Notas iniciais
Gente que capítulo grande. Espero que gostem. Eu particularmente amo essas duas. Minhas fofas. Obrigada pelos comentários, me fazem muito feliz.

A rotina as tomou depois que voltaram a Boston. Novamente os dias passavam em uma velocidade incrível. As calçadas amareladas que marcavam o fim do outono agora estavam constantemente molhadas devido as pequenas geadas que aconteciam regularmente. Emma descobriu o verdadeiro significado da palavra frio. Com a ajuda de Regina ela conseguia se arrumar de uma forma que pudesse, ao menos, caminhar, pois por ela sairia de casa com cinco blusas, três calças, gorro, cachecol, meias e luvas.

E segundo a amiga o pior ainda estava por vir. Emma realmente achava que se ficasse pior que isso ela acabaria congelada no meio doa rua.

Emma voltava de mais uma tarde no orfanato. Estava radiante. Cada dia que passava se apegava mais aquelas crianças. Principalmente a duas criaturinhas especiais. Sophia havia quebrado todas as suas barreiras com a loira, e por incrível que pareça era toda serelepe com Regina também. Ela havia dito que se a morena era amiga de Emma, era amiga dela também. Sorriu com a lembrança daquele dia, uma lágrima havia caído na bochecha de Regina.

A loira descobriu que o aniversário de um ano do pequeno Henry estava chegando e queria ver com Regina se ela poderia ir com ela na comemoração que as Irmãs faziam para os aniversariantes do mês. Ela iria ajudar em tudo. Na verdade a loira queria levar as duas crianças para o seu apartamento. Porém Madre Cecília não havia concordado, Sophia poderia confundir as coisas e poderia sofrer depois. Emma acatou a ordem da irmã com um pouco de contragosto, mas a ideia de ver Sophia sofrendo lhe fazia mais mal do que o fato de não poder levar as crianças a sua casa. Regina iria adorar a ideia de ter os pequenos em casa, ela estava trabalhando muito, completamente empolgada com um novo projeto que parecia ser grande. A morena queria comemorar no fim dessa semana.

Subiu ao apartamento cantarolando louca para contar as novidades para Regina. Já era um habito entre as duas, compartilhar sobre sua vida e seus dias. Sorriu girando a chave na maçaneta. Sorte sua que era extremamente rápida, pois no momento em que entrou em casa um copo veio voando em sua direção e a loira no reflexo se abaixou e ele acabou se espatifando na porta fazendo voar caco de vidro para todos os lados.

O copo voando não a assustou tanto quanto o grito de ódio dado por Regina.

—Emma! Desculpe. – Disse Regina assim que percebeu a loira abaixada na porta com cara de assustada. – Céus, eu te machuquei? — Ela disse correndo em direção a Emma que limpava os caquinhos de seu casaco e cabelos.

—Não, eu sou rápida. – ela disse sorrindo tentando descontrair enquanto Regina olhava seus braços e seu rosto. Quando seus olhos fitaram um ao outro, Emma parou e engoliu o sorriso. Os olhos marejados de Regina pesaram na loira como uma bigorna eternamente grande. – Eu estou bem Regina.

—Desculpe, se eu tivesse te machucado... – sua voz não passava de um fio e ela reprimiu um soluço. Emma não se aguentou e apertou a morena em seus braços passando-os por suas costas. Regina não reprimiu nada dessa vez e desabou no aperto da amiga. Emma passava a mão pelos cabelos curtos dela que tremia em seu abraço.

Não falaram nada, só se mantiveram dessa forma até Regina parar de tremer e seus soluços diminuírem. De repente empurrou Emma e saiu de seu abraço, queria morrer de tanta vergonha. Começou a se distanciar da amiga a passos largos.

—Desculpe. – Sussurrou enquanto se afastava, mas Emma a segurou pelo cotovelo. – me solte Emma.

—Não te solto até saber o que está acontecendo. – A loira disse apertando mais o braço de Regina.- Eu nunca te vi assim. Me conta o que está acontecendo. Compartilha comigo, afinal eu quase tomei uma copada na cara. – Tentou sorrir, mas Regina só endureceu mais.

—Isso não é da sua conta, pare de se intrometer aonde não foi chamada Swan. – Regina gritou, seu olhar era duro e Emma a soltou como se tivesse levado um choque no contato com a morena.

—Desculpe, eu só queria ajudar. – Disse em um fio de voz corando. Passou por Regina e foi direto ao seu quarto extremamente magoada fechando a porta.

Regina imediatamente se amaldiçoou ao ver o olhar da loira. Emma não tinha nada a ver com aquilo e ela descontara tudo nela. Quis jogar mais um copo em direção a parede, mas se controlou. As lágrimas voltaram a cair. Não era para Emma vê-la daquele jeito, mas ela tinha visto e a vergonha da situação a descontrolou. Droga. Mesmo sem estar presente seu pai poderia estragar a amizade que elas formaram. Como ele sempre fizera na vida de Regina desde que nascera, estragar tudo.

A morena foi em direção ao corredor dos quartos, pediria desculpas a Emma, mas ao chegar em frente aos aposentos da amiga a porta estava fechada. Ela nunca fechava a porta. Era uma clara mensagem para ela. Eu não quero falar com você. Ótimo, Regina pensou. Magoara a única pessoa que ela queria por perto nesse momento. A única que a acolheria e apertaria em seus braços até se sentir segura novamente.

—Emm – disse batendo na porta, mas não teve resposta. – Hey estranha, — ela voltou a chamar pelo apelido delas. Emma queria tratar Regina com a mesma frieza que a morena a tratara, mas considerava demais a amiga, seu coração parecia ser feito de manteiga, se amaldiçoou por isso.

Abriu a porta para encontrar a amiga parada ali. Seus olhos estavam vermelhos e inchados e expressavam culpa. Os dela provavelmente estavam vermelhos também.

—Desculpe. – Regina disse assim que viu a loira.

—Pelo que exatamente você está se desculpando? – A loira perguntou, mas não deu tempo para ela responder – Por ter arremessado um copo em mim? Por não confiar em mim? Ou por ter sido uma estúpida agora a pouco? – a loira voltara a chorar enquanto enumerava – olha, eu não quero brigar com você. Se você não confia em mim para contar o que está acontecendo tudo bem. Se você não me quer preocupada com você, tudo bem. Se você quer que eu vire um fantasma nessa casa, tudo bem também. Mas me avise só para eu não fazer papel de idiota por aí. – finalizou — Boa noite Mills. – Bem, era melhor Emma não ter aberto a porta. Ela já estava arrependida pelas palavras. Pagara na mesma moeda pelo comportamento repreensível de Regina. Encostou-se a madeira deslizando até sentar no chão.

Do outro lado Regina ainda estava estática. Emma nunca foi grossa, e nem quando estava visivelmente chateada com a morena tinha sido. Mas Regina sentia como se tivesse levado vários socos na cara. Preferia mil vezes que a loira tivesse gritado e lhe sacudido do que ter visto a decepção tão clara em seu olhar. E pior, ela acha que Regina não confia nela, quando a morena lhe confiaria a vida. Rumou para seu quarto onde mais uma vez naquele inferno de dia, caiu no choro.

As coisas não melhoraram no dia seguinte, nem no outro depois desse. Quando Regina acordava, Emma já havia saído. Quando chegava ela já estava trancada em seu quarto. Na manhã do terceiro dia arrastava seus pés rumo a cozinha já sabendo que a encontraria vazia. Não havia se preocupado em retirar o pijama ou pentear os cabelos. Quando chegou seu coração deu uma batida descompassada. Emma estava de costas para ela fazendo café. Ficou lá parada sem saber como reagir.

—Eu não mordo, caso não saiba disso ainda. – Emma disse sem se virar. – e eu já estou de saída também, pode ficar a vontade, não vou me meter nas suas coisas. – Disse se virando pela primeira vez mostrando o copo térmico cheio. Regina não deixou de reparar em suas enormes olheiras.

—Emma por favor. – Regina disse apavorada. Não ia deixar ela sair sem aproveitar essa chance de conversar. – Grite comigo. Diga que me odeia. Chute minha bunda até o Canadá se você quiser – Emma arqueou as sobrancelhas, Regina nunca falaria a palavra bunda — mas por favor, não me ignore desse jeito. Seja minha melhor amiga, melhor companhia, meu melhor abraço, se importe comigo novamente. – completou chorando. Emma parou na porta. A mão ia voltava da maçaneta. Escutar a voz chorosa de Regina fez o coração da loira apertar. Ignorar a amiga estava consumindo todas as suas energias. Estava sentindo uma bruta falta dela, além de uma preocupação fora do normal.

—Não vai jogar um copo em mim de novo, não é? – perguntou sem se virar depois do que parecia uma eternidade para a morena e Regina riu.

—Estranha, o copo nunca foi para você. – Ela respondeu sentindo seu coração se aquecer novamente. – Por favor deixa eu conversar com você porque isso está me matando. Eu fui uma idiota de grau maior, de nível alienígena, se você preferir, e sigo admitindo isso até o dia em que você se cansar de ouvir. Deixa eu te dizer que eu confio minha vida a você de olhos fechados. Deixa eu te dizer que estou com tanta vergonha de você e por tantos motivos que eu não sei por onde começar a contar. Mas pelo amor de Deus somente me deixa fazer isso. Te dizer... depois você pode continuar me odiando.– Emma finalmente virou para encarar Regina e sorriu.

—Eu nunca deixei de me importar com você, nem por um segundo se quer, nem quando eu quis desesperadamente não me importar. Mas eu fiquei chateada com suas palavras e venho me perguntando, por que comigo? Logo eu que nunca me intrometi em nada. Mas se está disposta a falar. Eu estou disposta a ouvir. – Emma largou sua bolsa em cima do aparador perto da porta e se dirigiu a sala. E não havia melhor momento que o agora para isso.

**..**

—E sua aula? -Regina quis saber.

—Um dia só não faz mal. Isso daqui – apontou para elas duas – é mais importante do que qualquer conflito internacional. – Sentou-se no sofá cruzando as pernas em cima dele. Regina a seguiu e sentou-se em sua frente. Mas ela não sabia por onde começar e ficaram assim por um tempo. A loira olhava o rosto de perfil da monera que parecia em uma guerra interna com seus pensamentos. No silencio da manhã, parecia que podia se ouvir as engrenagens do cérebro se movimentando.

De repente uma lágrima solitária desceu pela bochecha de Regina e ela olhou para a loira que sorria carinhosamente.

—Vem aqui. – Emma abriu os braços para ela que imediatamente cruzou as pernas em cima do sofá e deixou sua cabeça cair no peito da loira – leve o tempo que precisar – disse fazendo carinho em seus cabelos bagunçados – sou uma boa ouvinte dotada de muita paciência – Regina riu e se perguntou como ainda não tinha contado para Emma como sua vida perfeita não era tão perfeita assim. Que ela tinha um leão para enfrentar por dia. – precisava tirar uma foto desses cabelos desgrenhados, porque se eu contar para alguém não vão acreditar. – Regina levantou sua cabeça do colo da amiga rindo – Assim que eu gosto de te ver. Sorrindo. Lágrimas não combinam com você. – Passava os polegares pelo rosto de Regina o secando.

_Às vezes eu esqueço quem é a mais velha aqui. – Regina disse ainda rindo. O silencio se instaurou novamente. Mas não era um silencio ruim como o dos últimos dias, era confortável. Cúmplice. Ele dizia, estou aqui para você. A morena respirou fundo. – Primeiro, eu gostaria de te pedir desculpas pela cena do outro dia. Eu estava completamente transtornada. – Olhou para Emma que simplesmente assentiu – Tudo ficou meio fora de controle e eu agi estupidamente. Eu disse aquelas coisas para você porque eu estava morrendo de vergonha. Não era para você ter me visto daquele jeito. – ela parou para tomar fôlego e controlar as lágrimas.

—Regina, eu quero e vou estar com você em todos os seus momentos. É para isso que os amigos servem. Suportar com paciência todos os momentos do outro. Eu quero sorrir com você, implicar com você, me divertir com você, mas se for preciso chorar com você eu também quero fazê-lo. O que eu não quero é te ver sofrer e não poder fazer nada porque isso me mata por dentro. – Emma disse carinhosamente.

—Eu tenho vergonha de falar sobre isso, até mesmo com Zelena, por mais que ela observe o que acontece. – ela parou – Meus pais são separados, você sabe. Meu pai nunca foi uma pessoa boa, mas eu só descobri isso mais velha. Ele era meu herói, o seguia por toda parte e nunca reparei que ele só gostava de Robin. Ele nunca quis uma menina. Para ele só os homens que levam o mundo para frente. – as lágrimas voltaram a cair – Ele traiu minha mãe a vida inteira e eles sempre brigaram, mas eram teimosos demais para se separar. Robin sempre viu como ele tratava nossa mãe, ele sempre me protegia das agressões verbais dele, e começou a tomar aversão a ele desde cedo. Eu não. Admirava aquela postura, sua seriedade e seu compromisso pelo trabalho, desde pequena já sabia que faria arquitetura, para acompanhá-lo no ramo imobiliário. Quando Robin saiu pelo mundo dizendo que seria fotógrafo meu pai surtou e finalmente se separou de minha mãe. Eu pensei que a noticia de que sua filha seguiria seus passos o comovesse, mas não. – ela suspirou – quando cheguei para trabalhar na empresa ele me colocou na copiadora. Eu, sua filha formada, fazia as cópias. – Regina parou de falar um momento deixando suas lágrimas caírem. Emma pegou as mãos dela e colocou no meio das suas.

—Ahh Emma. Ele me humilhou tanto. Mamãe nem sonha com isso, nem Robin. Mas a empresa ia mal das pernas e ele só sabia beber e reclamar que se Robin estivesse ali tudo estaria bem. Um dia uns clientes vieram a empresa e eu os atendi porque o pupilo de papai não podia e depois disso eles só queriam falar comigo. Papai ficou realmente bravo, mas eram clientes importantes e ele jamais falaria para eles que foram atendidos pela garota da copiadora. Comecei a ganhar meu espaço na empresa, comecei a participar das finanças sobre todos os protestos dele. Conquistei inúmeros clientes e quando inseri na empresa os serviços de arquitetura e paisagismo, saímos do vermelho e a companhia Mills começou a render milhões de dólares o que não rendia nem no seu momento de maior glória. – Emma sorriu para ela a encorajando, ela sabia que o pior ainda estava por vir – Eu morava com ele. Cuidava dele nas bebedeiras, afinal, apesar de tudo, ele é meu pai. Mas ele sempre deixou bem claro que preferia que Robin estivesse ali. A cada oportunidade que ele tem ele me lembra disso. Me lembra que tudo que eu tenho é dele, por causa dele. Um dia jogou na minha cara que eu só tinha um teto porque ele era caridoso e me deixava morar com ele. Foi quando decidi sair de casa. Isso porque um cliente não fechou o contrato com ele, mas quando eu interferi na conversa eles acabaram aceitando.

—Nossa Regina eu não imaginava. – Emma estava chocada.

—Por isso vim morar aqui. – ela riu – esse prédio foi um negócio que papai perdeu. Foi a minha vingança particular, e acabou sendo a melhor coisa que eu fiz na vida. – apertou as mãos de Emma sorrindo – Sabe, eu sempre fingi não me importar com o que ele diz porque eu sempre faço o meu melhor e vejo isso refletido no sucesso da empresa, tento compensar uma coisa com a outra e vem dado certo.

—Até essa semana. – Emma disse paciente. Ela estava com tanta raiva desse pai da Regina que poderia matar ele só com o pensamento. – Você estava muito empolgada com um projeto Regina, trabalhando nele com afinco. Queria até comemorar caso desse certo. – Ela assentiu. – O que aconteceu meu bem? – A loira não queria imaginar o que poderia ser pior do que tudo isso que a morena já tinha contado.

—Fomos apresentar o projeto aos clientes e acionistas. Tínhamos uma reunião naquele dia. Mas ele me disse que a reunião era às 10h. Quando cheguei na empresa estavam todos saindo comemorando o negócio fechado. Um dos acionistas veio me falar que eu era uma garota de sorte por ter um pai e um funcionário tão talentosos. Meu pai me olhou e disse para eu ir pegar uma bebida para eles. – ela voltara a chorar e sua voz aumentara duas oitavas – Ele apresentou o projeto como sendo dele e do Marcos Emma. O meu projeto. Zelena tentou me ligar, mas meu celular acabou a bateria. Eu fiquei com tanto ódio do sorriso presunçoso que ele me lançou, peguei a bebida para eles, fui para minha sala, trabalhei até de tarde e quando eu cheguei em casa, bem... você viu.

Emma soltou as mãos de Regina e puxou a morena para um abraço apertado.

—Estranha, eu sinto muito. – disse apertando Regina. – Eu jamais imaginei que passasse por essas coisas. Por que não me disse isso antes? Guardar essas coisas dentro da gente é igual encher um copo a conta gotas, pode demorar, mas um dia transborda.

—Eu tinha muita vergonha do que meu pai faz comigo e tinha mais vergonha ainda de parecer fraca, uma pessoa que reclama de tudo. Assumi que essa era a minha vida, a minha cruz a ser carregada.

—Você não é fraca. É a mulher mais forte que conheço. E nunca mais precisa ficar com vergonha de mim. Logo de mim, que ando com pijamas do Mickey na sua frente. – elas riram – Mas Regina, ninguém merece ser tratada assim. Você é competente, levantou àquela empresa, você não precisa disso. Você pode seguir seus passos.

—Obrigada Emma. É bom saber que temos com quem contar. Mas eu não sei se posso funcionar fora de lá. Acho que seria como meu pai sempre disse. Eu carrego o nome dele e tudo que vier para mim será porque estou ligada a ele.

—Céus Regina. Alguma coisa tinha que vim de bom do seu pai. Se for o seu nome, que seja. As pessoas podem até vir a você pelo Mills que você carrega, mas elas vão ficar por causa do seu talento. E isso você tem garota. Se desprenda desse tormento.

—Você acha?

—Meu Deus estranha. Eu confio em você, só falta você confiar em si mesma. Nunca pensei que tivesse que te dizer isso.

—Casca dura por fora, coração mole por dentro. Prazer Regina Mills. – Regina disse arrancando uma risada de Emma – Vou pensar nisso que me disse.

—Pense mesmo. E saiba que estou aqui para o que der e vier. Sempre. E eu te perdoo.

As duas se abraçaram aos risos. Regina não poderia estar mais feliz. Recuperar a cumplicidade de Emma era como estar de volta ao paraíso. Como pode ser tão burra em todos esses meses juntas, quase um ano mais especificamente? Poderia ter despejado todos os seus tormentos nesses abraços maravilhosos que a loira lhe dava. Ter curado as feridas do seu coração nesse sorriso contagiante e mergulhado na calmaria dessas orbes verdes.

—Você já tinha me perdoado. – Regina se soltou de Emma.

—Com certeza, mas gosto de pensar que sou mais durona do que isso. – Emma disse fazendo referencia ao que a morena havia lhe dito há um tempo atrás.

—Obrigada por tudo. Por me ouvir, me perdoar e por ainda estar aqui. Nunca poderei te agradecer o suficiente. O que está fazendo por mim não tem explicação e não tem como retribuir.

—Não minta mais para mim que você já está me retribuindo, e não me agradeça ainda, porque eu não terminei. – Emma disse se levantando e se dirigindo a cozinha.

—Como assim? – Regina questionou seguindo a loira com os olhos. Emma voltou para a sala com um pote nas mãos e duas colheres.

—Sorvete. Não tem nada melhor que curar tristeza com sorvete. – disse passando uma colher para Regina.

—Isso é coisa de criança Emma. – disse com sua costumeira voz grossa. – Além do mais, daqui a pouco é hora do almoço.

—Querida, não há idade nem hora para comer sorvete. E se você não quer ótimo. Sobra mais para mim. – disse sentando, abrindo o pote e começando a comer. Regina fez menção de ir pegar um pouco quando Emma a bloqueou. – acha que você desdenha assim do meu sorvete e depois pega fácil? Nem pensar.

As duas começaram uma guerra pelo sorvete que rendeu muita sujeira e uma infinidade a mais de risadas.

Notas finais
Comentem. Adoro o feedback de vocês.