Pra você guardei o amor
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Narrado por Regina Mills
Emma pareceu considerar ainda por uns segundos antes de responder. Pelo visto essa era uma decisão muito importante que ela iria tomar e pelo que parece iria contra tudo que já havia feito na vida.
—Sim – ela disse – eu aceito a sua proposta, mas antes devemos conversar.
—Mas não é isso que estamos fazendo? – Perguntei rindo.
—É verdade. – ela disse e bateu em sua própria testa – desculpe.
—Pare de se desculpar Emma – eu pedi e ela assentiu – sobre o que mais queria falar?
—Bem... – ela disse – eu sou uma pessoa normal, e juro que não tenho hábitos estranhos, sou organizada a não ser que eu fique muito nervosa ou agitada aí eu posso deixar as coisas meio bagunçadas, mas logo eu as ajeito. – suas mãos balançavam enquanto ela falava — Não fumo e não tenho o costume de beber demais, geralmente eu fico em silêncio a não ser que eu esteja nervosa ou com vergonha de alguma coisa porque aí eu fico tagarelando sem parar, mas não se preocupe isso não acontece sempre não ... – Emma ia falando sem parar e eu apenas arqueei a sobrancelha para ela, parecia que não havia filtro entre o que ela estava pensando e o que ela estava falando, e ela não respirava entre as palavras, mas pude notar que estava sendo sincera, ela me olhou sorrindo sem graça mais uma vez – estou tagarelando não estou? – ela perguntou.
—Está Emma. – nós rimos – Posso supor que está nervosa ou envergonhada – ela me olhou surpresa corando – você acabou de dizer que só fica tagarelando se estiver nervosa ou envergonhada. – emendei e ela pareceu se lembrar do que disse.
—Como você mesma disse, estava só tagarelando. – ela disse tentando disfarçar.
—Está com medo de que Emma? – questionei.
—Não sou muito boa em confiar nas pessoas, porque depois que confio elas costumam me decepcionar. – ela respondeu derrotada. – e posso ser meio rude e não gosto de ser um fardo para ninguém.
—Olha, primeiro, não sou uma psicopata...
—Geralmente os psicopatas não assumem que são ... – Emma pensou alto e devo ter olhado feio para ela que suspendeu a mão em sinal de desculpas e corou novamente.
—Continuando... não sou uma psicopata, nunca matei ninguém mesmo tendo vontade de socar meu irmão algumas vezes – ela riu — Também gosto de organização. Aprecio o fato de não fumar, pois odeio cigarro, e quanto a ser um fardo, bem... você vai pagar o aluguel junto comigo, então o apartamento não será só meu, será seu também, não será um fardo. E farei de tudo para não te decepcionar, só não me peça para cantar para você, porque aí sim eu sou uma decepção.
Nós rimos.
—Eu sou uma boa cozinheira também. – Ela disse enumerando uma qualidade dela – minha avó me ensinou.
—Já estou começando a gostar dessa maluquice toda. – Disse sorrindo.
—Eu também! – Ela respondeu sorrindo.
—Está gostando da maluquice de eu ter oferecido ou maluquice de você ter aceitado? – Perguntei.
—Acho que os dois. – Sorri e ela também.
—Acho que em termos de maluquice estamos quites então. – Eu disse e a ouvi gargalhar, e eu percebi que gostava do som da gargalhada dela.
...**...
Narrado pela autora.
Os dois dias incrivelmente voaram e Emma mudaria de vez para o novo apartamento que dividiria com Regina. Nesses dois dias as duas aproveitaram para se conhecer melhor e para Emma conhecer o apartamento em que iria morar. A loira tinha se surpreendido com a morena que apesar de sempre estar elegante, de ter decorado o que dava para decorar do apartamento de forma elegante era de uma simplicidade contagiante.
Regina também estava encantada com a loira. Emma era de uma suavidade incrível e de uma educação de uma verdadeira lady, o que era um contraste legal com o jeito despojado que se arrumava.
Era um sábado ensolarado e Regina sabia que seria um dos últimos assim já que as folhas das árvores começavam a ficar amareladas. O outono estava chegando e com ele os ventos frios de um inverno posterior. Olhava pela janela que dava para o parque.
A morena estava tão perdida em seus pensamentos que se assustou ao ouvir a capainha tocar. Correu para a porta e a abriu encontrando uma sorridente Emma parada lá.
—Olá estranha. – A loira disse.
—Olá estranha e seja bem vinda a sua nova casa. – Regina falou dando passagem para a outra entrar.
As duas já haviam adquirido o hábito de chamar uma à outra de estranha, um apelido que ambas gostaram e as faziam rir.
Emma entrou trazendo suas malas grandes consigo.
—A senhora das trevas está sem os trajes hoje? – Olhou para Regina que estava com um short de tecido claro e uma camiseta florida, bem informal.
—Senhora das trevas? – Regina perguntou meio ofendida, mas rindo ao mesmo tempo.
—Sim, às vezes se arruma como uma. Elegante demais, séria demais, mortal demais. Assusta as pessoas sabia? – Emma falou – gostei desse estilo despojado.
—Obrigada Emma, gostei também de te ver com uma blusa que não seja com tema de Harry Potter.
—Me pegou estranha. – Emma disse piscando divertida para a outra, mas parou de repente sentindo um cheiro estranho — Regina, que cheiro é esse?
—Ah meu Deus, o almoço. – Regina gritou e ambas correram para a cozinha – Regina puxou uma forma do forno que estava quase pegando fogo em tudo. Saía muita fumaça e ela colocou a forma dentro da pia fechando o forno em seguida. Emma só olhava.
—Droga. Droga. Droga. – Regina praguejava enquanto ligava a torneira em cima da bandeja. Em poucos segundoS o fogos apagou e a fumaça foi sumindo. – Droga!!! Era nosso almoço... – Ela disse chateada.
Emma chegou mais perto levantando o laminado.
—Ha Regina, não fique assim está só um pouquinho torrado, — olhou para a morena — seja lá o que for isso que você estava fazendo. – Emma disse divertida fazendo a morena lhe jogar a toalha de prato em cima.
—Vá se ferrar Swan. – Mas acabou rindo também.
—Já está me chamando de Swan?? Moramos juntas há exatamente, hum, deixe-me ver... 3 minutos? – A loira disse fazendo a morena revirar os olhos.
—Não enche, estou com fome e meu almoço foi tostado. Tive tanto trabalho. – Falou com a cara mais triste do mundo – e minha nova companheira de casa não se compadece do meu desespero.
—Sua companheira se compadece sim tá, mas como já te disse sou uma cozinheira maravilhosa, portanto, sente-se aí que vou estrear minha cozinha nova. – Disse jogando a toalha em Regina novamente.
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