Power of Love

2 Capitulo 2: Outra chance?


O publico estava paralisado, todos observavam a Imperatriz sendo segurada pelo Comendador com seu vestido vermelho todo manchado de sangue. Zé sentia seu coração parar junto com o de Marta, era uma dor incontrolável. Ele suava frio e sentia sua respiração ofegante. Zé Alfredo não aguentava mais, suas pernas estavam bambas. Então ele confortou Marta com carinho no chão e logo ao se virar sua vista ficou escura e ele desmaiou ao lado da Imperatriz.

Cristina, Clara, Pedro e Lucas subiram rápido para o segundo andar do carro alegórico. Todo estavam desesperados, as lágrimas estavam visíveis em seus rostos. Cris tomou forças e chamou uma ambulância, mas não estava fácil ver aquela cena dos dois desmaiados no chão como se estivessem mortos:

— Eu não vou conseguir viver sem minha mãe, ela era a melhor mãe e mulher do mundo. Como eu queria dizer que a amo muito! — Dizia Clara soluçando e tentando conter as lagrimas que escorriam de seus olhos.

— Se acalma, que você vai ter todo o tempo do mundo... sua mãe é forte e ela vai sair dessa — Cris chorava ao ver seu pai e Marta desmaiados no chão, mas tentava acalmar os outros e ter esperanças que os dois estivessem vivos.

— Cara eu fiquei mó feliz quando vi o coroa beijando a Mãe, mas agora esta sendo o pior dia da minha vida — Lucas chorando se abaixou e ficou ao lado dos pais, Du veio e colocou a mão sobre sobre seu ombro apoiando-o

— Lek, vai ficar tudo bem... Sua mãe daqui a pouco vai estar junto com nós brincando com o Alfredinho e a Martinha! — Du também estava triste, ela conseguia sentir a dor que Lucas sentia e também chorava.

Aquele momento foi interrompido pelo barulho de uma sirene, era a ambulância que estava se aproximando. Zé Alfredo estava voltando em si, um pouco confuso, mas conseguia enxergar um pouco embaçada a imagem de enfermeiros levando Marta carregada na maca

— Marta — Despertou ele, se levantando — Eu vou junto com ela no hospital!

— Mas pai, você está bem? É melhor eu ir com ela — Disse Pedro

— Quem vai com ela sou eu e ponto final — Zé então encerrou a conversa. Se levantou e já se sentindo um pouco melhor acompanhou Marta, subindo na ambulância.

O transporte corria pelas ruas do Rio de Janeiro em direção ao hospital. Zé colocou suas mãos com carinho sobre o rosto de Marta, acariciando-o devagar:

— Marta como eu queria voltar no tempo e dizer o quanto eu te amo e te quero do meu lado. Eu peço a Deus que ele me de outra chance de te fazer a mulher mais feliz deste mundo! — Não adiantava tentar se conter, ele chorava e chorava muito.

Nada faria suas lágrimas pararem de escorrer por seu rosto, apenas ver novamente sua mulher acordada o chamando de cangaceiro, de jumento, de bode velho e outros mil apelidos que ela lhe colocava. Quando ele tentava voltar em si e parar de chorar ele lembrava de Marta desmaiada em seus braços. Ele queria pegar o assassino e encher de porrada, como dizia Lucas, mas ao mesmo tempo ele não queria sair se quer um minuto do lado de sua mulher.

Depois de Zé Alfredo cochar o bigode milhares de vezes eles chegaram no hospital. Marta foi levada á sala de cirurgia e Zé Alfredo foi barrado pelos enfermeiros de acompanha-la. Ele andava em círculos pela sala, falava "Shit" várias vezes, cochava seu bigode e olhava a cada dois segundos em seu relógio de pulso, mas o tempo parecia não passar. Depois de um certo tempinho seus quatro filhos chegaram.

Quase uma hora de espera e nada de noticia, todos estavam muito impacientes e não conseguiam esperar mais se quer um minuto:

— Se este médico não me dar noticias logo, eu vou enfartar aqui e quem vai morrer sou eu — Zé Alfredo estava extremamente preocupado, ficava imaginando o quanto estaria feliz se de repente o médico chegasse com uma noticia boa, porém não conseguia imaginar o que faria se a noticia fosse ruim...

— Nem pense nisso, pai. Agora temos que ter calma e fé. Vamos pensar positivo, a Dona Marta vai ficar bem! Vamos fechar os olhos e rezar, pois é a unica coisa que podemos fazer — Cristina, sentia lá dentro que tudo iria ficar bem e voltaria a ser como antes, mas não imaginava que depois daquilo a vida de Zé mudaria totalmente de rumo.

Todos seguiram o conselho da Cris e fecharam os olhos, de mão dadas rezavam no pensamento e mandavam pensamentos positivos para Marta. O silencio absoluto da sala foi interrompida por a voz um pouco rouca do médico:

— Vocês são parentes de Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque? — Nesse momento todos se viraram ansiosos para saber o que havia acontecido.

— Sim somos e é bom você falar que minha mulher esta bem

O enfermeiro estava pronto a dizer o que definiria dali para frente suas vidas. Todos estavam ansiosos, mas no fundo do olhar de cada um dava para se perceber uma certa preocupação e medo.E se ela morresse?

Notas finais
Estou emocionada com este capitulo! O Zé merece outra chance? Veremos no próximo capitulo! Obrigada pelos comentários de vocês, são eles que me motivam a continuar!