Pra carol
1 AQUI
CAPITULO 1:
Aqui estou eu. Me preparando para um baile de formatura idiota. Sabe, eu até que vou sentir falata das minhas amigas. Elas são as únicas duas pessoas que me entendem de vercdade. Tirando minhas irmãs é claro.
Eu preciso admitir que estou um pouco nervosa. Eu vou me mudar, mudar de escola, mudar quem eu sou. E tudo isso por um motivo que nem mesmo eu sei. Mas eu sei que se eu não fizer o que tenho que fazer, terá consequências. E o que eu menos quero é acabar ferindo minhas irmãs.
– Ashley! Saiu logo do banheiro — Emma gritou.
– Eu estou ridícula! — Gritei de volta.
– Se você não sair eu arrombo a porta — Liz gritou daquele seu jeito delicado.
– Ta! Eu saio, mas vocês não podem rir. Prometem?
– Sim! — As duas gritaram juntas.
Sai do banheiro com a minha famosa cara de "A Morgan Me obrigou" (P.S. da autora: Morgan é a mãe adotiva da ashley). Sabe, até que eu não era uma filha ruim. Morgan queria parecer uma boa mãe e queria que todos da cidade pensasem assim, por isso ela tentava me tornar sua filinha perfeita, e as vezes eu até ajudava. Eu vestia as roupas que ela queria para ir nos eventos da cidade, até me comportava nessas situações, mas hoje é MINHA formatura, e eu não vou me prender a minha mãe dessa vez.
Emma e Liz não riram, mas falaram que o vestido era de patricinha, ok, como se eu não soubesse.
– Eu sei! E é por isso que eu não vou usa-lo.
– Do que você está falando? — Perguntou Emma — Se você sair de casa sem esse vestido sua mãe te joga da janela.
– Eu sei, por isso, que você vai colocar meu vestido de verdade e meu sapato na sua bolsa e eu vou me trocar no carro — Retirei meu vestido do armário e o sapato da sacola de papel da loja.
– Você é má. Gosto disso — Liz sorriu maldosa.
– Obrigada, sei que sou uma gênia.
– Quanto você gastou nesse vestido? Aposto que custou uma grana — Emma perguntou.
– Sim, custou, mas vale a pena, eu amei ele.
– Ele é lindo, mas você não disse que bailes de formatura eram bobos?
– Ainda acho que são bobos, mas se essa é minha última noite com minhas melhores amigas, essa precisa ser a melhor noite da minha vida.
– Então você vai mesmo se mudar? — Liz perguntou.
– Sim.
– Você não gosta mais da gente né? — Emma brincou.
– Haha claro que gosto. Minha mãe achou um emprego novo e.. bom... eu preciso ir com ela. Mas não pensem que vão se livrar de mim, nós ainda nos encontraremos ok?
– Assim, vocês podem continuar com o melodrama ou se apressarem por que nós já estamos atrasadíssemas.
– Típico — Eu sorri e nós saimos para o baile.
(Link dos vestidos: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=64545772&.locale=pt-br )
[...] Eu não queria admitir mas até que eu sinto falata delas. Eu me mudei há uma semana e eu já não aguento mais esse lugar. Minha mãe acredita que eu virei uma garota metida. Eu até gosto disso, por que eu gosto de moda e essas coisas, mas o pior é que eu preciso ser nojentinha e me achar superior. Eu odeio isso.
Ele disse que eu estou fazendo muito bem o trabalho. Eu ainda não sei exatamente o que ele quer mas eu terei que faze-lo de um jeito ou de outro.
– Ashley! Desce para jantar! — Morgan gritou.
– Já vou! — Gritei de volta.
Fui até o banheiro, lavei o rosto e prendi o cabelo. Assim que voltei ao meu quarto havia um bilhete em cima da minha cama. Me sentei e começei a ler:
"Sabe, até que você tem feito um bom trabalho. Fingindo ser essa menina popular. Eis o que você tem que fazer: Você precisa ser popular. Suas aulas começam amanhã estou certo? E eu quero que você faça exatamente o que eu diga: Seja a garota mais popular do colégio em uma semana, consiga a confiança de todos a sua volta, e eu te direi o seu primeiro dever. Tenha bons sonhos. Xoxo."
– Ashley! Não vou chamar de novo! — Morgan gritou mais umas vez.
– Já vou! — Gritei.
Guardei o bilhete dentro da minha gaveta e desci as escadas correndo.
– Ashley, nós precisamos conversar com você. — John falou (P.S. Da autora: Pai adotivo dela) . Me sentei na mesa e comecei a comer.
– O que foi? — Perguntei com uma pausa entre uma garfada e outra.
– Você anda muito diferente ultimamente, e você sabe que eu e sua mãe estamos tentando te entender. A gente tem feito de tudo para conseguir ser os pais que você quer ter. Mas você não está facilitando.
Soltei meus talheres na mesa e esperei acabar de mastigar minha comida para começar a falar.
– Belo discurso. Mas infelizmente, vocês nunca serão os pais que eu queria ter. Esses eu infelizmente não posso mais ter. Vocês terão que se conformar com isso. E quanto a tentar me entender. Você precisam entender que eu não sou o tipo de pessoa fácil de entender, mas vocês só não me entendem por que vocês não tentam.
– Meu amor, nós estamos tentando. De verdade. Apenas nos diga o que fazer para te agradar. Nós te damos tudo. Te damos todos os tipos de coisa que você poderia querer. Mudamos de cidade por causa de você. Nós mudamos para L.A.! Nós fazemos TUDO para te agradar.
– Vocês pensam que podem me comprar? Eu não sou idiota! Vocês não me dão a única coisa que eu preciso! Amor! É disso que eu preciso. E vocês só querem parecer uma família feliz e um casal bem sussedido. Vocês nunca vão ser meus pais, por que vocês não se parecem como meus pais! Eles me davam amor, ele cuidavam de mim, e mesmo não sendo ricos, eles me amavam! Eles que me deram a vida que eu sempre quis! — Dessa vez eu levantei da mesa e fui andando até a escada.
– Escuta aqui ashley — John me puxou pelo braço — Você não tem o mínimo direito de falar assim com nenhum de nós dois! Com oito anos você não sabia o que queria! Seus pais estão mortos! Sabe o que é isso? Eles nunca vão voltar. Você tem que aproveitar o que tem. Não me importa o quão iludida você é por ainda se lembrar deles, você vai nos aceitar como seus pais, querendo ou não!
– Solta o meu braço! Você está me machucando — Puxei o braço com força e me soltei — Eu falo como eu quiser com vocês! Vocês não merecem meu respeito! Vocês pensam que são meus pais mas não são! E olha aqui, você não tem o direito de falar assim dos meus pais! Vocês que são dois iludidos por pensarem que um dia eu poderei ser feliz com vocês! Vão para o inferno!
John me deu um tapa na cara. E eu e Morgan ficamos chocadas. O pior, era estar tendo aquela discussão na frente de Sophie e Alice (P.S. da autora: as irmãs de ashley). Elas estavam chocadas também, e Sophie saiu correndo chorando para seu quarto.
– John... — Morgan começou a dizer.
– Olha só o que você fez Ashley! Você está destruindo nossa família! — John gritou comigo.
– Não John! Você está errado! Isso nunca foi uma família! Você não percebe que está estragando a vida da Sophie? Ela tem apenas 7 anos! Agora vê se você entende: Eu não vou mudar por que você quer. Eu não preciso da sua aprovação. — Fui até o quarto de shopie e enontrei ela chorando em sua cama.
(Qurto da Sophie http://weheartit.com/entry/16392746/via/Less_Talk_More_Action & http://weheartit.com/entry/45998733/via/sophiems )
– Sophie....
– Sai daqui. Você e papai só sabem brigar. Por que vocês se odeiam tanto?
– Sophie... você é muito nova para entender isso. Eu e seu pai estamos passando por um momento difícil. Um dia você irá entender. Agora, eu quero que você saiba, que você não tem culpa de nada, nem eu, nem seu pai. Tudo vai se resolver. Eu te amo Sophie.
– Eu também te amo — Ela susurrou e colocou sua mão sobre meu rosto, onde John havia me batido — Ta doendo?
– Não. Agora vá dormir. Amanhã suas aulas começam e as minhas também. Eu não quero chegar atrasada. Boa noite anjinho, durma bem — Beijei sua testa e sai do seu quarto desligando a luz.
Subi até meu quarto tomei um banho de banheira, e durmi.
[...] Acordei com o meu despertador maldito tocando. Bati nele com uma força incrivel que eu nem sei de onde eu tirei e odespertador rolou pela mesa e caiu no chão. Pedaços de vidro se espalharam pelo chão mas ele continou tocando.
– Despertador do capiroto. — Dessa vez peguei ele e taqueu contra a parede e ele se espatifou em pedaços com pilhas rolando por todo o quarto.
Tomei um banho rápido, colocquei minha roupa e penteei meus cabelos. Escovei os dentes e peguei minha bolsa para descer.
( Look Ashley : http://www.polyvore.com/cgi/set?id=66457020&.locale=pt-br )
– Bom dia — Morgan falou radiante.
– Bom dia — Respondi de volta — O John já levou a Sophie e a Alice para a escola?
– Sim querida.
– Ta, to indo pra escola.
– Tenha um bom dia — Morgan sorriu — Leva uma maça querida — Ela estendeu a mão com as unhas grandes e bonitas para mim.
– O que? Agora você virou a bruxa da branca de neve e quer me envenenar? — Falei ironicamente. Morgan me olhou de cara feia — Eu to só brincando! Obrigada — Peguei a maça e fui andando até minha escola.
Entrei na escola e já comecei meu 2º ano do ensino médio irritada. Todos naquela escola pareciam se conhecer. Eu era a deslocada. Mas eu precisava ser popular certo? Então seria o que eu iria fazer.
Vi uma menina que provavelmente seria o tipo de menina que eu escolheria para ser minha amiga. Ela usava um short rasgado e uma blusa que eu consideraria bem legal.
(Roupa da menina: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=65498144&.locale=pt-br )
[...] Digamos que meu primeiro dia na escola foi ao menos aceitável. Eu conheci algumas meninas "como eu" elas usavam roupa na moda e tudo mais. Só que diferente de mim, elas eram completamente nojentas e irritantes. Mas eu precisava aguentar elas no meu ouvido para poder me tornar popular. O meu único problema foi a menina da roupa legal. Ela me odiava. Eu também me odiaria por que eu estou tentando ser como aquelas meninas que se acham superiores. E aquelas meninas que eu ando. Aff. Eu descobri que o nome dela é Selena. E ela não é nem um pouco popular, compreensível. Como eu no ano passado.
Enfim... ela é uma das poucas pessoas da escola que não tem uma certa admiração por mim. Não que eu me ache superior, mas todos pensam que eu sou. Sabe-se lá por que.
Cheguei em casa e fui direto para o meu quarto tomar um banho. E então eu encontrei digamos que um "presentinho" pra mim. Tinha uma caixa de presente sobre a minha cama e uma carta em cima.
Peguei a carta e começei a ler:
" Você até que foi muito bem hoje. Bom, você tem uma semana para ser a garota mais popular do colégio. E.. hum... aqui está uma leve digamos que "pista" para o seu primeiro dever. Que é com essas suas amiguinhas Jessica e Pam. Feliz começo de ano! Xoxo"
Abri a caixa já tremendo pois eu já sabia que seria algo ruim. E era exatamente isso. Algo horrível. Dentro da caixa de presente havia uma arma. E eu já sabia o que tinha que fazer.
CAPITULO 2:
eguei a arma e guardei em minha gaveta. Aquele dia já estava estranho demais. Desci as escadas correndo para almoçar.
– Morgan? — Perguntei quando escutei um barulho na cozinha.
– Tente de novo.
– Alice?
– Vamos sair para comer? — Alice saiu da cozinha sorrindo — Não tem nada aqui em casa.
– Ok, vou tomar um banho e a gente vai.
– Corre! — Ela gritou quando eu já subia a escada — To faminta!
Tomei banho o mais rápido que pude, e fui me vestir. Coloquei um short jeans rasgado e uma blusa verde água de pano fino. Amarrei a blusa com uma nó na altura do umbigo. Peguei uma bolsa colorida e coloquei um salto alto da cor da minha blusa. Peguei meu óculos em minha mesa e desci as escadas.
– Finalmente! — Alice levantou do sofá e se dirigiu até a porta — Vamos de táxi certo?
– Claro.
Esperamos um táxi e fomos até um restaurante de frutos do mar.
– Por que você tá assim? — Alice perguntou.
– Do que você está falando? — Perguntei.
– Dessa sua mudança de estilo sabe. Antes você só usava roupas pretas e agora você está toda popular e com roupas chiques. Você sempre fez questão de comprar suas roupas em bazares por que não queriam que te vissem como a garota com os pais ricos.
– Eu não mudei. Continuo a mesma menina do bazar.
Nós comemos e depois decidimos passear pelo shopping.
– Posso ir naquela loja? — Alice perguntou e nem esperou minha resposta pois já foi correndo.
Meu celular vibrou e eu tirei ele da minha bolsa para ver a mensagem que tinha recebido.
"Você acha que pode simplesmente ignorar o seu dever e ir brincar com sua irmã de ter uma vida normal? O negócio é o seguinte: Você tem até o final dessa semana para fazer o que eu mandei. E eu sei muito bem que você entendeu o que eu queria que você fizesse. Comece por Pam. A menina irritante e nojenta. Tenha um bom dia, docinho. Xoxo"
Pam era mesmo uma garota irritante. Mas não merecia isso. Eu não vou conseguir. Mas eu preciso proteger Alice e Sophie. Eu preciso criar um plano.
Alice voltou correndo da loja e eu guardei o celular na bolsa.
– Me empresta seu cartão? Esqueci meu dinheiro.
– Não dá Alice. Eu preciso ir embora. Agora! — Puxei a mão de Alice e ela tentou discutir comigo mas eu ignorei seus resmungos e peguei um táxi com ela.
– Qual é o seu problema? — Ela perguntava indignada.
– O meu problema é que eu preciso fazer muitos exercícios de casa para amanhã. Nós precisamos ir e ponto final.
Fomos caladas durante todo o caminho. Acho que Alice estava brava comigo, por que geralmente ela fala por duas horas e só para quando tem falta de ar.
Cheguei em casa e subi correndo para o meu quarto. Taquei meu sapato no chão, liguei meu ar-condicionado e sentei em minha cadeira em frente a minha escrivaninha. Peguei um bloco de papel e comecei a escrever o que eu deveria fazer.
1- Assassinar Pam: Primeiro irei chamá-la para sair de noite e irei fazer ela beber bastante cerveja e tequila. Quando ela já estiver bêbada eu irei leva-la até uma rua deserta e ir para um beco sem saída. Depois vou fazê-la se virar e irei matá-la. Esse é meu plano.
Eu terminei de escrever tremendo e passando mal. Fui até o banheiro e comecei a vomitar. Eu não podia fazer aquilo. Não era certo. Mas eu precisava.
Liguei para Pam antes que eu perdesse a coragem.
– Alô? — Era Pam do outro lado da linha.
– Quer ir comigo naquela boate que abriu essa semana? — Convidei.
– Claro! Por que não?
– Ah... ok, preciso ir Pam. Te ligo depois.
Desliguei o telefone e fui tomar um banho de banheira antes que eu desmaiasse — Antes que você pergunte, sim, eu amo banhos de banheira.
Demorei o máximo que pude. Eu queria fingir que nada disso estava acontecendo. Que tudo era apenas um pesadelo e que eu iria acordar logo logo. Tomar um banho de banheira me ajudava a relaxar e tentar me manter calma. Eu terminei meu banho e resolvi tirar um cochilo, aliás, eu precisarei. Hoje eu terei uma longa noite.
[...] Acordei do meu cochilo rápido e liguei para Pam.
– Ashley?
– Pam, eu estou me arrumando, daqui a uns 40 minutos a gente se encontra em frente a sua casa pode ser?
– Claro.
– Vou me arrumar. Beijos.
Conversar por muito tempo com alguém que eu mataria era realmente difícil. Não me julgue! Já tentou? Não recomendo.
Coloquei uma saia cor de pele (um rosa claro sabe?) e uma blusa branca com decote. Coloquei um salto alto dourado e peguei uma bolsa de onçinha. Me maqueei com um gloss, um pouco de blush e sombra clara.
Depois de exatamente 35 minutos eu estava pronta. Preenchi minha bolsa com minha pistola, meu celular, dinheiro e uma luva preta — Não sou idiota o bastante para deixar digitais na arma.
Desci as escadas e fui até a casa da Pam. Encontrei ela em pé em frente a porta. Ela usava uma blusa roxa e uma saia preta brilhante.
– Uau Pam! Amei sua roupa.
– Obrigada. Obrigada mesmo — Ela sorriu mostrando seus dentes quase perfeitos.
– Nada.
– Por que você não chamou a Jessica?
– Hum... não sei... acho você mais legal que ela sabe — Já que era o último dia da vida de Pam não custava nada deixá-la feliz né.
– Ah ta. Obrigada — Ela sorriu novamente.
[...]
A gente chegou na boate e eu fui pegar uma bebida para Pam. É lógico que para mim eu peguei apenas uma água com gás, mas Pam não precisava saber disso.
Entreguei a bebida alcoólica para Pam e nós começamos a dançar. Durante toda a noite eu fiz de tudo para embebedar Pam e tentar obter minha melhor atuação como bêbada. Quando ela já estava tropeçando no próprio pé eu a levei para fora da boate.
Pam não parava de perguntar onde nós estávamos indo, mas eu apenas ignorei. Nós chegamos em um beco sem saída e eu a deixei esperando enquanto eu me preparava. Ela murmurava coisas sem sentido como "aonde você foi dedão?" enquanto eu colocava minha luva e pegava a pistola em minha bolsa.
– Olha aquilo! — Apontei para o nada e fiz Pam olhar ficar de costas para mim.
Levantei a arma e apontei em direção à sua cabeça. Puxar o gatilho foi o mais difícil, mas eu já tinha feito muita coisa para desistir agora. Puxei o gatilho e observei a bala perfurar seu crânio. Eu não faço ideia de onde tirei toda aquela coragem e mira mas no momento em que a bala tocou seu corpo, Pam caiu no chão e o batom que ela segurava em sua mão rolou pela rua vazia.
Eu estava prestes a desmaiar ali mesmo quando escutei uma voz vindo do fim do beco.
– Não é que você se saiu bem?! Foi bem inteligente de sua parte usar luvas para esconder as digitais. Agora retire a bala e guarde-a como um pequeno troféu — A voz falou.
Tentei correr para fora do beco mas o que eu estava tentando? Eu estava presa em minha própria armadilha.
– O que você quer de mim? Por quê eu precisei fazer isso? — Eu gritava com a voz desconhecida.
– Minha querida, você ainda não entendeu que eu não te devo satisfações? Você fará o que eu mandar, não importa o que seja. Você precisa fazer o mesmo com Jessica, mas um bom Serial Killer usaria um plano diferente.
– Eu não sou sua serva. Muito menos uma Serial Killer! — Eu gritava para o cara de casaco preto.
– Na verdade, você acaba de provar o contrário.
– Por quê você está fazendo isso? — Eu teimava em tentar conseguir algum tipo de explicação.
– Você saberá na hora certa. Agora, vá para casa porquê amanhã você terá um longo dia na escola — o homem desapareceu em meio as sombras e árvores da rua — É melhor você eliminar as provas contra você — ele gritou pela última vez e sua voz foi sumindo aos poucos.
No começo eu não havia entendido suas palavras, mas depois tudo fez sentido. Ele quis dizer que eu deveria matar os pais de Pam, pois eles eram os únicos que sabiam que eu havia saído junto com Pam.
Depois que guardei minhas luvas na bolsa junto com minha arma caminhei silenciosamente até à casa de Pam. Eu não era estúpida o suficiente para bater na porta de Pam e pedir um cafezinho. A casa de Pam tinha alarmes e arames farpados elétricos por todo o lado. Achei um desvio na cerca de arame farpado e escalei o muro até tocar o solo do jardim de Pam. Andei silenciosamente pelo quintal até chegar a porta. Como desconfiei, havia uma camêra na porta, e por sorte, eu estava com um casaco e máscara preta. Quebrei a camêra e para a minha sorte nenhum alarme começou a tocar. Desativei o alarme na fechadura da porta e entrei na casa dela.
A casa estava silenciosa e calma até que eu vi uma luz se apagar em um cômodo no final do corredor e eu me escondi atrás do sofá da sala. A mulher alta de cabelo loiro falso subia os degraus da escada de mármore e eu aproveitei aquela oportunidade. Retirei a arma da bolsa já com a luva na mão e atirei na mulher. Infelizmente a bala passou direto e perfurou a parede branca. A mulher loira se virou e eu abaixei. Ela começou a correr em direção ao seu quarto mas eu precisava impedi-la. Ela chamaria a polícia e eu seria presa.
Corri atrás dela sem me importar se ela me veria ou não. Abri a porta do quarto da moça — a burra da loira oxigenada esqueceu de trancá-la — e apontei a pistola para as duas pessoas em choque sobre a cama. O homem calvo segurava o telefone na orelha paralisado.
– Desliga o telefone — Sussurrei.
E é lógico, ele fez exatamente o contrário — acho que ele notou que eu puxaria o gatilho de uma forma ou de outra-.
– Socorr... — Foi tudo o que ele conseguiu dizer até eu puxar o gatilho e cravar uma bala em seu coração.
Virei o olhar para a mulher loira e ela chorava olhando para o seu marido. Por um momento rápido eu pensei em largar a armar e chorar junto com a viúva, mas então eu lembrei do motivo para eu estar ali. A mulher voltou sua atenção novamente para mim no mesmo momento em que eu puxei o gatilho acertando sua barriga. Aquilo não foi o suficiente para matá-la então eu fui obrigada a atirar mais uma vez e a mulher finalmente caiu por cima do corpo de seu marido. Caminhei até a mulher pálida caída sobre a cama e chequei sua pulsação para garantir que ela estivesse morta.
Guardei minha pistola e corri para fora daquela casa. Corri até minha casa sem me importar em suar. Cheguei em casa e subi correndo para o meu quarto antes que alguém me pegasse chorando no meio do caminho.
Me tranquei no quarto e encostei no canto da parede do meu quarto. Chorei sem me preocupar se iria fazer barulho ou não e acabei caindo no sono ali mesmo.
[...] Acordei com a luz da janela aberta batendo no meu rosto. Olhei para meu celular e notei que já eram 6:30 da manhã. Corri até meu chuveiro e tomei um banho rápido. Coloquei um short jeans rasgado com uma blusa da Abercrombie e uma bolsa e sapato da Forever 21. Peguei uma jaqueta vermelha e sai correndo até a cozinha.
Peguei uma maçã e corri até a porta de casa e nem mesmo esperei por minhas irmãs.
[...] Cheguei na minha escola e corri até a sala.
– Muito bonito Senhorita Grace. Você não pode chegar atrasada só por que você é popular — A professora chata de inglês reclamou.
– Desculpe senhora Jones — caminhei até a única carteira vazia da sala que era ao lado da tal da Selena.
– Metida — Selena sussurrou.
– Abusada — Sussurrei de volta mas Selena não escutou.
A aula passou lentamente e no começo do segundo tempo a aula foi interrompido por uma dupla de policiais.
– Poderíamos falar com Jessica Alba e Ashey Grace? — O policial de bigode perguntou à professora.
– Claro — A senhora Marrin respondeu — Levantem-se meninas.
Olhei para Jessica e nós nos levantamos juntas.
– Venham comigo — O policial barbeado falou e fez um sinal para que nós seguíssemos ele. Seguimos ele até uma sala e ele fechou a porta atrás de mim — Sentem-se — O policial apontou a mão peluda para o sofá de couro da sala. Nós obedecemos e esperamos ele começar a falar.
– Eu me chamo Garry e eu estou aqui por causa do falecimento da amiga de vocês duas, Pamela Woods — Jessica cobriu a boca com as mãos e eu apenas encarei o policial tentando parecer surpresa — Nós encontramos o corpo dela no meio da rua perto de uma boate, vocês sabem se ela estava saindo com alguém ontem à noite?
Eu e Jessica fizemos que não com a cabeça e ele continuou:
– Nós fomos até a casa dela para falar com os seus pais e encontramos o corpo de seus pais também baleados como o dela, e coincidentemente as balas eram da mesma arma — Jessica começou a chorar silenciosamente e eu acompanhei.
– Desculpa jogar isso em cima de vocês meninas, mas eu precisava informar vocês — O amigo de Garry se desculpou.
Eu e Jessica assentimos ainda chorando. Os policiais nos mandaram de volta para a aula e disseram que caso obtivessem mais informações eles nos avisariam.
Eu e Jessica fomos dispensadas da aula mais cedo e fomos para casa. Quando eu cheguei em casa, Morgan perguntou por que eu tinha saído mais cedo da aula e eu contei que Pam e seus pais foram assassinados. Não foi muito difícil fingir que eu estava comovida por que eu me sentia realmente muito mal pelo que eu havia feito, então passei a tarde toda chorando com Morgan tentando me consolar.
Quando já estava tarde da noite eu decidi chamar Jessica para dormir aqui em casa e me fazer esquecer um pouco esse assunto, então liguei para ela.
– Jessica? Quer dormir aqui essa noite? — Jessica não alou nada por cinco minutos — Jessica?
– Eu sei que foi você quem matou Pam.
CAPITULO 3:
Pont of view: Jessica Alba
– Eu sei que foi você quem matou Pam– Silêncio do outro lado da linha — Mentira bobona, por que o silêncio? Foi você? — Fingi e ri um pouco.
– Não– Ela mentiu — Só fiquei surpresa com a pergunta. Quer dormir aqui em casa ou não?
– Não vou poder — Menti — Tenho que cuidar da minha mãe, ela está doente.
– Ah, bom, mande melhoras, tenho que ir, beijos– Ashley desligou o telefone.
Eu sabia que Ashley havia atirado em Pam e seus pais, mas eu não podia simplesmente contar isso à ela. Como eu sabia? Longa história, vamos começar pela noite em que elas saíram juntas.
Flashback On
Disquei o número de Pam e esperei ela atender.
– Alô? — Pam falou do outro lado da linha.
– Oi Pam, ta afim de ir pro cinema hoje à noite? — perguntei.
– Não posso.
– Por que?
– Ah... to doente – De repente ela começou a tossir e falar com a voz rouca. Ou ela estava mentindo ou eu não me chamava Jessica Alba.
– Ah Pam, que pena. Posso ir ai ver como você está?
– Ah, o médico disse que era melhor eu não receber visitas. Pode ser contagioso — Pam mentiu novamente.
– Bom, melhoras então. Te vejo amanhã.
– Pamela. Você precisa lavar sua roupa se quiser ir para aquela boate com a Ashle...tu.. tu... tu...
Depois de Pam praticamente desligar na minha cara, eu decidi ir até a tal da boate. Coloquei uma saia preta e uma blusa azul com um salto e sai de casa. Para onde? Não faço ideia. Meu plano era: Ir até a casa de Pam e me esconder, então eu iria segui-lá até a boate e pegá-las no flagra indo para o boate sem mim. Mas não foi o que aconteceu.
Cheguei na casa de Pam e me escondi atrás de uma árvore esperando Ashley chegar. Quando ela chegou, eu sai de trás da árvore e fui me escondendo atrás de outras árvores e lugares escuros enquanto elas andavam, e eu podia ouvir sua conversa:
– Uau Pam! Amei sua roupa — Ashley elogiou Pam
– Obrigada. Obrigada mesmo — Pam agradeceu e sorriu.
– Nada.
– Por que você não chamou a Jessica?
– Hum... não sei... acho você mais legal que ela sabe — A cara-de-pau falou isso sem um pingo de vergonha.
– Ah ta. Obrigada — Ela sorriu de novo mas dessa vez com um sorriso mas fraco.
Na boate, me escondi entre algumas pessoas apenas esperando para aparecer para elas, mas então eu notei que havia algo errado: Ashley não parava entregar vodka e outras bebidas alcoólicas para Pam enquanto ela apenas bebia água com gás e outras coisas, e ela agia como bêbada, provavelmente fingindo.
Eu pretendia descobrir o que Ashley estava fazendo, portando eu não poderia aparecer para elas, então apenas observei cada passo de Ashley até o momento em que Pam estava tão bêbada que nem sabia mais onde estava seu dedo e então Ashley arrastou Pam até um beco.
Comecei a me assustar e pensei em ligar para a polícia, mas eu podia estar enganada, afinal, quem eu era para julgar ela?
O problema, é que eu infelizmente não estava enganada.
– Olha aquilo! — Ashley gritou e Pam olhou para onde Ashley apontava.
No mesmo segundo em que Pam se virou Ashley pegou uma pistola em suas mãos e apontou para Pam. Antes que eu ficasse paralisada, peguei meu celular na minha bolsa e tirei uma foto. O flash foi forte então provavelmente ela teria notado, a única coisa inteligente que eu pude pensar era em correr. Corri até chegar em casa e nem mesmo olhei se a foto havia adiantado de alguma coisa.
Cheguei em casa exausta e fui tomar um longo banho de banheira. Eu sei, eu sei, depois da cena que eu havia presenciado eu deveria ir para a delegacia, mostrar a foto e blá blá, só que eu tinha outros planos para essa foto.
Flashback Of
Decidi que faltaria aula na manhã seguinte, tudo que eu precisava era convencer minha mãe de que eu estava doente.
Verifiquei que meu alarme tocaria, tranquei a porta e as janelas — vai que Ashley decide me fazer uma visitinha — e fui me deitar.
[...] Meu despertador tocou e eu pulei para fora da cama. Peguei um termômetro e deixei na lâmpada até chegar em 39ºC, passei um pouco de pó na cara com o propósito de ficar branca. Como não sou burra nem nada, esfreguei a lâmpada quente em minha testa e meu pescoço até ficar bem quente, me enrolei em uma coberta e fui até o quarto da minha mãe.
– Mãe? — Dei duas batidas na porta e esperei minha mãe aparecer.
– Que foi filha? — Ela perguntou e depois arregalou os olhos — Meu deus o que ouve? Você está pálida!
– Eu estava me sentindo mal então medi minha temperatura e eu acho que estou com febre — Estendi o termômetro para que minha mãe o pegasse.
– Deixa eu ver — Ela puxou o termômetro da minha mão e abriu a boca colocando a mão em minha testa e pescoço respectivamente — Você está pelando! Vem, deita um pouquinho que eu vou preparar torradas e pegar um iogurte para você — Minha mãe me deixou deitada e foi preparar meu café da manhã estilo de hospital.
Minha mãe fechou a porta do quarto e eu aproveitei para começar meu trabalho. Peguei meu notebook em baixo da minha cama e conectei meu celular ao computador para salvar a foto que eu havia tirado ontem à noite. Depois que a foto terminou de passar eu criei uma nova conta de e-mail e adicionei Ashley aos meus contatos.
Minha mãe girou a maçaneta e eu escondi o computador correndo em baixo da minha cama e voltei a fazer cara de sofrida.
– Aqui meu amor — minha mãe me entregou uma bandeja com torradas fresquinhas e um copo de iogurte — Coma o máximo que puder para você se sentir melhor, toma aqui esses comprimidos, uma para febre e outro para enjoo — Ela abriu a mão com dois comprimidos e entregou eles à mim.
– Obrigada mãe — Fingi dificuldade em abrir um sorriso e esperei ela sair do quarto para me livrar dos comprimidos.
Minha mãe novamente fechou a porta e eu pude voltar a fazer o que eu fazia antes.
Joguei os comprimidos dentro do vaso e dei descarga. Joguei o iogurte na pia e peguei em meu frigobar um pote de nutella e uma lata de coca para animarem meu café da manhã. Comi tudo antes que minha mãe voltasse, coloquei a bandeja no pé da cama e voltei a pegar meu notebook.
Anexei a foto em um novo e-mail e sem nada escrito, apertei enviar.
"Seu e-mail foi enviado com sucesso"
Guardei o computador em baixo da minha cama, me inclinei um pouco até ficar sentada e liguei a televisão.
Fiquei vendo televisão mais um pouco até que decidi parecer melhor. Fui até o banheiro, tirei o pó do rosto e voltei para a cama ficando sentada.
– Filha, já terminou de comer? — Minha mãe entrou no quarto e olhou para mim. Fiz que sim com a cabeça. Ela chegou perto de mim e sentou na ponta da cama — Você parece melhor — Ela parecia confusa — Você se sente melhor? — Fiz que sim com a cabeça de novo — Ótimo, o remédio deve ter tido efeito. Por que você não dorme um pouquinho, vai ser bom para você descansar. Quando for a hora do almoço eu te acordo ok? — Fiz que sim com a cabeça de novo e deitei fechando os olhos fingindo tentar dormi. Minha mãe me cobriu e saiu do quarto.
Esperei uns 5 minutos depois de minha mãe ter saído do quarto e voltei a pegar meu notebook. Procurei no google "aonde comprar um arma de verdade". Fiquei procurando praticamente a manhã toda por algum lugar que vendesse uma arma. Afinal, se Ashley comprou uma não deveria ser tão difícil assim, o problema é que era difícil assim. Por que eu quero comprar uma arma? Para me defender de Ashley. Eu não sei o que ela quer nem por que ela atirou em Pam e em seus pais, mas eu precisava estar preparada para caso ela tentasse alguma coisa contra mim.
Minha mãe vinha checar se eu estava bem de 15 em 15 minutos, então isso acabou me atrapalhando bastante. Mas quando já eram quase 11:30 eu enfim achei um lugar em que eu poderia comprar uma pistola sem precisar de uma autorização legal. Salvei a página no meu computador, escrevi o endereço em um bloco de papel e guardei meu notebook em baixo da cama de novo.
Fingi que estava dormindo para que minha mãe achasse que eu havia dormido a manhã toda e acabei caindo no sono.
[...]
– Jessie, Jessie — Senti alguém me balançando interrompendo meus sonhos — Acorda meu amor — Abri os olhos e dei de cara com minha mãe sorrindo para mim.
– Que horas são? — Sentei na cama e me espreguicei.
– São 2 horas da tarde amor, eu tentei te acordar mais cedo mas não consegui de jeito nenhum. Sua comida está pronta, quer que eu pegue ela ou você já está se sentindo melhor?
– Ah, eu já estou bem, acho que posso descer — Segui minha mãe até a mesa e almocei aquela comida sem tempero sem a mínima vontade.
Quando terminei de comer, subi para o meu quarto e minha mãe mediu minha temperatura.
– Uau, sua temperatura está bem normal, deve ter sido só uma gripe ou algo que você come. Eu vou ter que ir ao mercado comprar comida para a janta, você vai ficar bem aqui sozinha? — Minha mãe me olhou com cara de dúvida.
– Pode deixar que eu vou ficar bem.
– Ótimo, não saia de casa antes que eu volte. Qualquer coisa me liga — Minha mãe se inclinou para depositar um beijo em minha cabeça e saiu pela porta.
Fiquei escutando o barulho de seu salto bater no chão do corredor, descendo as escadas, andando pela sala, abrindo a porta da sala, e finalmente, fechando a porta da sala.
Levantei da cama, troquei de roupa, vesti um par de tênis, coloquei meu celular no bolso da calça, guardei o endereço e sai de casa ignorando a ordem da minha mãe.
Fui de metrô até a estação de metrô mais próxima do local onde eu compraria a arma e fui andando até achar o endereço certo.
Pelo que parecia, o lugar era um fundo de garagem com possivelmente uns traficantes que fumavam maconha. Me dirigi até o cara barbudo sentado em uma caixa de madeira encostada na parede da garagem.
– Ah, boa tarde, é aqui que é o — Dei uma olhada rápida para o papel amarelo em minha mão — "Joe's gangnam"?
– Não, nós somos uma loja de ferramentas, duh, você é cega menina? — Ele olhou para a parede com armas pendurada e uma placa que dizia: "Joe's Gangnam. Vendemos todos os tipos de armas e munições".
– Desculpa, eu queria comprar uma pistola, você sabe me dizer quanto que eu posso pagar por uma?
– Jack! Bill! Venham aqui! — O homem da caixa de madeira chamou.
– Qual é o problema cara? — Bill e Jack saíram de trás da garagem e eu preciso admitir, eles estavam em forma. Mais pareciam dois armários do que traficantes.
– Essa menina ai quer uma pistola — Ele apontou com a cabeça para mim — Você tem escutas? Trabalha para o FBI? — Fiz que não com a cabeça — Podem revista-lá — Ele falou para Jack e Bill.
Os dois armários vieram em minha direção e bateram a mão pelo meu corpo todo. Um dos armários passou a mão boba pelos meus seios e levantou um pouco minha blusa.
– Jack! Ela não é uma prostituta, se você quer arrumar uma, cheque a esquina — O cara da caixa gritou para Jack.
Jack fez um carinho na minha barriga, beijou meu pescoço e bateu na minha bunda. Eu já estava mega assustada e Jack estava mega excitado. Ele olhou para mim e sussurrou: "Mais tarde eu te pego". Comecei a ficar assustada e eu estava em choque mas o cara da caixa me tirou do transe estalando seus dedos fedidos na frente dos meus olhos. Pisquei rapidamente e pude ver que ele me encarava falando alguma coisa.
– ... uma pistola certo? Bom, aqui está — Ele estendeu a mão segurando a pistola — Quer comprar balas também? — Fiz que sim com a cabeça. Paguei pelos itens e sai da loja fingindo que eu não estava com medo.
– Hey, gostosa — Alguém gritava e eu nem sequer olhei para trás.
Senti uma mão tocar a minha cintura e outra apertar meus seios. Virei minha cabeça rapidamente e dei de cara com o Jack-da-mão-boba. Dei um chute em seu testículo e saí correndo. Percebi que agora ele e Bill corriam atrás de mim, Jack mancava. Bill estava se aproximando e levantou um revólver em minha direção. Eu nunca havia usado uma arma antes mas tudo tem uma primeira vez. Peguei minha arma em minha bolsa e mirei na barriga de Bill. Puxei o gatilho uma vez e acabei acertando um pobre passarinho, tentei de novo e acertei seu pé. Ele me xingou mas continuou a correr mesmo mancando. Colocou seu dedo gordo no gatilho e se preparou para puxar. Antes que ele me matasse, puxei o gatilho novamente e dessa vez acertei seu pescoço. Ele cambaleou e enfim cau no chão.
Corri até o metrô e entrei correndo antes que a gangue toda do Jack e Bill viessem atrás de mim.
Cheguei em casa antes de minha mãe chegar e tomei um banho bem gelado para tirar o suor e o cheiro de cigarro do meu corpo. Depois que terminei decidi checar meu e-mail.
Abri o único e-mail na caixa de entrada:
"De: Ashley Grace
Para: você
E-mail: O que você quer?"
E isso era tudo que eu queria. Respondi o e-mail imediatamente.
"Quero que você me diga por que"
O e-mail infelizmente não teve resposta. Minha mãe chegou em casa mediu minha temperatura, e chegou a conclusão que eu estava melhor. De manhã eu acordei, coloquei uma roupa, peguei minha mochila, coloquei minha pistola dentro dela, e fingi estar indo para a escola.
Fui até um lugar para revelar fotos e revelei 10 daquela foto. O dono da loja perguntou o que era aquela foto e eu respondi que era para uma peça da escola, e graças a Deus, ele não desconfiou.
Voltei para casa e no caminho meu celular vibrou em meu bolso:
"Eu sei que foi você quem me mandou aquela foto" Era uma mensagem de Ashley.
Meu celular vibrou novamente:
"Olhe para trás"
Me virei e dei de cara com Ashley apontando uma pistola em minha direção.
CAPITULO 4:
Point of view: Ashley Grace
Quando Jessica se virou, pudê ver sua expressão assustada e furiosa ao mesmo tempo. Pam era sua amiga há 1 ano e ela queria vingança. Porém, quem ganha sempre é quem está com a pistola nas mãos.
Na mesma hora que puxei o gatilho, Jessica se abaixou e para minha surpresa, ela correu em minha direção e eu fiquei paralisada. Eu até agora havia matado 3 pessoas e nenhuma delas reagiu. Eu estava desesperada pois eu não sabia o que ela planejava, a única coisa que eu pude pensar foi: Atire de novo.
Puxei o gatilho, uma, duas, três vezes e errei todas as vezes. Minhas balas acabaram. Joguei a arma no chão a tempo de me abaixar na mesma hora que Jessica tentava me cortar com uma faca. Infelizmente, me desequilibrei e cai no chão. Jessica puxou uma pistola da sua bolsa e apontou-a para mim.
– Hora de pagar pelos seus crimes — Ela sorriu de forma maléfica e colocou o dedo no gatilho.
Antes que ela puxasse o gatilho tive tempo de pensar em uma última manobra. Estiquei minha perna direita e dei uma rasteira em sua perna esquerda, fazendo ela cair no chão e atirar em uma caminhonete enferrujada do outro lado da rua.
– Hora de mostrar quem é que manda — Me levantei em um pulo ao mesmo tempo que ela levantou e nós olhamos para sua pistola caída no chão à um metro de distância de Jessica.
Ela foi na direção da arma e eu chutei suas costas fazendo ela cair no chão novamente. Infelizmente, Jessica caiu em cima de sua arma e levantou ela novamente em minha direção. Corri para fora da mira da sua arma e a bala novamente acertou algum pobre automóvel. Ela tentou atirar de novo mas suas munições também haviam acabado.
Aproveitei a oportunidade da melhor forma que pude, corri. Eu sei, eu sei, sou muito medrosa e nem eu mesma sei como aguentei até agora.
Senti algo bater em minha cabeça e depois apaguei.
[...] Acordei em algum lugar fechado e escuro. Meus braços e minhas pernas estavam amarradas e havia uma fita isolante prendendo minha boca.
Tentei me soltar ou me mover mas sem sucesso. Fiquei algumas horas esperando até que uma luz forte entrou por uma frecha. Fechei meus olhos com força e enfiei o rosto no meu ombro.
– Acordou a bela adormecida — Uma voz conhecida falou.
Abri os olhos com esforço e vi Jessica parada na minha frente. Ela estava segurando o meu telefone celular em um das mãos, e segurando a porta do armário claro com os pés.
Jessica se inclinou e por um momento achei que ela fosse me bater ou algo do tipo, mas ao invés disso ela arrancou a fita da minha boca como um band–aid de criança. Segurei a vontade de gritar mas tinha quase certeza que meu rosto agora estava vermelho.
– O que você quer? — Perguntei.
– O que te faz pensar que eu quero algo? — Jessica perguntou ironicamente.
Fingi que ia vomitar e esperei Jessica me responder. Jessica podia ser fútil e oferecida mas uma coisa que ela não era: burra. Ela descobriu tudo, me torturou, conseguiu me sequestrar sendo que eu peguei ela de surpresa e ainda por cima, conseguiu fazer tudo sozinha. Eu via Jessica como uma menina qualquer. Eu não a odiava como eu odiava Pam– não que ela merecesse ser morta por isso — mas de certa forma, eu até que admirava Jessica.
Jessica estalou os dedos freneticamente na frente do meu rosto e percebi que eu estava encarando a parede como uma psicótica.
– Menina você ta acordada — Ela gritava — Sua mãe te ligou umas 15 vezes. Mas que chata! — Ela falava fazendo gestos com a mão e revirando os olhos — Por que você não avisa ela sobre nossa festinha do pijama? — Jessica falou tão normalmente quanto quando ela me contou que pretendia colocar silicone nos seios.
– Festa do pijama? — indaguei.
– Sim. Eu preciso de você aqui hoje a noite para me ajudar nesse momento tãão difícil — Ela colocou a mão sobre o peito fingindo estar comovida e depois soltou uma gargalhada alta — Então, você vai ligar para sua mãe e falar que você precisa de uma "noite feminina" — Ela fez aspas com os dedos.
– E por que eu faria isso?
– Por que se você não fizer, eu vou entregar uma certa foto de uma certa pessoa, para a polícia — Ela sorriu como minha vó quando diz "Quer mais chá querida?". Apontei com a cabeça para o celular em sua mão — Foi o que pensei — Ela discou alguma coisa no seu celular e colocou o telefone ao lado do meu ouvido.
– Ashley? — Morgan falava do outro lado da linha.
– Oi Morgan, ahn... eu só liguei pra avisar que estou bem.
– Menina por onde você andou?? — Morgan gritava do outro lado da linha e senti vontade de gritar com ela também — Nunca mais faça isso! Principalmente com o assassino de Pam solto por ai — Essa frase foi tão irônica que Jessica colocou sua mão livre sobre a boca para que não gargalhasse.
– Desculpe Morgan, eu estou na casa da Jessica, posso dormir aqui?
– Claro — Morgan falou mas pude sentir sua insegurança e dúvida na sua voz — mas me ligue amanhã quando você chegar na escola. Boa noite.
Jessica nem sequer esperou que eu falasse tchau. Arrancou o telefone de perto da minha orelha e desligou na cara de Morgan.
– Bom trabalho! — Exclamou Jessica– Você é mesmo uma ótima mentirosa. Que pena que isso não será mais vantagem a partir de agora.
Ergui a sobrancelha e alguem bateu na porta interrompendo o discurso de Jessica.
– Jessica! Abra a porta! — A mãe de Jessica ordenava.
– Já estou indo mãe! — Jessica gritou de volta, se virou para mim e sussurrou: — escuta aqui, você vai fingir que está aqui por vontade própria, vai ficar sentadinha na minha cama, e agir normalmente ok? Se você sair da linha, eu saio daqui agora mesmo e levo aquela foto na delegacia. Entendeu? — Assenti.
Jessica tirou a roupa e por uma momento achei que ela estava dando em cima de mim, mas ela apenas ficou de calcinha e sutiã — o que já era pavoroso demais contando que tudo que ela tinha eram dois centímetros de bunda e uma peito quase inexistente — e se envolveu com uma roupão de banho da cor branca. Jessica veio até mim, me desamarrou e apontou com o dedo indicador para sua cama. Sentei com cuidado na cama como se fosse uma bomba relógio. Jessica fechou a porta do armário e se dirigiu até a porta do quarto, girando a maçaneta devagar.
Senti vontade de gritar para a mãe de Jessica que ela estava me sequestrando e de correr assim que ela abrisse a porta. Mas eu sabia que se eu fizesse isso ela mostraria minha foto na delegacia e eu seria presa em uma fração de segundos.
– Por que a demora Jessica? — A sra.Alba perguntou.
– Eu tava tomando banho mãe. Ah, esqueci de te avisar, Ashley vai dormir aqui hoje ok? — Jessica saiu da frente da porta para que sua mãe pudesse me ver.
– Ah, era sobre isso que eu vim falar. Olá Ashley — Ela sorriu para mim e eu sorri de volta — A mãe dela ligou e eu vim verificar se vocês estavam bem. Vocês querem comer? Vou pedir pizza que tal? — Ela olhou para Jessica que fez que sim com a cabeça, depois olhou para mim e eu fiquei um tempo tentando entender o que ela queria — E você querida? Quer pizza ou não?
– Ah, sim, me desculpe — Sorri encantadoramente.
– Tudo bem, vou pedir a pizza, deve chegar em uns trinta minutos. Volto depois — A mãe de Jessica saiu e Jessica trancou a porta novamente. Desta vez Jessica me deixou sentada em sua cama mais continuou me ameaçando.
– É o seguinte, eu vou te fazer várias perguntas e você vai me responder cada um delas — Ela pegou um envelope em cima do outro lado da sua cama e jogou os papéis — ou melhor, as fotos — que estavam dentro dela, sobre sua cama — Para cada pergunta que você me responder eu rasgo uma foto certo? — Assenti — ótimo, vamos começar.
point of view: Selena Skyles
Bati a porta do meu armário no colégio vazio. Meus passos ecoavam pelo corredor vazio.
– Ora, ora, o que você faz aqui sozinha?
Bred estava encostado na porta de um dos armário imundos da escola. Olhei com desgosto para sua barba mal feita e seu sorriso irônico. Continuei andando pelo corredor quase vazio quando Bred me puxou pelo braço apertando-o com força.
– Aonde você pensa que está indo? — Bred apertava meu braço com cada vez mais força deixando-o vermelho.
– Me solta — Puxei meu braço com força tentando me soltar mas não tive sucesso — Você está me machucando! — Gritei.
Tenho medo de Bred desde o dia em que ele colocou fogo na casa de Samantha Rizzle só por que ela havia contado para o sr.Bolnes que ele colara de sua prova. Bred era um sujeito escroto, poderíamos dizer. Ele não aceita um não como resposta. Por isso sempre tive medo de que ele me afogasse caso eu terminasse com ele. Mas naquela noite eu não tive escolha. E agora preciso ficar fugindo dele como uma idiota.
– Ah é mesmo? — ele ironizou — que pena... você também me machucou naquela noite — Ele apertou meu braço com ainda mais força — se é que era possível — e começou a virar ele lentamente.
– O que você quer?! — Não diminui o volume da minha voz.
– Quero apenas conversar com você, docinho — Ele falou docemente.
– Não me chame de docinho — Chutei seu testículo e ele se contraiu de dor. Aproveitei o momento e puxei meu braço com força me soltando dele.
– Volta aqui, docinho — corri até a porta do colégio e fui para casa correndo. Cheguei em casa arfando, taquei minha bolsa sobre minha cama e me deitei, deixando que a goteira em meu teto jogasse pingos finos de água em mim.
O dia estava ensolarado e chovia pingos finos de água. Fechei a cortina do meu quarto e liguei meu iPod na minhas caixinhas de som para que eu pudesse escutar minha playlist.
Peguei meu notebook e chequei meus e-mails. Metade eram promoções de livros, refrigeradores e fogões, e a outra metade eram e-mails do Bred. Selecionei todos os e-mails e cliquei em excluir.
Peguei minha guitarra e comecei a tocar acordes que surgiram na minha cabeça. Anotei os acordes em meu caderno e fiquei tocando o resto do dia todo.
Point of view: Ashley Grace
Desde aquele momento que Ashley resolveu me chantagear, ela perguntou várias coisas como: "Por que você matou Pam?" "Você realmente achava Pam mais legal que eu?" "Você conhecia Pam antes de vir para nosso colégio?". No final de várias perguntas como essas ela conseguiu descobrir que eu matei Pam por causa de uma outra pessoa e também descobriu que eu não queria ser popular.
– Então essa pessoa que te "obrigou" a matar Pam– Ela fez aspas com os dedos — é a mesma que te mandou ser popular? — Assenti — E você não sabe quem é? — Fiz que não com a cabeça — Você é uma tola! Por que não tenta descobrir? — Indagou Jessica.
– Eu estou tentando! Mas eu preciso ser cuidadosa por que essa pessoa não está brincando! — Me irritei.
– Olha, nós duas queremos saber quem é essa praga que quer tanto que você mate pessoas, então por que nã...
– Nem pense nisso — interrompi Jessica– Eu sei o que você vai sugerir — fiz gestos com a mão — você quer que a gente seja uma equipe e que a gente descubra isso sozinha mas aqui vai o problema: isso nunca vai dar certo! — arregalei os olhos e continuei — mesmo que a gente tente se juntar, se a gente trabalhar em equipe essa pessoa matará você e as únicas pessoas que eu realmente me importo!
– E quem são essas pessoas? — Indagou Jessica.
– Não sou idiota. Se eu falasse você também me ameaçaria e eu estaria em um beco sem saída.
– Assim como Pam– revirei os olhos.
– Tanto faz. Eu já te contei tudo que eu sei, agora será que você pode me deixar ir embora ou...
– Espera ai! — Ela me interrompeu antes que eu pudesse continuar — eu também tenho algo como te ameaçar! Se você não trabalhar junto comigo para descobrirmos quem é essa pessoa, eu entrego a foto para a delegacia e você será presa — Ela sorriu como uma vitoriosa e balançou os cabelos.
– Eu não me importo. Não ligo para isso. Vou apenas pagar pelos meus crimes — Dei de ombros.
– Acontece... que se você for presa, essa pessoa provavelmente vai se irritar por que você não cumpriu bem seu trabalho e vai matar essas duas únicas pessoas que você supostamente se importa — Ela sorriu como se tivesse descobrido o mundo.
– Ok, eu aceito — Me rendi.
– Foi o que pensei.
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