Power of Love
8 Capitulo 8: A viagem
Notas iniciais
Os dias passaram voando para Zé Alfredo e Maria Marta. Arrumar as malas é uma tarefa fácil para qualquer pessoa, mas aqui não é "qualquer pessoa" estamos falando de Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque, que segundo Zé Alfredo fez tantas malas que daria para fazer um intercambio de dez anos no Japão.
— Vamos Zé, me ajude a descer com essas malas — Disse a Imperatriz
— Com essa quantidade de malas, eu acho que você vai querer morar lá no meu Monte para o resto da vida — Riu Zé Alfredo
— Deus me livre te aguentar o resto da minha vida naquele monte — Debochou Marta, que também ria
— Não minta, você iria amar. I am irresistível!
— Oh, claro. Agora poderia me ajudar com as malas, Senhor Gostoso? — Perguntou Marta irônica
— Gosto assim! — Zé então pegou algumas malas e os dois desceram juntos a escada.
Ao chegar lá em baixo todos os filhos encontravam-se sentados no sofá. Agora era a hora chata de se despedir de todos, a pior parte. Pois com certeza eles sentiriam saudades!
— Vai na paz, viu mãe — Lucas deu um abraço em sua mãe e logo depois abraçou seu pai, que passou a mão sobre sua cabeça — Você também coroa, vou sentir falta de vocês!
— E vocês cuidem bem da Martinha e do Alfredinho — Falou Marta, olhando para Du e Lucas.
— Pode deixar! Eu e o lek vamos cuidar muito bem dos nossos bacurizinhos — Todos sorriam
Logo Pedro, Clara também se despediram de seu pais. E por ultimo Cristina que também estava na casa, depois de um certo tempo ela e Clara diminuirão as discussões e até estavam se tornando amigas.
— Aproveitem bastante e pode deixar que a empresa estará em boas mãos, em quanto vocês estiverem fora! — Afirmou Cristina.
Finalmente Marta e Zé pegaram estrada. Era pouco tempo e já já estariam dentro do helicóptero. Desta vez Josué não iria acompanha-los, o fiel escudeiro do Comendador tinha outra missão: Descobrir quem é Fabrício Melgaço.
Marta olhava pela janela e via algumas gotas de chuva escorrendo lentamente pelo vidro. Como isso a lembrava os velhos tempos...
"Marta havia tido uma briga boba com Zé Alfredo e foi viajar para arejar a cabeça. Foi sacrificante para ela ficar algumas semanas sem ver Zé e só depois disso tudo percebeu que não conseguiria mais ficar longe dele, que o amava muito e que precisava daquele homem, que julgava cangaceiro!
Felizmente ela já estava de volta, o avião acabara de pousar no Rio de Janeiro e ela com algumas malas em mãos estava prestes a pegar um taxi, naquele dia chuvoso. Em meio a muitas pessoas e várias gotas de chuva, ela vê um homem de preto. Charmoso, cangaceiro que olhava para todos os lados, parecia estar procurando alguém. Era ele José Alfredo Medeiros!
Marta tentou se segurar, mas a emoção gritou mais alto. Saiu correndo em direção à aquele homem que tanto amava. Ele logo ao ver sua Marta, também deu alguns passos largos e rápidos. A futura Imperatriz pulou em seus braços e lhe deu um grande abraço apertado.
— Que saudades meu amor — Disse a morena, ainda o abraçando
— Nunca mais quero ficar sem você. Que experiencia horrível ficar sem ouvir sua voz, sentir seu cheiro, sentir sua boca — Então Zé a suspendeu do chão e começou a beija-la. As gotas de chuva escorriam lentamente pelo rosto e corpo dos dois, mas nada disso importava. Como queriam matar as saudades ali mesmo, se beijavam loucamente, eram dois apaixonados...
— Maria Marta — Disse Zé pela quarta vez tentando acordar a mulher daquela lembrança tão boa
— O que foi Zé?
— Vamos, meu amor? — Marta acenou que sim. Logo eles entrariam no helicóptero e partiriam rumo Roraima!
O plano de Maurílio já estava armado, foi bem mais fácil do que ele pensava. Bastou Ísis seduzir um homem, que ele sabotou o helicóptero. Fabrício Melgaço já estava por dentro de tudo, alias depois disso o vilão, ou melhor a vilã mostraria sua cara para o mundo.
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Uma mulher misteriosa, observava de longe Zé Alfredo e Marta embarcarem. Ela estava com uma roupa preta e um lenço que cobria boa parte de seu rosto, não era possível identifica-la ao certo. Apenas, pequenas suspeitas.
— Muita sorte na sua jornada é o que lhe desejo!– Disse uma voz um pouco misteriosa. Depois uma pequena risada sarcástica a mulher sumiu.
O Comendador e a Imperatriz se encontravam dentro do helicóptero, que já estava voando. Seria uma longa viagem, mas desta vez o cansaço venceu tudo e os dois adormeceram. Marta apoiava sua cabeça no ombro de Zé, que também dormia. De repente o sono leve dos dois foi interrompido por um movimento brusco com o helicóptero:
— Shit, o que foi isso? — Perguntou Zé, preocupado
— Não me diga que vamos pegar turbulência! — Falou Marta
— Na verdade eu não sei o que esta acontecendo. O combustível esta acabando, mas foi abastecido antes mesmo de começarmos voar, só se estiver vazando. Mas por sorte estamos pertinho do Monte Roraima — O piloto olha preocupado novamente para o medidor de combustível e percebe que ele acabou completamente — Agora fodeu!
O avião depois de balançar muito e deixar todos apavorados conseguiu pousar bruscamente. O piloto estava desmaiado, pois não conseguiu se segurar e acabou batendo a cabeça no volante. Seu rosto sangrava um pouco.
Marta estava desacordada no colo de Zé Alfredo, que era o único que estava consciente. Ele logo olha para o janela e vê que metade do helicóptero se encontra em cima do Monte e a outra metade no ar, ou seja se eles não saíssem dali cairiam uma distância enorme e morreriam todos!
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