( Lorenzo ) — Cara ! Você ta horrível ! O que houve ?

( Raide ) — Hã ? O que ? Lorenzo...? Bom dia !

( Lorenzo ) — Seus olhos estão super vermelhos e você está bem descabelado !

( Raide ) — Uaaahh ! — Raide bocejou — Estou com um tanto de sono...

( Lorenzo ) — Sério ? Nem dá pra notar....

( Raide ) — É que estava lendo....Ah ! Eu encontrei seu livro ! Você acabou esquecendo ontem !

( Lorenzo ) — Ah ! “ A Profecia”....É um dos livros mais interessantes que eu li ! Terminei ontem e acabei deixando pra trás ! Eu tinha que arrumar algumas coisas lá em casa...A filha de um amigo vai vir pra cá !

( Raide ) — Ah...Bem, eu posso...

( Lorenzo ) — Ler ? Claro ! Quando você começa quase não dá pra parar, não é ?

( Raide ) — Sim , esse livro é muito legal ! Tem algumas partes que até parecem fazer parte da realidade...

( Lorenzo ) — Tive a mesma impressão ! Bem, leve o tempo que quiser ! Espero que goste !

( Raide ) — Já estou...

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Trimm ! O sinal bateu de novo e chegou a hora da saída !

( Cascão ) — Cebola ! Espera aí ! Talvez tenhamos o jeito de achar o Floquinho !

( Cebola ) — O que ? Sério mesmo ? Não brinca !

( Cascão ) — A coleira do Bidu tem GPS e o Franja vai rastrear ! Quem sabe não encontramos o Floquinho também ?

( Cebola ) — Lapaz ! Quer dizer...Rapaz ! Isso é bom demais ! Vamos já pro laboratório !

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No laboratório...

( Cebola ) — Ele está no limite da cidade ? Como assim ? Está no monte desafio ?

( Franja ) — Na verdade, está acabando de sair de lá ! Está se movimentando muito rápido !

( Marina ) — É a bolinha vermelha ?

( Franja ) — Sim, o Bidu nunca correu tão rápido ! Nem em dia de banho ! Ou ele ficou bem mais ágil, ou então...Tem algo, ou alguém levando ele !

( Cascão ) — Mas dá pra alcançar ?

( Franja ) — Não sei...Se formos com uma moto... Talvez tenhamos que esperar parar . Mas, parece que está indo a um lugar exato, hum...Vamos esperar...

( Bugu ) — Hum...

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( Manfredo ) — Então...Alguém descobriu alguma coisa ?

( Zé Esquecido ) — Hã....Sobre o que ?

( Manfredo ) — Sobre o Bidu !

( Zé Esquecido ) — Ah, sim ! Eu desço...

( Bugu ) — Manfredo ! Pessoal !! Descobri...Onde...O Bidu...Está ! Aff, aff ! Aff

( Manfredo ) — Descobriu ?

( Bugu ) — Sim, peraí...Afff, aff...Só um tempinho pra...Respirar...O Bidu tem um GPS na coleira, o dono rastreou, eles estão saindo do limite da cidade !

( Manfredo ) — Vamos até lá !

( Zé Gordão ) — O que ? Como vamos chegar lá...Tipo, alguns de nós não corremos rápido ! Até chegarmos lá, eles já terão sumido !

( Théo ) — Ele tem razão...

( Zé Esquecido ) — Hey, conheço um atalho ! Venham comigo !

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( Raide ) — Puxa ! Esse livro é encantador! Nem imaginava essas coisas

“Uma grande superstição ocorrerá

Em certa data o mundo poderá acabar

Um momento de medo estará presente. Mas tudo correrá fluentemente”

Até parecia meio familiar, aquele livro misturava versos com histórias antigas sobre deuses, heróis e lendas. Tudo lá parecia ter uma conectividade com o mundo real e com o mundo dos sonhos.

A fome de poder

Há muito tempo atrás, houve um guerreiro chamado Estevo, que encontrou uma armadura antiga, que lhe deu poder, força e agilidade. Estevo conheceu Prodótio um dia, que lhe ajudou a usar tal dom, mas que também...

Craaaashh ! Um grande barulho foi ouvido !

( Raide ) — O que foi isso ? — Ele soltou o livro e correu para o laboratório, de onde o som havia vindo — Céus !

Ao chegar ao laboratório, Raide ficou paralisado, será que seus olhos enganavam-no ? Era um cachorro verde, parecido com uma aranha, quebrando tudo.

( Raide ) — M-mas, o que ?

( Rita ) — Gaah !

( Renato ) — Raide, cuidado !

Floquinho avançou para Raide, que pegou o meteoro e pôs em sua frente para se defender e num instante, a fera parecia ter recuado. Raide fugiu com o meteoro o mais rápido que pode e Floquinho o seguiu, pelo menos até que atirassem calmantes nele.

( Rita ) — O que é isso ?

( Renato ) — Não sei...Mas acho que vamos descobrir ! Vamos levar para sala 14 ! Onde está Larry ?

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( Bugu ) — Nossa ! Já faz 1 hora e meia que estamos caminhando, ainda falta muito, Zé Esquecido ?

( Zé Esquecido ) — Hã ? Muito pra que ?

( Bugu ) — Como assim pra que ? Pra encontrarmos Bidu !

( Zé Esquecido ) — Ah ! Conheço um atalho, venham comigo !

( Théo ) — Hey, você está indo por onde tinhamos vindo

( Zé Esquecido ) — Será que ficava pra lá...? Aonde queremos ir mesmo ?

( Manfredo ) — Ah, esquece ! Vamos voltar, isso não está adiantando de nada !

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— Olhem ! Parece que ele parou, vamos ver onde ele está ! — Franja falava um tanto mais tranqüilo — Mas o que ? Isso não faz nenhum sentido !

( Cebola ) — Por quê ? Onde ele está ?

( Franja ) — Mas...Como ?

( Cascão ) To ficando curioso...

( Marina ) — Laboratório de pesquisa ?

( Cebola ) — O que estamos esperando ? Vamos até lá ! Quem sabe não encontramos Floquinho ?

( Franja ) — Cebola, espera !

( Cascão ) — Cara, olha só aquilo !

( Franja ) — Hã ?

— Por favor se retirem !

— Podem nos dar algumas informações sobre os dois cães mutantes capturados ?

— Eu não sei de nada, sou só o porteiro. Por favor, preciso que vão embora !

— É verdade que um deles tem patas de aranha e...

( Marina ) — Nossa...!

( Cascão ) — Poxa ! Depois de isso passar na TV, até tive uma ideia louca, mas nããão...Seria muito improvável...

( Marina ) — Fran...Não seria muita coincidência ?

( Franja ) — Sim...Seria !

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( Magali ) — Viu, Mô, eu não falei ? Deve ser o Floquinho, só pode !

( Mônica ) — Nossa ! Isso é muito esquisito ! Será que o Cebola está vendo isso ? — Mônica telefonou para o celular dele — Alô, Cebola ?

( Cebola ) — Mônica ! O que você quer ? Estou meio ocupado !

( Mônica ) — É o Floquinho, acho que estão falando dele na TV ! Parece que atacou um laboratório e...A Magali estava certa !

( Cebola ) — O que ? Meu deus ! Ainda bem que estou indo pra lá !

( Mônica ) — O quê ? Indo pra lá ? Cebola, ficou doido ?

( Cebola ) — Desculpa, Mô, preciso desligar !

( Mônica ) — Cebola, espera ! Arrg !! Maga, precisamos ir ao laboratório !

( Magali ) — Hã ? Mas nem sabemos onde fica !

( Mônica ) — O Franja deve saber ! Vamos até lá !