Príncipe Caspian: a Verdadeira História
17 O Duelo
Notas iniciais
A arena em que os reis se enfrentariam fora estabelecida na orla do bosque. De um lado, estava o exército telmarino e a sua frente estava Glozelle e Sopespian que apoiavam Miraz. E do lado oposto, o exército de narnianos estava alinhado, e ao lado do rei Pedro, todos os líderes estavam dispostos.
E na hora marcada para o combate, Cathy desejou boa sorte a Pedro com um forte abraço. Dois soldados de infantaria que observavam tudo atentamente comentaram:
-Ei, aquela soldado parece muito com certa camponesa... — observou o primeiro.
— É eu acho que é ela – respondeu o outro gaguejando – especialmente se você trocar o vestido pela armadura e o olhar doce pelo sanguinário...
— Tenho a impressão de que é melhor a gente cair fora
— Eu também acho — concordou o outro enquanto saiam de mansinho
E então, Pedro e Miraz se cruzaram na arena e logo depois as espadas flamejavam ao sol. E, por apenas um pequeno instante só se ouvia o tinir do metal, que logo fora suprimido pelos partidários de ambos os lados.
Pedro atacou, e, por uma fração de segundo, parecia que a luta estava ganha. Entretanto, Miraz se recompôs e se aproveitou de seu peso fazendo com que o Grande Rei sofresse golpes terríveis, até que se ouviu o bater de palmas e cascos por parte dos narnianos, pois Pedro atingira Miraz, cravando a espada debaixo do braço fazendo-o sangrar
— Bom, finalmente! — exclamou Catherine com ansiedade – Mas por que diabos Pedro está segurando o escudo desta maneira?
— Acho que o pulso deve estra machucado – respondeu Edmundo com receio – Pelo que vejo, apesar de tudo, não estamos indo tão bem...
— Ah, se eu pudesse... — resmungou Cathy, com o rosto vermelho de fúria — Eu mesma ia lá e dava um bom chute no traseiro deste velho caquético e acabava com isso
— Eu acho melhor colocarmos a rainha Cathy com o resto das damas – sugeriu Caspian – Pois se a deixarmos aqui, sabe-se lá Aslam o que ela será capaz de fazer...
E após Susana e Mabelle terem contido Catherine um pouco mais afastada da arena, houve uma pausa para que os combatentes tratassem de seus ferimentos:
— Ed me ajude a tirar o escudo... Mas com cuidado – pediu Pedro
— E o que achou do meu tio, Pedro? — indagou o príncipe
— Será complicado... Mas quem sabe se com um pouco de sorte... AAHHH! Ed, com mil demônios! — urrou Pedro – O que você fez com meu braço?
— Eu o coloquei de volta no lugar já que estava deslocado! Vou atá-lo e depois prendê-lo a escudo...
— Edmundo, quero que me faça uma promessa... — Pediu Pedro ao irmão – Quero que se algo der errado você leve as meninas a salvo para casa e cuide bem da Cathy por mim... Especialmente em relação a certos elfos que podem lucrar com minha morte, sabe? — completou olhando para Loren
— Por Aslam, Pedro! Você faz piada até num momento com este? — respondeu Edmundo com um meio sorriso – Mas eu prometo...
— Pedro, acho que já é hora de voltar – lembrou Caspian – vá e acabe com ele por mim
— Bem, adeus – disse Pedro colocando o elmo e voltando ao combate.
A luta prosseguiu de um modo feroz e agressivo apesar dos ferimentos sofridos por ambos os combatentes. Só se ouvia o tilintar das espadas e a respiração ofegante dos duelistas, quando o Usurpador desferiu um golpe fatal que atingiu o lado direito do Grande Rei.
----http://www.youtube.com/watch?v=H-M7oGrOa2I — soundtrack------
Todos ficaram pálidos ao ver a lâmina atravessar a brecha da couraça de Pedro, e Cathy instintivamente e em meio à lágrimas silenciosas desembainhou a espada e correu para a arena porém, Edmundo a segurou com um abraço.
Pedro, ao ver o estado da rainha, olhou aos céus e pediu:
— Aslam, sei que não mereço, mas me dê mais uma chance de ser o Grande Rei que o senhor me destinou a ser...
Então, Pedro com uma força extraordinária levantou-se e vendo que Miraz comemorava de costas para ele, aproveitou a oportunidade e matou-o
A multidão ofegou ao ver o tirano cair sem vida na arena.Quando ouviu-se um urro de surpresa e inquietação vindo da linha do exército telmarino, Lorde Sopespian desembainhou a espada, ergueu-a para o alto e gritou:
— Às armas homens de Telmar! Às armas!
Contudo, o que o Lorde não percebeu que a rainha Catherine com um olhar sanguinário e uma espada erguida, ia a sua direção. E quando ele se deu conta, ela havia cravado a lâmina em seu peito. Então, com um sorriso vitorioso, disse para que todos ouvissem:
-O próximo?
As tropas telmarinas abaixaram as armas e curvaram-se. Catherine, ao olhar para trás fez o mesmo.
Aslam havia retornado.
Notas finais
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