Prazer, Aninhapah!

3 Capítulo 3 - Crise 1 - Pensamentos


O quão maluco alguém pode ser? Existe algum documento explicando isso?

É, eu sabia que não.

Me assusto comigo mesma, sabia? Tipo, eu vejo coisas nos olhos das pessoas, que poucos podem ver.

Mas acham que minto. Só que eu não sei explicar... Pode ser muita imaginação ou realidade.

Ter premonições ainda é sinal de anormal em alguém ou se tornou normal?

Eu sei ok?! Parece aquelas histórias de criança em que você inventa qualquer coisa para ela cooperar...

Mas não é assim que as coisas são.

Vejo cenas o tempo todo. De coisas que vi? Sim. De coisas que não sei de onde veio? Também.

Ah, escuto uma voz ao meu lado todos os dias. Ele não me disse seu nome, mas me da palpites que não costumo seguir... Ele pode ser um amigo imaginário que eu precisava para me acompanhar nas jornadas frias do poço do basilisco!

Estar frente a frente com o abismo é abrir asas e parar. Pois o tamanho do medo é menor que o desejo de desistir.

Poder ser um anjo é poder voar, pular o abismo e chegar ao outro lado, mesmo que precise subir tudo novamente.

As pedras no caminho nos mostram o quão é difícil, seria melhor assim... Afinal, nada que vem fácil, vale a pena.

Por enquanto, me tornei um pergaminho rasgado que está perto de uma pena com um potinho de tinta, esperando... Implorando... Para que alguém escreva a primeira palavra que eternize minha existência. Antes que eu desista e vire apenas mais um rascunho qualquer.

Sei que é clichê, mas o que me define está nas coisas que estão por traz do que escrevo ou falo.

Para me entender, tem de procurar a alternativa mais improvável...

Não sou o começo de um fim, mas também não quero ser o fim de um começo. Pois estar em um labirinto de armadilhas da mente é o mesmo que perguntar a alguém “quanto vale o seu sorriso?"