Notas iniciais
Primeiramente, Miss Swen muito obrigada pela recomendação, de verdade, eu amei! Ter o nosso esforço reconhecido é um presente muito especial!! Obrigada!!! Primeiramente2: Eu amei tooooooooooodos os comentários, ri com alguns, meu coração inflou com outros!! Eu to boazinha demais!! Haha. Segue um capítulo amorzinho para vocês!! Espero sinceramente que gostem, foi difícil de escrever e eu estou ansiosa para ver as reações de vocês!! — — — Boa leitura.

As ondas de vibração ainda rechicoteavam pelo ar quando as bocas se distanciaram alguns milímetros porque os corpos necessitavam desesperadamente de ar. Os olhos continuavam fechados e ambas as mulheres podiam sentir seus peitos inflarem e soltarem o ar ao mesmo tempo com em uma dança sincronizada.

Lá fora o dia já havia dado lugar à noite, parecia um crime a cacofonia dos motores e buzinas do trânsito do fim do dia estarem tão alheios à revolução que acontecia dentro daquele apartamento em um bairro comum de Boston. Era algo monumental que com certeza deveria entrar nos livros de história, ou ao menos nos de ciências para ser estudado e apreciado por longos e longos anos. Mas não estaria em nenhum livro escolar e não seria visto por todas as crianças de todas as gerações, mas estaria gravado para sempre por debaixo da pele das duas mulheres que mal se mexiam com medo de tudo vir magicamente a desparecer.

—Regina... – Emma sussurrou contra os lábios da morena – o que nós..- tentou dizer mais foi interrompida por Regina.

—Shiiii. – A morena encostou mais seus lábios aos da loira enfiando uma mão em seus cabelos loiros fazendo Emma soltar um suspiro involuntário apoiando sua testa na testa de Regina enquanto a outra mão dela descia pelo lado do seu corpo – não pense, não use sua mente agora, por favor, não pense em nada porque eu não sei se posso parar. – Regina raspava seus lábios lentamente contra os lábios semiabertos da loira, acarinhando seu nariz contra o dela.

—Então não pare. – Emma sussurrou abrindo os olhos para fitar os de Regina.

As palavras saíram de sua boca antes que ela pudesse controlar e pôde ver quando o tom amendoado dos olhos da outra escureceu gradativamente arrepiando desde a base de sua coluna até sua nuca fazendo esses dois pontos latejarem em um nível quase desconfortável. Emma sabia o que estava prestes a acontecer, o que ela não sabia é se estava certa disso ou não, afinal, Regina tinha namorada e ela, bem... elas estavam no meio de uma briga.

Mas as frases se perderam rapidamente em um emaranhado de palavras sem sentidos quando Regina a beijou novamente, um beijo mais ávido, carregado de puro desejo e... promessa. O corpo da loira tremia em puro êxtase e antecipação, sensação que para ela era totalmente desconhecida. Era como se ela pudesse ouvir cada músculo do seu corpo reagir aos toques da morena transformando seus tímpanos em festa como se fogos de artifício estivessem sendo disparados dentro do seu ser.

Elas realmente não trocaram muitas palavras, ou mais precisamente, nenhuma palavra antes de chegar ao quarto de Regina aos tropeços, elas não queriam ir tão rápido, mas queimavam como o inferno, as mãos não se deixando um segundo se quer. Emma não sabia muito bem o que estava fazendo, mas acompanhava os movimentos da morena e pelos sons que saiam da garganta da outra ela imaginava estar pelo caminho certo.

Pararam ao pé da cama, o desespero de segundos atrás sendo perdido momentaneamente. Sob a luz da lua que adentrava pela janela do quarto, Regina fitava os olhos de Emma enquanto passava a almofada de seus dedos por toda extensão de sua face quase sem encostar, contornou seus lábios e queixo descendo por seu pescoço e pela sua clavícula e ombros até percorrer todo o caminho do braço até chegar a sua mão, repetiu o mesmo processo do outro lado de Emma até estar com as suas mãos atadas as dela.

Emma estava estática e mal tinha consciência de que sua respiração estava presa a sua garganta como um nó de marinheiro. Regina mal tinha tocado nela e o caminho que seus dedos percorreram queimavam em sua pele como se o tivesse feito com ferro quente. Ela estava tão entorpecida pela forma como a morena a olhava, um misto de admiração e paixão que Emma mal podia acreditar que tal coisa poderia ser dirigido para ela. Sua mente traidora deu um lampejo de algo que ela não queria pensar no momento, se Regina já tinha olhado assim para Kathryn alguma vez. Mas na mesma velocidade que esse pensamento veio logo ele se foi.

Regina levantou as duas mãos da loira até seus lábios beijando cada dedo antes de apertá-las e soltá-las e levantar suas próprias para cada lado do rosto de Emma o tocando gentilmente.

—Você tem certeza disso? – Regina perguntou, ela tinha que perguntar mesmo temendo que Emma desse para trás. Que recuasse, que retirasse as palavras que havia dito e que ainda queimavam dentro de Regina. A loira simplesmente balançou sua cabeça em negação fazendo a morena suspirar lentamente sem nunca quebrar o olhar – Você quer parar? – perguntou com a voz quase rachada e novamente Emma se movimentou negando, seu corpo respondendo por ela que mal podia manter-se de pé quiçá pensar coerentemente.

Regina sentiu todo seu corpo vibrar em resposta e teve quase que apertar uma perna a outra para conter o latejar em um ponto específico. E Emma só tinha falado com ela. A morena soube instantaneamente que a loira seria sua ruína, mas ela sabia que qualquer ruína com Emma valeria a pena, então a beijou novamente.

Emma entendeu duas coisas enquanto Regina a beijava; primeiro ela não queria beijar mais ninguém nessa vida, segundo, ela não queria parar de beijar Regina nunca mais. Mas Regina tinha outros planos para ela e parou o beijo descendo seus lábios para o pescoço de Emma chegando à alça da camiseta que a loira vestia.

Regina subiu seus dedos às alças da blusa de Emma as puxando gentilmente para baixo deixando seus ombros banhados pela luz que entrava na janela a mostra. Primeiro passou a ponta dos dedos sobre eles e fazendo logo em seguida o mesmo caminho com seus lábios tendo Emma arqueado todo seu corpo para dar mais acesso a morena que não perdeu tempo puxando a barra da camiseta e passando-a pela cabeça da loira.

Empurrou Emma para cama sem parar de beijá-la, sua mão espalmava seu abdome perfeito, um sutiã sem alças ainda preso ao corpo da loira. Regina sentou em sua barriga enquanto levantava a própria blusa a retirando fazendo a loira quase engasgar com a própria respiração. Ela nunca pensou que reagiria assim ao ver uma mulher seminua, mas olhar para Regina daquela maneira fez o seu centro latejar. Regina voltou a distribuir os beijos pela pele exposta de Emma fazendo a loira gemer em resposta, passou suas mãos por debaixo de seu corpo e a liberou do aperto de seu sutiã o retirando logo em seguida.

—Você é linda. – Regina disse com os olhos brilhando para Emma que corou violentamente. – Perfeita. – Completou passando os dedos pela pele recém exposta. E se alguém questionar Emma diria com toda certeza do mundo que os dedos de Regina eram enfeitiçados, mas nem de longe possuíam tanto poder quanto sua língua.

Logo o restante de suas roupas já tinha desaparecido e Regina podia admirá-la por completo quase vindo só com a visão do corpo completamente nu de Emma abaixo do seu. A morena passou a explorar cada pedaço de pele de Emma, hora beijando, hora somente roçando seus lábios e a tocava com tanta devoção e carinho que fizera com que os olhos da loira marejarem em meio aos suspiros trêmulos.

Sugava cada um dos pequenos seios da loira com tamanho vigor a fazendo dar gemidos guturais que passavam por todo corpo de Regina e explodiam em seu centro. Baixou os beijos fazendo um caminho molhado até o abdômen de Emma, passando por seu ventre quase chegando em sua intimidade, mas voltando rapidamente para cima para beijá-la enquanto sua mão desceu pelo meio de suas pernas tocando aquela área quente e completamente úmida.

—Re..gi..na! – Emma disse em uma voz rouca que nem ela mesmo reconheceu quando sentiu a mão de Regina em seu sexo, a morena por sua vez apertou o seu próprio contra a coxa de Emma ao ouvi-la gemer seu nome.

Regina começou a massagear o centro da loira fazendo um ritmo de vai e vem com a mão provocando lentamente a mulher que estava com os olhos fechados e a cabeça inclinada para trás enquanto Regina beijava-lhe o pescoço. Essa visão de Emma entregue quase enlouqueceu Regina, e a morena sabia que jamais desapareceria de sua mente.

Tudo dentro da loira parecia queimar e ela não conseguia pensar coerentemente no que elas estavam fazendo, e ela queria desesperadamente entender, ela sabia que teriam que conversar uma hora ou outra, mas quando ela sentiu a boca de Regina no meio de suas pernas tudo em seu interior virou brasa e desvaneceu qualquer pensamento que ela poderia ter a não ser o fato de que ela poderia explodir em milhões de pedacinhos cósmicos a qualquer momento. E ela explodiu.

Regina sentiu as paredes internas de Emma apertarem seus dedos e seu corpo todo estremecer com o orgasmo, plantou um beijo gentil em seu sexo antes de subir novamente para beijar a loira que ainda tinha os olhos fechados e respirava com certa dificuldade. Quando seus lábios encontraram de novo a loira pode sentir seu próprio gosto nos lábios de Regina e isso acendeu seu corpo inteiro novamente.

Então ela percebeu que Regina ainda tinha roupas demais. Passou as mãos pelos lados do corpo da morena parando no fecho do sutiã em suas costas o abrindo. Regina levantou levemente o corpo para que Emma pudesse retirá-lo do meio delas tomando o pescoço de Regina em seus braços logo em seguida trazendo-a mais para perto que podia conseguir, de repente o desejo esmagador de sentir a pele da morena na sua havia tornado-se demasiado.

Emma levantou na cama trazendo Regina consigo fazendo a morena soltar um grito de surpresa pelo ato da loira. Emma posicionou-a em seu colo e passou a fazer com Regina a mesma coisa que a outra havia feito com ela. Passou seus dedos por cada pedaço de pele exposta enquanto os braços da outra descansavam em seus ombros. Emma desceu seus lábios pela garganta dela trilhando um caminho de beijos e leves chupadas até seus seios.

Regina arqueou todo seu corpo para frente quando Emma tomou um mamilo já rígido em seus lábios e começou a chupá-lo com vigor enquanto sua outra mão tratava do outro seio negligenciado. Regina gemia sem pudor algum aos toques da loira e se segurava em seu pescoço.

—Em..m...ma! – ela gemeu — Eu preciso que você me toque! – Essa simples frase fez o cérebro de Emma derreter depois de entrar em um completo curto circuito. Ela trabalhou no fecho da calça social da morena amaldiçoando suas mãos que tremiam descontroladamente. Vendo a dificuldade da loira, Regina levantou de seu colo abrindo ela mesma a calça retirando-a junto com a peça íntima sentando novamente enlaçando seus braços e agora suas pernas no corpo de Emma que estava em êxtase.

Emma passou as mãos pelas coxas de Regina apertando as nádegas da morena que percebeu os movimentos hesitantes da loira, Regina então pegou a mão de Emma e colocou sobre o seu sexo deslizando-a lentamente para incentivá-la enquanto olhava em seus olhos. Emma deixou seus dedos deslizarem pelo centro derretido de Regina fazendo a morena dar um gemido gutural e empurrar os seu quadril para cima aterrando-se na mão de Emma que mesmo incerta sobre como proceder deixou-se levar pelo momento.

Enquanto uma mão massageava o clitóris de Regina, a loira introduziu dois dedos na morena que gritou mordendo seu ombro. O nome de Emma tornou-se um mantra nos lábios de lábios de Regina que aumentou seu aperto em volta do corpo de Emma. Quando a loira desceu seus lábios ao seio de Regina o sugando com o mesmo vigor que trabalhavam suas mãos todo o mundo pareceu parar e Emma levou Regina ao orgasmo fazendo com que o aperto da morena afrouxasse enquanto seu corpo estava mole em seus braços. A loira descobriu que essa era a melhor sensação do mundo.

Respiraram pesadamente por um tempo antes de começaram um beijo terno que poderia ter durado horas.

Quando os corpos se encontraram no meio da cama, suados e prazerosamente exaustos nada realmente precisava ser dito naquele momento. Regina se apoiou no peito de Emma que ainda subia e descia acelerado e viu a loira sorrir a circundando com os braços abrindo um sorriso também.

Ambas dormiram sabendo que a palavra lar nunca havia feito tanto sentido para elas como quando se encontravam abraçadas uma a outra.

Notas finais
Deixem-me saber o que vocês acharam é muito importante para eu poder melhorar!