Preciso ir...
5 Somos infinitos.
Notas iniciais
Enjoy ^^
Autora POV’s
A imaginação de alguém pode ser torpe, a dependência de algo pode ser forte de mais para aguentar, a vida de alguém pode ser muito facilmente influenciada por tantas coisas que se tornam ofensivas com o tempo... A imaginação é uma coisa boa até o ponto em que vicia e faz alucinar...
Levy ajudava Lucy a recompor-se as lágrimas salgadas beijavam seus lábios e passeavam na face magra da garota.
-L-Lucy venha vamos para minha casa. –disse a pequena apoiando a maior, indo em direção a sua casa que não era longe dali.
-Levy, por favor podemos passar lá em casa primeiro.- balbuciou a loira.
-Claro mas por que? — indagou a azulada.
-Preciso pegar uma coisa.- murmurou, as garotas seguiram para a beira da praia, e caminharam pela areia em silêncio, Levy tentava puxar assunto mas a loira apenas respondia de forma evasiva e a azulada acabava sempre por desistir.
Elas passaram pelo caminho de pedras seguindo-o até a casa da loira, uma casa de madeira simples, com muros de pedra em volta, a casa em tons de azul e creme, a loira abriu a porta que nem estava trancada, a loira não se dava mais ao luxo de cuidar destes pequenos detalhes...
Ao entrar Levy tossiu um pouco, o lugar já não era muito bem cuidado há tempos, poeira e sujeira, livros velhos, e muitas caixas de papelão já velho e mofado pela casa toda.
-Essas coisas...São dele?- perguntou Levy notando a quantidade de artigos esportivos e roupas dentro das caixas que aproposito não eram roupas do tamanho de Lucy.
A loira olhou-a com um brilho perigoso nos olhos, mas murmurou um sim, enquanto passava por cima das caixas e procurava alguma coisa nas prateleiras empoeiradas.
-É...Eu também não consegui me livrar das coisas do meu pai...- disse Levy num suspiro, mas mesmo assim um sorriso tímido estava em seus lábios, ela não tinha arrependimentos em relação a morte de seu pai, nunca tiveram um relacionamento turbulento, bem tinham pequenas desavenças mas não se passava uma hora sem que perdoassem um ao outro... Infelizmente o caso de Lucy era um tanto diferente...
- Como assim?-indagou Lucy.
-É claro que Natsu vai voltar, ele prometeu, ele me prometeu e ele sempre cumpre suas promessas, ele me ama não me deixaria sozinha. — Começou a falar apressadamente enquanto fechava os punhos e pequenas lágrimas novamente surgiam em sua face.
-Ele prometeu Levy, por que diz isso, você conhece o Natsu ele...Ele vai voltar.- sua voz embargada pelo choro.
Levy estava assustada... Era mais grave do que pensava, o estado psicológico da loira estava em extrema dependência, nem mesmo aqueles drogados com o nível mais alto de vício chegavam aos pés do vício de Lucy naquele rapaz...
-L-Lucy... Vamos precisamos ir.- disse Levy puxando a mão de Lucy a mesma que puxou bruscamente livrando-se do contato da azulada.
-L-Levy... Você acha que Natsu não vem mais?- perguntou indignada como se Levy a tivesse ofendido.
-C-calma Lu-
-Responda minha pergunta!- cortou a azulada com um grito.
- Lucy entenda... Já se passaram 2 anos e você sab-
-Quieta, não quero saber, vá embora daqui agora!- gritou novamente pegando um livro que estava em cima de uma das caixas e jogando na garota que por sorte desviou, ela estava atordoada.
-Ah o livro favorito de Natsu! – Lucy saiu correndo porta fora atropelando Levy pegando o livro que sujara de areia.
-O-oh não... Não, sujou... Natsu não vai gostar de saber disso.- estava desesperadamente limpando a capa do livro.
-Lucy por favor se acalma.- Levy tocou com ternura o braço de Lucy que furiosa virou-se e deu um forte tapa na cara da menor fazendo-a cair.
-Vá embora agora!- gritou e Levy chorando saiu correndo.
Lucy guardou o livro e tirou a roupa ficando apenas com a roupa intima e fechou abruptamente a porta foi ao banheiro e foi a frente da pia, abriu o espelho onde tinham vários tipos de remédios, ela procurava o comprimido certo em meio aos potinhos laranja com uma fita que continha o nome, quando achou abriu a tampa, suas mãos tremiam e então pegou uns 4 comprimidos de colocou-os engolindo-os sem água nem nada.
Apoiou-se na pia e respirou fundo, lágrimas corriam por seu rosto.
Lucy Pov’s
C...Como é possível... Duvidarem de Natsu, ele me ama certo?
Ele me disse isso, ainda me diz, eu sei que ele ainda esta comigo, ele me ama e eu o amo, vamos viver felizes para sempre, vamos estar juntos para sempre... Foi isso que ele me prometeu... Quando me pediu em casamento... Eu lembro, não posso enlouquecer, ele ainda vai vir para o nosso casamento, eu sei ele prometeu eu sei, eu sei, era temporário não era mesmo? Lisanna disse pra mim q...que ele logo voltaria.
Minhas entranhas se enozaram, e senti um líquido ácido subir pela minha garganta, me joguei em cima do vaso vomitando tudo, até sangue saiu.
Minhas mãos calejadas tremiam, estava sem forças para continuar em pé, eu ia cair, mas senti alguém me segurar.
-Deveria tomar mais cuidado Lucy. – E..Eu não disse Levy¿ Ele voltaria... Ele sempre volta... Por que me ama.
-Você voltou.- sorri estendendo minha mão para tocar-lhe a face, estava gelado como se estivesse morto.
-V..Você esta gelado...- preocupada eu estava.... Ele me cuida e eu cuido dele... Era essa a promessa certo?
-É seu trabalho me esquentar.- sorriu travesso me ajudando a ficar em pé, ele beijou minha testa e limpou o canto da minha boca com o polegar, me guiou para a pia lavando-me a boca tirando aquele gosto horrendo.
Eu disse... Ele prometeu, ele cumpriu, ele esta aqui comigo... Ele me ama e eu amo ele, somos perfeitos um para o outro... Por mais que isso me mate aos poucos e eu estarei sempre com ele...
-Nunca me deixe ir meu amor.- ele roçou o nariz no meu tocando levemente seus lábios aos meus.
-Nunca me deixe sozinha.- acariciei seus cabelos.
-Nunca.- sussurramos juntos, testa com testa, mão com mão, lábio com lábio.
Eu disse não? Ele voltaria para mim.... Não importa quanto tempo passe estarei esperando por ele... Por que somos perfeitos... Somos amantes... Somos casados... Somos namorados... Somos amigos... Somos infinitos.
Autora POV’s
A azulada desesperada corria em direção à farmácia, desespero transparecia por seu semblante, a bochecha formigava e estava vermelha e roxa aonde o tapa da loira fora dado.
-G..Gajeel!- gritou entrando na farmácia correndo para os braços do alto rapaz.
-Levy mas o que aconteceu com seu rosto!?- perguntou acariciando o rosto da pequena.
-F..Foi a Lucy...-Lágrimas formaram-se no canto dos olhos.
-Oque? Ah não eu vou dar um soco na cara daquela louca que ela vai acordar para a realidade!- disse Gajeel alarmado e pronto para sair porta a fora atrás da loira.
-Não... Gajeel... Era pior do que imaginávamos...- disse Levy baixinho para ele, Gray aparecera ao lado deles.
-Oque era pior Levy? — perguntou já sabendo a resposta... Mas acontece que o rapaz e a garota eram melhores amigos... Mas então tudo aconteceu e ele perdeu contato com ela... Ou melhor, ela se excluiu da realidade...
-Seu estado psicológico... É pior do que qualquer viciado em metanfetamina, crack e heroína juntos...
Os três ficaram em silêncio...
-Precisamos falar com ela... Precisamos ajudar... Não vamos perder mais uma amiga... Já não chega Natsu e Juvia terem partido... Não aceitaremos mais uma.- disse Levy encorajando os rapazes.
-Tudo bem, mas não posso fechar a farmácia...- disse Gray.
-Erza esta gravida, mas pode cuidar por uns 20 minutos a loja certo¿- Gajeel sugeriu.
-Tudo bem eu ligo pra ela.- Levy puxou o celular e convenceu a mulher a vir.
Depois de 10 minutos uma jovem mulher de cabelos longos cabelos escarlets era uma bela mulher, mas tinha olheiras que estavam cobertas por base, ela afagava a grande e redonda barriga, Ela era acompanhada pelo marido, Jellal, um jovem homem de cabelos azuis escuros e uma tatuagem vermelha na face.
-Ah não acredito, são uns inúteis, era só eu ficar fora e vocês já conseguem bagunças completamente esse lugar, olha só esses remédios! Todos fora de ordem.- dizia enquanto arrumava novamente as prateleiras de remédios atrás do balcão.
-Erza por favor, não é por isso que te chamamos aqui.- Gray disse com uma pontada de desespero na voz.
-Então por q- Cade a Lucy?- ela mesma se interrompeu ao perceber que a loira não estava entre eles...
-É por isso que te chamamos.
-C-como assim...- Erza começara, pequenas lágrimas surgiram em seus olhos, a gravidez aguçara os sentimentos da mais velha, mas também acontece que a loira era uma grande amiga... Ela a ajudara muito quando estava em crise com Jellal.
-Erza... Era pior do que imaginávamos... Ela delira, ela esta ficando mais violenta, não aceita que falemos sobre Natsu, ela se revolta e...E- a voz de Levy vacilou por um momento e então respirou fundo.
-Por favor, queremos ajuda, você é a que a conhece por mais tempo.- disse a pequena já chorando e sendo abraçada por Gajeel.
-Eu falo com ela.- disse determinada.- Gray você vem comigo, Levy e Gajeel cuidem da farmácia por enquanto, Levy onde ela esta?
-E-ela estava em casa.
-Muito bem vamos para lá, querido faça-me um favor pegue o carro busque Lisanna.- Disse Erza tomando a frente já saindo da farmácia seguida por Gray e Jellal que apenas aceitou a ordem.
-Querida tem certeza que devemos trazer Lisanna? Não esqueça que ela esta num... Sanatório.
-Eu sei, mas ela é a única que sabe oque aconteceu naquele dia, e a única que continua realmente viva.- disse ela olhando nos olhos do marido.
As escolhas que tomamos podem nos trazer muitos caminhos a seguir... Muitas coisas que queremos podem não ser o correto, muitas vezes temos que parar de sonhar, de criar nossas ilusões e fechar os olhos para a realidade... A vida nos espera e a perfeição esta logo ali, na nossa frente, mas temos medo de alcança-la por que tememos perde-la para outra pessoa.
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