Precisa ser você!
11 Capítulo 11
Notas iniciais

Capítulo 11
Eai, Lucy?
Eram nove horas da manhã, o dia estava chuvoso e havia um período vago de história em que sempre ficávamos fazendo nada. Eu e Gray havíamos criado travesseiros de casacos e estávamos ouvindo algumas músicas quando Natsu e Jenny entraram de mãos dadas na sala.
Havia se passado algum tempo desde que ficamos amigos e começamos a conviver, nesse meio tempo Natsu e Jenny haviam finalmente assumido seu namorinho. Sempre que eu os olhava me lembrava daquela foto que haviam deixado em meu armário, e eu tinha certeza que Jenny era responsável por ter deixado aquela foto dela e do rosado na cama. Era difícil ver os dois juntos, mas mesmo com uma pontada de ciúmes e decepção eu estava lidando bem com a situação, as vezes até conseguia fingir que não me importava.
Lisanna e eu estávamos cada vez mais próximas e ela acabou se tornando uma de minhas melhores amigas. As coisas pareciam finalmente estar tomando jeito e isso já me deixava feliz. Faltava pouco para o colégio terminar e logo iria para faculdade e esqueceria de vez minha paixonite pelo rosado. Era isso que eu esperava, pelo menos.
—É bom ver você lidando bem com isso. -Eu não sabia o porque de Gray ter puxado aquele assunto, mas me sentia bem falando com ele. -Deve ser complicado, sabe.
Ah, esqueci de falar que Juvia também estava de namoradinho novo. Depois de ver Gray ficando com uma novata, a azulada chorou rios e finalmente resolveu dar uma chance para Lyon, um garoto da outra turma que era apaixonadinho por ela. Mesmo sabendo que ela continuava amando o moreno, sabia que seria melhor para ela seguir em frente.
—Você nunca imaginou né? Que ela iria desistir. -Gray parecia sem jeito de falar sobre aquilo.
—Confesso que sinto falta, sabe? Da atenção dela. -Desliguei a música para pode-lo ouvir melhor. -Mas se ela estiver mais feliz com aquele cara eu apoio. Não sou um monstro, Lucy. Só não to pronto pra relacionamento ainda.
—Entendo. Você não abre mão dessa vida de galinha né? -Rimos. Lhe dei um soquinho no braço só parar quebrar o clima. -Parece que os únicos que conseguem ter uma vida amorosa estável são Jellal e a Erza.
—Eu não consigo ser um cara romântico, não consigo mesmo. A Juvia é incrível pra caralho e o único motivo de eu não ter ficado com ela foi esse. Eu sabia que ela iria criar expectativas sobre um namoro e eu não iria conseguir seguir em frente com isso.
—Isso foi bem homem da sua parte. -Sorri para ele. -A Levy e o Gajeel também estão em algo mais sério né? Realmente, parece que somos os únicos que não conseguimos ninguém.
—Lucy, tem uma fila de caras querendo uma chance contigo, você só precisa largar aquele rosado de mão. E não adianta dizer que já esqueceu aquele babaca porque eu sei que não, sou teu melhor amigo e sei que é complicado ver ele se agarrando com a Jenny todos os dias.
—Tem razão, mas ele é meu amigo agora. E já me conformei que seremos só amigos.
—Só espero que ele não roube meu cargo de melhor amigo. -Bufou. Lhe dei um beijo na bochecha. Gray era um amor quando queria.
Voltamos á ouvir música e logo o período já havia acabado. Quando fomos liberados esperei Lisanna para irmos até o Orangine juntas. A albina acabou se atrasando e tivemos que ir correndo até o restaurante; E nessas horas eu lamento por ser tão desastrada, pois no meio da correria acabei caindo na calçada e ralei meu joelho.
—Kinana! -A albina gritou assim que entramos no Orangine. -Tem algum curativo por aqui? — Mas só o rosado estava no local. -Natsu?
—Ah, eai. -O rosado sorriu para nós. -Kinana não pode vir hoje, estava esperando vocês chegarem. — Natsu olhou para meus joelhos. -Estão piores que os da Wendy. -Fiquei rubra. Ele estava me comparando com uma criança!
—Seu idiota! Eu não tenho culpa se as calçadas dessa cidade são cheias de buracos. -Lhe mostrei a língua. -Vou procurar um curativo e já volto para atender as mesas.
—Esta bem, Natsu vá trabalhar e deixe que eu cuido do caixa. -A albina nos expulsou do salão principal.
—Vem comigo, tenho curativos na mochila. -Natsu me puxou pela manga do casaco.
—Se você leva curativos na mochila então não sou a única destrambelhada por aqui. -Ele revirou os olhos e abriu um sorriso. Credo, não era possível um cara ser tão bonito assim.
—Eu levo por causa da Wendy, ela tá sempre se machucando. -Que fofo! Ok. Pare Lucy.
Já estávamos no vestiário dos funcionários, me sentei em um banquinho e esperei o rosado pegar os curativos. Quando voltou, Natsu trazia alguns curativos com desenhos de coelhinho e um spray de algum remédio.
—Fala sério, vou parecer uma criança com isso! -O rosado se abaixou na altura do machucado. -E-ei! Não precisa fazer isso, e- eu p-
—Eu sempre faço isso com a Wen e a Lis, não tem problemas.
Por Kami, acho que vou morrer de vergonha.
Naquele momento me senti em mais uma cena planejada de algum dorama. Fiquei com as bochechas vermelhas e meio boba por vê-lo fazer aquilo. Quando em minha vida iria imaginar aquela cena?
Quando terminou ele sorriu e fizemos soquinhos com as mãos. Agradeci e ele foi para cozinhar ver algumas coisas. Me alevantei do banquinho meio boba.
Suspirei.
—Eu nunca vou deixar de te amar, não é mesmo?
...
O dia havia passado voando e passei praticamente o dia todo correndo para atender todos os clientes do Orangine. Kinana realmente fazia falta. Depois que fechamos, eu e Lisanna fizemos uma rápida faxina e corremos para ir pra casa.
Estava me despedindo das albinas gêmeas quando Natsu apareceu.
—É cedo né? -Eu e Lisanna trocamos olhares confusos. Que péssima maneira de puxar assunto. -Tá. -Revirou os olhos. -Irei direto ao ponto. Quero sair, dar uma volta pela cidade e to convidando vocês para aproveitarem da minha ótima companhia.
—Deixe de ser convencido, Natsu! -Lhe falei.
—Por que não vai com a Jenny? -Lisanna foi direto ao ponto. Eu também queria saber o motivo. Que graça tem namorar e não sair como um casal?
—Porque quero me divertir e a Jenny não gosta de lugares lotados. Daí pensei em convidar minhas duas amigas, que tal?
—Ah, entendi. -A albina se virou para mim. -Vamos Lucy? Eu, Natsu e você em uma noite de diversão pela cidade?
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