Preconcepção
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Mais uma manhã cinzenta no subúrbio de Londres começava, pessoas iam e viam com a pressa indo para seus trabalhos. Não era diferente em um grande casarão alojado nas costas de uma capela, local desgastado pelo tempo ainda mantinha sua imponência, numerosas janelas, pequeno jardim com o mato alto, no portão enferrujado se encontrava a inscrição "Orfanato São Jerónimo Emiliano".
Lá dentro em um dos vários quartos uma criança de cabelos alvos carregava uma grande mala rumo a porta
— Vamos pestinha, já está quase na hora que seu tio vai te buscar — dizia um freira de meia idade, que tinha um sorriso de satisfação estampado no rosto — finalmente me livrarei de você Frost.
O menino mal aguentava o peso de sua única mala enquanto descia as escadarias com a freira resmungando no seu encalço, não que tivesse muitas coisas para levar do orfanato, mas sim por ser muito grande para uma criança da idade dele, e pêlos poucos detalhes que tinham o contado o parente de sua mãe que o procurava a tempos, parecia muito bem de vida.
Já no fim do lance de escadas o menino sorriu e ao passar pelo último degrau fez um pequeno gesto com a mão imperceptível para os menos atentos e depositou sua grande mala no chão a tempo de escutar o grito da freira que tinha acabado de escorregar no último degrau da escada e cair no chão como uma fruta madura
— Ora seu peste — se levantava com ajuda de outra irmã com ódio no olhar, por mais que não soubesse como tinha certeza que como sempre a culpa era do garoto que sempre estava envolvido nesses pequenos desastres que aconteciam na casa.
— Algum problema irmã? — disse o homem agora fazendo ser notado na sala, o senhor corpulento e com longas barbas grisalhas que usava um casaco vermelho encarava a cena com um sorriso divertido no rosto
— De nenhuma maneira Sr.Norte — dizia a irmã enquanto voltava a sua compostura normal — aqui está seu menino, saudável e muito bem cuidado.
— Imagino que sim — dizia enquanto se ajoelhava na frente do menino — Prazer, sou Professor Nicolau Norte, eu era primo da sua mãe, imagino que elas não tenham te contado — sussurrou a última parte só para só o garoto ouvir — Imagino que já estamos na nossa hora, e devemos ir não é mesmo Jack? — pegou a mala do garoto facilmente e se pós a andar em direção a saida.
— Acho que concordamos com isso — garoto olhou para trás e com um sorriso irônico concluiu — adeus irmãs, foi um prazer — e o seguiu para a saída.
Do lado de fora caminhando pela calçada ao lado do "tio" se e que poderia o chamar assim, puxou a manga do adulto — para onde vamos ?
— Vamos passar em um ... bar para resolver uma coisa é de lá vamos para casa — dizia enquanto uma interrogação se formava no rosto do garoto — e mais importante, te explicar muitas coisas como o porquê você conseguir fazer travessuras que nenhum ... nenhuma pessoa como elas entenderiam — rosto do garoto ficou ainda mais pálido de imaginar que ele sábia de todas as encrencas que ele já arrumou no orfanato — HAHAHA Não precisa fazer essa cara Jack, não vou te punir nem coisa do tipo. Só acelere o passo estamos quase atrasados.
. . . .
Em um bairro residencial trouxa, com seus casarões e grandes jardins, em um em especial uma mãe embalava o sono da filha. Sentada em uma poltrona no meio da silenciosa biblioteca da casa, Arianna acabou dormindo com sua filha nos braços.
Um homem de cabelos e barba preta entro no cômodo, chegando perto de sua esposa e se abaixando e colocando um beijo delicado na testa da mesma.
— Venha pequena — pegava a garotinha de cabelos dourados no colo, saindo com ela da biblioteca e indo em direção aos quartos.
Chegando em um quarto amplo e colorido com um berço ardonado entre a janela e a porta, colocou a com cuidado no berço — Boa noite — fazendo carinho nos cabelos da menina antes de sair do quarto.
— Finalmente — um sussurro ecoou pelo quarto — a alquimia da flor aconteceu — uma figura encapuzada saiu das sombras desfazendo o feitiço de desilusão e se aproximando do berço
— Brilha linda flor, teu poder venceu — começou a cantar baixo, vendo um brilho dourado irradiando dos cabelos da menina — traz de volta já, o que uma vez foi meu — a pessoa tirou uma faca de prata cortando uma mecha de cabelo da menina, ficando marrom imediatamente fazendo a canção parar pelo susto que levou olhando aquela mecha de cabelo nas suas mãos lânguidas — diabos !
— ESTUPEFAÇA — gritou Arianna na porta do quarto com a varinha em mãos, acertando em cheio a figura encapuzada, que foi jogada no chão — Incarcerous — invocou cordas para amarrar o intruso, mas a pessoa encapuzada desviou correndo e se jogando da janela em fuga.
— O que foi isso Arianna ? — entrava assustado no quarto Frederic com varinha em mãos, seguido por um elfo domestico — avise ao mistério — dizia para o elfo que aparatou no mesmo instante, e foi para junto da mulher que já tinha pegado a filha e segurava firme em seus braços — vai ficar tudo bem, Rapunzel nem mesmo acordou — acrescentava enquanto envolvia o braço nos ombros da esposa.
— Sim vai ficar!
....
Risadas ecoavam pelo descampado em um floresta afastada quilômetros e mais quilômetros de qualquer cidade trouxa escocesa, pessoas se reuniam ao lado de uma tenda, conversas altas enchiam o ambiente, mesas com bastante bebida e comida.
— Isso querida, estique mais o braço — dizia Fergus, um homem ruivo corpulento enquanto ajudava sua filha igualmente ruiva — agora dispare
— Mais uma vez com atividades trouxas Fergus ? — perguntava sua esposa, mulher elegante de cabelos bem escuros — vamos almoçar querida — agachando na altura da menina.
— E importante não depender só de magia, um colega de time sempre dizia isso — Fergus olhava divertido para a esposa — Merida, muitos puros sangue acreditam que são superiores. Nunca caia nessa ilusão — pegando o arco da garota e bagunçando mais ainda os cabelos dela com as mãos
— Vamos suas duas crianças — pegou a garota no colo — você convidou seus primos, não vou ficar fazendo sala para você — e começaram andar de volta a tenda rindo com pequenas implicações de casal.
— Mamãe, o que é isso ? — a garotinha apontava por cima do ombro da mãe para o meio da floresta, fazendo os pais se virarem para olhar.
Na penumbra da floresta um homem em passos tranquilos se aproximava da clareira, chamando atenção de outros adultos presentes. Homem alto, forte e de longos cabelos pretos e com barba igualmente longa, tinha um dos olhos cego e vestia uma capa de pele grossa
— Não pode ser, ele estava preso em Azkaban — Elinor dizia enquanto andava para trás segurando firme Merida no colo
— Leve Merida daqui — Fergus segurava com firmeza sua varinha deixando os dedos brancos
— TRAIDORES DE SANGUE — gritava o estranho entrando na clareira — não achavam que ia ficar longe de casa para sempre — resto dos bruxos se aproximavam cautelosamente com varinhas em mãos, e num simples piscar de olhos onde havia um homem estava agora um urso muito maior que qualquer outro já visto com enormes cicatrizes por todo o corpo. A fera avançou na direção das pessoas
— ESTUPEFAÇA , DEPULSO, INCÊNDIO — feitiços que jogavam na fera, que mal os sentia ainda avançando sobre bruxos no seu caminho
— Filha, segure firme e relaxe — Elinor prestes a desaparatar olha uma última vez, vendo seu marido abandonando os meios mágicos e acertando a fera com suas próprias mãos, e desaparecendo antes de ver a conclusão da cena.
....
Movimento de bruxos e seres era grande, mais um dia comum no beco diagonal, sol ja comecava a desaparecer no horizonte o dia logo iria se findar.
Uma mulher ruiva, mais uma no meio da multidão, caminhava tranquilamente segurando seu filho com uma mão e no ombro uma bolsa.
— Agora que saímos do gringotes, Soluço vamos para casa — dizia Valka para seu pequeno filho — seu pai deve chegar hoje dos compromissos do departamento de esportes.
Mais a frente no beco uma aglomeração em volta de um bruxo encima de um caixote que falava com fervor
— CHEGA DE SUPREMACISTAS LIDERANDO O MINISTÉRIO — gesticulando e olhando para o amontoado de pessoas — todos os seres mágicos tem voz, não só bruxos "puro sangue"... — discurso se prolongava no meio das massas
— O que são “supremalistas” mãe? — perguntava fitando os olhos azuis da mãe
— Supremacistas Soluço — corrigia enquanto pegava o menino magricela no colo — são pessoas com cabeça muito fechada, normalmente puros sangue extremistas, que não gostam de pessoas como nós com parentesco trouxa — explicava rasamente depositando um beijo na testa do filho — você ainda é muito novo para entender as tolices dos adultos.
— CORRE — última coisa escutada antes de um grande estrondo acontecer, era uma explosão.
Fumaça, chamas e poeira enchiam o ar — mate ou oblivie — algumas vozes baixas falavam no meio do caos — apaguem as prov... AURORES — luzes de cores diversas atravessavam a fumaça de um lado para o outro, e alguns gritos de medo era escutados naquele pandemônio, no instante seguinte o silêncio completo cobriu o beco.
— Ei garoto – homem de bigodes colocava a mão no ombro do garoto sentado encolhido escorado na parede — calma, sou comandante dos aurores. Qual o seu nome menino?
— Não sei — respondia baixo com a voz seca — não sei.
— Levem ele para o St.Mungus, está em choque — dava ordens para outro auror.
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