espada e corre em direção a saída, sendo seguido por todos os outros justiceiros.
Outro magnata é derrubado e com ele milhares de segredos e arquivos secretos seram revelados para o mundo, o futuro de Naquiri logo ira mudar, era o que pensava os justiceiros naquele momento.
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Kaelina eliminava vários soldados pelo caminho e inutilizava alguns robôs tentando não perder muito tempo durante a corrida, ela sabia que os soldados subiam para o Heliporto e por isso volta à superfície seguindo a rota de fuga, mas quando chega já era tarde, ela vê o helicóptero alçando voo.
– Maldição! – Ela corre com toda sua velocidade em direção à parede do prédio e olha para seu punho. – Tsc! Isso vai doer... — Os olhos de Kaelina que já possuíam um brilho castanho incomum intensificam. – Hiperdrive! – Os músculos de Kaelina enrijecem e as linhas douradas da armadura brilham, ela começa a correr subindo pela parede do prédio em velocidade absurda suprimindo o espaço a cada passo e com um impulso veloz salta em direção ao helicóptero, os soldados vendo a vigilante literalmente voar em suas direções atiram sem parar, ela gira a lâmina defletindo os projéteis e por muito pouco consegue pegar no trem de pouso, os soldados continuam atirando e Kaelina sobe girando o corpo no ar e já desferindo um chute no primeiro que vê arremessando-o para fora do veículo voador, na velocidade que estava ela desvia facilmente das balas e utilizando manobras de desarme bate nos adversários e os joga para fora do helicóptero.
Kaelina desativa o modo Hiperdrive, mas no primeiro passo que dá fica tonta, suas veias estouram e ela automaticamente se ajoelha retirando sua proteção do rosto suando muito e vomitando sangue, mas logo limpa a boca e olha para os assentos do piloto e co-piloto, quando se aproxima vê Reiko desacordado, provavelmente drogado no assento ao lado.
– Sua vaca! – O piloto se vira com uma arma na mão e atira no estômago da vigilante que fraca não tem como reagir sendo atingida em cheio, ela exprime dor, mas age rapidamente em seguida desmontando o gatilho da arma. – Impossível! – O soldado se assusta.
Kaelina estava sem paciência ela puxa a alavanca de piloto automático e olha bem séria para o piloto.
– Quer que eu te mate ou prefere morrer na queda?
Instantes depois o soldado surge pulando do helicóptero, Kaelina senta para pilotar a nave e põe uma mão no ferimento suspirando, a vigilante olha para o pequeno dormindo ao seu lado e sorri.
– Vamos lá pegar o seu pai garoto...
Kaelina dá meia volta com o veículo aéreo.
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Caique e os justiceiros corriam quase sem forças sendo seguidos pelos soldados que atiravam sem parar, as armaduras já pareciam mais pesadas por causa do cansaço, eles atravessam a enorme praça que dava acesso à Assembleia, mas são surpreendidos por uma barreira da polícia.
– Parados! Não deem um passo ou atiramos! – Grita o delegado de polícia com um megafone.
– Merda e agora? Estamos cercados! – Carol parecia nervosa.
– Maldição! – Sayuri se arma.
Caique olhava de um lado para o outro e não via saída.
Um míssil atinge a praça jogando vários soldados a uma longa distância e logo outro explode bem próximo dos policiais criando uma grande cortina de fumaça que é afastada pelo vento das hélices de um helicóptero, os justiceiros olham surpresos quando o veículo desce até eles revelando quem pilotava.
– Querem carona? – Kaelina pergunta em tom de brincadeira.
Os justiceiros sorriem e rapidamente sobem, a vigilante toma os céus deixando soldados e policiais em alvoroço tentando atingi-los inutilmente com suas armas.
Os jovens se jogam no chão aliviados e de braços abertos.
– Essa foi por pouco! – Kenshiro puxava golfadas de ar.
– Kaelina você é um colírio para os olhos! – Carol exasperava.
– Caique? – Sayuri vê o justiceiro retirando o que tinha sobrado de seu capacete enquanto se aproximava lentamente da cabine de piloto.
O azulado fica parado observando uma figura serena que dormia no banco de co-piloto e sem nada dizer pega o pequeno em seu colo e senta com ele no banco abraçando-o forte e deixando cair suas primeiras lágrimas em meio a soluços.
Os jovens justiceiros se aproximam e ao verem a cena sorriem um para os outros.
– Obrigado... Obrigado... Obrigado... – Não cansava de repetir.
Kaelina apenas sorria enquanto levava todos de volta para casa e pela primeira vez em meses os justiceiros sentem que conseguiram uma verdadeira vitória.
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