Precisa ser você!
8 Capítulo 8
Notas iniciais

Capítulo 8
As pegadinhas da vida.
—Ainda não acredito! – Gray estava praticamente deitado encima da mesa. – Não entendo essas garotas. –Revirou os olhos e enfiou os fones nos ouvidos.
—Acho que o Gray é uma garota. –Levy não tirava os olhos do computador para falar. Digitava tão rápido que chegada a ser assustador. –Por que eu realmente não o entendo! – Soltei uma risadinha.
O sinal já havia batido faz tempo, não havia quase ninguém no colégio. Eu poderia estar em casa –ou no hospital, fazendo companhia para mamãe- mas não queria me atrasar para o primeiro dia de trabalho, então resolvi matar um pouco de tempo na biblioteca. Gray disse que iria me levar até o restaurante, então ficou esperando comigo. Levy estava ali para trabalhar, mas parecia que falar com o Gajeel no Skype era mais interessante.
—Então, concordam comigo? –Perguntei mais animada. Resolvi contar toda a situação albina stalker para meus amigos. Queria saber a opinião deles sobre me afastar de Lisanna
—Não. — Levy murmurou e sorriu para tela do computador. Gray nem me escutou, estava muito ocupado curtindo sua música e batucando na mesa. Suspirei.
—Vocês não estão ajudando! –Resmunguei. — Levy, diz pro Gajeel que eu quero conversar com a minha melhor amiga! –A baixinha parou de digitar na hora. Seu rosto adquiriu uma coloração avermelhada e ela me lançou um olhar mortal. Haha! Acho que descobri o ponto fraco de alguém!
—Quem disse que estou falando com o Gajeel? –Soltei uma risada debochada. –Okay, eu estou. Mas, é sobre o trabalho de química!
—Uhum. Química do amor! –A azulada pegou uma caneta e jogou na minha direção, porém a mira dela é péssima e acabou acertando Gray.
—Aí! –Levou as mãos até a cabeça. –Porra. Quem atirou essa porcaria em mim? –Fez aquele drama básico. Calma Gray, até parece que você foi atingido por uma bola de boliche.
—Fui eu, mas a culpa é da Lu-chan! –A azuladinha riu.
—Minha culpa? Quem tem a mira ruim é você!– Bufei. Tudo é culpa minha!
—Eu já respondi! –Levy-chan revirou os olhos.
—Não, aquilo não foi uma resposta! –Apontei para o computador. – Esqueça o Gajeel e me responda. –Levy me mandou o dedo do meio. Essa garota é um exemplo de educação!
—Você deve agir normal perto da albina. Tudo bem que ela gosta de você, mas você não gosta dela. Lisanna precisa entender que você é hétero e ponto final. – Concordei com a cabeça.
—Agora só falta a opinião do Gray. –Olhem com expectativa para o moreno.
—Se eu fosse você, daria uns pegas na albina. Afinal, você está na seca mesmo. –Os dois riram juntos. Revirei os olhos. Produção, cadê o troféu de garoto sem noção? Acho que já temos um ganhador!
—Valeu pelo conselho! – Ironizei. – Você também está na seca, por que não vai lá dar uns pegar no Gajeel? – Ele fechou a cara. Levy fez um biquinho de inflou às bochechas. –Ah, é! O Gajeel já é da Levy! –Bati em minha testa.
...
—Por que estamos correndo? –Gray parou ao meu lado. Nós dois estávamos arfando e suados.
—Ficamos tempo demais conversando e estou quase atrasada! –Esperei o sinal abrir e voltei a correr. Quase cai na faixa de pedestres, sorte que o moreno estava lá e me ajudou. –Droga de faixa!
—Calma, loira! –Segurou meu braço. –Seu relógio está adiantado, ainda faltam uns vinte minutos e nós já estamos quase chegando. –Me largou e ajeitou sua mochila. Minha boca se abriu em um 'O' e meu rosto ficou vermelho de raiva. Alguém me segura, eu juro que vou matar esse garoto!
—E você só me falou agora? –Desgraçado! –Obrigado por ser o pior melhor amigo do mundo.
—Relaxa, você correu tanto que nem deu tempo de contar. –Olhou com um ar de deboche, –Seu cabelo está grudado na testa. Parece uma porquinha! –Era só o que me faltava! Ninguém merece aguentar esse humor do Gray.
—Não vou nem falar nada! –Apontei para seu peito. –Você está com um CC desgraçado e nem por isso fico comentando.
—O QUÊ? Eu estou sempre cheiroso! –Cheirou o próprio sovaco e fez uma careta. Gray também vai ganhar o troféu de garoto mais nojento. —Okay, hoje é exceção.
Voltamos a andar. Suspirei aliviada ao avistar a placa vermelha do Orangine. Apressei o passo e em poucos segundos já estava na frente do restaurante.
—Chegamos! –Dei um pulinho constrangedor. –Meu primeiro dia de trabalho, wow.
Que emoção! Alguém tem um celular com câmera boa? Preciso registrar esse momento!
—Que emoção, nossa. –Gray alevantou as mãos para o céu fingido estar agradecendo. –Não sei qual é a alegria de trabalhar. Odeio receber ordens de qualquer pessoa.
—Não quero ficar sedentária, igual você. – Murmurei. Gray revirou os olhos.
Agradeci o moreno por ter me acompanhado e lhe dei um beijo da bochecha. Gray sorriu e disse poderia ligar caso acontecesse alguma coisa que ele viria me ajudar.
Prendi meus cabelos, que estavam um horror, em um coque antes de entrar. Assim que terminei de me arrumar, abri a porta de vidro e notei que havia poucas pessoas no local. Andei rapidamente até o balcão e sorri para uma garota de cabelos roxos.
—Olá! –Sorriu para mim. Fiquei admirada com seus olhos verdes. –Hã, sou a nova funcionaria..e.. –Fui interrompida.
—Lucy? –Concordei com a cabeça. Ela alevantou-se e abriu um sorriso ainda maior. –Prazer, sou a Kinana!
—Prazer! –Kinana me levou até uma porta de madeira rústica e me mostrou o espaço dos funcionários. O local era bastante espaçoso e estava visível a influência da Mira na decoração, quase todos os locais eram decorados com flores e a cor vermelha estava sempre presente.
—Esse é seu uniforme, ele é obrigatório para todos. –Me entregou um pacote. –Mas podemos escolher os modelos. Natsu me ajudou a escolher o seu, espero que goste tanto quanto eu.
Fiquei pálida. Natsu? Como é? Tentei me lembrar de todas as coisas que sabia sobre o rosado. Não, não podia ser ele.
—Natsu?
—Nosso colega de trabalho, oras. –Sorriu. -Mira disse que você o conhecia da escola.
Okay, cadê as câmeras? Podem parar de fazer pegadinhas comigo!
[Natsu Dragneel On]
—Poxa Lis, se recomponha! –Puxei levemente seus cabelos prateados para lhe chamar atenção. –Não fica pra baixo desse jeito, seja homem.
—Não estou pra baixo, só estou cansada.–Aham. Sou o melhor amigo dela, sempre sei quando ela está pra baixo e até parece que eu iria cair nesse papinho de cansaço. –Pare com esse papo de seja homem, já basta o Elf falando essas merdas.
—Mentir para seu melhor amigo é feio, sabia? –Puxei seus braços e lhe dei uma mordida na bochecha. –Cadê sua animação, Lis? -Estava pronto para lje fazer cócegas -Quer ver umas playboys? – Ela riu baixinho.
—Mané! –Me deu um cascudo na cabeça. –Chama a Wen, vamos juntos pro trabalho.
Estávamos na minha casa, Lis havia almoçado lá e depois nós íamos juntos até o Orangine. Hoje era o dia em que a albina ajudava a Mira fazendo alguns extras. Era normal a albina almoçar lá em casa, mas ela estava realmente estranha hoje.
Tentei fazer ela me contar sobre o papo com a loirinha, mas a albina realmente não queria falar nada. Estava começando a ficar frustrado e raivoso por causa disso.
—WENDY! –Gritei. A albina jogou uma meia na minha cara e resmungou para que fizesse menos barulho.
Em poucos minutos, Wendy apareceu com uma careta.
—Está vendo isso? –Apontou para seus ouvidos. –Eles estão ótimos! Não sou surda! –Bufou.
Lisanna caiu na gargalhada.
—Vou te dar umas chineladas, pirralha.
—To pagando pra ver! –Desde quando Wendy me desafiava desse jeito?
—Calminha aí. –Lis alevantou-se da cama e andou até a azulada. –Vamos parar de briga e nos arrumar para sair.
—Okay, Lis-nee! –Wendy correu para fora do quarto.
Lis-nee? Não basta querer me trocar pela Kinana, a pirralha quer me trocar pela Lisanna também. Wendy não sabe aproveitar as coisas maravilhosas que a vida lhe deu. Quem não gostaria de ser irmã do incrível-divertido-lindão Natsu Dragneel?
—Pare de sonhar, bobão. –Lis pisou no meu pé. –Estamos prontas, vem logo! –Agarrou minha mão.
—Sinceramente,Natsu-nii... -Nos viramos para Wendy que parecia indignada com algo. -Por que não larga aquela loira e fica com a Lis?
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