Prazer, Meu Nome É Robert.
9 Siga-me.
Notas iniciais
Anne imaginou que estaria apavorada em meio aquela escuridão e neblina, mais não. Sentia-se calma, sentia-se bem. Bom, talvez não ‘’bem’’, mais certamente melhor do que junto com Robert. Nada nele a agradava.
Caminhou um pouco até algumas árvores e virou-se em direção a casa. Estava de frente as janelas, e não queria ser vigiada. Virou-se e continuou caminhando. A neblina estava impedindo que enxergasse qualquer coisa em sua frente, via apesar o contorno da paisagem, que era o que a impedia de trombar ou cair.
Aproximou-se de uma arvore, ou do que parecia ser uma arvore.
Mas ao chegar mais perto que pôde notar.
Não era uma arvore.
Era uma pessoa.
Ou parecia uma.
Lembrou-se então daquela pessoa encapuzada que vinha a seguindo há dias, e então seu corpo inteiro estremeceu. O medo a tomou, mais não podia recuar, estava muito escuro e a neblina não colaborava em nada.
Não enxergava bem, porém sabia que estava sendo olhada.
Engoliu o medo e tentou encontrar lá no fundo de si um pouco de coragem.
- Você... – falou em um sussurro. – quem é você?
Mas apenas era encarada. O ser, ou o que fosse não respondia, apenas a olhava.
— Você tem que parar de me seguir. – pediu ainda falando baixo. – O que você quer comigo?
Anne se perguntava por que só o via a noite, mesmo quando no fundo ela sabia que era observada 24 horas por dia.
A garota viu o ser se virar, e na mesma hora, sentiu que devia ir atrás.
Caminhou tentando manter o máximo de distancia que podia. Primeiro porque estava com medo, não sabia quem era aquilo ou aquela pessoa, e segundo porque da ultima vez que se aproximara o suficiente para tocar o ser, ele simplesmente sumiu na neblina.
A neblina continuava forte, que por alguns segundos fazia Anne pensar que havia perdido o ser. Mais então parecia que o ser parava, para que a garota o acompanhasse, mas, sem dizer nada.
Continuaram assim por alguns minutos, até que o ser parou. Apenas parou, e não falou nem fez nada. Quando a garota pensou em falar alguma coisa, o ser voltou a andar. Anne foi atrás, apesar do frio que fazia, apesar de seus dentes baterem um contra o outro pelo frio, apesar do medo que sentia, ela seguiu, logo atrás do ser.
Começou então um caminho estreito, onde Anne quase que tinha que escolher entre olhar para o chão e impedir que caísse ou virasse o pé no chão esburacado e íngreme ou seguir o ser. Mas o ser sempre parava para certificar de que Anne o seguia logo atrás.
A garota sabia que poderia estar caminhando para sua própria morte, mas mesmo assim continuava o seguindo.
Mas de repente o ser parou, e Anne logo atrás.
E ali ele ficou por um tempo.
Sem entender, Anne deu um passo a frente decidida a tirar alguma satisfação.
— Mais o que...
Mais era tarde demais. O ser já tinha sumido e a neblina agora ocupava o lugar onde ela estava.
Anne olhou sem entender. Pensou se teria algo ali e se aproximou.
Aproximou-se o bastante para notar o que havia em sua frente.
Era uma árvore, uma árvore diferente daquelas que ficavam em frente à casa. Era uma arvore alta pelo que podia enxergar, era larga e tinha suas raízes arrastadas pelo chão, e depois entravam pela terra.
Mas ainda assim, era só uma arvore. E mais uma vez, Anne não entendia o que estava acontecendo. Por que foi trazida ali? Por que foi deixada ali?
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