Power rangers força suprema

34 A Festa Junina dos Rangers


Ah, junho, que época maravilhosa, época de festa junina! Muita comida gostosa, muita música legal, festas, reuniões de amigos.

Claro que nosso colégio não iria ficar de fora, como todo ano óbvio, ele fazia a sua festa junina, e como em todo ano iria ter a quadrilha dos alunos, aquelas barracas de brincadeiras, pesca, boca do palhaço, a famosa cadeia, estávamos com período de aula reduzido por conta da data, afinal precisávamos ensaiar a quadrilha e ajudar na montagem das barracas, na confecção das bandeirolas.

Toda a escola estava empenhada nisso, ainda mais que contaria ponto pra uma matéria que o aluno mais necessitasse, então todos estavam bem dedicados.

A quadrilha ficou a cargo do professor Caio, ele pegou os alunos que se dispuseram a participar da quadrilha para ensaiar, dentre esses alunos estavam Mioh, Luque, Colt, Tum Tum, Emily, eu, Wendy, Carol, Mila, Tati, Gui e Breno.

Os pares éramos Mila e eu, Tati e Luque, Tum Tum e Carol, Emily e Breno, Mioh e Gui, e o casal principal da quadrilha, os noivos Wendy e Colt. Tinham outros, claro, além do padre da quadrilha, que faria o casamento.

— Muito bem turma, vamos ensaiar mais uma vez! Todo mundo em suas posições, vamos lá, soltando a música, três, dois, um, VAI! — coordenava o professor Caio.

Estávamos lá ensaiando de boa, quando de repente no meio da quadra apareceram vários Patrulheiros para atrapalhar nosso ensaio:

— Galera, vamos! – chamei. – Mila, corre, pega nossos colegas e tira da quadra, e se protejam tá!? – pedi.

— Ok! – ela me respondeu.

— Chorão, toma cuidado, não quero ficar sem meu noivo! – falou Wendy.

— Fica tranquila, esse casamento vai sair sim! – gritou Colt enquanto corria junto de nós para onde estavam os Patrulheiros.

— Muito bem cambada, vocês querem dançar!? Vamos dançar! – falou Luque.

Ao som da musica que não parou, começamos a lutar contra os Patrulheiros, enquanto os outros alunos iam saindo correndo da quadra, notamos que alguns ainda ficavam meio de canto só nos observando, já meio que estavam tão acostumados com essa situação que nem tanto medo mais tinham.

Lúcifer mandou uma quantidade grande de Patrulheiros dessa vez, pois quando acabamos com todos, já havia terminado nosso período de aulas:

— Muito bem pessoal, apesar desse “pequeno” contratempo o ensaio hoje foi bem proveitoso, amanhã nós continuaremos, tenham um bom dia! – despediu-se o professor Caio.

Pegamos nossas mochilas, e fomos caminhando para fora do colégio, todos os outros alunos faziam o mesmo, alguns passavam por nós e nos agradeciam, outros parabenizavam.

Por momentos como esses que valia a pena lutar, por ver no olhar das pessoas a gratidão:

— Mandaram muito bem lá! Como sempre! – comentou Mila, comigo.

— Ah, valeu Mila, já estamos tão acostumados.

— Meu protetor ninja, meu herói, meu noivo caipira! – falou Wendy, para Colt enquanto saiamos do colégio.

— Ainda acho tão perigoso vocês fazerem isso, ainda mais depois do que já passaram. – falou Tati.

— Ownn gatinha, que lindo, essa sua preocupação, mas não precisa, somos tipo vasos ruins, quase impossível de quebrar... Hehehehehe. – respondeu Luque.

— Bom gente, vamos nessa!? To exausto, foi puxado o ensaio, foi puxada a luta, tem tema pra amanhã, estudar pra provas do bimestre, memorizar bem os passos da quadrilha, tá fácil as coisas não! – comentei.

— Vamos sim. – concordou Tum Tum.

— Tchau Mila, até amanhã então.

— Tchau Rocky, se cuida. – ela se despediu, e me deu um beijo no rosto. – Tchau galera, até amanhã. – disse Mila, despedindo-se do restante da turma.

Fomos caminhando pela rua, nós oito, até que chegamos no ponto onde Luque se separava de nós e seguia para sua casa:

— Falou Rocky, até amanhã, tchau galera!

— Feito mano, até mais, se cuida ai. – respondi.

— Vocês também, juízo! – ele falou.

— Logo você Luque, pedindo juízo!? Parece até piada! Hahahahahaha. – comentou Emily.

— Ih, qualé, eu sou bem ajuizado viu!? – retrucou Luque.

— Ah sim claro, nós sabemos. – emendou Mioh.

— Ah, tchau pra vocês! – finalizou Luque.

Continuamos no nosso caminho, passamos pela rua da Wendy e Carol, Colt e Tum Tum as acompanharam até suas casas e em seguida juntaram-se novamente a nós. Seguimos, os cinco para casa, entramos em nosso edifício, pegamos o elevador, quando chegamos ao nosso andar, nos despedimos das meninas, entramos em casa:

— Ahhhhhhhhh! Finalmente! Home, sweety Home! – falou Tum Tum.

— Vou lá esquentar a comida pra gente galera! – comentou Colt.

— Beleza, vou lá arrumar nosso quarto, vem Tum Tum! – chamei.

***

— Abadom, ABADOM! Onde se meteu esse acéfalo?

— Si...Sim senhor Lúcifer! Aqui estou.

— Onde estava, não ouviu que estava lhe chamando!?

— Sim senhor, estava observando os rangers, como sempre.

— Hum, menos mal que estava fazendo o seu dever, e então, já tem algo para mim que nos ajude a derrotar aqueles malditos intrometidos!?

— E...então, eu estive olhando sim, e eu vi que eles estão preparando uma festa no colégio, uma tal de festa junina.

— Ah sim, aquela festinha em homenagem aos três “santinhos” de meu Pai, Pedro, Antônio e João, na verdade uma desculpa pra esses humanos se reunirem e se empanturrarem de comer e beber, sei, bom, e daí teve alguma ideia boa!?

— Nã...Não, infelizmente ainda não senhor, não consegui captar nada que pudesse lhe ajudar.

— Por favor Abadom, você está perdendo o jeito é!? Pensa, coloca essa sua cabeça oca para pensar!

— SENHOR, JÁ SEI! Vamos esquentar as coisas dessa vez! Causar muita confusão quente!

— Se não sou eu para te “incentivar” hein Abadom, não precisa nem agradecer, apenas me diga qual foi a sua ideia?

— Ah, mas eu insisto, muito obrigado por me incentivar senhor, então quanto à ideia, pensei em usarmos o Ground Fire!

— Uhhhhhhhhhhhh, isso sim que se chama de esquentar as coisas! Estou gostando Abadom, continue.

— Então, essas festas juninas costumam ser sempre a mesma coisa, barracas de brincadeiras, de comes, bebes, dança, bandeirolas...

— Tá, tá, e daí!? Onde é que meu poderoso Ground Fire entra nessa!?

— Então, bandeirolas e... FOGUEIRA! Toda festa junina que se preza tem fogueira, pensei em usarmos o Ground Fire disfarçado em várias festas, ele disfarçado de fogueira, começaria a soltar sua fumaça tóxica em todos, todos então cairiam, e o senhor e apenas o senhor conseguiria reverter à situação, desde que...

— SIM ABADOM, DESDE QUE TODOS SE CURVASSEM PERANTE A MIM, EU SERIA ACLAMADO, SERIA ADORADO E SERIA COROADO O REI SUPREMO DA TERRA! É ISSO ABADOM, EU AMEI SEU PLANO! BRILHANTE, VAMOS COLOCÁ-LO EM PRÁTICA JÁ! FAÇA COM QUE O GROUND FIRE PARTICIPE DO MAIOR NUMERO DE FESTAS JUNINAS POSSÍVEIS, QUERO UM EPIDEMIA, UMA PRAGA ENORME DE PESSOAS COM PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS POR CONTA DA FUMAÇA TOXICA DELE, E NENHUM MÉDICO, NENHUM REMÉDIO, NENHUMA INALAÇÃO DO MUNDO SERÁ CAPAZ DE CURÁ-LA, APENAS EU, O DEUS SUPREMO, O SENHOR DE TODA A TERRA, LÚCIFER, SEREI CAPAZ DE ACABAR COM ESSES PROBLEMAS, E TUDO O QUE AS PESSOAS TERÃO DE FAZER É SE RENDEREM A MIM!

— SIM SENHOR LÚCIFER, DESSA VEZ NENHUM SER HUMANO SERÁ CAPAZ DE PARÁ-LO!

— NÃO MESMO ABADOM, IREMOS INFECTAR TODOS COM A FUMAÇA TOXICA DO GROUND FIRE, INCLUSIVE AQUELES MALDITOS POWER RANGERS! NÃO VEJO À HORA DELES ESTAREM AGONIZANDO COM A FUMAÇA TOXICA EM SEUS PULMÕES! SERA A GLÓRIA ABADOM, A GLÓRIA!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. VAMOS ABADOM SEM PERDER TEMPO, MANDE GROUND FIRE PARAS AS FESTAS JUNINAS, OS NOSSOS FESTEJOS COMEÇAM AGORA!!

***

Logo que terminaram de bolar o terrível plano, Abadom, conforme as ordens de Lúcifer começou o ataque, localizou onde estavam ocorrendo festejos juninos e mandou Ground Fire atacar.

Estávamos em casa numa boa, estudando, quando tocou nosso telecomunicador:

— Ai, ai, ai, ai, ai, rangers, Zordon está chamando todos até o Centro de Comando agora!

— Tá, acalme-se Alpha, já estamos a caminho. – respondi. – Vamos lá galera!

— Vamos! – me responderam meu irmãos.

Nos teletransportamos todos para o Centro de Comando, lá nos encontramos com Mioh, Emily e Luque:

— Então, qual é o problema Zordon, o que é que está havendo? – perguntei.

— Rangers, observem o globo visualizador, Lúcifer acaba de mandar seu mais novo monstro, Ground Fire, ele está se infiltrando em festas juninas e intoxicando a todos com sua fumaça tóxica, se vocês não deterem ele a tempo, uma grande tragédia ira acontecer. – respondeu Zordon.

— Muito bem, e onde está esse Ground Fire agora!? – perguntou Colt.

— Ai, ai, ai, ai, ai, segundo nosso rastreador, ali, naquela zona do mapa, vejam. – mostrou-nos Alpha.

— Muito bem, é pra lá que devemos ir então. – falou Tum Tum.

— Certo, todo mundo pronto!? – perguntei.

— SIM!

— É HORA DE MORFAR!

— Leão Supremo!

— Lobo Supremo!

— Falcão Supremo!

— Tigre Dentes de Sabre Supremo!

— Lince Supremo!

— Touro Supremo!

— POWER RANGERS FORÇA SUPREMA!

— Power Ciclos Supremos, ativar!

Com nossos power ciclos, fomos rapidamente onde estava o monstro de Lúcifer atacando.

Quando chegamos, estava uma confusão tremenda, as pessoas corriam, tentavam se proteger, mas ele estava causando a maior destruição, e o pior, soltando em todos a sua fumaça tóxica:

— AI FOGUINHO, VAMOS PARAR COM ESSA PALHAÇADA!? – gritou Luque ao chegarmos.

— Ahhhhhh, tava demorando mesmo pra vocês aparecerem!

— Tu não vai mais contaminar ninguém com essa tua fumaça terrível, é o teu fim Ground Fire! – ameaçou Emily.

— Ora, vocês não são páreo para mim e a minha fumaça tóxica, PATRULHEIROS, ATACAR!

— VAMOS GALERA! – chamei.

Partimos pra cima dos Patrulheiros e de Ground Fire, o problema é que eram muitos Patrulheiros e isso dificultava chegarmos até o monstro de fato para conseguirmos destruí-lo, além do que estávamos preocupados com as pessoas que estavam na festa, pois todas tossiam muito, algumas chegavam a desmaiar:

— Bom, creio que por aqui meu trabalho está feito, e então rangers, o que vai ser, vão socorrer essas pessoas ou irão vir atrás de mim, se vierem, com certeza essas pessoas morrerão, e vocês terão o sangue delas em suas mãos, a decisão é de vocês.

— ORA, SEU MALDITO! – gritei.

— HAHAHAHA, ATÉ UMA PRÓXIMA RANGERS, ADEUS!

— Vamos gente, precisamos ajudar essas pessoas! – chamei.

Conseguimos levar as pessoas a todos os prontos socorros que pudemos, aos postos de saúdes disponíveis, deixamos elas aos cuidados dos médicos, e voltamos ao Centro de Comando:

— Maldito Ground Fire, como vamos fazer para acabar com ele, se ele fizer sempre isso, não teremos escolha a não ser deixá-lo ir e ajudarmos as pessoas. – comentou Mioh.

— Rangers de momento não há mais nada que possam fazer por aqui, sugiro que voltem para suas casa, e qualquer coisa eu os chamo novamente. – pediu Zordon.

— Certo, estamos indo. – falei.

Voltamos para nossas casas e para nossos afazeres, mas não conseguíamos nos concentrar em nada, só ficávamos pensando no tal Ground Fire, no que havia ocorrido, e tentando descobrir um jeito de derrotá-lo.

No outro dia no colégio, nossa preocupação ficou bem evidente para todos, inclusive para o professor Caio:

— Gente, vocês estão bem!? Estão errando cada ponto da quadrilha, que por favor, concentração gente!

— Desculpa professor, nós vamos. – respondi.

— Chorão, o que tá havendo com vocês!? – perguntou Wendy.

— Nada Mimizenta, foi só um descuido mesmo, não vai se repetir. – respondeu Colt, procurando mostrar a Wendy que tudo estava bem.

Voltamos a ensaiar e no meio do ensaio tocou nosso telecomunicador:

— Ãhm, professor Caio, PROFESSOR! – gritei.

— O que.. O que houve, quem gritou!? Fala Rocky, o que houve!? Porque essa gritaria.

— Professor, será que poderíamos fazer uma pausa, acho que posso dizer por todos que estamos um pouco cansados e precisamos beber uma água, recuperar o fôlego. Tudo bem pro senhor!? – respondi, e enquanto eu ia falando, os outros alunos começaram a concordar comigo.

— Tá, tudo bem, façamos uma pausa então, eu vou ver como estão os outros alunos enquanto isso.

Nós seis saímos correndo para acharmos um lugar isolado no colégio para que pudéssemos atender ao chamado do Zordon, corremos então todos para os banheiros no final do corredor das salas de aula, sabendo que nenhuma sala estava em uso, ainda sim, enquanto nos dirigíamos para os banheiros, fomos olhando rapidamente para dentro de todas as salas do colégio, para ver se realmente não havia ninguém, quando chegamos aos banheiros, também tomamos o cuidado de ver e não tinha ninguém neles, com tudo rapidamente checado, atendemos ao chamado:

— Pronto, pode falar Zordon. – falei.

— Rangers, vocês precisam agir, o Ground Fire voltou a atacar! – respondeu Zordon.

— Esse desgraçado, tudo bem, Alpha, mande para nós a localização dele através dos nossos navegadores de mão supremo. – pedi.

— Ai, ai, ai, ai, ai, imediatamente Rocky.

— Obrigado. Vamos galera!? – perguntei.

— SIM! – me responderam.

— É HORA DE MORFAR!

— Leão Supremo!

— Lobo Supremo!

— Falcão Supremo!

— Tigre Dentes de Sabre Supremo!

— Lince Supremo!

— Touro Supremo!

— POWER RANGERS FORÇA SUPREMA!

— POWER CICLOS SUPREMOS, ATIVAR, NAVEGADORES DE MÃO SUPREMO, ACOPLAR! VAMOS NESSA RANGERS!

— OK!

Com a localização do Ground Fire em nossos navegadores de mão, chegamos ao nosso destino, mais uma festa junina que estava sendo estragada pela presença do monstro de Lúcifer, quando chegamos, a fumaça tóxica dele já estava bem espalhada pelo ambiente, pedi então que Tum Tum pegasse seu bastão lunar supremo e o girasse com força para dissipar o máximo possível da fumaça:

— Certo! Bastão Lunar Supremo!

— Ai Ground Fire, chega disso, você já está passando dos limites! – falou Luque.

— Que nada rangers, eu mal comecei, e outra o meu limite vai até onde o senhor Lúcifer mandar, enquanto ele não ordenar que eu pare, eu não irei parar! Hahahahahah!

— Pra cima dele gente! – ordenei.

— CERTO!

— PATRULHEIROS DE LAVA, ATACAR!

Novamente o Ground Fire conseguiu escapar, e nós tivemos que ajudar as pessoas a chegarem aos hospitais e postos de saúde.

A situação estava ficando muito critica, pois as pessoas infectadas não estavam melhorando, com nada, e o monstro continuava seus ataques, e nós ficávamos de mãos atadas, pois não podíamos ir atrás do monstro e deixar as pessoas para trás.

O que era pra ser uma grande diversão, uma comemoração, estava se tornando um pesadelo para as pessoas, as festas juninas começaram a ser canceladas, as que ainda aconteciam tinham cada vez menos pessoas participando, pois todos estavam morrendo de medo do Ground Fire aparecer e as infectar com sua fumaça tóxica:

— ASSIM NÃO DA PRA CONTINUAR, DESSE JEITO, LOGO TODO O MUNDO ESTARÁ CONTAMINADO COM A FUMAÇA TOXICA DO GROUND FIRE! – bradava Colt no Centro de Comando.

— Zordon, você por acaso tem alguma ideia de como podemos derrotá-lo!? – perguntei.

— Infelizmente ainda nada Rocky, esse monstro de Lúcifer realmente é uma tremenda armadilha para nós. Não podemos usar de força total contra ele, pois do contrário deixaríamos as pessoas na mão e eles acabariam morrendo.

— Ai, ai, ai, ai, ai, essa não! Isso... ISSO É TERRÍVEL! – desesperou-se Alpha.

— O que foi Alpha!? – perguntou Tum Tum.

— Ai, ai, ai, ai, ai, acabo de descobrir que, essa fumaça tóxica ela é incurável, e as pessoas infectadas não irão viver muito, dentro de pouco tempo irão todas começar a...

— A o que, fale Alpha! – implorou Emily.

— Ai, ai, ai, ai, ai... TODAS AS PESSOAS INFECTADAS IRÃO... MORRER!

— Calma gente, calma, precisamos manter a calma, Alpha, você descobriu também em quanto tempo isso vai começar a acontecer!? – perguntou Mioh.

— Ai, ai, ai, ai, ai, sim Mioh, segundo os cálculos do computador, as pessoas começaram a morrer dentro de três dias.

— Droga... Tão pouco tempo! – desanimou-se Luque.

— Galera, a gente tem que descobrir uma forma de eliminar logo esse Ground Fire do contrário tudo estará perdido. – comentei.

— Rangers no momento, vocês não podem fazer nada aqui, o Ground Fire sumiu por enquanto, voltem para suas vidas, assim que houver novidades eu entro em contato. – ia dizendo Zordon, e mal ele acabou de falar começou a tocar o alarme do Centro de Comando.

— Ai, ai, ai, ai, ai, parece que ele voltou! – dizia Alpha.

— Então nós vamos agir. – respondi. – É HORA DE MORFAR!

— Leão Supremo!

— Lobo Supremo!

— Falcão Supremo!

— Tigre Dentes de Sabre Supremo!

— Lince Supremo!

— Touro Supremo!

— POWER RANGERS FORÇA SUPREMA!

— Galera, sem demora, vamos usar nossas armas do poder e destruir esse maldito! – ordenei.

— CERTO!

— Espada do Poder Suprema!

— Machado Astral Supremo!

— Bastão Lunar Supremo!

— Carregadores de Mão Supremo!

— Escudo Zeo Supremo!

— Sabre Magna Supremo!

— Venham rangers, vocês não tem chance!!! Patrulheiros, atacar! – ordenou Ground Fire.

Fomos com tudo para cima dos Patrulheiros, estávamos com tanta raiva daquele monstro, que rapidamente acabamos com toda a horda de Patrulheiros que ele enviou e conseguimos encurralá-lo:

— Muito bem Ground Fire, acabou pra você! – falei.

— Que nada, como disse, estou apenas começando, acaba apenas com a morte de vocês, LABAREDAS DO INFERNO!

— GALERA, SE PROTEJAM!

Conseguimos por pouco escapar das labaredas do Ground Fire, mas as coisas começaram a ficar bem quentes por conta desse ataque dele, graças aos nosso capacetes não éramos atingidos pela fumaça tóxica do monstro, por outro lado, suas labaredas do inferno esquentavam demais as coisas, a ponto de nos deixar bem sufocados, quase sem condições de lutar:

— HAHAHAHAHA, VOCÊS JÁ ERAM RANGERS, PORQUE NÃO DESISTEM, COMO BOM PERDEDORES QUE SERÃO!?

— Nunca iremos nos render para o Lúcifer! Galera, o Canhão do Poder Supremo, agora! – ordenei.

— CERTO!

— CANHÃO DO PODER SUPREMO, ATIVADO!

— VOCÊS IRÃO CAIR RANGERS!

— PREPARAR, APONTAR... FOGO!!!

Conseguimos acertar um tiro forte no monstro, que o fez sumir, ficamos com a impressão de tê-lo derrotado, tanto que ficamos a espera de o Lúcifer mandá-lo crescer, mas isso não ocorreu:

— Bem, parece que finalmente conseguimos resolver as coisas, hora de tudo voltar ao normal. – comentou Luque.

— Isso ai, tomara que as pessoas se recuperem logo da fumaça tóxica. Vamos nessa, temos uma festa junina pra curtir! – comentei.

Infelizmente, apenas o que conseguimos fazer foi ferir gravemente o Ground Fire, por isso a falsa esperança de que as pessoas estavam melhorando um pouco, com o Ground Fire ferido, o efeito de sua fumaça tóxica desapareceu um pouco das pessoas, o que nos fez acreditar que estava tudo resolvido, voltamos a ensaiar a quadrilha 100% concentrados, os preparativos para a nossa festa estava a todo vapor, todos trabalhando muito e duro.

***

— Esses malditos rangers, acham que acabou não é!? Pois esperem o Ground Fire recuperar toda a sua força, ele voltará mais poderoso do que nunca, e vocês irão cair, seus malditos!

***

O sábado da festa chegou, nós havíamos deixado o colégio todo pronto na sexta-feira.

Acordamos animados, fomos nos arrumando, com roupas tradicionais caipiras, aqueles chapéus de palha engraçados, as meninas com aqueles vestidos rendados, aquela maquiagem com as bochechas rosadas e as famosas bolinhas, simbolizando pintinhas:

— Vamos meninos! – era nossa mãe nos chamando. – Olha ai meus caipirinhas mais lindos do mundo, parados ai os três, eu quero tirar uma foto de vocês, como estão lindos meus meninos, olha lá o noivo caipira mais lindo do mundo! Sorriam vamos!

E ela fez nós três tirarmos varias fotos vestidos assim, e depois tirou mais fotos nossas com as meninas.

Quando a sessão fotográfica acabou, fomos pro colégio.

Chegamos lá, mal estacionamos o carro e saímos, já pudemos sentir os cheiros das comidas deliciosas vindas de dentro do colégio, churrasquinho, bolo de fubá, pamonha, pipoca, arroz doce, hummmmmmmmmmm, abria um apetite enorme!

Fomos entrando e encontrando a galera, Wendy nos viu e veio correndo nos cumprimentar e óbvio ao Colt:

— Hummmmmmm, meu noivo caipira chegou, achei que ia ter que mandar meu pai ir buscar com a espingarda a tira colo, hahahahaha.

— Oi Mimizenta, nossa, cê tá linda de noiva caipira! – respondeu Colt.

— Oi senhora Douglas, como vai!?

— Oi Wendy, tudo bem e você, nossa, vocês dois, estão lindos, vamos, junta ai pra eu tirar umas fotos.

— MÃE! – protestou Colt.

— Nada de “mãe”, vamos, vou tirar fotos sim, de todos, com seus pares!

Tudo estava correndo muito bem, todos estavam se divertindo demais, as apresentações iam acontecendo no meio da quadra.

Fui pegar algo para beber, estava lá encostado na grade, quando chegou a Mila:

— E ai moço bonito, como é que tá!? – ela me cumprimentou, me dando um beijo no rosto.

— Ó, e ai caipirinha, cê tá linda viu!? – respondi.

— Ah, que nada, bobagem.

— Oi Rocky, posso roubar a Mila um pouco de você!? – era Tati.

— Claro, me devolvendo depois.

— Hehehe, pode deixar, vem amiga, vamos ali.

— Que alívio né? – comentou Luque, que havia chego com Tati e ficou ao meu lado.

— O que mano?

— Ground Fire, termos conseguido resolver isso antes de hoje.

— Ah sim, com certeza, teremos um bom sábado de festa junina, com certeza!

***

— Hummmmmmm, eles acham mesmo que acabou não é!? HAHAHAHAHA, POBRES RANGERS! MAL SABEM O QUE OS AGUARDA! ABADOM, ABADOM, ONDE ESTÁ VOCÊ!?

— A...Aqui, senhor Lúcifer.

— Ground Fire já está recuperado!?

— Sim senhor, pronto para suas mais novas ordens.

— Maravilha, então acho que é hora de atacar com mais força, Ground Fire!

— Aqui senhor, o que ordena!?

— Acho que tem uma festa rolando, e ela está meio pra baixo, em grandes emoções, que tal você dar um jeito nisso!? Animar um pouco as coisas!?

— DEIXA COMIGO SENHOR!

***

— ATENÇÃO ALUNOS DO, PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO ANO QUE IRÃO PARTICIPAR DA QUADRILHA, FAVOR DIRIGIREM-SE A QUADRA DO COLÉGIO IMEDIATAMENTE, IREMOS COMEÇAR A DANÇA DENTRO DE INSTANTES! – era o professor Caio nos chamando pelo auto-falante.

— Bom, vamos nessa!? – chamei Luque.

— Vamos sim!

Toda a galera se reuniu e fomos para a quadra, estávamos nos preparativos, todo mundo tomando suas posições, os pais e convidados tudo se aglomerando a volta da quadra para acompanhar a apresentação.

No centro da quadra, foi montada uma fogueira de mentira, e nós iríamos dançar em volta dela.

Estávamos lá, todos em posição, começou a música e nós começamos a quadrilha, até que estava bem divertido, todo mundo seguindo os passos bem direitinho, as pessoas que assistiam se divertindo bastante com o casamento da roça que o professor Caio havia montado.

Tudo seguia bem até que Luque que estava logo atrás de mim, me deu um pequeno cutucão e me atentou para um detalhe na fogueira:

— Rocky, olha lá, não é um pouco estranho!?

— O que, que foi mano!?

— Lá, olham a fogueira, ela é de mentira, mas... Tá soltando fumaça!

— Não, isso não pode ser a menos que... – eu imaginei que algum fio de energia poderia estar entrando em curto e poderia causar um incêndio, então mesmo estragando toda a apresentação eu sai da formação e me dirigi até o meio da quadra, junto do Luque:

— MAS O QUE!? LUQUE, ROCKY, NÃO, VOCÊS TÃO ESTRAGANDO A DANÇA! – começou a bradar o professor Caio.

— Desculpa professor, é que nós notamos essa fumaça vinda aqui da fogueira e pensamos que poderia ser algum fio em curto que poderia causar um incêndio e...

Neste momento então a fumaça ficou mais forte e ele apareceu:

—UHAHAHAHAHAHA, NÃO SEUS IDIOTAS, NÃO HÁ NENHUM FIO EM CURTO, MAS VOCÊS ACERTARAM, HAVERÁ UM GRANDE INCÊNDIO POR AQUI! HAHAHAHAHAHAHA

— Merda, o Ground Fire, a gente não tinha acabado com esse cara!? – comentou Colt, quando se aproximou.

— Pelo visto não né, que inferno esse Lúcifer! – falou Tum Tum que também havia chego perto.

— Gente, precisamos resolver isso duma vez! – comentou Mioh.

— Certo, tem razão, vamos, vão tirando as pessoas daqui do colégio, Colt e eu vamos tentar conter o Ground Fire aqui, quando der vocês voltam! – falei.

— Beleza!!!

— FUMAÇA TOXICA, ATACAR!!!

— RÁPIDO, TODO MUNDO CORRENDO, PRA FORA DO COLÉGIO IMEDIATAMENTE! – sai gritando, enquanto todos corriam em direção da saída do colégio, a fumaça ia atingindo as pessoas, algumas iam caindo, e nós tentávamos ajudar elas a se levantarem.

— Cof, cof... Rocky, acho que fui atingido! – falou Colt.

— Cara, então corre, se protege junto deles, eu vou voltar lá e tentar deter o Ground Fire! – respondi.

— Mas... Cof, cof, você precisa de ajuda!

— E VOCÊ PRECISA SAIR DAQUI ANTES QUE PIORE, ANDE! – ordenei.

Sai correndo de volta pra quadra, quando trombei com a Mila:

— Aonde você vai?! Tá maluco!? – ela me perguntou.

— Mila, pode ter mais gente lá e eu preciso ajudar! – respondi. – Agora corre, se protege!

— E você se cuida, por favor!

— Pode deixar!

Quando sai correndo em direção da quadra, a fumaça tóxica já havia tomado todo o lugar, eu não poderia voltar pra lá sem morfar, pra minha sorte, nesse caso, a gritaria da confusão estava enorme e a fumaça estava densa, então eu arrisquei:

— É tudo ou nada, agora não da pra pensar em proteger identidade... É HORA DE MORFAR! LEÃO SUPREMO!

Morfando eu pulei na quadra, e quando lá cai, já estava transformado, salvo da fumaça:

— Muito bem Ground Fire, você usou essa sua fumaça tóxica pela última vez, Espada do Poder Suprema, ativar!

— Patrulheiros de Lava, atacar!

Enquanto eu lutava contra o Ground Fire, meus amigos iam ajudando as pessoas a saírem do colégio, até que o Tum Tum encontrou com Colt:

— Colt, cadê o Rocky!?

— Cof, cof, ele voltou, ele, tá lá, cof, cof.

— A gente precisa voltar e ajudar! – falou Emily.

— E nós vamos! – emendou Luque. – Simbora gente!

— Hei, hei, hei, onde vocês pensam que vão!? – perguntou nossa mãe.

— Mãe, o Rocky, ele tá lá, deve tá ajudando mais pessoas, a gente precisa ajudar ele a sair de lá, cof, cof. – respondeu Colt.

— E adianta eu dizer não? SÓ TOMEM CUIDADO! – gritou nossa mãe, enquanto todos corriam de volta para o colégio.

Mal eles entraram, procuraram a primeira sala pra entrar e morfarem, quando viram que a sala estava vazia, e graças à gritaria de pavor, ninguém os escutaria eles morfaram:

— Cof, cof... Todo mundo pronto!? – perguntou Colt.

— SIM!

— COF, COF, É HORA DE MORFAR!

— Lobo Supremo!

— Falcão Supremo!

— Tigre Dentes de Sabre Supremo!

— Lince Supremo!

Touro Supremo!

— RANGER VERMELHO, CHEGAMOS! COF, COF!

— Hum muito bom, agora poderei acabar com todos de uma vez só.

— Você vai pagar por tudo o que já causou e por ter destruído essa festa seu maldito! – disse Tum Tum.

— VAMOS LÁ, PATRULHEIROS, ATACAR! VAMOS TAMBÉM ESQUENTAR AS COISAS, LABAREDAS DO INFERNO!

A coisa estava bem difícil para nós, era a fumaça tóxica que deixava a visão bem complicada, as labaredas do inferno que estavam deixando o clima insuportavelmente quente, nos impossibilitando de respirar direito, mais o ataque de vários patrulheiros:

— Cof, cof... Eu não sei quanto tempo mais eu agüento nessas condições! – comentou Colt.

— Cara, segura firme, nós temos que acabar duma vez com esse Ground Fire, pra tu e todas as outras pessoas ficarem bem de vez! – respondi. – Galera, armas do poder supremas ativar!

— CERTO!

— Espada do Poder Suprema!

— Machado Astral Supremo!

— Bastão Lunar Supremo!

— Carregadores de Mão Supremo!

— Escudo Zeo Supremo!

— Magna Sabre Supremo!

— SEUS RANGERS IDIOTAS, NÃO SABEM QUE ESSE ATAQUE NÃO IRÁ FUNCIONAR NOVAMENTE, DA PRIMEIRA VEZ VOCÊS ME FERIRAM, MAS AGORA EU ESTOU MAIS FORTE E NÃO SEREI SEQUER ATINGIDO PELO CANHÃO DO PODER DE VOCÊS!

— Rocky, ouviu isso!? O que vamos fazer!? – perguntou Mioh.

— Vamos montar um ataque surpresa, a fumaça que nos atrapalha, com certeza atrapalha ele também, como não consegue nos enxergar direito, iremos atacar de todos os cantos, Tum Tum, suba lá nas escadas e ao meu sinal vai dissipar a fumaça, Colt, Luque, cada um pega o Ground Fire de um lado, Mioh, Emily, vocês atacarão por trás, eu pela frente e quando ele estiver bem fraco, ai sim usaremos o Canhão do Poder pra resolver a situação!

— CERTO! – todos concordaram com a minha ideia.

Tomamos as posições combinadas, o Ground Fire estava gritando e nos procurando no meio de sua fumaça tóxica, até que eu ordenei que Tum Tum com seu Bastão Lunar Supremo dissipasse toda a fumaça, quando isso ocorreu, Ground Fire apenas me viu e ficou se gabando, achando que meus companheiros haviam me abandonado, e o então nosso ataque funcionou perfeitamente, Colt e Luque atingiram ele pelos lados, Mioh e Emily o golpearam pelas costas, e eu pela frente:

— Você subestimou demais nosso companheirismo, nosso trabalho em grupo! – falei. – Agora irá pagar pela sua soberba!!! GALERA, CANHÃO DO PODER SUPREMO, ATIVAR!

— NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO, MALDITOS RANGERS!

— Esses pestes, destruíram o meu Ground Fire, mas isso não ficará assim! ABADOM, O RAIO DO CRESCIMENTO, AGORA!

— SIM SENHOR!

—UAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, AGORA EU SOU GRANDE, MAIOR E MELHOR, IREI CONTAMINAR MUITO MAIS PESSOAS COM A MINHA FUMAÇA TÓXICA!

— Isso se passar por nós! ZORDS SUPREMOS, APAREÇAM!

— Zord Leão Supremo!

— Zord Lobo Supremo!

— Zord Falcão Supremo!

— Zord Tigre Dentes de Sabre Supremo!

— Zord Lince Supremo!

— Torozord Supremo!

— RANGERS, FORMAÇÃO MEGATOROSUPREMOZORD!

— OK!

Mesmo com as dificuldades aumentadas, devido ao tamanho do Ground Fire, ele não foi páreo para o nosso Megatorosupremozord, finalmente conseguimos dar um fim nele.

Com isso, todas as pessoas que haviam sido infectadas pela fumaça tóxica melhoraram como num passe de mágicas, inclusive Colt, que havia inalado um pouco da fumaça do mal.

Com o Ground Fire derrotado, todos voltamos para o colégio e continuamos os festejos juninos, que estavam maravilhosos.