Precisamos Falar Sobre James

12 11. Precisamos falar sobre retornos


Notas iniciais
Vou lhes contar uma historinha: lilypotterblack acordou um dia e pensou “Vou matar a Clenery, já que ela não junta Lily e James de uma vez”. Aí ela foi lá e recomendou três fanfics minhas, incluindo PFSJ. E ela acabou de me mandar uma mensagem e deve ter pensado que eu não a agradeceria pelas recomendações. Eu poderia ter mandado uma resposta, mas preferi divulgar por aqui mesmo rsrs Muito obrigada mesmo ♥ Capítulo dedicado a você, e espero que goste!

[Sexta de manhã]

Quando Lily abriu o armário, naquela manhã, encontrou uma folha. Já esperava aquilo, mas, quando abriu, não era uma página arrancada de seu diário, era um bilhete.

“Não se esqueça do nosso combinado”

As ameaças. É claro...

Lily virou a folha e rabiscou uma resposta.

“Eu não influencio as decisões dele”

Dobrou novamente e, assim que passou por perto do armário de Dorcas, colocou o papel por entre os buracos da porta, antes de sair caminhando em direção à sala de aula.

Quem a olhasse de longe, pensaria que estava tudo bem, mas as olheiras por baixo de seus olhos apenas eram disfarçadas pelo corretivo. Quase não tinha conseguido dormir durante a noite com tantos sentimentos negativos.

— Lily!

Ela esbarrou em um grupo de alunos, tentando afastar-se da multidão. James a seguiu, e ela não reclamou. Afastava-se justamente para isso: conversar direito com ele.

Abriu a primeira porta destrancada que encontrou e ele foi logo atrás dela. Assim que a porta fechou-se, Lily começou a chorar.

— Está tudo bem — ele a envolveu em um abraço apertado — Calma!

— Você já soube — ela afirmou, a voz tremida.

— Lene me contou...

Lily tentou dizer mais alguma coisa, mas ele já saberia de tudo que ela dissesse. Ele devia imaginar como ela se sentia, e como as coisas seriam dali para a frente.

— Eu não vou deixá-lo te machucar, eu prometo — James sussurrou — Aliás, senhorita Evans, agora você terá escolta.

Ela riu da seriedade com que ele disse aquilo, escondendo o seu rosto na curva do pescoço dele. Sem evitar, aspirou o cheiro do perfume masculino, e isso fez com que ela se acalmasse instantaneamente.

— Ei! Vamos! Se anime! — James tentou — Sabe que dia é hoje?

— Sexta-feira — retrucou Lily.

Ele bateu a mão em sua testa, fazendo-a rir.

— Ei! Não se bata! — ela reclamou, puxando a sua mão.

Estava bem consciente da proximidade deles, naquele momento, mas não importava-se nem um pouco com isso.

— Que dia é hoje? — perguntou Lily, sorrindo.

James negou com a cabeça, como se estivesse acordando de um transe.

— O “Namorado de uma libra”, lembra?

Com o sorriso que ele abriu, agora era ela quem estava em um transe.

O sinal tocou, fazendo com que os dois se sobressaltassem. Lily afastou-se de James, tentando manter-se sob controle.

— Na verdade, eu nem me lembrava — conseguiu responder, sorrindo — Vão pegar o tempo do Flitwick?

— Não tenho a menor ideia — ele levou a mão ao cabelo, bagunçando os fios mais do que eles já eram bagunçados — É melhor nós irmos.

— Certo...

Lily passou as mãos pelo rosto, livrando-o das lágrimas já secas.

James abriu a porta, enquanto ela saía, sem olhar para trás.

— Ei! — ele chamou-a, fazendo-a parar no meio do caminho — Nos vemos no intervalo, então?

Lily não respondeu, apenas sorrindo.

Não precisou pensar em uma resposta, já que Marlene logo surgiu ao seu lado.

— O quê? Quer ajuda para preencher o formulário? — ela brincou — Afinal, você vai mesmo participar? Você está namorando!

— Dorcas também vai — James deu de ombros, sem se importar.

— Isso é um namoro ou um relacionamento aberto, afinal de contas?

Lily cutucou-a em sua costela, tentando calá-la. Geralmente, Marlene era o tipo de amiga que dizia tudo o que ela pensava em voz alta, mas não tinha coragem. Naquele momento, no entanto, ela só não queria deixar James irritado com elas.

— Nos vemos no intervalo! — confirmou Lily, puxando a amiga pelo braço para longe dele.

— O quê? — reclamou Marlene — Eu só fiz a pergunta que você estava doida para fazer! E nem adianta mentir para mim!

Ela parou quando viu a outra cruzar os braços, olhando-a seriamente.

— Eu não deveria estar com raiva de você? — perguntou Lily.

— Me perdoa! Eu já expliquei que não podia...

— Eu já disse que amo te meter medo?

Marlene empurrou-a, indignada por ter caído na brincadeira da amiga.

— Olha que eu posso me vingar! — ela disse, um sorriso na cara — Eu sei todas as suas senhas!

— Você sabe as senhas de todo mundo — observou Lily — E eu não tenho a menor ideia de como você faz isso!

— Eu sou muito observadora — Marlene deu uma piscadela.

A professora Burbage aproximou-se delas, sorrindo docemente.

— Está na hora da aula, meninas! — ela disse.

As duas assentiram, entrando pela porta aberta da sala de aula, que já estava abarrotada de alunos, que jogavam bolas de papel entre si, ou estavam sentados em cima de suas mesas conversando ou mexendo ao celular.

A professora de geografia fechou a porta atrás de si e deixou as suas coisas em cima da mesa, enquanto Lily e Marlene sentavam-se nas cadeiras disponíveis — a morena precisando empurrar a mochila de uma colega espaçosa para poder sentar-se. Mesmo quando Burbage começou a escrever no quadro, a algazarra continuava, e Lily sentia pena pela professora ser tão dócil ao ponto de não receber o mínimo de respeito por parte dos alunos.

— Silêncio! — Burbage começou a bater as suas palmas, conseguindo a atenção dos alunos — Eu tenho aqui o formulário do “Namorado de uma libra”.

Isso chamou a atenção dos alunos, que calaram-se completamente.

— Mas eu só vou entregar se vocês me deixarem terminar a matéria — ela completou.

A barganha foi aceita, e logo todos os alunos estavam copiando a matéria, comportados. Marlene apenas revirou os olhos para Lily, seguindo o exemplo dos colegas, mas com menos entusiasmo.

Era incrível como aquela simples frase podia fazer milagres.

Por que as pessoas se empolgavam tanto em pagar uma libra para descobrir as suas supostas almas gêmeas? Era uma libra por uma listinha de nomes, que poderiam ser completamente aleatórios. Pelo menos o dinheiro adquirido era doado à caridade.

Assim que a professora terminou de passar a matéria, e viu que os alunos estavam concentrados, resolveu dar o tempo para que eles preenchessem os formulários, dando a Lily e Marlene a missão de cobrar o dinheiro.

— Quem sabe eu não te tiro, não é mesmo? — viu um garoto flertar com Marlene.

— Só entrega a porcaria do dinheiro — ela retrucou, sem mudar de expressão.

Assim que terminaram, elas próprias colocaram uma libra no saco e entregaram à professora, sentando-se em seus lugares.

— Quem sabe eu não tiro um cara que não seja babaca — murmurou Marlene, começando a preencher a folha.

Lily segurou o riso, pegando a sua caneta.

Era engraçado como todo mundo tratava aquilo como se fosse um teste. Era só olhar para a folha de alguém, que essa pessoa encolhia-se, assustada, como se a professora Burbage fosse recolher os papéis e dar zero.

“Tipo de música favorita?

a) Eletrônica

b) Pop

c) Rock

d) Clássica"

— Clássica — Marlene riu, atrás dela.

Lily apenas olhou para trás, fingindo-se de ofendida.

— Moonlight Sonata é o meu toque de celular, Lene! — reclamou.

A outra mostrou a língua para ela, antes de marcar “rock” com firmeza em seu formulário. Lily resolveu marcar “pop” mesmo, já que o seu estilo de música mesmo não aparecia nas opções.

“Como passa as noites de sábado?

a) Festa

b) Videogames

c) Netflix

d) Leitura"

— Qual será a próxima pergunta? Qual a sua cor favorita? Qual o seu signo? — sussurrou Marlene.

— Marcou festa ou Netflix? — perguntou Lily, curiosa.

— E você? Leitura ou Netflix? — ela retrucou.

— Netflix, é claro...

Marlene apenas riu, voltando a olhar para o papel.

“Leitura favorita:

a) Fantasia

b) Romance

c) Aventura

d) Suspense"

— E onde temos a opção “nenhuma”? — murmurou Marlene.

Uma colega olhou de cara feia para ela, mas a morena apenas ignorou, riscando uma opção qualquer. Lily chutaria em “aventura”. Ela mesma não sabia o que marcar... Por fim, decidiu-se por “suspense”.

Continuou preenchendo a folha amarela — que era uma cor bem estúpida para se ter um papel — chegando à parte de “O que você procura em um homem?”, que seria a parte que eliminaria mais candidatos.

Foi somente quando a sineta do tempo de aula tocou que todos entregaram as folhas. Alguns enrolaram para não terem mais tempo de aula, enquanto outros estavam mesmo demorando para preencher os requisitos.

— Não, não me entreguem! — disse Burbage — Depois dos acontecimentos do ano passado, foi decidido que vocês entregarão pessoalmente a folha para evitar problemas.

— Algumas pessoas não quiseram admitir terem tirado algumas outras pessoas, e mentiram, dizendo que tinham alterado as respostas delas — Marlene explicou a Lily, revirando os olhos.

— Não foi por esse lance que a Dorcas e o Remus começaram a sair? — perguntou Lily.

— Coitado, né?

Apesar de terem as suas vontades de preencher o formulário saciadas, continuaram comentando sobre o assunto pelas aulas seguintes, incluindo a da professora Burbage, que tinha doado parte de seu tempo para ver se eles acalmavam-se, mas Lily sabia que era inútil. Todo o processo era tratado com empolgação, da inscrição aos resultados — bem diferente de como era com os exames.

[Sexta à tarde]

— Lily Evans! — disse Héstia Jones, empolgada.

Algumas estudantes que não participariam, como Alice, foram designadas para ajudar na parte dos resultados. Héstia era uma dessas alunas, que nunca participou daquele tipo de interação.

— Quem diria! — a morena pegou a sua folha, anotando as respostas no computador.

— Marlene pode ser bem persuasiva — respondeu Lily, sorrindo um pouco sem graça.

— É claro, mas me sinto honrada por ser quem vai te juntar com alguém — Héstia sorriu amavelmente — Todos são curiosos em saber com quem você combina.

Ela logo levantou o olhar na direção de Bertha Jorkins e Rita Skeeter, que discutiam em um canto, o que não era nenhuma novidade. Eram conhecidas rivais do jornalismo. Enquanto que Rita apenas disseminava fofocas e mentiras, Bertha escrevia as verdades sem aumentar em nada. Uma desmentia o que a outra dizia, e a outra procurava desacreditá-la.

— As pessoas deviam cuidar mais da vida delas — disse Lily, ainda olhando na direção delas.

Héstia apenas deu de ombros, os olhos focados na tela do computador.

Deixou a folha amarela em cima de uma pilha de outras coloridas, digitando mais algumas coisas e estendendo a mão para a impressora, que começou a trabalhar.

— Prontinho! — disse Héstia, entregando-a.

— Só isso? — perguntou Lily, estranhando.

— Sim, o aplicativo compara as suas respostas com as de outras pessoas.

A ruiva continuou olhando para a folha amarela, um pouco hesitante.

— Mas tem gente que ainda não entregou as suas respostas — ela disse.

— Está esperando por alguém em especial? — perguntou Héstia, curiosa.

— Não — respondeu Lily, virando a folha — É claro que não. Obrigada.

Ela levantou-se apressada, dobrando o papel e colocando-o dentro da bolsa, antes de sair caminhando até o refeitório.

— Ei! Não tão rápido! — Marlene parou-a antes que pudesse chegar — Vamos!

Tentou reclamar, já que sentia fome, mas foi empurrada para dentro do laboratório de química antes que pudesse protestar. A amiga puxou o papel rosa de dentro de sua bolsa, tentando desamassá-lo. Se a conhecia bem, tinha jogado o resultado lá sem nem preocupar-se em dobrá-lo.

— Sirius Black! — Marlene quase gritou, incrédula — Sirius Black? Onde que Marlene McKinnon e Sirius Black combinam?

Lily cruzou os braços, erguendo a sobrancelha, como se estivesse perguntando se ela queria mesmo uma resposta sincera ou uma que a agradasse.

— Nem comece! — retrucou Marlene, voltando os olhos para a lista — Vejamos... Não! O James não!

— Você tirou o James? — perguntou Lily, um pouco incomodada.

— Edgar Bones — ela sorriu maliciosamente — Ah! Se os gêmeos ainda estivessem aqui em Hogwarts... Eles preferiram trabalhar na lanchonete mesmo.

Lily olhou fixamente para Marlene, esperando pelo momento pelo qual as suas perguntas seriam respondidas ou quando a sua presença ali faria sentido, pois a amiga só falava o que poderia falar para uma parede.

— Caradoc Dearborn — leu Marlene — Não está mal! E Benjy Fenwick.

— O que você vai fazer? — Lily aventurou-se em perguntar, assim que ela acalmou-se um pouco.

— Três encontros, é claro — ela deu uma piscadela.

— A ideia não é escolher apenas um?

— Para quê escolher apenas um quando se pode ter todos? Eu não chamo o James porque ele é quase um irmão para mim, e eu sou boa demais para o Black.

Contando as possíveis listas em que ela estaria, Marlene teria uma semana bem ocupada de encontros.

— Agora você! — exigiu a garota.

Lily suspirou, pegando a própria lista azul, cuidadosamente dobrada, de dentro da bolsa. Antes que pudesse desdobrá-la adequadamente, teve o papel retirado de suas mãos.

— Também tirou o Caradoc, podemos dividi-lo — brincou Marlene.

— Um encontro a três? Não, obrigada! — replicou Lily, fazendo uma careta.

— Vejamos... Sturgis Podmore — Marlene deu de ombros, e ela interpretou aquilo como um “nada mal” — Amos Diggory!

Lily arrancou a lista das mãos dela, sem hesitar.

— Chega! — ela dobrou — Acabou!

— Desculpe-me — Marlene sussurrou, envergonhada — Eu esqueci...

Lily cruzou os braços novamente, olhando para a janela.

— Também saiu o James — disse Marlene, colocando o cabelo atrás da orelha.

— Não saiu — retrucou Lily, segura disso.

Elas trocaram um olhar, antes da lista ser retirada mais uma vez da bolsa.

— James Potter — disse Lily, sem acreditar — Peter Pettigrew? Essa lista está muito desatualizada! Ele foi de intercâmbio há... O quê? Um ano?

— Desatualizada está você! — disse Marlene — Ele voltou! Vi James comentando por aí...

Ela deu de ombros, abrindo a porta do laboratório.

— Vamos, perdemos tempo nesse seu surto — disse Lily.

Marlene protestou, indo atrás dela.

— Você diz como se tivéssemos perdido tempo com algo inútil.

— Então você admite que perdemos tempo — alfinetou a ruiva.

— Nós aproveitamos o nosso tempo — corrigiu Marlene.

Como Alice não tinha terminado com os resultados e não viram a Tonks, decidiram sentar-se com os garotos, que estavam inclinados sobre a mesa, provavelmente avaliando as garotas que tinham combinado com eles. Logo de longe, Lily notou que James estava meio amuado, olhando para a lista por baixo da mesa.

— The Blacklist — disse Marlene, abraçando James, que quase pulou pelo susto, escondendo a lista rapidamente — Pobres dos que estiverem aí.

— Rá rá rá — disse Sirius, ironicamente.

— Pobre de você, então, Lene — disse Remus, sorrindo divertido.

James e ele começaram a rir, ao ver a cara contrariada de Sirius e Marlene.

— E você, James? — perguntou a garota, rapidamente.

— Ninguém importante! — ele deu de ombros.

— Não tirou a Dorcas? — insistiu Marlene, fingindo-se de chocada — Que pena! Vamos ver isso aqui!

Ela tentou tirar a lista de sua mão, mas ele encolheu-se para impedi-la.

— Não, Lene! — reclamou James.

— Ih! Tensão pré-menstrual? — Marlene sentou-se ao seu lado.

Lily não tinha se pronunciado ainda, apenas observando-os conversar, ainda de pé.

— Ele não deixou ninguém ler — comentou Sirius.

— E você deixou todos lerem — Marlene revirou os olhos, pegando a lista dele.

— Não precisa ficar com ciúmes, Leninha.

Ele deu uma piscadela, e ela mostrou a língua, sem incomodar-se.

— Só tirou vadia! — disse Marlene, sem muita surpresa.

— Você está aí — Remus lembrou-a.

— Por isso mesmo que eu digo.

Lily soltou uma risada leve, fazendo a amiga virar-se para ela.

— Ainda está de pé? Vamos! Sente-se! — ela quase ordenou.

James também virou-se para ela, mas teve o seu olhar evitado pela ruiva, que resolveu sentar-se ao outro lado de Marlene.

— Tirou quem? — Lily perguntou a Remus.

Sirius engasgou-se com o seu refrigerante, quando começou a rir.

— Acho que não precisamos de uma resposta — Marlene sorriu maliciosamente, ao vê-lo corar.

Lily sorriu gentilmente para o amigo, tentando deixá-lo um pouco menos desconfortável com a situação.

— Aqui está!

Uma bandeja foi empurrada pela mesa em direção a James, que pegou rapidamente um sanduíche, enquanto que Sirius pegava outro embrulho.

— Valeu, Pete! — disse James, enquanto começava a morder o lanche.

Marlene ficou boquiaberta, olhando para o garoto que sentou-se à sua frente, e que nada tinha a ver com o Peter Pettigrew que saiu daquele colégio para um intercâmbio.

— Para qual país você foi? Quero ir para lá! — ela verbalizou o seu espanto.

O grupo apenas riu, embora Peter tenha ficado um pouco envergonhado.

— Bom te ver também, Marlene — ele disse.

Mesmo que Lily tivesse rido, estava tão surpresa quanto a melhor amiga.

Peter tinha voltado uma pessoa completamente diferente.

De repente, a ideia de tê-lo em sua lista não era tão ruim assim.

— Mas então... — James limpou a garganta, parecendo repentinamente incomodado pela atenção que Lily e Marlene estavam dando ao seu amigo — E vocês? Quem tiraram?

— Você fez? — Marlene ignorou-o, perguntando a Peter.

Como resposta, o garoto apontou para Sirius, como se estivesse culpando-o por isso.

— Tirei você, a Lily, Emmeline Vance, Amélia Bones e Dorcas — disse Peter, sem parecer incomodado com isso.

— Eu não me incomodaria em sair contigo — opinou Marlene.

— Emmeline é uma ótima pessoa, embora ande com as líderes de torcida — Lily resolveu acabar com aquela situação constrangedora.

— Ei! — reclamou Marlene, finalmente desviando os olhos de Peter.

— E a Lene tirou o irmão da Amélia, Edgar — ela continuou, como se não tivesse sido interrompida.

— Poderíamos fazer um encontro duplo — sugeriu Peter.

— É uma ótima ideia! — concordou Marlene.

Lily observou como Sirius pareceu mal humorado de repente, brincando com o canudo da lata.

— Marlene e eu tiramos o James — resolveu confessar.

Isso chamou a atenção do garoto, que olhou fixamente para ela.

— Sério? — ele perguntou.

— Se mais alguém se tirou aqui, poderíamos fazer um encontro entre amigos — Lily disse, mais rápido do que falaria normal.

— Essa é uma boa ideia! — Remus concordou, tão rápido quanto ela.

— E Alice e Frank? — perguntou Marlene.

— Nossa! Acabei de notar o quão grande é o nosso grupo — comentou Sirius, olhando para eles.

— Assim é mais divertido — disse Peter, mas não parecia tão animado quanto antes.

Lily logo percebeu o motivo.

A sineta tocou, indicando o fim daquele tempo. Pela pressa em preencher os formulários, a maioria das pessoas só teve tempo de comer um lanche.

— Peter, espere!

O resto do grupo continuou caminhando, embora James tivesse hesitado.

— Como você está? — perguntou Lily.

Ele olhou fixamente para ela, antes de entender ao que se referia.

— Bem — respondeu, lentamente.

— Você ainda mantém contato com Mary? — perguntou Lily, não muito segura de se ele queria conversar sobre aquilo.

— Depois que ela saiu daqui, e eu fui de intercâmbio, nunca mais nos falamos — disse Peter.

Eles seguiram pelo corredor, bem mais atrás do grupo, quando Lily viu à sua frente um assunto que já tinha esquecido-se.

Snape entrou pela porta aberta da diretoria, acompanhado por dois policiais.

— O que ele está fazendo aqui? — perguntou Peter, com raiva na voz.

Ele gostava de Mary, e o acontecimento do ano anterior foi o que acabou completamente com as chances dos dois se acertarem. A última vez que Lily a viu, antes que ela mudasse de colégio, era como se fosse outra pessoa, não era a Mary que conhecerm. Ela estava completamente reclusa, traumatizada, e isso tinha deixado todos os próximos dela bem abalados.

— Lily, vamos! — James apressou-se em sua direção, puxando-a pelo braço, assim que também o viu.

Lily quase paralisou de medo quando os olhos negros de Snape acompanharam a sua caminhada, antes que a porta de madeira se fechasse.

Notas finais
Observações do capítulo: • "Namorado de uma libra" é a minha versão britânica de "Namorado de um dólar", que aparece no capítulo 6 da série 13 Reasons Why. • O Peter da fanfic vai ser do bem. Já aviso isso antes que vocês comecem com as teorias da conspiração. "Ah! Ele vai se unir à Dorcas e fazer a vida de Jily um inferno". Não! Já basta uma (e o Snape). Hoje não teve WhatsApp (para a tristeza geral), mas também não teve a Dorcas (para a alegria da nação). O que vocês acharam? Ficou bom? Não? Eu estou particularmente insegura nesse capítulo haha