Notas iniciais
Poxa gente, to meio chateada, postei dois capitulos e n houve um unico review. comentem gente, mesmo q seja pra sugerir algo ou falar de alguma coisa que não ficou tão bom... Se ler, comente por favor = Eu ia postar esse capitulo mais pro fim da semana, mais como já está pronto á 2 dias resolvi postar. Boa leitura :)

Alguém chamava-a. Anne abriu lentamente os olhos, vendo Luck parado a sua frente com um olhar preocupado.

- Lu... Luck? – disse ainda sonolenta.

Luck estava agachado ao lado do banco em que a garota encontrava-se, com seu braço pousado em sua cintura e seu olhar preocupado pairado em Anne.

- O que aconteceu Anne? Por que tá aqui á essa hora? – perguntou com o olhar preocupado.

Anne sentou-se no banco e percebeu que estava tremendo. Fazia frio, devia estar de madrugada já.

- É... uma longa história. – respondeu ainda sentindo-se zonza.

Ele olhou para o joelho de Anne, e espantou-se.

- Anne, seu joelho... – ele disse preocupado.

- Eu sei, eu sei. Eu, hum, caí. – respondeu.

Não sentia mais dor, porém tinha medo de infeccionar.

- Vem Anne, vamos pra minha casa. – disse levantando-se.

- Não, eu não posso... Quer dizer, e seus pais? – perguntou.

- Eu sou emancipado. Não moro com eles. – respondeu. – Vem.

Ele estendeu a mão para Anne, que imediatamente pegou a mão dele.

Luck puxou-a para si e aconchegou-a em seu peito.

Ele estava quente, e Anne morrendo de frio. Passou a mão pelo tórax dele abraçando-o na tentativa de se aquecer. Estava morrendo de frio, seu corpo gelado tremia contra o peito quente de Luck.

- Que horas são? – Anne perguntou.

- Bem tarde. – ele riu. – Já passou de meia noite.

Luck parou em frente à casa que tinha mostrado á Anne e com a chave já em mãos abriu-a.

Logo na entrada quase todos os cômodos já podiam ser vistos. A casa era pequena. A cozinha e a sala ficavam no mesmo cômodo, que não era tão grande. Uma bancada fazia a divisão de ambos.

Luck levou-a até o sofá e indicou para que se sentasse.

- Então – ele começou a falar enquanto ia até a cozinha. – Por que estava aqui á essa hora?

Percebendo que Anne não iria contar complementou:

- Não se preocupe, tenho todo o tempo do mundo. – ele sorriu.

Vendo que ele não desistiria, ela respirou e tentou escolher as palavras certas e resumir toda a história.

- Eu briguei com... – ‘’pai não’’. – o Robert. Eu queria sair, e ele não queria deixar, discuti com ele e ele disse que se eu saísse não devia voltar hoje... Ou ‘’ontem’’ sei lá. Aqui foi o único lugar que me veio, pensei que iria te encontrar, mais tava tudo apagado e silencioso, então fiquei no banco.

Luck analisou-a, talvez tentando entender a história sem ter que fazer outras perguntas.

- Robert é? – perguntou querendo saber quem era.

- DIZEM – ela enfatizou a palavra. – Que é meu pai.

- Dizem? – repetiu sem entender.

- É... mais é estranho... – Anne respondeu.

Percebendo que Luck ia perguntar outras coisas, Anne levantou-se e disse:

- Por favor, não quero responder mais nada. – falou. – por favor.

Ele sorriu dizendo:

- Como você quiser. – disse aproximando-se. – Sem mais perguntas por hoje.

Ela sabia que as perguntas voltariam, mais se voltassem que pelo menos ela estivesse descansada e mais disposta a responder, coisa que ela não tinha naquele momento.

- Você não estava em casa, estava? – agora era Anne que tinha perguntas a fazer.

- Não... – respondeu. – Mais lembra, sem perguntas por hoje. – ele sorriu abraçando Anne.

Ambos jogaram-se no sofá. Luck passou a mão pelos cabelos de Anne, olhando-a entre sorrisos. Beijou-a na bochecha e de repente começou a rir.

- Está rindo do que? – perguntou Anne contagiando-se.

- Sua barriga... Está roncando. – ele ria. – Está com fome não?! – perguntou trazendo-a mais perto de seu rosto.

- Sim. Muito na verdade. Não almocei hoje. – respondeu sorrindo.

Luck continuava a sorrir. Deu um beijo na testa de Anne e se levantou.

- Vou pegar alguma coisa pra você. – disse indo novamente para a cozinha.

Anne passou os olhos por toda a sala. Era simples mais organizada. Até que seus olhos estacionaram em um porta-retrato.

Havia um garotinho, que provavelmente era Luck, e do seu lado um homem e uma mulher, provavelmente seus pais.

Aproveitando que Luck estava concentrado em preparar algo no fogão Anne aproximou-se e pegou o retrato.

Nele apenas um numero marcado.

Um ano.

A três anos atrás.

Anne então entendeu. Era obvio que a foto não fora tirada a três anos atrás, já que na foto o garotinho era apenas uma criança...

- Luck? – chamou-o.

- Sim?!

Anne não sabia como perguntar.

- Seus pais... hum... quer dizer. Eles... – ela enrolava-se nas próprias palavras. – faleceram? – cuspiu a palavra.

Luck olhou-a e Anne viu a tristeza percorrer o seu rosto fazendo a garota arrepender-se de ter perguntado.

- Sim Anne...

- Desculpe... – pediu. – não era a intenção te deixar mal... Eu só...

- Fica tranquila. – ele sorriu. – Eles eram pessoas maravilhosas, sempre presentes, e com certeza iriam adorar você.

Anne sorriu sem graça.

- Pronto! – disse animado.

Luck foi novamente até o sofá com Anne, desta vez com um prato na mão.

- Espero que goste. Panquecas. É o que eu faço de melhor. – riu entregando o prato á Anne.

- E você? Não vai comer? – perguntou.

- Já jantei, estou sem fome. – disse respondendo-a.

Anne não conseguiu se segurar, avançou no prato como um animal em sua presa. Não demorou muito para que tivesse devorado toda a panqueca.

Ele olhou-a sorrindo.

- E então, estou aprovado? – perguntou entre risos.

- Aprovadíssimo. – ela riu.

Luck pegou o prato das mãos de Anne e levou de volta á cozinha, deixando na pia.

Voltou até o sofá e sentou-se ao lado dela abraçando-a.

Luck passou a beijar seu pescoço, subindo até a bochecha, demorando-se em cada pequeno espaço.

Anne precisava dele, precisava de seu beijo.

Luck olhou-a divertindo-se com a ansiedade dela e voltando a beijar seu pescoço.

Subiu novamente, agora pelo queixo de Anne, até finalmente seus lábios se encontrarem.

Luck pressionava seus lábios contra o dela, dando leves mordiscadas.

O beijo de Luck era doce e ao mesmo tempo quente, era uma mistura de sensações. Fazia Anne desejar mais, como uma droga que a viciava muito rápido, fazendo-a necessitar de Luck, de seu beijo.

Anne apertava seus lábios contra os deles, sentindo sua boca doce ir de encontro com ela, retribuindo o carinho.

Ambos desejavam que aquele beijo durasse para sempre. Desejavam perder-se no calor um do outro.

Foi Luck que se afastou primeiro, fazendo Anne soltar uma nota de decepção, que Luck respondeu com um sorriso.

- Você precisa descansar. – disse passando a mão pelo rosto de Anne.

‘’Não, eu preciso de você’’ pensou.

- Sim... Acho que sim. – falou.

- Vem – ele levantou-se chamando-a. – vai ficar no meu quarto e eu durmo aqui.

- Não. De jeito nenhum. – falou. – eu fico aqui e você lá.

- Não discute comigo senhorita. – ele riu.

- Vou ficar aqui. – Anne bateu o pé no chão fingindo estar emburrada.

- Ei mocinha, na minha casa ninguém fica emburrada. – sorriu-a.

- Eu fico. – riu.

Luck agarrou-a pela cintura segurando-a em seu colo enquanto a enchia de cócegas, fazendo Anne revirar-se contra o seu peito de modo ofegante.

Ele rapidamente entrou no quarto, uma porta que estava em um pequeno corredor.

Jogou-a na cama e continuou enchendo-a de cócegas, fazendo ela rolar pela cama com as mãos na barriga.

- Pa... par... para. – ela ria descontroladamente.

Ele parou, porém continuou rindo enquanto ela se recompunha.

- Agora entendeu que vai ficar aqui né? – ele sorriu.

- Sim, mais ainda não concordo. – Anne sorriu de volta.

Ele riu enquanto levantava-se da cama e ia até o armário.

Logo voltou á cama com um cobertor felpudo na mão. Deixou ao lado de Anne e sentou-se na cama.

- Acho que você não vai querer dormir com essa roupa. – disse ele vendo a roupa suja de Anne.

Anne nem havia se dado conta de como estava imunda, parecia aquela garota...

Foi então que ela lembrou. Tudo o que havia acontecido naquele jardim voltou á sua mente. Anne engoliu em seco.

- Está tudo bem? – perguntou.

- Ah... Sim. – sorriu.

- Vem, vou te dar umas roupas minhas, vão ficar meio grandes mais acho que dá. – disse.

Anne levantou-se e seguiu-o até o armário. Viu Luck mexer em algumas peças de roupas.

Por fim entregou-a uma camisa comprida e uma bermuda.

- Pegue. Vou te dar uma toalha e você vai tomar um banho... – ele olhou para o joelho de Anne. – E não pense que eu esqueci do seu joelho senhorita, depois do banho vou fazer um curativo aí. – disse.

A garota já nem lembrava do machucado.

Anne pegou a toalha e a roupa que Luck a emprestou e foi para o banheiro.

Era pequeno, porém muito arrumado. Despiu-se rapidamente e deixou a roupa em um canto e foi para debaixo do chuveiro.

A água quente escorria até seu joelho, fazendo Anne contorcer-se enquanto seus olhos enchiam-se de lágrimas.

Rapidamente tomou seu banho e saiu.

Secou-se, se vestiu e olhou-se no espelho. Soltou uma risada na mesma hora. Estava engraçada com a roupa de Luck.

Quando saiu encontrou Luck encostado á parede. Parecia não tê-la visto, estava de olhos fechados. Mais foi só quando se aproximou que Anne viu. Uma lágrima escorria por seu rosto e, junto ao seu peito o retrato de seus pais.

Notas finais
Espero que tenham gostado.