Powerless
2 Capitulo 1 - A Fuga - Staren
Notas iniciais
Acordei jogada no chão,em meio a cacos de vidro em um laboratório que me era familiar. Tentei levantar,mas estava inteiramente cortada e sangrando. Ergui a cabeça. Uma das portas estava aberta. Era minha chance,eu tinha que conseguir.
Levantei com muito esforço e comecei a andar em direção a porta. Foi então que uma porta do outro lado do laboratório se abriu,e dela saíram muitos soldados armados,especialmente chamados para ‘’me conter’’. Conter o que? Eu não queria machucar ninguém! Em quanto pensava nisso,um soldado que estava na frente gritou:
–Não se mexa! Fique parada!
–Porque? Eu não fiz nada.
Tombei a cabeça de lado. E eu não estava mentindo,em todos esses anos de testes,sempre fui boazinha e aceitei tudo. Mas agora era minha hora de dar um fim nisso,e um soldadinho armado não ia estragar tudo.
–Você não tem o direito de falar!
Eu já ia começar uma discussão,quando olhei para os painéis e vi uma mulher jogada,inconsciente. Eu já tinha visto ela em algum lugar. Comecei a andar até ela,até que uma bala atingiu meu braço direito. Vindo de onde? De um soldado armado. Cai no chão imediatamente e gritei de dor.
–Eu disse para não se mexer! Fique ai parada enquanto os outros não chegam,iremos leva-la para um outro local e assim voltará a dormir. Colabore e não terá mais ferimentos.
–Mas quem disse que eu quero voltar a dormir?
–Calada! Já disse que não tem o direito de falar!
Ergui a cabeça e comecei a encarar o soldado mandão. Ele percebeu e ficou um pouco assustado,mas logo voltou a sua pose. Levantei sem esforço,as feridas começando a se curar. Coloquei a mão no braço direito e procurei a ferida da bala. Sem parar de encarar o soldado,arranquei a bala do meu braço e a joguei em seus pés. Todos olharam surpresos.
–Cai fora daqui,e eu não irei te machucar.
–Quantas vezes eu vou ter que te dizer que....
–Mais nenhuma.
Dei um passo a frente,daqueles bem grandes. O soldado ameaçou atirar,colocando o dedo no gatilho da sua arma,que não dava medo em ninguém.
–Não ouse dar mais um passo...
Andei mais três passos.Estava para dar o quarto quando outro tiro me atingiu,dessa vez na perna. Cai novamente,gritando. Dessa vez eu não ia perdoar.
–Eu não queria machucar ninguém,mas como é teimoso......
–Do que está falando? Calada!
–Não.
–Eu disse...
Não deu tempo de terminar a frase. Criei com minhas mãos um disco daquela coisa preta que chamam de matéria negra e lancei,cortando fora sua cabeça. Ele caiu no chão,espirrando sangue para todos os lados. Os outros soldados ficaram desesperados e começaram a atirar,mas desviei de todas as balas e pulei no mais próximo,dando-lhe um soco na cara. Eles eram lerdos demais e não conseguiam me acompanhar,então distribui socos e chutes,até que todos estivessem jogados no chão,inconscientes.
Depois do meu trabalho feito,criei uma barreira na porta de onde os soldados tinham vindo e me dirigi até a outra saída. Andei tranquilamente pelos corredores,ouvindo os barulhos dos soldados tentando destruir minha barreira,sem sucesso. Andei mais um pouco,dando de cara com mais soldados. Eles não se cansam?
No meio dos soldados havia um homem alto e muito bem vestido. O reconheci na hora.
–Olá,senhor.
–Staren,por favor,pare.
–Parar com o que? Eles que começaram!
–Mesmo assim,você tem que obedecer. Venha,vou te levar para o lugar onde você vai ficar a partir de agora.
–Desculpe,mas não vou a lugar nenhum!
–Colabore,ou quer ser tratada como as crianças do laboratório do outro lado da cidade?
–Que crianças?
–Venha comigo e lhe direi tudo sobre o que quiser.
–Não.
–Staren....
–Adeus,senhor.
Antes de ele poder dizer alguma coisa,criei meus discos e matei todos os soldados.
–Staren,não!
Pulei no senhor e lhe dei uma beijo no topo de sua cabeça.
–Espero te ver de novo algum dia.
E então,lhe dei um soco. O senhor caiu desmaiado no chão,e fugi.
Mais soldados já estavam vindo atrás de mim.Precisava ir logo.
Andei mais e achei uma saída,que dava para um tipo de varanda. Olhei para baixo,água. Comecei a pensar em como fugir dali quando soldados me alcançaram.
–Fique parada,não se mexa!
Subi na grade e me virei para eles.
–Até mais!
Dei um tchauzinho e me joguei de costas no mar. Em quanto estava caindo,ouvi alguém mandando soldados até o mar para me procurarem,mas eles não contavam com meus truques. Prendi a respiração e adentrei o mar. Me mantive de baixo da água até ter certeza que todos os soldados haviam ido embora da varanda. Quando isso aconteceu,usei meus poderes de água e me impulsionei até subir um metro acima da água,e então criei uma ponte de gelo em baixo de mim. Comecei a estender a ponte até a cidade,quando pensei ter ouvido um soldado,então escorreguei e cai de volta na água. Subi na ponte e voltei a andar até a terra.
Tudo estava só para começar.
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