Pra você guardei o amor
28 Capitulo 28
Notas iniciais
Emma não conseguia raciocinar olhando para Regina que tentava a todo custo esconder seu choque com um sorriso treinado em seu rosto, enquanto Zelena segurava seu braço. Para sua sorte seu irmão se manifestou.
—A surpresa não se aguentou de ansiedade. – David disse sorridente e Emma afastou Killian indo de encontro ao irmão o abraçando apertado. — minha pequena espiga de milho – a loira fez uma careta no peito dele para o apelido que ele lhe chama desde que era criança. – Que saudade. – A loira não o respondeu, somente apertou seus braços ao redor do homem. Olhou para o lado onde sua cunhada e melhor amiga de infância a olhava com os olhos marejados. Chorando, claro. Bem típico de Mary, pensou a loira sorrindo e se soltando do irmão para abraçar a cunhada que pulou em seu pescoço.
—Eu senti sua falta. – Emma disse olhando nos olhos da morena que era um palmo menor que ela enquanto seus polegares secavam suas bochechas brancas como a neve.
—Será que a melhor tia do mundo não merece um abraço não? – A mulher mais velha começou a reclamar do seu lado e Emma lhe sorriu ternamente – Todos sentimos sua falta. – A apertou em seus braços. Assim que sua mãe adotiva veio a falecer logo depois que adotou Emma, sua tia Kiki foi o mais perto de mãe que a loira teve e a quem ela nutria uma imensa gratidão. A senhora fora quem a incentivara nos estudos e na vida. Desde cedo fizera Emma aprender o inglês já que era professora da língua. A loira devia muito a ela.
—Eu não senti nem um pouco a sua falta, sua chata. – Emma gargalhou antes de deixar ser abraçada pela prima maior e mais velha.
—Eu sei que não. Aquelas chamadas no Skype nas horas mais incomuns era puro fingimento. – Retrucou se soltando da mulher.
—Não tenha dúvidas. – piscou para a loira.
Emma olhou para cada um deles mais uma vez antes de se virar para sua namorada e amiga e sorrir ternamente.
—Família e Killian, estas são Zelena e Regina – a ruiva não pôde deixar de notar que Emma não incluiu o ex-namorado na família, e nem deixou de notar que o rapaz também percebeu – Zel, Regina esses são David, Mary, Tia kiki, Eve e Killian. – Antes mesmo que eles pudessem se cumprimentar a tia de Emma abraçou as duas mulheres ao mesmo tempo.
—Obrigada por cuidar da nossa menininha. – Regina e Zelena quase sufocaram no abraço da mulher.
—Ela não dá muito trabalho. – Regina respondeu divertida à senhora tão simpática.
—Você é a famosa Regina. – Kiki segurava o rosto de Regina entre as mãos – Garota, nós ouvimos tanto de você. E só te víamos passando por trás do Skype. Ainda bem que não tem o costume de andar pelada pela casa querida, se não tinha matado todos os homens daquela família. – As mãos da senhora seguravam a mulher pela cintura. Todos caíram na gargalhada enquanto as bochechas da morena assumiam uma tonalidade vermelha.
—Nem famosa nem tão garota assim! – Regina respondeu depois de um tempo quando recuperou-se dos risos.
—Que isso menina! Quem me dera ter sua idade de novo. – Deu um tapa na bunda da morena e foi abraçar Zelena.
—Desculpe-me pela minha mãe. – Eve também cumprimentou amorena.
—Tudo bem – balançou a cabeça – o perigo será quando ela encontrar a minha mãe. Não sei se o mundo está preparado para as duas juntas — As mulheres riram.
Logo Regina e Zelena também foram sufocadas pela cunhada de Emma e por seu irmão que agradeceu repetidamente. Killian foi mais discreto e somente apertou a mão das mulheres, mas também com o olhar que recebeu da morena chegar até ela foi um completo ato de coragem do moço.
O grupo caminhou pelo corredor do aeroporto conversando animadamente. Killian, Mary e David foram em um carro com Zelena, a contragosto do rapaz que queria desesperadamente ficar perto de Emma. Enquanto a tia e a prima da loira foram com ela e Regina em outro.
—Então espiga de milho, o que se tem de interessante para fazer aqui? – Eve perguntou.
—Eu não sabia que seu apelido era espiga de milho. — Regina sorria enquanto olhava para frente se concentrando em dirigir. Emma somente revirou os olhos bufando enquanto as duas mulheres no banco de trás riam abertamente.
—Regina, essa menina tinha um cabelo tão rebelde quando criança e tão amarelo que era igualzinha a uma espiga. – Eve só aumentou sua risada ao ver a cara emburrada da loira. – ela nunca te contou?
—Não. – Regina disse entre os risos – a espiga de milho nunca me contou.
—Não acredito que vai começar a me chamar assim também. – Emma cruzou os braços no peito.
—Se você fizer esse bico toda vez que eu te chamar assim, com certeza se tornará um hábito. – A loira lançou um olhar mortal à morena que somente riu mais. Por um segundo elas esqueceram que tinham companhia e ao se recordarem voltaram seus olhares para frente.
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A família da loira adorou o apartamento, mas insistiam em não querer incomodá-las e que poderiam ficar em um hotel, mas Regina por mais que sua mente pela primeira vez gritasse para que eles fossem para um, insistiu que eles deveriam permanecer com elas. A morena estava trabalhando no seu ciúme, e de qualquer forma, era melhor ela manter os olhos em cima do garoto de cílios espessos.
Passaram o dia em casa conversando, ninguém estava com disposição para muita coisa depois de dezesseis horas de viagem. A noite mal caiu e todos quiseram se recolher. Mary e David ficaram com a cama de Emma, Kiki e Eve não se importaram em dormir no quartinho que nunca era usado, enquanto Killian ficou com o sofá cama na sala.
Assim que Emma fechou a porta do quarto de Regina, que agora era dela também percebeu que a morena não estava à vista. Não puderam conversar durante todo o dia, ela sabia que a mulher deveria estar possessa por Killian estar ali, mas a loira precisava fazer com que ela entendesse que se soubesse que o homem pretendia vir para sua formatura teria impedido. Suspirou antes de atravessar o quarto e ir para o banheiro que estava escuro.
Tão logo Emma entrou no local sentiu seu corpo ser prensado na parece enquanto a luz era acesa e a porta fechada por Regina. A mulher lhe tomou os lábios com certa violência.
—Regina. – conseguiu dizer quando a mulher, que estava completamente nua por sinal, passou a beijar seu pescoço. – O que está acontec...
—Quieta. – os olhos completamente negros da mulher fizeram contato com os verdes de Emma, e a loira não nunca viu aquelas orbes com uma luxúria tão... tão... tão... violenta, evidente. Não havia palavra melhor para descrever. E isso era altamente excitante. – tire sua roupa – a morena a ordenou e tudo que Emma podia fazer era obedecer. Começou a retirar suas peças de roupa sobre a mirada intensa de Regina que acompanhava cada movimento como se estivesse avaliando o desempenho da loira.
Quando Emma retirou a última peça intima e a jogou para o lado olhando para a morena novamente aquele olhar faminto parecia que tinha aumentado. Regina parecia uma predadora, e a loira era fatalmente sua presa.
—Eu queria ter gritado na cara daquele petulante das sobrancelhas grossas que você é minha, esfregado na cara dele que você tem dona. – Regina colocou uma mão na cintura de Emma possessivamente e com a outra em sua nuca trouxe-a para mais perto revindicando sua boca.
—Eu sou sua babe. – Adrenalina corria pelas veias da mulher mais nova, bem como a paixão exalava por seus poros. E especialmente nesse momento havia algo mais, havia curiosidade pelo que estava por vir.
Regina empurrou Emma para dentro do box do chuveiro sem parar de beijá-la encostando-a na parede ligando a água. A morena largou a boca da namorada e ajoelhou-se na sua frente. Emma prendeu a respiração, essa era nova. Mills levantou a perna de Swan colocando-a em seu ombro, levando sua boca ao sexo dela em seguida. A loira arqueou as costas da parede ao sentir a boca de sua namorada em sua intimidade. Sua perna que estava apoiada no chão tremia junto com seu corpo em puro êxtase e ela quase caiu quando sentiu os dedos da morena lhe invadirem a preenchendo.
—Goza para mim minha loira. — Os movimentos de Regina eram rápidos e precisos e mulher veio em grandes espasmos, como se seu corpo obedecesse fielmente às ordens da outra mulher. Regina levantou selando seus lábios ao da loira a segurando mole em seus braços enquanto a água que caía do chuveiro massageava seus ombros. – Eu precisava te sentir... – a voz de Regina falhou – eu estou trabalhando na minha insegurança, mas eu precisava te sentir. – seus lábios escovavam o pescoço da loira suavemente.
—Onde você quer me sentir? – Emma perguntou suavemente pressionando mais seu corpo ao da outra. Regina separou-se dela alguns centímetros para olha-la nos olhos antes de dizer.
—Em todos os lugares.
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—Quer dizer que você não vai surtar por estar aqui enquanto a loira está com a trupe do barulho? – Zelena perguntou na segunda feira de manhã assim que Regina adentrou no escritório.
—Estou tentando não pensar muito nisso, mas pelo visto vai ser difícil. – Regina revirou os olhos para sua cunhada. Foi uma verdadeira luta para Emma convencê-la a ir trabalhar. — O final de semana correu tranquilamente, nós levamos os hospedes para conhecer alguns pontos turísticos da cidade. Hoje eles iriam conhecer Harvard. – Regina disse a Zelena.
—E como está se comportando o garoto do couro? – Quis saber a ruiva.
—Mary e Eve são tão grudentas que ele não tem a mínima chance e hoje tem Ruby para me ajudar né, mas Emma está tão segura de si e me deixa tão segura quanto a nós que eu me sinto uma idiota por ficar com ciúmes do rapaz.
—Eu teria ciúmes do moreno. Ele é uma gracinha.
—Era supostamente para você ajudar, não me incentivar ao mal. – Zelena foi obrigada a gargalhar. O celular de Regina vibrou em cima da mesa, ela pegou e sorriu mordendo o lábio inferior.
—Pela cara de pateta é a branquela. – O sorriso nunca abandonou o rosto de Regina quando ela simplesmente levantou, beijou a bochecha de sua cunhada e saiu rumo a sua sala cantarolando alegre.
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Emma tinha passado os últimos dias com sua família e Killiam, os levando para tudo quanto é canto que eles queriam conhecer e se aventurar como turistas. Lugares históricos, bonitos ou badalados da cidade que ela aprendera amar.
Ela estava amando esse tempo com eles, queria que Regina pudesse os acompanhar, mas ela sabia que alguém tinha que trabalhar. Era uma tarde fria e eles estavam desfrutando de um bom Capuccino em um café local.
A loira foi ao banheiro ligar para a morena e quando voltou encontrou Killiam sozinho na mesa, ela sabia que uma hora isso iria acontecer, mesmo que ela não quisesse, uma hora deveria conversar com o moreno, que fosse essa a hora então.
Ela caminhou em direção a ele como se não tivesse percebido a jogada nada sutil de sua família. Sentou-se à mesa e tomou um gole do líquido que ainda estava morno.
—Cadê todo mundo? – Perguntou distraída para começar o assunto que ela sabia que estava por vir.
—É incrível como você está mais linda, estou tentando te dizer isso todos esses dias, mas sua família simplesmente estava com muita saudade e não te desgrudava. – Killian comentou olhando diretamente para os olhos da loira.
—Obrigada Killian. – Respondeu agradecida.
—Gostou da surpresa? – seu sorriso mostrava todos os seus dentes.
—Adorei que vocês puderam vir. – respondeu genericamente.
—Estou perguntando se gostou que eu vim? – Seu sorriso diminuiu um pouco e Emma teve que suspirar profundamente antes de responder.
—Eu tenho um carinho muito grande por você Killian, nós fomos muito felizes juntos, e você sempre estará em meu coração. E é em respeito a esse carinho que eu posso te dizer que eu realmente estou gostando de ter você aqui. Mas é só isso. Nós terminamos e eu pedi para você não me esperar.
—Mas eu esperaria por você, dois anos passam e passaram rápido demais. – Esticou a mão para pegar a dela que simplesmente puxou para seu colo.
—Eu não vou voltar Killian, nem para casa e nem para você. – Foi direta e pode ver várias expressões passarem pelo rosto do rapaz. Pela primeira vez ela percebeu estar quebrando o coração dele.
—Nossa – ele riu sem humor – eu não esperava por essa.
—Desculpe-me Killian, mas eu achei que tivesse deixado claro até mesmo em nossas poucas conversas por Skype. – Ela respondeu mordendo o canto dos lábios em sinal de vergonha.
—Não se desculpe, você deixou claro, mas eu tinha essa esperança, sabe... – ela deu de ombros – e ainda tenho! – a loira sentiu o pânico se instalar dentro dela – eu ainda posso reconquistar você.
—Não faça isso, por favor. – Pediu em tom de súplica.
—Por você love, eu faço tudo.
A conversa foi interrompida por sua família que voltava tremendo de frio pedindo para voltar para o apartamento. Todos exibiam sorrisinhos cúmplices e aparentemente não repararam na tristeza dos olhos de Emma. Ela poderia ter sérios problemas.
À noite enquanto ela cozinhava, Regina a ajudava com os pratos enquanto todos os outros conversavam animadamente na sala com Zelena, Cora, Robin e Roland. Ter a morena ali perto dela a fazia sentir que tudo estava quase normal.
—Você parece preocupada. – Regina comentou baixo enquanto trabalhavam na bancada.
—Preciso te contar algo. – Regina olhou para ela assustada e se repreendeu pela indiscrição – Não fique assim, não aconteceu nada demais. Minha família desapareceu na hora do café só para que Killian conversasse comigo.
—E? – Regina não queria soar tão ciumenta, mas falhou miseravelmente.
—E eu fui sincera com ele, e me senti mal por partir seu coração, mas minha empatia por ele acabou no momento em que ele disse que não desistiria. — Regina apertou a faca com uma força desnecessária. – Estou te falando para ficar preparada se ele fizer alguma investida ou piadinha. – Regina respirou fundo.
—Eu sou grandinha. Sei me portar. – Sorriu presunçosa e Emma jogou a cabeça de lado jogando alguma coisa em cima dela sorrindo cúmplice.
Lá da sala, uma morena observava a interação daquelas duas lá na cozinha com certo interesse, a forma como sorriam uma para a outra e como se moviam em completa harmonia. Há dias Mary tinha percebido Emma estranha. Ela tinha avisado que deixar Killian ir com eles, ainda mais sem avisar poderia ser um problema, mas ninguém quis ouvi-la. E hoje no café ela tinha percebido o completo desconforto da cunhada. A conversa não tinha sido boa, e ela sabia que Eve tinha percebido o mesmo. O que ela não sabia é se a prima de seu marido estava vendo o que ela estava vendo.
Ao ver a mulher loira mais velha levantar de seu lugar e ir à cozinha forçando as duas se separarem ela imaginou que não, Eve parecia não perceber o que estava acontecendo.
Após o jantar a prima de Emma a sequestrou da cozinha levando para o quarto se trancando lá dentro. Regina ajeitava as coisas para colocar na máquina de lavar se coçando para saber o que estava acontecendo, ela conhecia aquele jeito de sequestrar pessoas. Era o mesmo jeito que Zelena fazia.
—Sabe, essa bancada já está limpa. – Mary chegou ao lado de Regina sorrindo ternamente para a mulher que parecia nervosa.
—Você sabe como é gordura, ela gruda. – Respondeu sem graça largando o pano e começando a lavar os copos só para ter com o quê ocupar a cabeça.
—Eve provavelmente só quer saber por que Emma dispensou Killian hoje. – Regina não esboçou qualquer reação. – Ela não vai contar para a prima mais desbocada que ela tem sobre vocês. Não antes de contar para o irmão. – Completou e Regina deixou o copo cair de suas mãos dentro da pia e depois se apoiou nela suspirando forte. – Relaxa. – Mary riu.
—Como descobriu? – Regina perguntou sem olhar para a mulher, ela não precisava mentir, Mary parecia ser uma pessoa bacana e que principalmente respeitaria o tempo de Emma.
—Eu cresci com Emma e nunca a vi agir com ninguém, nem mesmo com Killian, que, aliás, me desculpe por essa situação de colocá-lo dentro da casa de vocês, mas voltando, vocês se movem, se olham, e se suspiram, — Regina olhou para ela com falsa indignação – o que? Eu conheço esse olhar, é o mesmo que eu e David temos. – Regina riu – parando agora para analisar, sem a tela de um computador entre a gente, sempre foi tão obvio. Aquela garota só falava de você.
—Agora é a hora que você fala que eu devo cuidar bem dela? – Regina pergunta divertida.
—Ahh não, esse papel é o do David.
—Acha que devemos ir lá ajudar a Emma? – Perguntou mordendo o lábio inferior.
—Não. Deixa ela se virar um pouco. – Ambas riram novamente antes de se juntar aos outros na sala.
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A formatura de Emma chegou sem maiores incidentes. Algumas perguntas insistentes de Eva sobre o porquê boa parte das coisas de Emma estavam no quarto de Regina, mas tudo que a loira pôde controlar facilmente.
Obviamente a loira se formaria com louvor. O auditório da Harvard inspirava elegância e estava abarrotado de convidados dos formandos que se encontravam em destaque nas cadeiras. Várias turmas se formariam. A cerimônia iniciou em ponto com as formalidades de praxe até a entrega dos diplomas.
Quando todos já tinham seus canudos em mãos Ruby e mais cinco pessoas foram convidadas a subir ao palco causando certa comoção. A morena foi a primeira a tomar a palavra.
—Eu sinceramente não sei se posso dizer alguma coisa a mais do que já foi dito aqui hoje por pessoas muito mais brilhantes e incríveis do que eu. Mais aceitei estar aqui de bom grado e com muito orgulho depois que entendi o verdadeiro motivo. Nesses últimos dois anos fui presenteada com muitas coisas, e não estou dizendo das festas incríveis que há nessa cidade – todo o salão rompeu em boas risadas – esse mestrado me presenteou com aulas incríveis e um conhecimento espetacular, mas acima de tudo isso eu ganhei pessoas que eu sei que eu não posso mais viver sem. Nós viemos de lados opostos do mundo e nos tornamos uma família, estranha aos olhos de muitos, mas uma família. Aprendemos a nos proteger, cuidar e amar. Estou aqui para falar de uma integrante dessa família. Alguém que tem o maior coração que eu já vi e provavelmente o maior cérebro também. E olha que ela nem é tão cabeçuda assim – mais risadas puderam ser ouvidas – De uma empatia, integridade e luminosidade que contagia todos a sua volta. Emma Swan, loirinha para os íntimos, é com muito orgulho que eu venho aqui, na frente de seus amigos, sua família – Ruby olhou para Regina de cima do palco não dizendo seu nome no processo, mas querendo dizer, a morena mais velha assentiu sorrindo e entendendo a intenção da mais nova — anunciar que além de se formar com louvor a bolsa de estudos para o Doutorado é sua. – O salão irrompeu em uma salva de palmas – venha aqui para que possamos te cumprimentar.
Emma mal conseguia andar de tanto que tremia, apertou a mão de várias pessoas antes de Ruby pular em seu colo animadamente, a loira olhou para a multidão e sorriu em direção à sua família e à sua namorada. Ela queria descer correndo e abraçar sua morena, era só o que ela queria fazer, mas ela se conteve. Depois disso foi tudo um borrão.
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Muito mais tarde, depois de cumprimentar a todos os amigos, os outros alunos, os professores e pessoas que Emma nem sabia quem era que ela conseguiu chegar perto de sua família.
—Parabéns minha pequena. – Sua tia foi a primeira a abraça-la. Enquanto ela era esmagada por cada um, seus olhos não saíam de Regina, ela queria se atirar nos braços da mulher, cada músculo do seu corpo ansiava por isso.
—Te amo— Regina sussurrou em seu ouvido assim que elas se abraçaram – No nosso quarto eu vou te parabenizar como você merece. – Sua voz rouca e extremamente baixa não fez bem aos nervos e a sanidade da loira.
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Cora havia preparado uma recepção no apartamento delas, uma surpresa para Emma. Dos amigos de curso somente Ruby e Neal iriam, já que suas famílias não viriam para suas formaturas. Killian havia levado a sério toda essa questão de conquistar a loira novamente e estava mais galante do que nunca, para desespero de Regina e felicidade de Zelena que faltava comprar pipoca e sentar para assistir as cenas.
A campainha do apartamento tocou e Regina foi atender, seu sorriso se alargou quando viu Madre Cecília e mais uma irmã com Sophia e Henry. Emma ficaria louca.
—Tia Rê. – Sophia pulou no colo da mulher – Que saudades.
—Saudade também minha pequena. Olá madre, irmã. Que bom que puderam vir, Emma ficará em êxtase. – Disse pegando Henry do colo da mulher mais velha, pois ele estava se jogando para a morena.
—É um prazer estar aqui.
—Vamos entrem.
—Tia Emmaaaaa. – Sophia gritou ao ver a loira e correu em sua direção pulando no colo da mulher. Todos pararam para ver aquela cena, além de Regina Emma sempre falara de Sophia e Henry – Tia Emma – ela disse baixinho – quem é esse monte de gente estranha? – perguntou com a boca encostada em seu ouvido
—É minha família pequena. – Emma virou para eles – Essa é a tia Kiki – a mulher sorriu – Minha prima Eve, meu irmão David e sua esposa Mary – ambos acenaram sorrindo – e esse é meu amigo Killian. – A menina esboçou um sorriso tímido recebendo o cumprimento de todos quando Killian se aproximou dela dizendo.
—Eu sou o amigo, mas em breve serei o namorado dela. – Beijou a mão da menina galanteador piscando para Emma no processo arrancando risadas de alguns e olhares apreensivos de outros.
—Não vai ser nada. – Sophia respondeu puxando o braço de volta – Tia Emma já é a namorada da tia Regina. – Cruzou os bracinhos no peito.
—Emma beija Gina. – Henry completou beijando a bochecha da morena com alegria enquanto a família de Emma olhava de um para o outro, Kilian parecia processar a informação e todo o restante prendeu a respiração. Ninguém disse mais nada e o silencio passeava entre eles.
—Como é? – Killian perguntou ofensivamente a Emma sendo o primeiro a se manifestar.
—Ops. – Zelena declarou na falta de palavra melhor coçando a nuca.
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