Predador: A Irmandade Dos Justiceiros
18 Capítulo 18: Um Amanhecer sem Brilho
Notas iniciais
Ca estou eu postando isso bem de madrugada, ja que hoje é minha folga e sabado e domingo trabalhei o dia todo, só consegui postar agora me desculpe.
Chega de enrolação e boa leitura.
Os raios de sol iam atravessando o tecido das cortinas do quarto de Caique de vagar e sem pressa alguma, a luz ia se aproximando do rapaz que se encontrava sentado na cama, com uma garrafa de uísque vazia ao seu lado.
Caique e seus amigos saíram da empresa carregando Diego e Chaienny.
Daemonia avisou ao rapaz que iria destruir todas as imagens das câmeras, que mostravam o rosto do rapaz e dos outros dragões e iria buscar mais provas que incriminassem ainda mais os donos da empresa, pedindo para que eles fossem embora.
O rapaz não fazia ideia de quanto tempo ficou parado ali sentado, bebendo e olhando para a foto que ele, seu filho e a sua falecida ex-namorada e mãe do menino estavam juntos, a única foto que ele tinha dos três reunidos antes da tragédia.
Caique coloca novamente a foto no móvel e se levanta indo direto para o banheiro, tonto e tendo dificuldades para manter o caminho, o rapaz teve que se apoiar na fresta da porta para não ir direto ao chão.
O garoto entra no Box do banheiro e abre o chuveiro com roupa e tudo. – Como vou salvar meu filho se nem... consigo proteger meus amigos? – A voz do rapaz saiu pesada, enquanto a agua fria percorria por todo o seu corpo coberto com as roupas, o rapaz decidiu ficar ali até o efeito do álcool passar.
O sol nasce por completo, aos poucos vai fazendo os outros jovens residentes da mansão de Caique se levantarem. O clima era muito ruim entre todos, ninguém conseguia falar nada.
O líder dos justiceiros levou Diego e Chaienny para uma área um pouco mais afastada do laboratório, onde se encontrava dois enormes fornos, onde os corpos dos dois justiceiros foram postos e cremados. Caique e os outros jovens ficaram na sala ate as cinzas dos dois saírem, foi quando o rapaz as pegou e as colocou em urnas de marfim separadas e os botando em um canto do jardim, numa pequena lápide, para que assim pudessem descansar em paz.
– Vocês devem saber que não foi culpa de vocês. – Lilith tentava ajudar todos ali presentes, mas as palavras dela somente os deixavam piores.
– Não queremos saber de quem é a culpa, eles já estão mortos não vai adiantar nos arrependermos agora. – Izack fala frio e de cabeça baixa fazendo a mais velha ficar quieta.
– Eu quero saber como o Caique – Sama esta. – Myra fala em um sussurro, porem todos puderam ouvir.
– Ele esta se culpando por isso. – Ryuuki comenta o que ele tinha percebido.
– Ele quem nos guiou para aquele lugar. – Deth comenta, porem aquilo causou uma indignação em todos no local.
– Ele não nos guiou a nada, nos fomos por que quisemos e não por que ele nos obrigou. – Fon comenta se erguendo e encarando o mais velho.
– Desde o começo ele nunca nos forçou a nada, íamos por que queríamos, por que queríamos matar aqueles filhos da puta. – Desta vez Tsukimy se levanta para defender o rapaz.
– Mas aonde nossa sede de sangue nos levou? – Sarah se levanta olhando para os dois a sua frente. – Perdemos dois de nossos amigos e por quê? Por que fomos resgatar o filho dele? – A menina quase gritava de raiva. – Nos quase morremos, por causa dos assuntos dele Diego e Chaienny pagaram o preço por isso. – Aquele local estava ficando muito tenso e Lilith mesmo sendo temida por todos, sabia que não iria conseguir parar aquela briga.
– Ele nos ajudou, nos deu um lar, comida e um canto aonde pudéssemos dormir, sem sermos atacados durante a noite e nem passar mais frio. – Hana comenta muito irritada. – Ajudar ele era um pequeno preço para que nos pudéssemos pagar.
– Se você estava atrás de caridade, então por que não foi para um abrigo de sem tetos? – Izack fala.
– COMO VOCÊ OUSA FALAR ISSO? – Hiei se levanta e ameaça partir para cima do maior.
– CHEGAA! – Uma voz mais grossa grita e todos se calam buscando o dono daquela voz, logo sendo visto que era Caique parado na entrada da sala.
– Vocês estão certos. Eu os guiei para a morte, para um local aonde todos sofreram e dois morreram. – O rapaz falava com um tom de voz duro. – Peso desculpa a todos aqui por terem ido ate aquele local. Mas eu não ajudei vocês de caridade, vi que vocês eram fortes, destemidos e que tinham um objetivo em comum que era acabar com o mal nesta cidade. – Todos ouviam o rapaz falar sem interrompê-lo. – Mas em toda dura batalha, sempre alguém cai... E nesta ultima batalha, dois de nossos companheiros e amigos caíram. – Caique faz uma pausa e olha para todos.
– Eu me sinto culpado sim, por ter levado eles para a morte. Diego e Chaienny eram muito jovens e morreram cedo, por causa desse meu erro. – O rapaz fica um tempo quieto e comenta. – Por isso aqueles que quiserem desistir desta batalha, podem sair por aquela porta, não falarei nada e irei prometer a vocês que irei dar uma casa, um local de trabalho e sempre estarei disposta a ajudar vocês no quer for preciso. – O rapaz vira as costas e caminha para a porta. – Prometi uma vida melhor a todos vocês e continuarei cumprindo com a minha palavra, com algum de vocês aqui dentro ou não. – Terminando de falaz o rapaz sai e é seguido por Lilith deixando todos ali quietos e de cabeças baixas.
– Aonde você vai? – A menor pergunta tentando acompanhar o rapaz na caminhada.
– Vou beber. – Fala rápido e sem olhar para a menor.
– Você não pode ir beber, tem que ir a empresa.
– Liguei la e mandei dar folga a todos os empregados, sócios e ajudantes da empresa. – O rapaz responde frio abrindo a porta da garagem e subindo em cima da sua Harley-Davidson V-Rod Muscle a ligou, abriu a garagem e arrancou para fora da mansão.
O rapaz dirigiu por metade da cidade ate chegar, a um morro onde Caique encostou e ficou sentado na grava observando a visão da cidade a sua frente.
O rapaz se deitou na grama e ficou parado olhando o céu azul daquele dia, logo se levanta e na mochila que estava na moto ele pega outra garrafa de uísque, depois a virando deixando o liquido queimar a sua garganta.
– Um fraco que nem você não deveria beber algo tão forte. – Caique olha para traz e encontra Kaelina sem a armadura montada em uma Harley-Davidson. – É perigoso beber e dirigir logo em seguida, ainda mais quando você esta com uma moto. – A mulher comenta sentando ao lado do garoto, tomando a garrafa de uísque e bebendo.
– Você esta bebendo também e esta com uma moto então, seu argumento é invalido. – Caique responde tomando a garrafa de volta e bebendo novamente.
– Se culpar por ter perdido seus companheiros não ira ajudar. – A mulher comenta.
Caique olha para a mais velha, antes de responder ele reparou na roupa que ela usava. Kaelina usava uma calça jeans preta e colada, com uma camisa branca regata e uma jaqueta preta por cima, calçava meias na cor preta e com um tênis básico na cor preta.
– Guiei meus amigos para aquele local e por minha culpa dois morreram. – O rapaz fala virando novamente a garrafa.
– Você nunca ira mudar essa cidade. – A mulher comenta o que assustou o rapaz. – Você não os guiou para aquele local, eles foram por que quiseram. Você os entregou armas muito poderosas, eles as usaram para o bem do jeito que você fazia e eles não morreram por nada, morreram para salvar seus amigos. – Kaelina comenta sem fitar o rapas e com um tom frio. – Quer fazer algo memorável? Derrube a corrupção, os traficantes e as famílias de bandidos desta cidade. Honre e vingue seus amigos, busque mostrar a seus espíritos que eles não se foram atoa. – As palavras da mais velha atingiram Caique como se fosse um tiro.
– Ela tem razão, se eu ficar assim Diego e Chaienny terão sido mortos por nada eu devo ficar triste, mas tenho que buscar honrar a ajuda e a força que eles me emprestaram, assim como meus pais sempre faziam pelos outros. – Um sorriso surge no rosto do rapaz que se levanta. – Você esta totalmente certa, devo ficar triste, mas preciso acabar com o caos que existe aqui, por que se não fosse esse governo fraco meus amigos estariam vivos. – Caique joga a garrafa de uísque fora (Que pecado T.T) e vai caminhando em direção a sua moto.
Kaelina também se levanta e vai caminhando para sua moto. – Ei agora que percebi. O que faz por esta área? – Caique pergunta com seu tom de voz mais leve.
– Conserto minha moto próxima daqui, estava chegando quando avistei você. – A mulher responde sem fitar o rapaz.
– Bom saber. – Fala o jovem que observava agora o corpo bem definido da mulher a sua frente. Caique desce da moto e da dois passos, na direção da mulher que olhava para a estrada. – Ei só mais uma coisa. – Assim que Kaelina se vira o rapaz da um selinho nela, que se assusta e da um soco quase atingindo o rapaz. – Novamente obrigado. – Caique sobe em sua moto e em seguida acelera deixando a mulher surpresa.
Kaelina toca o ponto aonde o garoto a beijou e um pequeno sorriso surge. – Você ira me pagar por isso Caique Masayoshi. – Comenta a mulher que da um pequeno sorriso logo depois sobe em sua moto, voltando a seu caminho de antes.
No final da tarde o rapaz volta para a mansão, mas antes de entrar Caique para e olha para sua casa respira fundo e atravessando aqueles longos portões. Assim que o rapaz estaciona a moto na garagem e entra na mansão, ele se depara com duas malas perto da escada para o andar de cima e todos os dragões na sala de estar vendo TV.
– É falta de educação não dar boa noite para seus amigos quando chega Caique. – Riuuky fala olhando para o rapaz.
– Me desculpe cara. – O rapaz responde com um sorriso que logo morre quando ele perguntar a seus amigos. – Algum de vocês ira embora? – O líder dos justiceiros pergunta serio, já pensando que algum de seus amigos iria embora daquele local.
– Não. – Todos respondem juntos olhando para ele.
– Então... De quem são essas malas? – O rapaz pergunta apontando para os objetos ali ao lado.
– Lilith trouxe essas. – Hiei responde o rapaz.
– Ela falou que iria trazer mais destas e que era para você esperar. – Myra pergunta chegando perto do mais velho.
– Por que vocês decidiram não ir? – A curiosidade não deixava o garoto em paz enquanto ele não descobrisse o motivo para eles terem ficado.
– Por que somos uma família e família não se separa. – Tsukimy fala abraçando o rapaz que corresponde a o abraço. – Não foi somente sua culpa por eles terem morrido, nos também não fomos capazes de proteger eles. – A menor comenta abraçada ao mais velho.
– Nos arrependemos de termos falado aquelas coisas de você Caique. – Sarah fala se referindo a ela e a os outros que acusavam a ele como culpado. – Você fez muito por todos nos e não percebemos, nos desculpe. – O rapaz sorri.
– Só se vocês lavarem a louça do jantar de hoje. – Aquilo os pegou de surpresa e arrancou risada de todos ali.
– Nos sofremos muito na vida e algum de nos continuam sofrendo, mas agora temos uma família que há muito tempo não sabíamos o que era e não iremos deixar, você ter toda a gloria por ter detonado os caras daqui sozinho. – Riuuky fala deixando o rapaz feliz.
Todos se levantaram e abraçaram o garoto, um abraço em conjunto mostrando a união de todos ali.
– Que cena comovente. – Lilith fala do lado da porta.
– Falta você pequena. – Diz Caique que vai começando a andar na direção da mais velha com os braços abertos.
– Se você chegar mais perto eu te arregaço todo. – Ameaça Lilith fazendo o mais novo abaixar os braços e parar de andar.
– O que tem dentro dessas coisas? – Caique nota mais duas malas ao lado de Lilith e pergunta.
– São as novas peças e armas das novas armaduras. – Lilith fala.
– Parece que mais sangue ira ser jorrado. – Fon fala olhando para as malas.
– Sim. Agora nos iremos mostrar a quão afiada são nossas garras. – Caique afirma olhando para seus amigos, demonstrando que Predador e seus companheiros ainda tinham muito o que caçar.
Notas finais
Esse cap só foi para mostrar que as coisas ficaram meio ruins depois daquela grande batalha.
Espero que tenham gostado.
A espera de xingamentos.
Tchau gente até o proximo.
Ps: Que maldade o Caique fez, jogar uma garrafa de uisque cheia fora, que coisa triste T.T
Fale com o autor