Notas iniciais
Eu gostaria de agradecer imensamente a Skye Jonhson pelo carinho. Muito obrigada por essa capa linda que veio abrilhantar nossa história. Serião. Amei mesmo. Obrigada como sempre pelos comentários. Xandoca, vou tentar adiantar o máximo que eu puder das novas histórias (sim são duas porque eu sou completamente desequilibrada) antes de postá-las aqui. Segue mais um capítulo para vocês, espero que gostem. Depois desse deveremos ter mais dois e um epílogo. Vou caprichar.

Emma estava relaxada na poltrona da sala de Regina, rindo copiosamente enquanto assistia uma Zelena praguejar aos quatro cantos sobre o quão sem graça havia sido o pedido de casamento delas, do quanto Regina era estraga prazeres, do por que ela não conseguia entender as coisas nas entrelinhas?

Entretanto, nada do que a ruiva falava conseguia retirar os sorrisos estampados no rosto de cada uma daquelas mulheres. Regina estava conferindo alguns desenhos e mantinha sua concentração neles, mas cada vez que sua cunhada falava algo estúpido somente olhava para sua, então noiva, a sua frente e rolava os olhos divertida.

Emma pegou um livro em sua bolsa, se acomodou melhor na poltrona e começou a lê-lo enquanto Zelena ainda andava e falava, hora com as paredes hora com ela mesma sem realmente perceber que ninguém prestava um pingo de atenção nela.

—Vocês estão me ouvindo? – De repente a ruiva voltou ao planeta terra e olhou ao seu redor. Ela não precisava de resposta a sua pergunta porque ela podia ver que nenhuma das duas mulheres estava prestando a atenção nela.

Zelena caminhou até Regina e tomou a planta de sua mão com certa brutalidade.

—Hey! – Exclamou assustada. – Depois caminhou até Emma tomando o livro de suas mãos também.

—Wow! Pra que isso nervosinha? – Perguntou a loira sentando-se ereta novamente.

—Eu não acredito que vocês não estavam prestando atenção nas coisas que eu estava falando. – A ruiva disse indignada.

—Querida, você já estava divagando. – Regina juntou as mãos em cima da mesa olhando terna, mas divertidamente para sua cunhada.

—Eu não estava divagando, eu estava liberando a minha completa revolta. Eu preciso colocar isso para fora. Eu respirava esse pedido de casamento e de repente vocês vêm aqui e me roubam o ar esfregando essas mãos zombeteiras na minha cara! – Zelena terminou com um bico que deu pena até em Emma. – Vocês já são noivas! – Apontava de uma para a outra – Vocês já são perfeitamente noivas.

A loira tomou a mão de Zelena nas suas e a puxou para baixo para o sofá com pena. A ruiva caiu com um baque ao seu lado e deitou a cabeça em seu ombro.

—A gente agradece toda sua dedicação, disposição e empenho para fazer esse pedido ser perfeito, mas veja, ele aconteceu e não podia ter sido mais especial. – O bico de Zelena aumentou.

—É Zel! Foi perfeito. – Regina se aproximou e sentou do outro lado da ruiva calada a abraçando.

—Deixem-me ver esses anéis. – Pediu um tempo depois, ambas mulheres colocaram suas mãos direita à frente da ruiva que tomou cada uma em suas próprias mãos. – Céus! Vocês são enjoativamente perfeitas! – Disse já com seu costumeiro tom de deboche. Regina e Emma sorriram. Tudo estava bem de novo. – Cora vai ficar decepcionada por não ter uma grande festa.

—Ela levou tudo muito bem. – Regina disse.

—Como assim?

—Nós tomamos o cuidado de falar com ela antes de falar com você Zelena. – Emma sorriu – Minha sogra adorou. Achou que ficou a nossa cara.

—Sem graça? – Elas riram.

—Não. – Regina cutucou seu lado – Simples. Romântico. Atrapalhado.

—Chega, não diga mais nada. Daqui a pouco vão sair corações por seus olhos, e arco-íris também e unicórnios. Não posso esquecer-me dos unicórnios coloridos. Cruzes. – Emma gargalhou – minha sogra já foi mais badalada, cruz credo. – soltou um muxoxo – Mas não adianta chorar sobre o leite derramado, bola pra frente. – bateu as mãos uma na outra e se levantou em um salto – Agora temos que programar o casamento. São muitas coisas para se ver. Local, convidados, flores, cores... – começou a andar novamente falando do casamento como se as noivas não estivessem ali presentes.

Regina olhou com ternura para Emma e chegou mais perto da loira deitando em seu ombro. A mulher circundou sua cintura com o braço e deitou sua cabeça na dela enquanto assistiam a ruiva programar um dos dias mais felizes de suas vidas.

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O céu claro que pairava por toda parte, trazido à baila pela primavera fazia das flores um espetáculo brilhante à parte dentre as grandes construções monocromáticas que se estendiam pelas ruas. O clima ameno que precedia o verão trazia ao rosto das pessoas que vagavam um sorriso fácil como se o astro sol fosse um grande piadista.

Emma entrava no apartamento quando estranhou a falta de movimentação. Desde que tinham dado entrada na papelada da adoção a vida delas se tornara uma tremenda loucura de pedreiros, pintores, marceneiros que executavam com maestria todas as ordens de Regina como se ela fosse uma regente e eles sua orquestra.

A assistência social tinha permitido que os pequenos fossem morar com elas antes do encerramento do processo, como se fosse uma espécie de teste, para ver se eles se acostumariam com a nova vida ou não. Então as mulheres correram contra o tempo. Tinham que arrumar o apartamento que passaria a ser o lar não só de duas pessoas adultas, mas também de duas crianças com muita energia para gastar.

O quarto que era de Emma ficaria com Sophia já que a menina era mais velha e precisaria de um local maior até mesmo para estudar. O quarto de Henry seria em outro quarto que nunca era usado, consideravelmente menor, mas elas não podiam fazer muita coisa quanto a isso. Qualquer mudança em uma parede poderia abalar a estrutura do prédio.

Durante esses dias a loira havia realmente se estabelecido no quarto de Regina. Tiveram que fazer milagres com o closet para acomodar as coisas das duas, mas elas levaram isso com bom humor e tiveram a ajuda de todos os seus amigos. Era pela melhor causa de todas.

A loira havia escolhido com Regina cada detalhe, do teto ao chão e estava louca para ver o resultado. Trancando a porta caminhou até o corredor dos quartos chamando por Regina.

—Aqui querida. – Veio a resposta da morena que estava parada no meio do corredor entre as duas portas fechadas dos quartos que em breve seriam de seus filhos. Seus filhos. Emma caminhou até ela depositando sua bolsa no chão parando ao lado da mulher pegando sua mão. – É real Emma. – Regina respirava com certa dificuldade e sua voz não passava de um leve sopro.

—É real Regina. Eles estão vindo. – A voz embargada da loira fez a morena se virar para ela, quando os olhares se cruzaram elas soltaram todo o ar que estava preso em seus pulmões e se abraçaram, os soluços tomaram conta do ambiente e elas tremeram nos braços uma da outra por algum tempo. Quando os espasmos cessaram, elas se soltaram secando uma a bochecha da outra.

—Preparada para conhecer os quartos dos nossos filhos? – Regina perguntou tomando uma respiração profunda.

—Mais do que preparada. – Respondeu Emma tomando a mão de Regina na sua antes dela abrir a porta do quarto de Henry e entrar.

O local estava perfeito. Regina tinha um talento incrível para aproveitar os espaços e apesar de pequeno, o quarto estava aconchegante. As paredes em um tom de verde claro abrigavam o armário branco e os nichos coloridos cheios de brinquedo. A cama era suspensa com grades de madeira e tinha o tema do Rei Leão, desenho preferido do menino. Abaixo dela Regina havia montado um canto de entretenimento, com uma mesinha baixa e brinquedos educativos.

Emma deu a volta em torno de si mesma admirando o conjunto da obra.

—Ficou lindo Regina. Mas essa cama não é perigosa para ele? – Perguntou.

—Sabia que ia dizer isso. – Sorriu ternamente para a loira se dirigindo até a cama. Regina mexeu em algumas coisas e a destravou trazendo-a para uma altura de uma cama normal. – Enquanto Henry for pequeno toda noite desceremos a cama para ele e colocaremos para cima após ele acordar. Quando ele crescer deixamos ela em cima e colocamos a escada que está escondida no armário.

—Você pensa em tudo. – Emma sorria brilhantemente.

—Querida, as pessoas me pagam por isso. – Respondeu divertida. – Agora eu tenho uma surpresa que eu queria colocar aqui com você. – Emma se virou para ela que saiu por um segundo do quarto trazendo um objeto em sua mão ao retornar. – Eu fiz isso e acho que devemos colocar juntas. – Disse virando um porta retrato que continha uma foto dos quatro no aniversário de um ano de Henry.

Se houvesse uma possibilidade disso, o sorriso de Emma parecia ainda maior admirando a foto. Ambas pegaram no porta-retratos e colocaram juntas na pequena cômoda branca que estava de baixo da janela, se abraçaram de lado e ficaram por um tempo admirando.

—Pronta para o segundo quarto? – Regina perguntou.

—Sempre. – A morena pegou a mão de Emma novamente e rumou para o quarto de Sophia. Quando a loira entrou mal podia acreditar que aquele um dia fora seu quarto. As paredes em um tom creme contrastavam com o dourado e o lilás dos detalhes. Um grande armário branco e dourado tomava toda a parede que seguia com nichos em lilás claro, abaixo uma escrivaninha branca com uma cadeira de acrílico também lilás. Lápis de cor enchiam os três porta-lápis que estavam em cima da bancada.

A cama de dossel estava no meio do quarto e do outro lado uma pequena penteadeira estava encostada na parede. Pufes coloridos estavam espalhados pelo chão, algumas bonecas exóticas e dinossauros de pelúcia formavam a composição dos nichos, bem como alguns livros infantis, aos quais, a menina havia se rendido se tornando uma leitora assídua.

—Você acha que ela irá gostar? – Regina perguntou temerosa.

—Tenho certeza que ela vai amar Regina. – A morena assentiu. Foi até a cama e pegou um quadro trazendo para perto de Emma que quase gargalhou ao ver a foto que estava nele.

Ambas penduraram a moldura na parede ao lado da escrivaninha e ficaram contemplando. Na foto Sophia era quem fazia o selfie enquanto Regina e Emma estavam jogadas ao chão, descalças e com Henry em suas pernas. A foto era perfeita, e o enfoque estava nos olhos, todos brilhavam.

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Regina auxiliava Emma na cozinha quando o celular da loira tocou mostrando a foto de Ruby na tela, a morena atendeu a ligação colocando no viva-voz.

—Eu não aceito um não como resposta. – Ruby disse do outro lado da linha – Nós vamos sair hoje para comemorar tudo que vem acontecendo com vocês e temos que aproveitar o último dia antes de virarem mães de família. – A mulher falava afobada como se viesse de uma corrida. – Não adianta vocês dizerem não, as dez em ponto passamos aí.

Regina e Emma se entreolharam, nunca conseguiam ganhar uma discussão com Ruby, dessa vez nem tentaram.

—Vocês não vão dizer nada? Alo? Tem alguém aí na linha?

—Adianta a gente dizer alguma coisa Ruby? – Emma respondeu – Você já decidiu tudo por nós, não é?

—Sempre loirão. Vocês sã caretas de mais para pensar em algo.

—Não se esqueça que amanhã você trabalha sua desajuizada!

—Haa, sua estraga prazeres! Ainda bem que essas crianças terão uma tia legal. Porque se dependesse de vocês.

—Eu não sei se eu vou deixar você chegar perto dos meus filhos Ruby. – Foi Regina quem respondeu.

—Vocês me amam, e as crianças também. – Regina fez uma careta pela fala convencida da mulher.

—Ela está certa babe. – Emma disse pesarosa.

—Eu sempre estou certa Babies, já deviam ter aprendido isso! Se aprontem porque hoje nós vamos lhes usar! Beijos. – E com isso desligou.

—Eu fico impressionada com o poder de voz que nós temos. – Regina disse travando a tela do celular – Nós vamos ter sérios problemas com essas crianças e sua tias malucas – completou enquanto Emma ria suavemente.

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As horas passaram com velocidade impressionante e antes que qualquer uma das duas pudesse perceber Ruby já estavam na porta delas as apressando. Emma havia ficado incomodada com o vestido muito justo de Regina enquanto a morena reclamou horrores do decote da loira o que resultou na quarta troca de roupa da noite e uma Ruby impaciente batendo seu salto no assoalho.

Quando ambas ficaram satisfeitas com a escolha do vestido a ser usado elas finalmente puderam sair de casa sob a salva de palmas da morena mais nova. Encontraram o restante das meninas em frente à casa de shows e puderam entrar para curtir um pouco da noite.

A música dentro do salão estava alta e o ritmo da noite era o deep house que ecoava por todos os cantos obrigando os corpos a se movimentar mesmo que involuntariamente pela batida leve e dançante.

Após alguns drinks Emma teve que ir ao banheiro. Regina se dirigiu ao bar para pegar mais uma bebida para ela e Emma acompanhada de Mulan que levaria uma para Ruby. Deu somente alguns passos quando sentiu seu braço ser puxado, ao virar deu de cara com Kathryn em um vestido vermelho decotado. Seu rosto contorceu-se em desgosto e puxou seu braço de volta.

—Regina, que coincidência! – A loira sorria para ela. A morena forçou um sorriso de volta.

—Pois é! – Respondeu – Uma bem infeliz por sinal. – Murmurou mais para si mesma olhando para além de Kathryn para ver se via Emma.

—O que faz por aqui? – Gritou para ser ouvida sobre a música e Regina fez uma nota mental para nunca perguntar o que uma pessoa faz em uma boate, apesar dessa ser aparentemente a pergunta que todos fazem.

—Dançar? – Respondeu arqueando a sobrancelha – Com licença. – se virou para sair, mas foi puxada novamente.

—Dança comigo então? – Kathryn se aproximou perigosamente de Regina e a morena inclinou as costas para trás.

—Não seja desnecessária Kathryn. – Regina esticou seu braço livre para manter a mulher distante.

Emma saiu do banheiro e foi direto ao bar pegar mais bebida, no caminho viu uma cena que fez seu sangue ser drenado para fora de seu corpo. Kathryn segurava um braço de Regina e tentava chegar mais perto, enquanto a morena tentava impedi-la com sua mão livre. A loira tomou duas respirações profundas antes de se movimentar, uma sensação de dejavu, passou por sua mente.

Era até engraçado, parecia que as pessoas abriam caminho para a loira passar. À medida que chegava perto seu sangue parecia ferver em suas veias a ponto de quase machucar. Ela tinha certeza que se observasse bem estaria saindo fumaça de sua pele.

Poderia ter feito um escândalo, poderia ter chegado gritando, poderia tê-las abordado transtornada, mas o que Emma fez foi infinitamente mais perigoso, quando Swan alcançou Regina ela estava brilhantemente sorrindo.

—Querida. – disse mostrando seus trinta e dois dentes – Eu disse que viria buscar as bebidas depois que saísse do banheiro. Para quê se incomodou? — Disse alta, mas suavemente ignorando a mão de Kathryn no braço da sua noiva, ignorando a situação que ela sabia que estava se desenrolando ali. Ignorando principalmente Kathryn. Ignorando tudo e sempre sorrindo, mesmo que seu cérebro já tenha trabalhado em mil maneiras as quais ela poderia dar fim naquela loira petulante plantando cenários tentadores em sua mente já fértil.

—Babe! – O olhar de Regina era pura gratidão e isso só fez o interior de Emma se contorcer. – Eu não queria que tivesse o trabalho.

—Nunca é trabalho meu amor. – Emma respondeu finalmente olhando na direção da outra que ainda pousava a mão no braço de Regina – Kathryn. – Seu sorriso se alargou, mas seus olhos, haa seus olhos, pela primeira vez, a outra loira entendeu o recado que Emma queria dar sem a loira ao menos ter que falar, usar de sarcasmo ou qualquer outro artifício. Kathryn soltou o braço de Regina lentamente sem quebrar o contato com Emma. – Que prazer em vê-la. – Um sorriso amarelo tomou conta da ex-namorada de Regina.

—Olá Emma. É um prazer. – Emma não desviava o olhar da mulher na sua frente. Seus olhos claramente diziam ela é minha, não se atreva a chegar perto dela novamente, não se atreva a tocar nela novamente, você não sabe do que eu sou capaz. – Eu vou indo então. – ela disse por fim antes de se virar e sair. Ela não chegou a lançar um segundo olhar para Regina.

—Wow! – Mulan que assistia toda a cena disse – Achei que você voaria em cima dela.

—Ela bem que merecia. – Regina tinha um bico em sua face que fez as outras duas sorrirem. Emma tomou o braço delas no seu para se dirigirem ao bar. Antes porem falou:

—Que isso querida — tentou enrouquecer sua voz como a da namorada – Eu sou um pouco mais refinada do que isso. – elas caíram na gargalhada, e esse foi só o inicio de uma a noite maravilhosa.

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Regina mal dormira o resto da noite de tão ansiosa que estava. O peito de Emma subia e descia ao seu lado tranquilamente. Sua vida estava prestes a mudar e ela estava extremamente excitada para isso, mas não era por isso que ela não conseguia dormir. Na verdade, ela estava com medo, não do futuro em família, mas sim dessa experiência não funcionar.

Ela estava com medo das crianças não se adaptarem a casa delas, a vida com elas. E se elas descobrissem que não as queriam como mães? Regina sentiu-se arrepiar. Levantou da cama e foi até os quartos recém-montados e que a partir da manhã estariam cheios de vida.

Ela não sabe quanto tempo realmente ficou ali divagando com seus pensamentos, só reparou que deveria te sido muito tempo quando sentiu os braços de Emma circundar sua cintura e seu queixo apoiar em seu ombro.

—Um beijo por seus pensamentos. – A loira depositou um beijo em seu pescoço.

—Só estou divagando em pensamentos nada otimistas por aqui. – Suspirou tremulamente.

—Que seriam? — O aperto de Emma em sua volta aumentou.

—Eu queria poder evitar, mas não consigo parar de pensar no fato de que eles podem não se adaptar a nós, que eles podem não querer ter duas mães. Que eles podem não gostar de nós duas. – Deitou sua cabeça na peitou de Emma.

—Qual é Regina, nós somos totalmente gostáveis. – A loira disse divertida e Regina tentou se desvencilhar de seus braços.

—Isso não é brincadeira Emma. – A repreendeu.

—Eu sei minha morena. – Disse virando a mulher em seu abraço a colocando de frente para ela – Eu sei que não é brincadeira meu bem, mas eu quero te relaxar. Você está muito tensa.

—Emma... são nossos futuros filhos... nossa família. Como você não está tensa?

—Eu estou. Muito. Eu os amo como se tivessem vindo daqui – colocou a mão em sua barriga – ou daqui – colocou a mão na barriga de Regina – Mas eu me recuso a pensar em coisas negativas, eu me recuso a pensar em nada que não seja um futuro maravilhoso para nossa família, porque de fato podemos ter um. E é essa possibilidade que me faz levar isso com tranquilidade. E você pode me chamar de tola ou sonhadora, ou qualquer outra coisa, mas seu eu posso acreditar, então é porque eu posso realizar.

—Às vezes eu acho que eu estou vivendo um sonho... Que você é um sonho. Que minha vida virou um desses contos de fada. – Sorria tentando não chorar.

—Isso é realidade babe. – Emma sorria – E se por algum acaso alguma tempestade pairar sobre nós algum dia, como você mesma disse, juntas enfrentaremos qualquer coisa. – Regina sorriu para ela assentindo. – Vamos voltar para cama e dormir mais um pouco porque eu sinto que não teremos uma noite completa de sono pelo resto de nossas vidas.

Pegou o braço da morena e a guiou até o quarto enquanto a ouvia gargalhar.

Notas finais
Me deixem saber o que estão achando.