Prazer Frederick Weasley II, mas me chame de Fred!
6 Coisas que eu odeio!
Notas iniciais
Eu adormeci profundamente no colo do meu ruivo, eu tive um sonho lindo, estávamos os quatro em uma floresta, era lindo nadávamos, corríamos e muitas cócegas, é legal saber que os meus amigos estão lá por mim.
– Ei vamos acordar, já são sete horas, temos que nos arrumar e ir tomar café. – Dominique nos acordou, ela estava com o cabelo todo bagunçado e a roupa amarrotada, James não estava melhor seus cabelos que insistiam em ficar selvagens estavam mais ainda, eu estava deitada no colo de Fred que nem se mexia.
– Fred vamos logo. – Eu o cutuquei e respirei fundo quando não obtive resposta. – Frederick Weasley II levanta logo. – Eu gritei e ele se levantou com cara de espanto.
– Nossa pareceu a minha mãe, Merlin do céu é a encarnação da Sra. Angelina Weasley. – Eu ri da sua cara de assustado nos levantamos e fomos para o Salão Comunal, ao chegarmos lá dentro tinha uma Minerva sentada em um dos sofás com cara de preocupação.
– Srta. Anderson, o que aconteceu, porque saiu daquele jeito do Salão? – Perguntou ela se levantando e vindo em nossa direção, mas não fui eu que respondeu, foi o Fred.
– Professora alguns alunos foram muito maus e passaram para a Mia um bilhete maldoso a chamando de sangue ruim. – A boca da professora se tornou um perfeito “O”.
– Mas isso está fora de condição, isso é errado, pode deixar Amélia, vamos descobrir quem fez isso contigo. – E saiu pisando duro, foi a primeira vez que ela me chamou pelo primeiro nome.
– Bem eu vou pro banho, vejo vocês daqui a pouco para irmos para o Salão Principal. – Eu anunciei minha saída e me virei e já na metade da escada o Weasley me alcançou me fazendo fitar seus olhos esmeraldas.
– Ta tudo bem mesmo? – Ele perguntou preocupado e eu sorri assentindo.
– Tudo ótimo gatinho. – Ele sorriu e se virou, eu segui meu caminho tomei um banho muito quente, deixando a água cair sobre meu corpo, meus pensamentos se esvaíram para o nada, eu tinha entrado no modo automático, como se fosse algo tão comum que um corpo já sabia o que fazer.
Uns quinze minutos depois eu estava vestida e esperando os meus amigos terminarem de se arrumar, Domi desceu muito arrumada pra quem iria estudar e obviamente recebeu muitos olhares de meninos, Louis do outro lado da sala estava quase distribuindo advertências para todos que olhassem para a sua irmã.
– Vamos, temos que tomar café ainda antes de irmos para a aula. – E nós quatro saímos para tomarmos café e ir para nossa aula favorita Transfiguração, era engraçado tentar transformar objetos em outros e os resultados que saiam eram um mais maluco que outro.
– Cereal torrada de geleia e suco de abobora. – Fred listou tudo o que eu ia botando em meu prato e eu ria da sua cara de fixação em minha comida e resolvi imita-lo quando foi botando sua comida em seu prato.
– Muffin, iogurte e café? – Eu indaguei, se me perguntassem o que ele comia eu nunca saberia responder então eu fui pega de surpresa quando ele botou tais alimentos em seu prato.
– Nossa essa doeu em primo? — James riu igual a um idiota e eu quis mata-lo, eu me senti tão envergonha, Fred sabe exatamente o que eu como e eu não, Merlin tem como esse dia ficar pior?
– Desculpe, é que geralmente eu ainda estou dormindo quando vamos tomar café, eu não sei o que ninguém come aqui. – Ele deu um sorriso e completou.
– Para né gatinha, eu também não saberia se um dia antes não tivesse comido exatamente o que você come, e não tivesse chutado quando você me perguntou. – Eu tentei forçar um sorriso, mas esse não quis aparecer, terminamos e fomos para a aula de Transfiguração.
A aula passou como previsto, engraçada. A professora de vez em quando olhava para mim mesmo achando que eu não percebia eu percebia e tentei não me importar afinal ela estava me ajudando, mas eu não gostava muito que as pessoas olhassem pra mim, era uma das raras vezes que eu era tímida.
– Alunos a tarefa de você é escrever trinta centímetros de pergaminho sobre o feitiço que acabamos de aprender, tudo bem? Estão dispensados. – Nós quatro saímos correndo para chegarmos a tempo de irmos para a aula de Trato das Criaturas Mágicas, essa sim era uma aula que me assustava e muito, cada criatura que aparecia, era uma mais medonha que a outra.
– Pelo menos o dever não foi de História da Magia, pois ai você teria que fazer sessenta centímetros de pergaminho. – Ele debochou, mas eu também sei brincar.
– Olha, você sabe somar, parabéns gatinho, mas eu devo lembrar que você só ganhou porque trapaceou. – Eu ri debochada, mas conhecendo o ruivo como o conheço não deixaria de dar a ultima palavra.
– Eu não trapaceei, eu sou mais rápido que você, eu ganharia mesmo se você não tivesse se distraído e eu pregado uma pegadinha em você. – Ambos rimos, eu adorava discutir com ele, e ele amava me atazanar enquanto eu estava brava.
– Alunos se aproximem, eu trouxe uma criatura muito interessante, um hipogrifo. – Ele disse apontando para a criatura dentro do cercado, eu não vou detalha-lo, pois não estou com paciência e todos sabem a aparência de um hipogrifo. – Quem vai ser o primeiro a tentar montar? – Fred e James disputavam para ver quem levantava a mão mais alto dois infantis, mas foram ignorados por Hagrid.
– Srta. Anderson gostaria de ir primeiro? – Merlin esse dia vai de mal a pior, ele vai me fazer voar naquele troço e eu tenho medo de altura, tentei negar, mas quando percebi já estava montada naquilo.
– Hagrid, acho que eu prefiro descer.
– Não escute ela Hagrid, ela vai amar. – Fred só me ferrava mais ainda, idiota eu vou mata-lo se conseguir sair daqui viva, o animal levantou voo, primeiro eu achei que ia morrer e a sensação foi ruim, mas logo eu sobrevoava Hogwarts, a vista era magnífica, simplesmente linda, e Hilda o Hipogrifo, sei meio clichê, mas Hagrid quem deu o nome era um animal tão amável e cuidadoso.
– Viu nem foi tão ruim, não é? – James deu uma de engraçadinho depois da aula, mas dar razão para ele era o mesmo que aumentar seu ego, então eu menti.
– Eu vou matar vocês dois. – Eu gritei e um corredor vazio e os dois riam. – Os dois riem é? Seus loucos eu podia ter morrido, eu podia cair, você sabem que tenho medo de altura, e ai quem ia ajudar vocês nas provas, quem ia ser a melhor amiga de vocês? – Dominique protestou, mas a cena era tão engraçada que voltou a rir rapidamente.
– Ai gatinha não fica brava. – Ambos me abraçaram e eu os empurrei para longe e saiu bufando e pisando duro, os três correram atrás de mim, Dominique ria de tudo e os dois estavam com as caras de anjo mais fofas do mundo, mas eu não daria o braço a torcer.
– Morenaaaaaaaaa! – Fred me chamou e eu estava do lado de e não dei atenção. – Amélia Susane Anderson, fale comigo agora mesmo. – Ele fez as duas coisas que eu mais detesto no mundo depois de cócegas, me chamarem pelo nome completo e me ordenar a fazer algo, eu fiquei vermelha de raiva e parei.
– Nunca mais me chame pelo meu nome completo e me ordene a fazer algo a não ser que queira morrer, está me entendo? – Agora os três riam da minha cara, ai que ódio.
– Não nos deixe falando sozinhos ou eu vou fazer cócegas em você. – Eu havia saído andando, e quando ouvi as últimas palavras sai correndo e os três vieram correndo atrás de mim.
– Amélia, não adianta correr ou se esconder. – Agora a pessoa que devia estar me defendendo e que eu chamo de melhor amiga está do lado inimigo, mas eu era esperta pelo menos eu penso assim, eu me escondi atrás de uma das árvores do vasto e grande Jardim.
– Peguei! – James me segurou pela cintura me colocando em seu ombro como um saco de farinha.
– James Sirius Potter me larga agora mesmo ou eu vou te azarar. – Eu ameacei lembrando que de novo estava sem a minha varinha, mas a varinha de James estava em seu bolso traseiro e sem cerimônia e peguei e lhe lancei um feitiço que fez ambos caírem, mas ele ficou imóvel enquanto eu corria para me esconder de novo, acho que eu não corri mais de cinco metros e Fred me pegou fazendo o mesmo que James, mas desta vez me fazendo deixar a varinha cair e a sua estava em sua mão.
– Mia, Mia eu disse pra não brincar com fogo. – Eu ria como uma condenada, eu queria mata-los, James se livrando do feitiço se juntou a ele e Dominique que não tinha mais o que fazer pediu para um aluno tirar uma foto do nosso “Grupo”, detalhe eu rindo, os dois me fazendo cócegas e a veela desgraçada linda como uma deusa. Bem resumindo essa era a minha família só pra constar.
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