Olá, eu não uso mais esse site. Essa história vai ser continuada nesse link archiveofourown.org/works/15581898

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Magia realmente fez com que as preparações ficassem mais fáceis, mas cozinhar para a quantidade de pessoas que Snow White tinha convidado para celebrar o natal ainda era um desafio. E ainda tinha o fato que às vezes uma pequena tontura iria atormentá-la, e ela sentiu sua mágica se drenar mais rápido em cada um desses episódios, mais do que estava acostumada – mas mágica realmente funcionava diferente nesse reino.

Foi Emma, que mais uma vez, a surpreendeu. A loira não era nenhuma ajuda, nenhuma mesmo na questão de cozinhar, mas ela se provou muito eficiente em outras maneiras. Ela conseguiu convencer Henry de descansar antes da festa começar, encontrou uma maneira, de forma discreta e sem atrapalhar, de limpar todos os utensílios que estavam sendo usados e quando alguém precisava de um ingrediente, ele quase que por mágica, aparecia na mesa momentos depois. E quando Regina sentiu uma tontura depois de fazer um feitiço para alongar a mesa de jantar, um feitiço que se fosse na floresta encantada ela não teria que nem mover as mãos, a loira tinha simplesmente segurado seu braço, da mesma maneira que o fez enquanto as duas estavam tentando abrir um portal com o chapéu do Jefferson, magia e algo mais forte que ela não se atrevera a nomear passou por seu corpo. Até mesmo agora, muito depois que Emma a havia tocado, ela ainda podia senti-la, o que fazia com que ela, se fosse honesta, quisesse abraçar a loira e nunca mais a deixar ir embora.

Ela era tão patética.

Ela se pegou encarando, em ocasiões (se olhar de minutos em minutos poderia contar como “ocasiões’’), um sentimento de estranheza com a timidez e o silêncio de Emma, que geralmente não tinha esse comportamento, até que os fatos a atingiram como um tapa.

Ela pediu licenças para checar como Henry estava, quando suas mãos trêmulas quase a fizeram cortar um dedo ao invés de vegetais, e ela sentiu um nó na garganta enquanto subia apressada pelas escadas, apertando suas mãos tão fortemente que seus dedos estavam brancos. Nos últimos meses muita coisa tinha mudado e só agora Regina percebera o quanto amava os momentos em que Emma tinha se deixado entrar em sua sala como se fosse sua casa, se jogado no sofá e bagunçado o cabelo de seu filho. Não importava o quanto ela tinha protestado, ela percebeu que Emma estava agindo como se realmente estivesse em casa. Como se ela pertencesse àquele lugar. E apenas agora ela percebeu, ela viu, ela entendeu que isso não era algo que Emma Swan fazia. Nunca.

Ela via tão claramente agora, como deve ter sido para uma menina no sistema de adoção, permanecendo sempre invisível, nunca sentindo que ela merecia fazer parte de uma família e se sentindo apenas grata por ser tolerada. O nó em sua garganta aumentou e suas lágrimas ameaçaram a cair enquanto lembrava das palavras de Emma com relação ao comportamento de DR. Whale, pequenas palavras que a mulher havia dito mais cedo finalmente fazendo sentido, sobre ser a salvadora, sobre sentir que não merece nada... Ela estava claramente tentando agora, fazer parte da celebração em um jeito tão quieto que Regina teve de piscar para acreditar.

Quando chegou na porta do quarto de Henry ela já sabia que, mesmo que uma grande parte de tudo que viveram juntas tenha sido uma mentira, ela queria de volta o sentimento de saber que Emma considerava a mansão como casa. A vontade de ter esses momentos era tão forte que a sufocava e ela até tentou procurar um jeito de negar o que estava sentindo mas não viu saída. Não importava que se, por enquanto, ela era a que estava sendo apenas tolerada, Henry não era e os dois claramente eram muito felizes juntos. Seu objetivo sempre fora a felicidade de Henry. E agora que ela tinha visto Emma lutar tão fortemente para permanecer invisível durante o natal, ela pensou que talvez quisesse lutar pela felicidade da loira também.

Sim, as suas palavras a haviam machucado. Mas assim como a loira tinha respondido fortemente para o episódio com o álcool por causa de seu passado, Regina se deixou perguntar o quão do seu passado tinha interferido com sua própria reação. É claro que seus sentimentos pela mãe biológica de seu filho faziam com que as palavras fossem mais duras do que seriam de qualquer outra pessoa. Mas não deveria, não podia, saber sobre isso.

Ela pensou nas interações, as pequenas coisas que ela não se atrevera a sonhar tinham realmente mudado, era só olhar para o jeito que Emma se comporta, então alguma parte disso tudo deve ter sido verdade. E talvez, apenas talvez, ela poderia, quem sabe um dia fazer parte da felicidade da salvadora. Talvez agora ela devesse começar sendo uma amiga, uma pessoa que a entende, um lugar que ela possa correr quando precisar.

Era um pensamento que a deixava aterrorizada, mas o olhar vazio nos olhos da Xerife assombravam seus sonhos. Então quando ela se aproximou de Henry, o acordando gentilmente no exato momento em que ouviu alguns convidados chegarem e viu seu pequeno rosto sorrir em sua direção, ela sorriu de volta e tomou uma decisão.

O deixando sozinho para ir se vestir, ela se encontrou a caminho de seu escritório dentro de casa e destrancou a gaveta de cima, tirando dali uma caixa marrom que estava escondida. E quando ela ficou ali, a encarando, ela sabia que tinha tomado a decisão certa.

Já tinha passado do tempo dela deixar o passado no passado. Afinal, todas as coisas que ela tinha tentando segurar por tanto tempo e tão fortemente só resultaram em escuridão e tristeza.

Era hora dela tentar a sorte, não segurando, mas deixando ir.

A emoção, tão estranha, correu por suas veias e ela não poderia parar nem se ela tentasse. Era forte, encontrando o caminho por seus pulmões e os pequenos pedaços de seu coração, como uma corrente de luz, reparando o órgão danificado.

Doía e uma pequena voz, quase muda, sussurrava coisas ruins em sua mente mas mesmo assim ela não poderia parar.

Um sorriso se abriu em seu rosto e ela balançou a cabeça, sua mão apoiando seu peito onde ela sentia tal emoção a preenchendo.

Era realmente uma coisa muito

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.