Pra você guardei o amor
14 Capítulo 14
Notas iniciais
A ruiva desabou na poltrona ao lado da morena que já se encontrava ali há alguns minutos. A neve caía incessantemente lá fora. Estavam há dias organizando cada detalhe, verificando cada reforma necessária para que o local virasse o novo escritório de Regina Mills. Enquanto as coisas caminhavam, a mulher trabalhava em casa, e ela estava impressionada com a quantidade de trabalho que tinha. Estava tão empolgada que entraria na licitação da prefeitura para a construção dos prédios da nova sede da polícia de Boston, contrato esse que era de seu pai há vinte anos.
Nesse sábado especificamente estavam organizando os últimos detalhes da decoração, um detalhe ou outro de pintura que ficara para trás. Robin e Emma, apesar de formados em outras áreas completamente diferentes possuíam uma noção de organização, design e otimização de espaço surpreendente. Colocavam os quadros no hall de entrada com precisão milimétrica.
Apesar do frio que fazia do lado de fora, ali dentro fazia um calor agradável graças ao trabalho incessante do aquecedor. Como ficaram a manhã inteira carregando coisas para cima e para baixo arriscariam dizer que estava até meio quente naquele recinto. Emma e Robin que o digam, já haviam abandonado os casacos há tempos.
—Gina, — Regina arqueou as sobrancelhas rolando os olhos para o apelido que a cunhada lhe chamava – sério, se você não fosse loucamente apaixonada pela Emma, se eu não fosse totalmente hetero, se eu não amasse Robin eu ficava com essa loira. Olha esse corpo. – Zelena disse fazendo movimentos discretos com as mãos indicando a loira parada um pouco mais a frente delas. Ela estava de pé, de costas para as duas, com as mãos na cintura enquanto Robin terminava de prender o quadro na parede. A camiseta preta deixava a mostra seus braços completamente torneados.
—Você não se atreveria. – Disse Regina forçando seus olhos saírem da loira e pousando na cunhada.
—Ciumenta, você ouviu a quantidade de “se” que eu disse? – A ruiva perguntou recebendo um tapa de Regina como resposta. – Como você consegue ter ela perto de você assim todo dia e não poder tocá-la, beijá-la, amá-la? As vezes eu acho que você é quase suicida.
—Eu realmente não sei. – seu olhar entristeceu e a ruiva a abraçou – Mas acho que isso é o que chamam de amor. Parece masoquismo, eu sei. Porém, tenho tanto medo de perdê-la. De não sentir mais os braços dela me acalentando, de não ter as piadas rápidas me fazendo quase perder as forças de tanto rir. – ela riu fraco – eu sou doida não é mesmo?
—Completamente. – Zelena a soltou vendo os outros dois vindo na direção delas ainda discutindo a decoração. Robin sentou na outra poltrona que ficava no centro do grande hall, a ruiva levantou e sentou do lado do marido antes mesmo de Emma poder pensar em sentar. Sem ter outra escolha foi para o sofá com Regina. Cansada como estava já chegou deitando e colocando a cabeça no colo da morena.
—Folgada nada hem dona Swan. – disse divertida já soltando os cabelos da loira do rabo de cavalo e fazendo carinho.
—Não sei do que você está reclamando, eu ia colocar os pés para você fazer massagem, mas eu pensei melhor, porque esses pés o dia inteiro nessa bota, não devem estar nada legal. – todos riram – então para de ser chata e continua fazendo isso aí. – disse pegando a mão de Regina e voltando para o cabelo dela.
—Estão vendo como ela abusa de mim? – Regina falou fingindo estar chateada, mas seu sorriso era puro divertimento e carinho. Emma ronronava em seu colo com os olhos fechados.
—Eu achei que ia encontrar pessoas trabalhando e não essa colônia de férias. – Disse Cora entrando com o pequeno Roland embrulhado em seus braços e vendo os quatro adultos esparramados no sofá. Sorriu ao constatar que tudo estava no lugar que pertencia, inclusive as pessoas. Zelena estava encostada no peito de Robin e Emma estava deitada no colo de Regina, ambas estavam com os olhos fechados e a morena fazia carinho no cabelo da loira. A mulher mais velha sorriu.
—Eu tenho a melhor equipe de todas mãe – Regina disse ainda sem abrir os olhos – já acabaram tudo. Eficiência pura. Você quer dar uma olhada? – Finalmente abriu os olhos para ver a mulher em dúvida se dizia sim ou não.
Regina vendo a indecisão da mãe beijou a testa de Emma que murmurou algo incompreensível fazendo a outra sorrir. Levantou devagar colocando uma almofada debaixo da cabeça da loira que devia estar morta de cansada já que vinha fazendo jornada tripla ajudando a morena. E seguiu com a mãe para apresentar todo o local. Cora ficara impressionada coma a simplicidade e elegância dos aposentos, estava tudo a cara de Regina.
—Filha, ficou tudo maravilhoso. Para cada canto que eu olho eu vejo você nas coisas, escolheu tudo muito bem. – Disse segurando a filha nos braços – estou tão orgulhosa de você!
—Obrigada mamãe. Estou orgulhosa de mim mesmo. – elas riram – e acredite se quiser, a maioria das coisas aqui foram escolhidas pela Emma. – Cora arqueou as sobrancelhas.
—Você está brincando certo? – Perguntou.
—Não, a sala de Zelena foi ela e Robin e a minha foi exclusivamente ela. Eles realmente se empenharam e quando eu vi pareceu tão certo.
—Tudo tem a sua cara Regina, eu poderia afirmar que você escolheu cada detalhe a dedo. – Sua mãe passou a conduzi-la de volta ao hall onde os três estavam dormindo profundamente nos sofás. Roland continuava dormindo no colo da avó. – Você matou todo mundo de tanto trabalhar foi?
—Acho que sim mamãe. – elas riam baixinho.
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O restante do dia passou como um borrão entre as brincadeiras de todos no apartamento das duas — Então estamos entendidos. O natal será em minha casa. – Cora disse já levantando e pegando as suas coisas para ir para a casa do filho mais velho. Despediram-se de todos e mal trocaram duas palavras antes de caírem exaustas em suas respectivas camas.
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Emma apertava o braço de Regina com certa ansiedade. Atravessavam o pátio do orfanato que estava vazio naquela quarta-feira gelada de 23 de dezembro. Tentariam pedir a Madre superiora para as crianças passarem o natal com elas na casa de Cora. Estavam realmente ansiando por isso.
A conversa com a senhora foi tranquila e ela aceitou que Sophia fosse com a condição de que conversassem com ela e explicassem a situação, o que foi prontamente aceito. Chamaram a criança que ficou imensamente feliz com a novidade e correu para arrumar as coisas dizendo contente por ter sido convidada pelas “amigas” para passar o natal com elas. Enquanto Emma saiu com a pequena para ajudá-la Regina ficou com a Madre.
—Irmã, você autorizou Sophia ir, mas eu percebi que não disse nada sobre Henry. – A morena perguntou e não deixou passar despercebido o desconforto da senhora a sua frente.
—Bem Regina, nessa última semana que Emma estava ajudando você na montagem da empresa um casal veio aqui e se interessou pelo Henry – Regina sentiu as pernas vacilarem — e eles conseguiram ordem judicial para levá-lo nesse natal. Aliás eles estão aqui para pegá-lo nesse exato moento. Me desculpe.
—Emma vai ficar arrasada. – Foi tudo que conseguiu dizer apoiando as mãos na cadeira a sua frente.
—Você consegue entender que é o futuro de Henry? – Perguntou receosa.
—Não sei se a loira vai conseguir. – Mas Regina também não queria entender. Ela já amava Henry como parte de sua família e nem em seus piores pesadelos contava com uma família o adotando antes.
Quando Emma e Sophia voltaram ficaram visivelmente arrasadas com a noticia. Ao se dirigirem a saída do orfanato puderam ver o casal saindo com a assistente social e Henry que berrava no colo da mulher desesperadamente. A criança ao ver Emma e Regina do outro lado fez todo esforço possível que uma criança de um ano poderia fazer para sair do colo de que o segurava intensificando o desespero.
Regina colocou a mão na cintura de Emma a impedindo de ir até lá, por sua vez a loira fez o mesmo gesto com Sophia, mas colocando a mão em seus ombros, e só assistiram de longe, com o coração na mão, o pequeno partir sob todos os seus protestos.
Só partiriam no outro dia, então levaram a pequena para seu apartamento e fizeram bagunça até a hora de dormir.
—Eu vou dormir com vocês? – Perguntou a pequena enquanto Emma escovava seus dentes.
—Você vai dormir com a tia Regina, a cama dela é maior. – Emma disse e a menina assentiu chateada. Queria estar com as duas, nem que fosse uma única vez.
Já deitada na cama Regina percebeu a pequena inquieta e se revirando muito.
—Hey, o que foi? – Perguntou carinhosamente.
—Queria a Emma aqui também. – deu um sorriso tímido – essa cama é tão grande. – Regina não sabia o que responder, mas não tinha como negar nenhum pedido feito por aquela criança. Levantou de sua cama e pegou a pequena no colo. Não saberia qual a resposta de Emma se a pedisse para a loira ir dormir em seu quarto e teve uma ideia maluca. Saiu com Sophia e seus travesseiros e foram para o quarto da outra.
Ela estava esparramada em sua cama de casal que era menor que a de Regina, mas teriam que se virar. Fez um gesto cúmplice para a pequena e subiram na cama de Emma e se enfiaram debaixo do edredom rindo baixinho. A loira acordou com o movimento e viu as duas em sua cama.
—Estávamos sentindo sua falta. – Sophia disse baixinho – Não está brava está? – Emma não pode deixar de sorrir.
—Claro que não pequena. – olhou por cima da menina e notou o desconforto de Regina, a loira alargou mais ainda o sorriso tentando dizer para a outra que estava tudo bem. Recebeu um sorriso lindo de volta.
Puxou a pequena para seu lado encostando as costinhas dela em seu tronco e passando sua mão pela barriga dela. Sophia esticou a mãozinha e puxou Regina mais para perto até ficar com a cabeça em seu ombro. Automaticamente Regina estendeu sua mão livre que encontrou a de Emma e entrelaçaram seus dedos na barriguinha da menina. A cabeça da morena repousou perto da loira e suas respirações quase podiam ser confundidas.
O cheiro que emanava de Emma e Sophia entorpecia os sentidos de Regina e embalara seu sono aquela noite. Anos mais tarde ela poderia afirmar com toda a certeza do mundo que aquela fora a primeira de suas noites favoritas.
Na escuridão daquele fim de dia somente os flocos de neve que caíam suavemente lá fora foram testemunhas dos três sorrisos estampados naqueles corpos que adormeceram quase que instantaneamente.
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A viagem para a casa de Cora não poderia ter sido mais divertida. As três cantavam alegremente dentro do carro e não se importavam com ritmo, letra ou qualquer outra coisa. Só em cantar, do jeito que fosse. Todo repertório natalino fora esgotado e repetido várias e várias vezes.
A mãe de Regina não poderia ter ficado mais feliz ao ver a pequena chegar junto com suas meninas e em poucos minutos Sophia já estava encantada com o restante da família da morena. E não estava mal com isso, pelo contrário estava amando tudo. Ela não tinha mais medo, não mesmo. Até porque todos os dias juntava suas mãozinhas na hora de dormir e pedia ao menino Jesus que se fosse para dar uma família para ela que fosse Regina e Emma, aquelas mulheres que amava do fundo do coração. E fé era uma coisa que ela tinha de sobra.
A noite passada foi a melhor que a criança tivera em toda a sua vida. Nunca havia se sentido tão amada, acolhida, protegida. Brincava com Roland no carpete da enorme sala enquanto os adultos preparavam as coisas para noite da véspera do natal. A grande árvore estava montada e precisava ser enfeitada e fariam isso logo mais.
No final da tarde quando a estrela dourada foi colocada no topo da árvore por Cora e todos bateram palmas sorrindo. A festa havia começado, as bebidas foram servidas, as conversas eram animadas e a troca de presentes do amigo oculto foi diversão para ser contada para as futuras gerações.
Emma assistia as conversas da sala em um sofá mais afastado. Sophia se divertia com Cora e Roland no tapete, Regina estava desaparecida e Zelena estava cambaleante de tanto que havia bebido. Robin tentava amparar a esposa enquanto ria da situação.
Sentia falta de sua família, mas de alguma maneira se sentia parte integrante daquela que estava bem a sua frente e isso fazia seu coração aquecer por inteiro. Ela sorriu. Sophia olhou em sua direção e lhe lançou um sorriso terno que ela retribuiu. Sentiu falta de Henry. Desejou que o garoto estivesse ali. Imediatamente se repreendeu pelo pensamento. Ele estava tendo sua melhor chance. E por um segundo sentiu que estavam tirando essa chance de Sophia também.
Levantou de repente do sofá e foi para o deck mais afastado. Precisava de ar puro. Aquela vozinha egoísta e latente que ecoava no fundo do seu coração queria as crianças somente para ela, e Regina.
Não percebeu a outra chegar enquanto deixava vento frio queimar sua pele branca e clarear seus pensamentos.
—Quer virar um boneco de neve? – A morena perguntou vendo que a pele de Emma iria começar a ficar irritada pelo frio.
—Só clareando os pensamentos. – Disse ainda de olhos fechados.
—Você queria Henry aqui, não queria? – Se colocou do lado da loira depositando sua cabeça no ombro da mesma que só assentiu.
—Isso faz eu me sentir tão egoísta. E não só com ele, mas com Sophia também. Faz-me sentir a enganação que ela de primeiro achou que eu fosse. – Finalmente abriu os olhos.
—Hey, as coisas vão dar certo. – Foi tudo que Regina disse e Emma não entendeu racionalmente o significado daquilo, mas seu coração assentiu e ela sentiu também que as coisas dariam certo. – Já é natal sabia? – A morena perguntou levantando a cabeça do ombro de Emma e se afastando um pouco. – Eu queria te dar isso. Não consegui colocar debaixo da árvore.
Emma pegou a caixa perolada com um laço azul bebê da mão de Regina e sorriu. Era leve e não podia imaginar o que estava ali dentro. Desfez o laço cuidadosamente e a abriu. Dentro continha uma pasta branca que logo foi retirada dali e aberta. A loira passou os olhos pelos papéis e sorriu genuinamente.
—É oficial. Você é realmente uma empresária. – Dentro da pasta branca continha o contrato social da empresa de Regina e Emma ficara extremamente orgulhosa da amiga.
—Nós somos empresárias Emma. – a loira a olhou confusa – você como uma Advogada deveria ler as coisas minuciosamente. — Foi então que ela viu. O contrato não continha somente o nome de Regina como proprietária da empresa, mas continha também o nome de Emma como sua sócia, faltava somente sua assinatura.
—Mas Regina, o que é isso? Olha esse capital social, eu nunca contribuí com nada disso. Eu não posso aceitar. Não entendo nada de engenharia ou design ou arquitetura, nem mesmo de imobiliária. – Disse fechando a pasta e tentando devolver para a morena.
—Por favor. Não me faça essa desfeita. Se não fosse por você isso não estaria acontecendo. Eu pensei em uma forma de retribuir tudo o que tem feito e ainda faz por mim e essa foi a melhor maneira que encontrei. Fazendo da Regina Mills a nossa empresa. – Sorriu para a loira. Emma ainda segurava a pasta com uma força superior a necessária.
—Você sabe que eu não quero um centavo do seu dinheiro, não sabe? – Perguntou baixinho e constrangida.
—É claro que eu sei Emma. Mas não posso fazer muito a respeito disso. Uma parte vai ser sua de qualquer forma. E dinheiro nenhum no mundo paga a paz de espírito que você trouxe para mim, sabe? Por favor, assina?
—Ok. Eu assino. Sócia. – Emma disse tímida e foi surpreendida pelo abraço de Regina que praticamente pulou em seu colo. Teve que gargalhar com isso. Geralmente era a loira quem tomava a iniciativa de abraçar a morena. Apertou ela um pouco mais.
—Ai. – Disse Regina ao sentir algo machucar sua costela.
—O que foi? Apertei muito.
—Não, acho que tem algo no seu casaco que me machucou. – Falou massageando a área. Emma deu um sorriso lembrando o que estava ali. – O que foi? Por que está com essa cara?
—É que eu também não consegui colocar seu presente debaixo da árvore. – Respondeu pegando uma pequena caixinha de veludo de dentro do casaco e estendendo a morena.
Regina abriu a caixinha e não conseguiu suprimir o “oh” que escapou de sua garganta ao se deparar com um colar de duas correntes finas de ouro branco, uma era um pouco mais curta e continha um pingente em forma de bola com um pequeno cristal. A outra maior continha dois pingentes, uma de coroa e um de cisne, ambos minimalistas e singelos.
—Emma é lindo. – Disse Regina fitando a loira encantada.
—O cisne é para você sempre lembrar de mim já que meu nome é bem sugestivo. – elas riram – desculpe, não pensei em nada melhor que isso. A coroa representa você. – a morena a olhou intrigada – Regina significa rainha. No cristianismo um dos títulos atribuídos à Virgem Maria, Regina Caeli, quer dizer Rainha do Céu. O que representa melhor uma rainha do que uma coroa?
—E o círculo Emma? O que significa? – Regina passava os dedos pelos pingentes maravilhada.
—Bem, essa bolinha aí representa eternidade, perfeição, pois não tem princípio nem fim. E assim que eu quero que seja a nossa amizade. – Uma lágrima escorreu do rosto de Regina. Ela estava emocionada com a profundidade do presente de Emma.
—Coloca em mim? – Estendeu o colar para a loira e se virou já segurando os cabelos.
Emma passou as correntes pelo pescoço da morena e fechou. Depois depositou um beijo na parte de trás do pescoço bem onde o cordão fechara. A loira não saberia responder porque fizera isso, só sentira a necessidade. Regina ao sentir os lábios da loira em seu pescoço soltou um suspiro involuntário e sentiu as pernas fraquejarem.
Virou de frente novamente e Emma segurava algo em suas mãos perto de seu pescoço, quando a loira tirou as mãos Regina pode ver o mesmo colar que ganhara adornando também o pescoço da outra. Sorriram e se abraçaram novamente.
Depois do que parecera uma eternidade as duas se soltaram e voltaram para dentro encontrando todos dormindo pela sala.
Emma retirou Sophia do chão enquanto Regina acordava Cora para levar Roland para a cama. Emma nem se deu ao trabalho de ir para o quarto de hospedes que estava. Foi direto aos aposentos da morena, deitando Sophia no meio da cama e deitando atrás dela logo em seguida. A morena ficara algum tempo apoiada na soleira da porta observando a cena. Quando achou que ambas já dormiam apagou as luzes e foi deitar, antes, porém, depositou um beijo na bochecha de Emma e já por cima da cama um na testa de Sophia.
—Durmam bem meus amores. – Sussurrou antes de fechar os olhos e na escuridão do quarto não pôde ver o sorriso que brotou nos lábios da loira.
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