Notas iniciais
Desculpem por ter demorado quarenta e sete anos para postar novamente... ;-; E dessa vez não tenho desculpas... Boa Leitura ;)

Alex está em cima de mim. Não estou preparada para o que pode acontecer, e se acontecer.

Ele se aproxima, lentamente, e então dá leves e pequenos chupões em meu pescoço. Eu seguro e aperto a pele de suas costas, acho que estou arranhando-as sem querer. Isso é muito bom, mas eu não posso continuar.

Enquanto ele me beija, sinto que o que estamos fazendo é errado.

—ALEX! – Grito do nada. Ele se assusta.

—O que foi? Fiz algo errado? – Ele fica preocupado.

—É... tem uma barata escondida na cortina! – Invento alguma coisa e me levanto. Alex também se levanta para matar a barata.

—Mas eu não estou vendo nada...

—É... é porque ela tá escondida na cortina! Alex, mate-a! Morro de medo de barata! – Faço um drama proposital.

—Está bem...

Enquanto Alex procura a barata, corro para meu quarto e me tranco nele.

Escuto Alex gritando por mim:

—Juh! Não tem nenhuma barata, não! – Não respondo. – Juh? Onde você tá?

Não vou responder. Eu não quero que ele se iluda comigo. E nem eu com ele...

Ele tenta abrir a porta do meu quarto.

—Juh, por que se trancou? – Ele bate na porta. – A barata que você falou não existe, né?

—Bem, a barata... É... Alex, não podemos fazer isso! – Mudo de assunto. – Não quero que você se iluda. Não devemos nos relacionar assim, somos irmãos!

—Ah, não vem com essa história de novo! Nós já falamos sobre isso! – Ele fala. – Juh, você gosta de mim do jeito que eu gosto de você? Porque se sim nós podemos ficar juntos! – Alex quer namorar comigo??

—Alex, pra você é tudo mais fácil. Mas pra mim não! Entende que nós somos irmãos, e mais nada! – Sinto vontade de chorar. – Agora, vai colocar uma roupa. Josh, Vicky e Luna devem estar chegando. – Ele não responde.

Me troco e abro a porta. Vou para a sala e Alex está assistindo televisão.

Estou me sentindo estranha, então não me sento tão perto dele.

A porta se abre. Eles chegaram, finalmente.

—Oi, gente! – Vicky fala bem animada. Ela se senta do meu lado e se aproxima. – E aí? Como foi a noite? – Cochicha.

—Se vocês estão achando que rolou alguma coisa, que fique bem claro que nem nos tocamos. – Cochicho de volta.

—Nossa que clima tenso...

—Oi Júlia, oi Alex! – Luna fala, feliz.

—Oi. – Eu e Alex respondemos ao mesmo tempo.

—Como foi no seu passeio com Josh e Vicky? – Alex pergunta.

—Legal! Como foi com vocês, aqui?

—Humm... – Gememos, com o sentido de não ligar muito para a pergunta.

—Desculpem, vou dormir, então! – Ela ri. – Boa noite. – Ela dá um abraço em cada um de nós.

Então a sala fica vazia. Somente eu e Alex.

—Alex, por que não fala comigo? – Pergunto.

—Se você não quer nada comigo, não vou me iludir, certo? – Sinto um frio na barriga. Mas não dos bons.

—Alex eu...

—Tenho que ir dormir. – Ele me interrompe e vai em direção ao seu quarto.

Sinto vontade de chorar. Espera... não é só vontade. Estou chorando! Mas por que sinto essas coisas? Somos irmãos e não devemos ter mais nenhuma relação além dessa.

Decido ir falar com a Vicky. A conheço por pouco tempo, mas já sinto que posso confiar nela para tudo.

Vou até seu quarto. Abro a porta e não à vejo. Então decido ir para o quarto de Joshua. Mas escuto barulhos estranhos e... O QUÊ?? QUE HORROR! PRECISO ACABAR COM ISSO! E SE LUNA OUVIR??

Bato na porta, estressada.

Joshua abre a porta, mas não toda, de forma com que cobrisse seu corpo.

—Parem com isso, já! Joshua, você está sendo pago pra ser segurança e não pra... isso! E Vicky, preciso falar com você. Por favor, venha pro meu quarto, se puder.

Vou para o meu quarto e a espero. Depois de alguns minutos ela abre a porta.

—Juh, não estávamos fazendo nada! Eu juro, nós só estávamos nos beijando! – Vicky fala.

—Tudo bem. O que quero falar não é sobre isso. É sobre mim.

—O que houve? Tá se sentindo bem? – Ela fica preocupada.

—Sabe... rolou, sim, uma coisa hoje... – Abaixo a cabeça. – Mas eu achei que não fosse certo e acabei com tudo... E no final, Alex ficou chateado comigo. Mas não por que não transamos, e sim porque falei que ele não podia se iludir, pois eu não queria nada com ele...

—Uau... – Ela fica triste, como se minha tristeza tivesse a contagiado. – E... você quer que eu te dê um conselho?

—Não precisa. Só queria alguém que confio pra desabafar.

—Bom... de qualquer forma eu vou dizer o que eu acho: que você devia falar com ele e esclarecer as coisas. Acho que isso foi só uma besteira. Vocês se amam, viveram por muito tempo juntos. Ele não vai ficar de mal com você por muito tempo, tenho certeza.

Muito obrigada, Vicky! – Nos abraçamos. Nunca tive uma amiga como ela. Me sinto segura em seu abraço.

—Agora me conta como está você e o Joshua! – Mudo de assunto, rindo.

—Ah... Normal! – Nós rimos.

Passamos algum tempo conversando em meu quarto, até que decido ir falar com Alex e ela vai para o seu quarto.

Sigo em direção ao quarto de Alex e bato na porta, mas ele não responde. Acho que ele está dormindo.

Abro a porta.

—O que foi? – Alex fala.

—Está acordado! Quer dizer... eu...

—Eu não posso ficar assim com você, Juh, eu te amo. – Ele vem em direção a mim. – Desculpe se fui infantil. – Eu o abraço. – Não se preocupe, não vou mais te pressionar.

—Que tal nós refazermos tudo isso comigo dormindo aqui? – Sorrio. Ele concorda e me beija na bochecha.

Nos deitamos e Alex coloca a nossa série preferida na televisão: “As Quatro”.

—-NARRADO POR ALEX—

Júlia dorme em meus braços. Eu a arrumo na cama e a cubro com um lençol. Eu a amo. É uma das pessoas mais preciosas pra mim. Só não sei por que esse outro sentimento me invadiu. E está me destruindo. Confesso que me magoei quando Júlia disse que não tínhamos nada. E eu sei que ela está certa sobre não podermos se relacionar de outra forma, mas às vezes eu perco o controle...

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? COMENTEM! Aceito críticas e elogios!