Pra Sempre
3 Tudo pela felicidade um do outro
Notas iniciais
Alguns dias depois
Após alguns dias, Adriana e Heitor conseguiram autorização para Júlia viver com eles. Ela já tinha uma nova casa, suas coisas já estavam todas prontas. Já tinha seu quarto, sua cama, seu guarda-roupas... Tudo.
Estava de manhã. Júlia e Alex estavam, já, em sua sala de aula, que como sempre, está uma bagunça. A professora Maria Tereza (Português) estava se aproximando da sala, então uma menina que estava espiando grita:
–A "Maria Gordureza" tá chegando!
Imediatamente todos correm para suas carteiras, e fingem que nada tivera acontecido.
–Lisa! Adorei esse novo apelido! — Um menino fala rindo muito.
Todos riem.
Então a professora entra na sala.
–Então quer dizer que estão comportados, hein!! Vocês são mesmos uns pestes! — Ela coloca suas coisas sobre a mesa do professor — Vocês já sabem, né, que quando um professor, ou professora, seja lá o que for, quando entram nessa sala já ficam com mau humor! — Ela fala séria, parada em frente dos alunos.
–Nem sempre. — Alex disse. Ele tentava de qualquer jeito animar Júlia, que ainda estava deprimida, nem que isso o leve a ser expulso.
Júlia olha para ele, confusa.
–Como? — A professora olha séria para Alex.
–Todos os professores adoram a gente, porque somos os mais carinhosos do sexto ano! — Ele fala normalmente — Só você que nos odeia, e sabemos o por quê disso.
–Ah, é mesmo? — Ela fala em um tom meio sarcástico — Então, por favor, me fale o por quê disso!
Ele se cala e fica com medo de falar, enquanto todos da sala olham fixamente para ele.
–Porque... — Júlia o interrompe.
–Porque você é uma velha chata que age como se fosse uma bruxa! — Júlia fala, a professora se surpreende. Júlia e Alex são sempre bem comportados (aos olhos dela, rsrsrsrs) — É como se você fosse a diretora malvada do filme "Matilda"! — Ela se cala.
Os alunos se seguram para não rir. Alex olha confuso para ela.
–Júlia, que educação é essa? — A professora pergunta.
Júlia fica com a cabeça baixa e não sabe o que responder. Alex a observa, e fica com medo de que ela fique triste, então ele fala:
–Você não pode falar nada, sua velha feia e rabugenta do capiroto! — A professora olha surpresa para ele.
–Me desculpem, vocês dois, mas eu vou ter que tirá-los de sala! Estou perdendo tempo de aula! E levem suas agendas! Contem toda a verdade! — Ela fala séria.
Os dois pegam suas agendas e saem da sala, lentamente.
[...]
Ao chegar na coordenação, eles se sentam na cadeira em frente da mesa da coordenadora.
–O que aconteceu desta vez? — Ela fala com seu jeito certinho e irritante de falar, olhando uma papelada.
Alex olha para Júlia e ela faz um sinal de "sim" com a cabeça, então ele fala:
–É... N-nós insultamos a professora Maria Tereza...
A coordenadora faz uma expressão de raiva e olha fixamente para os dois.
–E por qual razão ou circunstância fizeram essa desobediência? — Ela pergunta.
Alex não sabia o que falar.
–Não sei!. Só fizemos. — Júlia fala.
Alex olha para ela, ela dá um sorriso de lado.
A coordenadora fala umas besteiragens, que nenhum dos dois prestaram atenção, pega suas agendas e taca um carimbo.
–Procurem se comportar mais, senhores. — Ela fala com um tom de sangue de barata e os meninos saem.
Quando eles voltam, a aula já tinha acabado. Então eles arrumam suas mochilas e vão caminhando para casa.
–Por que fez aquilo, seu maluco? — Júlia pergunta.
–Bem... Eu queria te animar. Gosto de te ver feliz.
Ela sorri.
–Funcionou. — Eles riem.
–E você? Por que me defendeu? — Alex pergunta.
–Não gosto de te ver sozinho nas encrencas. — Eles riem novamente.
–Eu te adoro! — Júlia fala.
–Eu também.
Eles caminham abraçados. Passam-se alguns minutos e eles chegam em casa.
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