Notas iniciais
Mais uma vez agradeço os comentários. Me fazem muito feliz. Estou escrevendo com muito carinho para vocês.

Narrado por Regina Mills

Emma pareceu considerar ainda por uns segundos antes de responder. Pelo visto essa era uma decisão muito importante que ela iria tomar e pelo que parece iria contra tudo que já havia feito na vida.

—Sim – ela disse – eu aceito a sua proposta, mas antes devemos conversar.

—Mas não é isso que estamos fazendo? – Perguntei rindo.

—É verdade. – ela disse e bateu em sua própria testa – desculpe.

—Pare de se desculpar Emma – eu pedi e ela assentiu – sobre o que mais queria falar?

—Bem... – ela disse – eu sou uma pessoa normal, e juro que não tenho hábitos estranhos, sou organizada a não ser que eu fique muito nervosa ou agitada aí eu posso deixar as coisas meio bagunçadas, mas logo eu as ajeito. – suas mãos balançavam enquanto ela falava — Não fumo e não tenho o costume de beber demais, geralmente eu fico em silêncio a não ser que eu esteja nervosa ou com vergonha de alguma coisa porque aí eu fico tagarelando sem parar, mas não se preocupe isso não acontece sempre não ... – Emma ia falando sem parar e eu apenas arqueei a sobrancelha para ela, parecia que não havia filtro entre o que ela estava pensando e o que ela estava falando, e ela não respirava entre as palavras, mas pude notar que estava sendo sincera, ela me olhou sorrindo sem graça mais uma vez – estou tagarelando não estou? – ela perguntou.

—Está Emma. – nós rimos – Posso supor que está nervosa ou envergonhada – ela me olhou surpresa corando – você acabou de dizer que só fica tagarelando se estiver nervosa ou envergonhada. – emendei e ela pareceu se lembrar do que disse.

—Como você mesma disse, estava só tagarelando. – ela disse tentando disfarçar.

—Está com medo de que Emma? – questionei.

—Não sou muito boa em confiar nas pessoas, porque depois que confio elas costumam me decepcionar. – ela respondeu derrotada. – e posso ser meio rude e não gosto de ser um fardo para ninguém.

—Olha, primeiro, não sou uma psicopata...

—Geralmente os psicopatas não assumem que são ... – Emma pensou alto e devo ter olhado feio para ela que suspendeu a mão em sinal de desculpas e corou novamente.

—Continuando... não sou uma psicopata, nunca matei ninguém mesmo tendo vontade de socar meu irmão algumas vezes – ela riu — Também gosto de organização. Aprecio o fato de não fumar, pois odeio cigarro, e quanto a ser um fardo, bem... você vai pagar o aluguel junto comigo, então o apartamento não será só meu, será seu também, não será um fardo. E farei de tudo para não te decepcionar, só não me peça para cantar para você, porque aí sim eu sou uma decepção.

Nós rimos.

—Eu sou uma boa cozinheira também. – Ela disse enumerando uma qualidade dela – minha avó me ensinou.

—Já estou começando a gostar dessa maluquice toda. – Disse sorrindo.

—Eu também! – Ela respondeu sorrindo.

—Está gostando da maluquice de eu ter oferecido ou maluquice de você ter aceitado? – Perguntei.

—Acho que os dois. – Sorri e ela também.

—Acho que em termos de maluquice estamos quites então. – Eu disse e a ouvi gargalhar, e eu percebi que gostava do som da gargalhada dela.

...**...

Narrado pela autora.

Os dois dias incrivelmente voaram e Emma mudaria de vez para o novo apartamento que dividiria com Regina. Nesses dois dias as duas aproveitaram para se conhecer melhor e para Emma conhecer o apartamento em que iria morar. A loira tinha se surpreendido com a morena que apesar de sempre estar elegante, de ter decorado o que dava para decorar do apartamento de forma elegante era de uma simplicidade contagiante.

Regina também estava encantada com a loira. Emma era de uma suavidade incrível e de uma educação de uma verdadeira lady, o que era um contraste legal com o jeito despojado que se arrumava.

Era um sábado ensolarado e Regina sabia que seria um dos últimos assim já que as folhas das árvores começavam a ficar amareladas. O outono estava chegando e com ele os ventos frios de um inverno posterior. Olhava pela janela que dava para o parque.

A morena estava tão perdida em seus pensamentos que se assustou ao ouvir a capainha tocar. Correu para a porta e a abriu encontrando uma sorridente Emma parada lá.

—Olá estranha. – A loira disse.

—Olá estranha e seja bem vinda a sua nova casa. – Regina falou dando passagem para a outra entrar.

As duas já haviam adquirido o hábito de chamar uma à outra de estranha, um apelido que ambas gostaram e as faziam rir.

Emma entrou trazendo suas malas grandes consigo.

—A senhora das trevas está sem os trajes hoje? – Olhou para Regina que estava com um short de tecido claro e uma camiseta florida, bem informal.

—Senhora das trevas? – Regina perguntou meio ofendida, mas rindo ao mesmo tempo.

—Sim, às vezes se arruma como uma. Elegante demais, séria demais, mortal demais. Assusta as pessoas sabia? – Emma falou – gostei desse estilo despojado.

—Obrigada Emma, gostei também de te ver com uma blusa que não seja com tema de Harry Potter.

—Me pegou estranha. – Emma disse piscando divertida para a outra, mas parou de repente sentindo um cheiro estranho — Regina, que cheiro é esse?

—Ah meu Deus, o almoço. – Regina gritou e ambas correram para a cozinha – Regina puxou uma forma do forno que estava quase pegando fogo em tudo. Saía muita fumaça e ela colocou a forma dentro da pia fechando o forno em seguida. Emma só olhava.

—Droga. Droga. Droga. – Regina praguejava enquanto ligava a torneira em cima da bandeja. Em poucos segundoS o fogos apagou e a fumaça foi sumindo. – Droga!!! Era nosso almoço... – Ela disse chateada.

Emma chegou mais perto levantando o laminado.

—Ha Regina, não fique assim está só um pouquinho torrado, — olhou para a morena — seja lá o que for isso que você estava fazendo. – Emma disse divertida fazendo a morena lhe jogar a toalha de prato em cima.

—Vá se ferrar Swan. – Mas acabou rindo também.

—Já está me chamando de Swan?? Moramos juntas há exatamente, hum, deixe-me ver... 3 minutos? – A loira disse fazendo a morena revirar os olhos.

—Não enche, estou com fome e meu almoço foi tostado. Tive tanto trabalho. – Falou com a cara mais triste do mundo – e minha nova companheira de casa não se compadece do meu desespero.

—Sua companheira se compadece sim tá, mas como já te disse sou uma cozinheira maravilhosa, portanto, sente-se aí que vou estrear minha cozinha nova. – Disse jogando a toalha em Regina novamente.

Notas finais
Beijos e comentem.