Notas iniciais
Fiquei feliz lendo todos os reviews e acreditem isso me dá mais vontade ainda de escrever, por vocês que leem. Espero que gostem, boa leitura (=

Anne imaginou que estaria apavorada em meio aquela escuridão e neblina, mais não. Sentia-se calma, sentia-se bem. Bom, talvez não ‘’bem’’, mais certamente melhor do que junto com Robert. Nada nele a agradava.

Caminhou um pouco até algumas árvores e virou-se em direção a casa. Estava de frente as janelas, e não queria ser vigiada. Virou-se e continuou caminhando. A neblina estava impedindo que enxergasse qualquer coisa em sua frente, via apesar o contorno da paisagem, que era o que a impedia de trombar ou cair.

Aproximou-se de uma arvore, ou do que parecia ser uma arvore.

Mas ao chegar mais perto que pôde notar.

Não era uma arvore.

Era uma pessoa.

Ou parecia uma.

Lembrou-se então daquela pessoa encapuzada que vinha a seguindo há dias, e então seu corpo inteiro estremeceu. O medo a tomou, mais não podia recuar, estava muito escuro e a neblina não colaborava em nada.

Não enxergava bem, porém sabia que estava sendo olhada.

Engoliu o medo e tentou encontrar lá no fundo de si um pouco de coragem.

- Você... – falou em um sussurro. – quem é você?

Mas apenas era encarada. O ser, ou o que fosse não respondia, apenas a olhava.

— Você tem que parar de me seguir. – pediu ainda falando baixo. – O que você quer comigo?

Anne se perguntava por que só o via a noite, mesmo quando no fundo ela sabia que era observada 24 horas por dia.

A garota viu o ser se virar, e na mesma hora, sentiu que devia ir atrás.

Caminhou tentando manter o máximo de distancia que podia. Primeiro porque estava com medo, não sabia quem era aquilo ou aquela pessoa, e segundo porque da ultima vez que se aproximara o suficiente para tocar o ser, ele simplesmente sumiu na neblina.

A neblina continuava forte, que por alguns segundos fazia Anne pensar que havia perdido o ser. Mais então parecia que o ser parava, para que a garota o acompanhasse, mas, sem dizer nada.

Continuaram assim por alguns minutos, até que o ser parou. Apenas parou, e não falou nem fez nada. Quando a garota pensou em falar alguma coisa, o ser voltou a andar. Anne foi atrás, apesar do frio que fazia, apesar de seus dentes baterem um contra o outro pelo frio, apesar do medo que sentia, ela seguiu, logo atrás do ser.

Começou então um caminho estreito, onde Anne quase que tinha que escolher entre olhar para o chão e impedir que caísse ou virasse o pé no chão esburacado e íngreme ou seguir o ser. Mas o ser sempre parava para certificar de que Anne o seguia logo atrás.

A garota sabia que poderia estar caminhando para sua própria morte, mas mesmo assim continuava o seguindo.

Mas de repente o ser parou, e Anne logo atrás.

E ali ele ficou por um tempo.

Sem entender, Anne deu um passo a frente decidida a tirar alguma satisfação.

— Mais o que...

Mais era tarde demais. O ser já tinha sumido e a neblina agora ocupava o lugar onde ela estava.

Anne olhou sem entender. Pensou se teria algo ali e se aproximou.

Aproximou-se o bastante para notar o que havia em sua frente.

Era uma árvore, uma árvore diferente daquelas que ficavam em frente à casa. Era uma arvore alta pelo que podia enxergar, era larga e tinha suas raízes arrastadas pelo chão, e depois entravam pela terra.

Mas ainda assim, era só uma arvore. E mais uma vez, Anne não entendia o que estava acontecendo. Por que foi trazida ali? Por que foi deixada ali?

Notas finais
E então, gostaram?