Preciosa.
1 Preciosa.
XXXIV-Preciosa
Nota: Esta carta foi dada como música, em junho de 2010.
Preciosa, Preciosa,
Podeis me ouvir?
Esta voz é um sussurro.
Dou a ti esta canção,
e a saudade retorna
para meu coração.
Olhe bem
Como o tempo é um grande erro!
Nos faz esquecer tão facilmente.
E nas memórias do passado
a gente sente,
uma lembrança vaga do que já se foi.
Sua mente brilhante,
Seus dedos a pendurarem quadros,
Seus aplausos berrantes
Para meu sarau desajeitado,
O dia que me ouviu tocar.
Suas palavras,
Sua foz, seu rosto e sua voz,
Posso me lembrar,
Preciosa, és algo mais?
Podeis ouvir-me cantar agora?
Você somente não se importava
Se eu estava perdendo o tempo todo,
Todavia magoava.
Podeis ouvir-me cantar agora?
Somente me disse: corra pra floresta,
Enquanto a primavera aflora!
Preciosa, Preciosa,
Penso estar morrendo.
Sinto minha fé se exaltando!
Estar sonhando em reinos belos
Ou viver pra sempre,
A mim não mais pertence.
Oh, veja então,
Lhe disse minha condição?
Sei que por algo ela vem.
Esquecer pontos da vida, sim, me convém,
Soa tão pretensiosa!
Podeis ouvir-me cantar agora?
A vida só começou e a coragem branda
Não revigora.
Podeis ouvir-me cantar agora?
A alma de condenados me aflige desde outrora!
Esta voz, um mero sussurro,
Clama por ti, Preciosa,
Mas a noite pode vir
Com frio e desespero,
Não serei tão medrosa.
Minha voz, mero sussurro,
Chora de saudade.
Pois a noite virá
Com frio e desespero
Secando vossa rosa,
Minha avó tão Preciosa.
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