Notas iniciais
Cheguei mais cedo por que estou muito feliz! yay PSV ganhou sua primeira recomendação! Obrigada MiihChan ♥

Capítulo 4 –

Hoje não é o meu dia.

Alguém me explica, pelo amor de deus, o que acabou de acontecer? Ele havia me desejado bom dia! Ele havia me chamado de Luce! Alguém me abana. Acho que vou desmaiar! Sorri feito uma idiota. Por um breve momento havia me esquecido do maldito fora.

—Lu-chan? –Levy balançava os braços freneticamente, tentando me tirar daqueles pensamentos. Foi quando uma coisa estralou em minha cabeça. MEU DEUS!

—Levy! Será que ele notou meu cabelo horrível? Será que ele notou que eu cortei o cabelo? Será que ele acha que eu sou uma maluca? Será que ele gosta de meninas com cabelo curto? –Comecei a perguntar várias coisas que eu nunca saberia a resposta. Quem eu estava querendo enganar? Natsu não gostava de loiras e devia me achar uma stalker maluca.

—Você disse que ele era passado. Mentirosa!–Levy tinha uma expressão de raiva em seu rosto angelical. Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, senti que estava sendo esmagada.

—LUCY! –A ruiva estava fazendo um escândalo. Comecei a me debater feito um peixe fora da água. Alguém me ajuda! Os peitos da Erza estão me sufocando!

—E-er-z-za!

Senti a ruiva afrouxar o abraço até me soltar completamente. Fiz uma cena dramática de quem estava se salvando na morte. Respirei fundo e fingi um desmaio.

—Sua besta, eu sei que você está fingindo! –Erza me deu um tabefe. Okay, hoje é dia de espancar a Lucy? Que revoltante!

—Você quase esmagou meus pulmões! –Eu queria revirar o tabefe que ela tinha me dado, mas não estava com vontade de ser espancada logo pela manhã.

—Lucy, seus cabelos! –Erza passou a mão por meus fios dourados e me lançou um olhar revoltado. –Isso é falta de surra!

Reclamei. Reclamei muito enquanto ouvia Levy e Erza fazendo um complô contra a minha pessoa. Quase dei um mortal quando sinal bateu anunciando que nós deveríamos ir para sala. Não esperei as duas queridinhas terminarem de programar um jeito de me dar uma lição de moral. Arrumei minha bolsa e adentrei os amplos corredores, havia poucas pessoas nos mesmos, mas todas me cumprimentaram. Sorri timidamente para todo mundo e fui até meu armário. Tirei alguns objetos da bolsa e peguei meus livros.

Acho que a melhor coisa que eu posso fazer agora e fingir que nunca havia me declarado. Voltar a espiar os treinos dos garotos e tentar me infiltrar do vestiário dos garotos para ver o Natsu de toalha.

Estava pronta para ir para sala quando vi um papel caindo de um dos livros. Me abaixei e peguei o mesmo. Assim que o peguei, descobri que era uma foto. Meu coração falhou uma batida assim que passei meus olhos pela fotografia. Senti minha visão ficar embaçada por culpa das lágrimas. Solucei e enfiei todos os livros dentro no armário. Corri até o banheiro mais próximo e me tranquei dentro de uma das cabines. Eu sempre achei que sabia tudo sobre o rosado. Mas naquele dia, descobri. Não sabia absolutamente nada sobre Natsu Dragneel.

Meu dia só piorou quando o diretor Makarov me chamou até sua sala. Ele disse que eu estava quase perdendo minha bolsa por culpa das faltas. Implorei para o mesmo me dar uma segunda chance, prometi que não iria mais faltar nenhuma aula.

“Se esforce pirralha, você tem um futuro pela frente! Esqueça seus problemas e vá estudar!” Essas foram as palavras que o pequeno velhinho de barba branca falou para mim.

Havia me encontrado com Levy no final da terceira aula. A azulada estava pronta para me matar, mas viu minha situação (vamos combinar, não era das melhores) e se acalmou. Expliquei tudo que havia acontecido e voltei a chorar feito um bebê. Nunca em toda a minha vida, havia imaginado que iria chorar por um garoto.

—Você sabe quem colocou a foto no seu armário? –Perguntou. Respirei fundo para não lhe dar uma resposta grossa. Eu sabia que a azulada só queria me ajudar.

—Não. -Passei as mãos molhadas pelo rosto. – Eu fiquei três períodos pensando dentro desse banheiro. Ouvi umas garotas reclamando da vida, vi umas garotas colocando papel higiênico no sutiã e vi a senhora da limpeza dançado enquanto limpava o chão. Isso tudo me ajudou a pensar...

—Nossa Lu-cha, bastante inspirador ver a senhora da limpeza dançado! –Levy falou irônica. Fechei a cara. Me controlei para não dar um solo na cara dela. Baixinha irritante, não consegue parar de graça nem quando quero falar uma coisa importante.

—Não me interrompa! –Rosnei – Enquanto eu aproveitava a dança da senhora da limpeza, aprendi uns passos bem legais de dança e tomei uma decisão!

Sorri destemida e comecei a contar tudo para Levy-chan. Naquele momento ela era a única que podia me ajudar. Não sei se era impressão minha, mas ela estava com uma careta estranha, parecia que queria encher a minha cara de socos.

Depois de ficar praticamente a aula inteira dentro do banheiro, dei graças a deus quando escutei o sinal bater. Sai de fininho do corredor e comecei a correr feito uma louca até a saída. Não dei tchau para ninguém, apenas corri até o ponto de ônibus e esperei o mesmo chegar.

Quando o ônibus finalmente chegou, me sentei no único lugar vazio. Ajeitei-me no banco desconfortável e apoiei minha cabeça no vidro gélido. Pensei em tirar um cochilo, mas fui impedida por uma voz masculina. Fitei o garoto de cabelos dourados que tinha um enorme bico nos lábios.

[Levy McGarden — On]

Sinceramente, às vezes eu tenho uma baita vontade de bater com a cabeça da Lu-chan nos sanitários. Nunca entendi essa história de estar apaixonada. Acho que meu coração nunca bateu forte quando viu alguém. Okay, isso é mentira. Eu vou confessar que aquele metaleiro irritante tem seu charme e que meu pobre coração bateu rapidamente quando vi seu sorriso malvado. Mas é muito clichê a garotinha certinha se apaixonar pelo bad boy.

Meu caso é diferente: Gajeel me irrita muito e nós já ficamos antes em algumas festas –e ainda ficamos escondidos-. Diferente da Lu-chan que nunca trocou nenhuma palavra com o garoto de estranhos cabelos rosáceos para estar tão apaixonada por ele. Aquela loira retardada é completamente louca por aquele garoto, ela sabe tudo sobre ele. Desde a sua cor favorita até o número de cuecas que ele tem dentro da gaveta. Isso me irrita profundamente. Poxa! Vamos combinar, a Lucy é muito bonita e quase todos os garotos babam quando ela passa. Mas a maldita teve que se apaixonar logo pelo garoto que nunca mostrou ter nenhum interesse por ela. Que vontade de estapear aquela menina!

—Levy-chan, tudo bem? –Fui tirada de meus pensamentos por Juvia. A azulada me fitava curiosa.

Essa é outra maníaca! Juvia também é linda, mas teve que se apaixonar logo pelo canalha do Gray. Poxa. Até o Lyon dá mole pra ela! E pasmem, que o Lyon é um dos caras mais cobiçados do colégio. É coisa demais pra minha cabeça! Eu ainda acho que as duas, Lucy e Juvia, são duas masoquistas.

—Nada não! –Ri nervosa. – Achou livro? –Fitei a enorme estante que estava repleta de livros dos mais variados gêneros. Meu sonho é ter uma biblioteca enorme em casa, mas é um sonho quase inalcançável, pois tenho pouca renda bancária para isso. Minha paixão por livros é tão grande que eu já li quase todos os livros daquela biblioteca.

—Juvia achou! –Sorriu. Juro que nunca vou entender essa mania estranha que a azulada tem de falar em terceira pessoa em alguns momentos. É mais um dos mistérios da Loxar. – Obrigada por ajudar a Juvia!

—Por nada! –Sorri – Pode avisar o Gray que eu não vou almoçar com a galera hoje? Tenho uns livros novos para registrar aqui. — Juvia calou-se. Suas bochechas adquiriram um tom rosáceo. Ótimo! Juvia vai ter um ataque!

—Claro! Juvia avisa o Gray-sama e o Gray-sama dá um beijo de agradecimento no Juvia e... –Parei de escutar e bufei. Ela devia estar imaginando seu casamento com Gray, os trinta filhos e etc.

Andei até a pilha de livros que estavam no canto esquerdo da ampla biblioteca e deixei a azulada sonhando. Eu queria dar uma de cupido e ajudar ela com o Gray, mas estava cheia de coisas para fazer como bibliotecária e também tinha os trabalhos que os professores mandavam fazer. Acho que a Juvia pode ficar mais algumas semanas sonhando.

Suspirei e peguei um dos livros na mão. Sorri ao notar que já havia lido aquele. Era um belo romance. Abri uma pasta do computador e comecei meu trabalho.

...

Já estava anoitecendo quando eu terminei de cadastrar todos os livros. Me alonguei e dei uma mordida na barrinha de cereal que estava em minhas mãos. Todos já haviam ido embora, só os funcionários que estavam limpando a escola continuaram lá. Agarrei minha mochila e botei um casaco. Ajeitei meus cabelos -que estavam piores que uma juba de leão- e sai da biblioteca. Tranquei porta e guardei chave dentro da mochila.

O vento frio fez meus pelos se arrepiarem. Tremi de frio e comecei a andar rapidamente em direção ao meu humilde apartamento. Havia algumas pessoas na rua, mas eu não estava prestando atenção nelas. Estava prestando atenção em uma pessoa que estava me seguindo. Parei e me virei. Revirei os olhos com a tentativa ridícula do rapaz de disfarçar seu olhar sobre mim.

Gajeel. -Rosnei.

Notas finais
Até o próximo! ♥ Capítulo editado.