Pra Sonhar
1 Capitulo Único
Notas iniciais
Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como num terremoto no Japão
Foram exatos sete anos. Sete anos do momento em que se conheceram até o instante em que ela tomou a primeira atitude, o beijando no meio de uma guerra. Agora, completavam o sexto ano de namoro. A diferença é que não esperaria que o sétimo ano se completasse para que uma atitude fosse tomada. Sabia que sua namorada estava impaciente, ainda mais depois do casamento de seu melhor amigo com sua irmã mais nova, dois anos antes. Já tinha esperado tempo demais com medo de que ela dissesse não.
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu, me vi na sua mão.
Começara com os preparativos ainda pela manhã. Se tudo desse certo, Hermione receberia o pacote no começo da tarde com a roupa que ela usaria a noite. Era um vestido longo, preto e bem simples mas que, com certeza, cairia muito bem na morena. Quando o olhou na vitrine, a viu nele perfeitamente. Teve ajuda de Gina para procurar, mas não importava realmente. Fez uma reserva no restaurante predileto dela, próximo ao beco diagonal e tinha um texto todo decorado pro momento.
Perdi a Hora de voltar para o trabalho
Voltei para casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Quando chegou a hora, tomou um banho rápido, vestiu sua melhor roupa e partiu em direção a casa da namorada.
− Oi – seu coração batia tão rápido, que por um instante, achou que fosse cair ali mesmo.
− Oi, amor – respondeu dando um beijo breve em seguida.
− Você está linda. Você é linda, na verdade.
− Obrigada. E obrigada pelo presente…. Eu amei.
− Ahm… São pra você − Disse, entregando o buquê de rosas, que só agora, lembrara da existência.
− Quem é você e o que fez com meu Ron? − perguntou rindo. − Eu vou guardar la dentro… Se importa de esperar um pouquinho?
− Não… tudo bem. — o tempo passara e ele ainda tinha certo receio de seu sogro.
Não sabia se estava fazendo muito calor aquela noite ou se tudo aquilo era nervosismo mas, pelo menos, ele ainda não tinha tido um ataque cardíaco. Até cogitou a ideia de desistir de tudo, dizer que tinha tido uma emergência no ministério e ir pra casa, entretanto, logo depois, se xingou em pensamento e tentou se concentrar no que diria pra ela no final da noite.
− Podemos ir?
− Sim... Aonde vamos, afinal?
− Você vai descobrir.
− Que mistério... – disse fazendo graça – Ron...? Está tudo bem com você?
− Sim. Porque a pergunta? − Perguntou, enxugando as mãos na calça.
− Você está vermelho, amor
− Eu só estou... Hm... Com calor. — respondeu com um sorriso sem graça.
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
A noite fora perfeita, tudo como Ron planejara, sem nenhum erro ou imprevisto. Ao terminarem o jantar, faltava a última fase de tudo aquilo, a fase que ele mais temia. Não se lembrava de ficar assim nem mesmo quando tiveram que enfrentar, juntos, a cobra de Voldemort. Estava tão nervoso que mal conseguia perceber as coisas a sua volta. Suas mãos estavam geladas e tremendo, sua visão embaçada, seu corpo suando por inteiro e sua cabeça latejava. Se perguntava como Harry havia feito, ainda mais para a sua família inteira. Tentou não imaginar como seria quando tivesse que falar com os pais de Hermione.
− Ainda não me explicou o porquê do presente e desse jantar. – disse finalmente quebrando o silêncio. Hermione o percebera esquisito durante toda a semana mas naquele dia, ele estava começando a assustá-la.
Haviam saído do restaurante a pouco e ele a levara até um parque trouxa que Hermione o apresentou logo depois que começaram a namorar, onde caminhavam lentamente.
− Precisa ter um por quê?
− Tudo tem uma razão. − respondeu
− Certo. – falou a fazendo parar de repente – Sabe o quanto eu te amo, não é?
−Eu te amo também, Ron.
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
− Quando entrou naquela cabine, procurando o sapo do Neville, eu tenho que dizer que você me deixou paralisado. Sem reação alguma. E naquele momento, eu pensava que isso só podia significar que eu te odiava. Ninguém nunca tinha me feito sentir isso antes. − Começou, se aproximando da morena e segurando suas mãos − Mas a cada dia que se passava e a cada vez que você dizia alguma coisa ou simplesmente respirava eu me sentia mais enfeitiçado. Eu soube que você era a melhor bruxa da nossa idade, como Hagrid diz, não pelas suas notas ou pelas respostas nas aulas, mas porque você jogou uma magia fortíssima em mim, Hermione.
− Ron... – ela sussurrou, já com os olhos marejados e sem saber como reagir ou o que falar.
− Shiu... Me deixa terminar, por favor. — respirou fundo, mais uma vez, e se concentrou no que tinha pra dizer. — Certo... Eu era muito imaturo pra perceber tudo que estava acontecendo, e tudo isso fez com que você fosse com aquele... Com o Krum no baile de Inverno. Naquela noite, tudo ficou preto e branco. Eu tinha perdido a oportunidade de viver aquele baile com você e foi ali que eu percebi o quanto eu te queria ao meu lado, compartilhando uma vida que eu nem sabia como seria. Mas o ciúme falou tão alto que quando fiquei sabendo que tinha beijado ele, agi imaturamente outra vez. E você tem que saber que quando eu te magoei, eu me magoei primeiro. Não suporto ver você sofrer. Como dizem os trouxas, se arrependimento matasse, eu já estaria morto há muito tempo.
− Porque ta me dizendo tudo isso? − perguntou com a voz falha.
− Eu disse tudo isso porque, depois de 13 anos que nós conhecemos e de 6 que estamos juntos, te namorar passou a ser muito pouco. Eu preciso de você o tempo inteiro.
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais
E, se ajoelhando, pegou a caixinha com o anel que comprara na semana anterior, abrindo-a logo em seguida.
− Jura? – falou já chorando e sorrindo ao mesmo tempo.
− Hermione Jean Granger, você aceita compartilhar a vida comigo pra sempre?
− Ron...
− Quer se casar comigo? − Peguntou mais uma vez, dessa vez, mais claramente.
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
− É claro que sim – respondeu ajoelhando-se também e o enchendo de beijos.
− Achei que diria não − suspirou aliviado.
− Eu nunca diria não, Ronald. Sabe o quanto sonhei com isso? Eu te amo
− Eu te amo – disse para logo em seguida beijar sua agora, noiva e futura Sra. Weasley.
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
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